Prefeitura inaugura Ecoponto Têxtil no Brás

O Brás é o maior polo de moda e atacado da América Latina, reunindo mais de seis mil indústrias têxteis e lojas de confecção e recebendo até 200 mil pessoas por dia. Porém, mensalmente são descartados irregularmente nas ruas da região cerca de 300 toneladas de resíduos têxteis, o que causa uma série de transtornos. Com o objetivo de resolver esse problema, a Prefeitura inaugurou nesta segunda-feira, dia 20, o primeiro Ecoponto Têxtil da cidade.

O espaço funciona 24 horas e tem capacidade para receber as 300 toneladas de resíduos que a Prefeitura precisava coletar das ruas todo mês. O material entregue ao ecoponto será encaminhado para tratamento e transformado em Combustível Derivado de Resíduo (CDR), que pode ser utilizado para alimentar fornos industriais de cimento, cal ou biomassa, substituindo os combustíveis fósseis e minerais, que prejudicam o meio ambiente.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), o Ecoponto era uma demanda antiga dos empresários da região. “Com o encaminhamento correto, o material pode ser reaproveitado. Além disso, acaba com a desculpa de jogar o lixo de forma errada. Quando você tem o descarte correto e regular, elimina as enchentes, evita focos indesejados de animais e melhora a circulação e a viabilidade do bairro”, ressaltou.

O Ecoponto Têxtil Brás aceita apenas resíduos têxteis. Fica na rua Cachoeira, 958, Catumbi – área da Subprefeitura Mooca.

Espaço funciona 24 horas na rua Cachoeira, 258. Fotos: Renato Pinheiro/Secom

Garrafas apreendidas na Vila Formosa são destruídas e recicladas

Mais de 100 mil garrafas vazias de bebidas alcoólicas que seriam reutilizadas para adulteração e falsificação foram destruídas em São Paulo. Os vasilhames foram apreendidos no início do mês pela Polícia Civil em um galpão clandestino na Vila Formosa. A Justiça autorizou a destruição do material. Segundo o Governo do Estado, são sete toneladas de vidro encaminhadas para o processo de reciclagem.

Primeiro as garrafas foram destruídas de forma manual em um pátio na Zona Leste, onde estavam guardadas desde a apreensão. Depois, foram encaminhadas para a empresa O-I Glass, onde os vasilhames passaram por uma segunda etapa de destruição, limpeza e divisão por cores. Após o procedimento, o material foi pesado e enviado para um forno a 1500º, se transformando para o estado líquido.

“Cada máquina vai fazer um produto diferente. O vidro é o único material do mundo que é 100% reciclável”, explica Maurício de Moraes, gerente da fábrica São Paulo da O-I Glass.

A empresa leva em média três dias para fazer todo o procedimento de reciclagem. “Para o meio ambiente, é extremamente importante. Reciclando, você evita retirar matérias-primas e minerais da natureza, economiza energia e evita ocupar espaços nos lixões”, ressalta Moraes.

Garrafas foram achadas em galpão clandestino. Fotos: Governo do Estado
Linha 16: Consulta pública aberta até novembro

O Governo do Estado mantém até 7 de novembro a consulta pública para o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) da Linha 16-Violeta de metrô, cujo traçado chegará até a Mooca.

A população pode fazer sugestões para melhorias da proposta através do e-mail: ppplinha16@sp.gov.br. Necessário usar o formulário modelo disponibilizado na página do projeto no site da Secretaria de Parceria e Investimentos (aba Audiência e Consulta Pública). Também ocorreram audiências públicas.

Conforme a Folha já abordou, a Linha 16 vai beneficiar a Mooca e região com as futuras estações São Carlos, Paes de Barros e Vila Bertioga, entre outras; porém empresários da avenida Henry Ford estão mobilizados para alterar o projeto do pátio de manutenção e estacionamento de trens do ramal. Afirmam ser favoráveis à linha, mas temem dezenas de desapropriações e fechamento de empresas. Sugerem outra área na avenida Presidente Wilson.

O Governo do Estado alega que o pátio terá impacto menor que o planejado, com cerca de 100 mil m², e que também atrairá empregos.