Editorial

Editorial – Edição 23 de outubro

Marcha lenta

Vila Prudente completou 136 anos neste mês sem que as autoridades se pronunciem sobre um dos seus problemas mais emergenciais: o trânsito. Leva-se cada vez mais tempo para circular pelo bairro.

A falta de fluidez nos corredores ou no miolo do bairro acaba com a paciência e o humor de motoristas e passageiros que precisam percorrer a região, além de acarretar atrasos, prejuízo financeiro e outros males, inclusive para a saúde física e mental.

O problema é antigo, mas nunca recebeu a devida atenção e só piora com o adensamento cada vez mais desenfreado na região. Ao mesmo tempo em que não apresenta uma proposta sequer para melhorar o viário local, a Prefeitura concede a toque de caixa novos alvarás para empreendimentos residenciais. Serão cada vez mais moradores travados pelo bairro, seja em veículos particulares, transporte público sobre rodas ou de aplicativos.

O gargalo no entorno da praça Padre Damião é um exemplo do descaso, falta de planejamento e ineficiência que perduram por décadas. Há mais de duas décadas a Folha cobra uma interferência nesse ponto, onde todo o tráfego das ruas Orfanato, Ibitirama, José Zappi, Ingaí e Dona Genoveva D’Ascoli afunilam na rua Capitão Pacheco e Chave. É impossível a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) achar isso “normal e saudável” para quem precisa deixar a Vila Prudente todos os dias pela manhã.

A morosidade das autoridades em se debruçar sobre o problema supera os índices de congestionamentos. É absurdo que o trânsito da Vila Prudente continue na contramão do desenvolvimento em curso.

11 Comentários

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!

  • nicolau 22 de fevereiro de 2024, 18:35

    gostaria de saber quem foi o asno,que retirou umas 100 arvores que foram plantadas na area externa do crematorio digo em frente da avenida estavam todas bonitas e estavam sendo plantadas rescentimente nao era a prefeitura deveria ser particular

  • Jarbas 27 de agosto de 2024, 09:12

    A CET poderia começar implantando o semáforo inteligente no cruzamento da Capitão Pacheco Chavez com a Paes de Barros e demais cruzamentos até o viaduto. Outra alternativa é mudar o acesso na região do Largo da Vila Prudente, evitando o contorno na esquina (deixando exclusivo para quem vai a rua José Zappi, estendendo o fluxo até a Ibitirama, assim eliminaria 1 semáforo.

  • Marcello 27 de agosto de 2024, 11:36

    E a interligação da Anhaia Mello com a Presidente Wilson?
    É o interesse de poucos em detrimento da sociedade (não só a local) porque o fluxo que atravessa o bairro é enorme!
    Chamar a prefeitura de inerte é puro respeito com aqueles que não fazem nada pelo povo.
    Sugiro uma mobilização/manifesto cívico e organizado para chamarmos bastante atenção para esse grave problema.
    Referente as obras mencionadas pela CET… temos que respirar fundo para mantermos a compostura, já que todos sabemos que NADA está sendo feito por eles para por ordem ao caos instalado!

  • Estela Marina Scandura Ferreira 27 de agosto de 2024, 13:45

    Tenso ! Sou moradora da Vila Prudente ha quase 70 anos (desde q nasci)E lamentável! Parece uma selva de pedras!! Acho que vai colapsar mesmo!! E triste ver como era e como ficou! Claro e a evolução ! Porem depois do Metro tudo se transformou por aqui!

  • Carlos 27 de agosto de 2024, 16:01

    Permitir construções de novos prédios em um bairro sem considerar o impacto no trânsito é uma demonstração clara de falta de planejamento urbano e visão de longo prazo. Os gestores da cidade estão negligenciando uma questão crucial, que é a mobilidade dos cidadãos. Ao ignorar o aumento inevitável no volume de veículos e a pressão sobre a infraestrutura existente, estão condenando os moradores a enfrentarem engarrafamentos constantes e uma queda na qualidade de vida. Essa falta de preocupação reflete uma administração irresponsável e desconectada das necessidades reais da população. É essencial que haja um planejamento integrado, que leve em conta não apenas o crescimento habitacional, mas também a infraestrutura de transporte, para evitar que a cidade se torne caótica e inabitável. Vias como a rua Americo Vespucci e rua Ibitirama já dão sinais de agonia. No futuro, ruas como a rua Cavour serão novas vitimas do descaso e ganância ferindo junto os moradores do bairro.

  • Silvio Pires 4 de agosto de 2025, 12:46

    Já participei de diversas reuniões — CONSEG, CPM, entre outras, para tratar das enchentes que afetam a nossa região. A resposta, no entanto, continua sendo a mesma: “O problema é complexo.”
    Enquanto isso, nada muda. Continuamos enfrentando enchentes recorrentes em vias como a Avenida Anhaia Mello, Rua José Zappi e adjacências.
    Fala-se há anos em um “grande projeto” no SIURB, mas até hoje não temos informações concretas:
    Qual é esse projeto exatamente?
    Qual o prazo de execução?
    Qual o impacto real que ele trará para a nossa região?
    A população está cansada de promessas vazias. É inadmissível que os moradores continuem sofrendo com alagamentos, perdas materiais e risco à vida, enquanto autoridades permanecem inertes.
    Chega de destruição do nosso verde!
    É hora de cobrar com veemência os nossos representantes: vereadores, deputados estaduais e federais que foram eleitos com os votos da nossa comunidade e que agora se omitem.
    Exigimos transparência, cronogramas e, acima de tudo, ação imediata.
    A paciência da população chegou ao limite.

  • jorge o engenheiro 29 de agosto de 2025, 14:46

    nao existe mais espaco para carros e predios no bairro. A anos já é impossivel circular na anhaia mello. Toda a infra estrutura de energia, agua, esgoto nao foi pensada para isso. Só a prefeitura nao ve isso …

  • Silvio 29 de setembro de 2025, 11:22

    Realmente esse problema de enchente é uma vergonha. Há anos temos esse problema e ninguém tem a coragem de resolver ou de no mínimo passar informações reais.
    Já fiz várias cobranças a nossa subprefeitura, mas nada….
    Em contato com o Sr. Jocimar, Douglas e Elisete da Subprefeitura recebi a informação que existe um projeto de fazer uma canalização paralela a que já existe na R. José Zappi está na competência da Secretaria de Urbanismo ( Siurb ) parado na Siurb que a principio irá resolver 100% dos problemas da Rua José Zappi e no Largo da Vila Prudente.
    O fato é que nenhuma dessas pessoas, consegue ter um status desse projeto. Eu acho isso incrível, pois se as pessoas que estão na Subprefeitura não conseguem essa informação, quem irá conseguir. Estou há mais de um ano falando com eles.
    Frequento o Conseg, CPM, etc para pedir apoio, mas até agora nada.
    Já falei com a vereadora do nosso bairro (Edir Sales) que ficou de nos apoiar.
    Peço apoio ao jornal para que coloque esse tema na pauta das reportagens.
    Precisamos de uma mobilização mais forte para resolver o tema.
    Obrigado

  • MARIA APARECIDA GENEBRA 29 de setembro de 2025, 16:23

    Prezadíssimos Senhores da Fola VP – Para além deste primoroso editorial, venho trazer uma notícia – que novidade não é mesmo… mas, que nos imcomoda, e muito, aqui na Rua da Prece: furtos no correr de 5 madrugadas en dias alternados (desde terça passada até hoje dia 29.09), até mesmo com o uso de escadas próprias. Pasmem… Trazidas pelos meliantes – temos imagens — para furtar os fios das ligações de telefone existentes na Rua. Lamentavemente os meliantes se valem de muros, árvores, caminhões baús que estejam estacionados, ou mesmo as suas escadas ou o próprio corpo…. Descaradamente. Causam transtornos e perda de serviços, e prejuizos pessoais e total falta de tranquilidade. Acionada a Policia, vieram, mas sempre com atraso… E apesar de boa parte dos morarores participarem da Viglância (solitária) Solidária, nada se faz, sequer uma ronda – aliás não existe ronda alguma e temos dois estratégicos pontos que tiram a nossa paz (morreu faz tempo…) Eco-ponto, e a invasão do prédio da antiga Padaria Amália. Boletins de ocorrências servem mesmo para estatísticas… Sugiro que a Folha venha nos visitar para dar ênfase a esta noticia.. Temos vigilância conjunta com câmeras pagas pelos moradores, e a maioria está no Vigilancia Solidária, só que, estamos à mercê…. Tristeza danada! M.A. Genebra MORADORA 29.09.2025 16.13 H (resido neste local dade 1989)

  • Pedro Cardoso da Costa 28 de julho de 2026, 16:12

    Incentivos à leitura
    Sempre ressalto que, em qualquer iniciativa, o mais difícil é saber por onde começar.
    Primeiro, faço uma analogia com a participação e o envolvimento de toda a sociedade brasileira com o futebol, em especial no período da Copa do Mundo.
    Assim como na Copa, as ruas, praças e os estabelecimentos comerciais poderiam receber pinturas com nomes de livros, frases de escritores famosos, períodos e estilos literários. A própria história da escrita poderia fazer parte dessas pinturas, que deveriam tomar conta das cidades brasileiras.
    Os veículos de comunicação de grande circulação deveriam trazer matérias sobre literatura, inclusive com premiação para trabalhos e pesquisas escolares sobre esse tema, a fim de arraigar o conhecimento nas pessoas de maneira involuntária.
    Grupos de amigos poderiam criar círculos de leitura para realizar reuniões entre os membros e discutir a leitura de livros, preferencialmente de um mesmo título. Ou cada um faria um resumo de um livro diferente e o colocaria para debate.
    Pais e responsáveis deveriam, mesmo que isso exigisse esforço e, sobretudo, senso de responsabilidade, começar a fazer a leitura de livros para as crianças desde bem pequeninas.
    E, mesmo que os moradores não tenham lido, toda casa deveria ter alguns livros, cinco seria uma quantidade recomendável, dispostos em locais bem visíveis. Um ou mais livros poderiam despertar a curiosidade de algum parente ou visitante.
    As redes sociais deveriam criar quizzes sobre literatura para incentivar a participação das pessoas por meio de perguntas objetivas e claras.
    Programas de televisão aberta poderiam mostrar livros nos programas de maior audiência. Pessoas famosas também poderiam mencionar os livros que estariam lendo.
    Há várias outras iniciativas. Mas a principal deveria vir das escolas. Na maioria delas, os jovens concluem o ensino médio sem ter lido nenhum romance. Os resultados são textos recheados de erros, como esses, retirados da internet, principalmente de redes sociais: calvogada (cavalgada) – prispe (príncipe) – valou (valor) – benecies (benesses) – ardios (ardis) – fassio (fácil) – transmição (transmissão) – assesso (acesso) – lamentavio (lamentável) – inventações (invenções) – ciabata (se abata). Alguns desses erros são de pessoas com curso superior completo.
    Só para reforçar àqueles que têm dúvidas sobre as vantagens de praticar a leitura, eis alguns dos eventuais benefícios. A leitura serve para entender melhor o mundo; organizar os pensamentos; ampliar a visão de vida; treinar a atenção e tornar-se uma pessoa mais difícil de manipular.

    Pedro Cardoso da Costa
    Interlagos – SP
    (Jul/2026)