Moradores cobram recapeamento em rua do Jardim Independência

Quem reside ou trafega pela rua Santana do Araguaia, no Jardim Independência, não consegue entender como a via ainda não foi contemplada no programa de recapeamento da Prefeitura. A rua começa nos fundos do muro da Subprefeitura de Vila Prudente e termina na avenida do Oratório.

“Além do asfalto estar desgastado, está repleto de ondulações e remendos. É um absurdo largarem uma via neste estado e ainda alegarem que não precisa de recapeamento”, esbraveja o morador Wagner Pereira. “Recentemente, remendaram mais alguns trechos e continua tudo muito ruim”, completa.

Outra moradora da via, que preferiu não se identificar, não entende porque apenas a rua Dr. Dino, no mesmo bairro, recebeu novo asfalto. “A Dr. Dino cruza a Santana do Araguaia, quando a gente está dirigindo e passa de uma rua para a outra é um choque de realidade. Muito mal planejado esse recapeamento pela metade da Prefeitura. Todo mundo no bairro paga impostos”, reclama.

A Folha cobrou a Secretaria das Subprefeituras duas vezes sobre o novo asfalto, tanto em 25 de setembro como em 29 de outubro, a reposta foi que “por enquanto, a via não está incluída no programa de recapeamento”. Alegou ainda que foram executados reparos pontuais na rua Santana do Araguaia em outubro, mas não respondeu sobre a nova reclamação dos moradores sobre a ineficácia desses serviços executados neste mês.

Queixas de excesso de remendos na rua Santana do Araguaia

 

 

Ato contra terceirização do CAPS Vila Prudente

Na manhã da terça-feira, dia 28, ocorreu manifestação em frente à Supervisão Técnica de Saúde da Vila Prudente, na praça do Centenário, contra a proposta da Prefeitura de privatizar o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Vila Prudente, que atende adultos. Também foi cobrada a convocação de profissionais para compor o quadro da unidade.

O ato foi realizado pelo Conselho Gestor do CAPS com o apoio de movimentos populares de saúde e do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep). Entre as justificativas apresentadas para o protesto, foi alegado que as unidades que são entregues para gestão terceirizada das Organizações Sociais da Saúde (OSS) “têm piora no atendimento à população, pois há giro dos profissionais de saúde que não são mais fixos”. Com isso, segundo as queixas, os pacientes não conseguem seguir o tratamento com o mesmo profissional e enfrentam dificuldades para avançar no tratamento.

O grupo defende que o CAPS Vila Prudente deve seguir sob gestão pública direta e afirma que após assembleia, com usuários, trabalhadores e familiares de pacientes, ficou decidido se opor à terceirização.

Sobre o quadro defasado de profissionais, a dirigente do Sindsep, Flávia Anunciação, denunciou que há um concurso vigente com 23 mil aprovados e que “falta apenas a decisão política do secretário de Saúde”.

Os CAPSs oferecem cuidados às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo dependentes de álcool e outras drogas.

A Folha pediu uma posição da Secretaria Municipal de Saúde que, por meio da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste, respondeu que “o CAPS II Adulto Vila Prudente está na administração direta e que, até o momento, não foi definida a transição para contrato de OS”. Foi afirmado ainda que a direção do equipamento permanece à disposição para o que for necessário.

 

Homenagens na Distrital Mooca da Associação Comercial

A reunião ordinária da Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo foi festiva na noite da quinta-feira, dia 23. A entidade rendeu homenagens aos bairros de Vila Prudente e Vila Zelina que fazem aniversário neste mês de outubro.

Representando a Vila Prudente foi homenageado o presidente da Folha e do Círculo de Trabalhadores, Newton Zadra. Fundador, diretor e redator da Folha desde 1992, destaca como uma das grandes conquistas na região a criação do Parque de Vila Prudente. Projeto idealizado por ele e que se tornou realidade graças ao seu espírito combativo. Também foi decisivo para encampar a luta através do jornal para manutenção do traçado da Linha 2-Verde de metrô até a Vila Prudente, pois o Governo do Estado tinhas planos de desviar para o ABC paulista.

Uma curiosidade é que ele também fundou na região a Zadra Indústria Mecânica que por muito tempo esteve envolvida com os projetos dos foguetes Sonda e o Veículo Lançador de Satélites (VLT) do Centro Tecnológico da Aeronáutica. Zadra recebeu uma placa das mãos do superintendente da Distrital Mooca, Anderson Festa. A subprefeita de Vila Prudente, Elisete Aparecida Mesquita, também estava presente no evento.

Newton Zadra e o superintendente da Distrital Mooca, Anderson Festa

 

Mais destaques

A  Distrital Mooca prestou homenagem ainda para a comerciante e moradora da Vila Zelina, Nádia Dzigan, da Mil Delícias. Além de proprietária da loja de tortas e bolos, é filha de Alana e Victor que em 1977 montaram uma rotisserie no bairro que acabou se tornando ponto de encontro dos imigrantes vindos da Lituânia, Ucrânia e de outros países bálticos e do leste europeu.

Foram homenageados também o casal Márcia Cristina Guerra Rybka e Jorge Rybka, cônsules Honorários da Ucrânia em São Paulo. Jorge é filho de imigrantes ucranianos que encontraram na Vila Zelina um novo lar. Márcia é neta de ucranianos. Os dois integram o Grupo de Danças Folclóricas Ucranianas Kyiv que se apresenta neste domingo na Festa de Aniversário da Vila Zelina.

No centro, Nádia Dzigan, da Mil Delícias, e a sua mãe Alana

 

Anderson Festa e os cônsules Honorários da Ucrânia, Márcia Cristina e Jorge Rybka

 

 

Prefeitura inaugura Ecoponto Têxtil no Brás

O Brás é o maior polo de moda e atacado da América Latina, reunindo mais de seis mil indústrias têxteis e lojas de confecção e recebendo até 200 mil pessoas por dia. Porém, mensalmente são descartados irregularmente nas ruas da região cerca de 300 toneladas de resíduos têxteis, o que causa uma série de transtornos. Com o objetivo de resolver esse problema, a Prefeitura inaugurou nesta segunda-feira, dia 20, o primeiro Ecoponto Têxtil da cidade.

O espaço funciona 24 horas e tem capacidade para receber as 300 toneladas de resíduos que a Prefeitura precisava coletar das ruas todo mês. O material entregue ao ecoponto será encaminhado para tratamento e transformado em Combustível Derivado de Resíduo (CDR), que pode ser utilizado para alimentar fornos industriais de cimento, cal ou biomassa, substituindo os combustíveis fósseis e minerais, que prejudicam o meio ambiente.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), o Ecoponto era uma demanda antiga dos empresários da região. “Com o encaminhamento correto, o material pode ser reaproveitado. Além disso, acaba com a desculpa de jogar o lixo de forma errada. Quando você tem o descarte correto e regular, elimina as enchentes, evita focos indesejados de animais e melhora a circulação e a viabilidade do bairro”, ressaltou.

O Ecoponto Têxtil Brás aceita apenas resíduos têxteis. Fica na rua Cachoeira, 958, Catumbi – área da Subprefeitura Mooca.

Espaço funciona 24 horas na rua Cachoeira, 258. Fotos: Renato Pinheiro/Secom

Garrafas apreendidas na Vila Formosa são destruídas e recicladas

Mais de 100 mil garrafas vazias de bebidas alcoólicas que seriam reutilizadas para adulteração e falsificação foram destruídas em São Paulo. Os vasilhames foram apreendidos no início do mês pela Polícia Civil em um galpão clandestino na Vila Formosa. A Justiça autorizou a destruição do material. Segundo o Governo do Estado, são sete toneladas de vidro encaminhadas para o processo de reciclagem.

Primeiro as garrafas foram destruídas de forma manual em um pátio na Zona Leste, onde estavam guardadas desde a apreensão. Depois, foram encaminhadas para a empresa O-I Glass, onde os vasilhames passaram por uma segunda etapa de destruição, limpeza e divisão por cores. Após o procedimento, o material foi pesado e enviado para um forno a 1500º, se transformando para o estado líquido.

“Cada máquina vai fazer um produto diferente. O vidro é o único material do mundo que é 100% reciclável”, explica Maurício de Moraes, gerente da fábrica São Paulo da O-I Glass.

A empresa leva em média três dias para fazer todo o procedimento de reciclagem. “Para o meio ambiente, é extremamente importante. Reciclando, você evita retirar matérias-primas e minerais da natureza, economiza energia e evita ocupar espaços nos lixões”, ressalta Moraes.

Garrafas foram achadas em galpão clandestino. Fotos: Governo do Estado
Linha 16: Consulta pública aberta até novembro

O Governo do Estado mantém até 7 de novembro a consulta pública para o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) da Linha 16-Violeta de metrô, cujo traçado chegará até a Mooca.

A população pode fazer sugestões para melhorias da proposta através do e-mail: ppplinha16@sp.gov.br. Necessário usar o formulário modelo disponibilizado na página do projeto no site da Secretaria de Parceria e Investimentos (aba Audiência e Consulta Pública). Também ocorreram audiências públicas.

Conforme a Folha já abordou, a Linha 16 vai beneficiar a Mooca e região com as futuras estações São Carlos, Paes de Barros e Vila Bertioga, entre outras; porém empresários da avenida Henry Ford estão mobilizados para alterar o projeto do pátio de manutenção e estacionamento de trens do ramal. Afirmam ser favoráveis à linha, mas temem dezenas de desapropriações e fechamento de empresas. Sugerem outra área na avenida Presidente Wilson.

O Governo do Estado alega que o pátio terá impacto menor que o planejado, com cerca de 100 mil m², e que também atrairá empregos.

Bebida adulterada: Polícia acha fábrica que forneceu na Mooca

Na sexta-feira passada, dia 10, a Polícia Civil deflagrou mais uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em estabelecimentos ligados à venda de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Em um dos endereços, em São Bernardo do Campo, foi encontrada uma fábrica que distribuía bebidas adulteradas a outros estabelecimentos comerciais. Os agentes chegaram até o local no ABC após investigarem a morte de um morador da Mooca, que foi a primeira vítima por intoxicação em São Paulo.

O empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, passou mal em 12 de setembro e morreu quatro dias depois em um hospital particular na Mooca. O bar onde ele consumiu a bebida foi vistoriado por uma força-tarefa e as equipes apreenderam nove garrafas. Peritos detectaram a presença de metanol em oito desses produtos, com percentuais que variavam de 14,6% até 45,1%. A substância é altamente tóxica e proibida para consumo humano.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada. De acordo com a polícia, a empresa utilizava etanol de posto de combustíveis na fabricação irregular das bebidas. Esse etanol estaria misturado ao metanol.

Na Mooca também faleceu no dia 2 de outubro o corretor Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos. Ele foi internado em estado grave no Hospital Municipal do Tatuapé um dia após beber vodca e teve morte cerebral três dias depois.

O estabelecimento interditado no bairro é o Torres Bar, na rua Quariteré. O comércio foi fiscalizado por uma força-tarefa em setembro e segue lacrado. Segundo o último balanço do Governo do Estado, são 15 locais fechados desde o início dos casos de intoxicação.

Números

A Secretaria de Estado da Saúde passou a atualizar três vezes por semana os casos envolvendo intoxicações por metanol. Conforme o último balanço, divulgado na quarta-feira, dia 15, são 33 casos confirmados em São Paulo e outros 57 seguem em investigação. Ao todo, já foram descartadas mais de 330 ocorrências suspeitas. São seis mortes registradas e um óbito em investigação.

Escola municipal realiza Show de Talentos

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irineu Marinho, na Quinta da Paineira, realizou a terceira edição do seu Show de Talentos. O evento foi criado para dar visibilidade e valorizar às diversas habilidades dos estudantes.

Houve performances e apresentações individuais e em grupo de dança, canto, artes marciais e esportes, entres outras manifestações.

O evento nasceu a partir da observação dos educadores, que perceberam o quanto os estudantes gostavam de mostrar seus talentos e surgiu a ideia de organizar uma apresentação especial.

As famílias foram convidadas a prestigiar as performances que aconteceram em dois dias com as turmas dos primeiros, segundos, terceiros e quartos anos do Ensino Fundamental I.

Plantio e conscientização no Parque de Vila Prudente

Em comemoração ao Dia das Crianças, na manhã do último domingo, 12 de outubro, ocorreram plantios de cinco mudas de Ipê branco no Parque Ecológico Profª Lydia Natalizio Diogo, o popular Parque de Vila Prudente. A espécie arbórea é símbolo nacional, assim como o Pau Brasil.

As crianças presentes participaram ativamente dos plantios. A ação foi promovida pelo Conselho Gestor do parque. Também houve a presença do Clube de Desbravadores.

Na ocasião, ocorreu ainda conscientização sobre os Saruês, também conhecidos por Gambás, que vivem no espaço verde e arredores. Alguns acabam mortos aos serem confundidos com ratos, apesar das diferenças físicas. As crianças confeccionaram cartazes que ficaram expostos no parque. Também houve a fixação de banners nas entradas alertando sobre os Saruês.

Polêmica: Metrô projeta de pátio na Henry Ford

Nesta semana, o Governo do Estado realizou duas audiências públicas sobre o Projeto da Parceria Público-Privada (PPP) da futura Linha 16-Violeta de metrô, cujo traçado chegará até a Mooca. As sessões ocorridas na terça e na quarta-feira, dias 7 e 8, foram marcadas pela grande presença de empresários da Mooca, principalmente da avenida Henry Ford, onde o Metrô planeja implantar um pátio de manutenção e estacionamento de trens. Eles temem dezenas de desapropriações e consequente fechamento de empresas e demissões de trabalhadores, além da degradação que o pátio pode provocar nos arredores.

A primeira etapa da Linha Violeta está projetada com 19 quilômetros de extensão e 16 estações, ligando as zonas oeste e leste. Na região, além do pátio de trens, estão previstas as paradas São Carlos, Paes de Barros, Vila Bertioga e Álvaro Ramos, além da Regente Feijó e Anália Franco. Futuramente o ramal deve ser esticado até Cidade Tiradentes com mais 18 quilômetros e 12 estações.

O porta-voz da Associação Av. Henry Ford, Mooca & Região, Anderson Festa, que também é superintendente da Distrital Mooca da Associação Comercial, explicou à Folha que a organização dos empresários é plenamente favorável à construção da Linha 16 devido aos benefícios previstos para a população e também para os cerca de 15 mil trabalhadores de 228 empresas localizadas na região. “Porém, não concordamos com a escolha da Henry Ford para instalar um grande pátio de trens. A avenida é totalmente produtiva. Compreende hoje um dos mais importantes polos industriais e de geração de trabalho e renda na Região Metropolitana”, destaca.

O temor é que mais de 40 imóveis na Henry Ford sejam afetados pelas desapropriações. Os empresários reclamam ainda da falta de transparência do Governo do Estado que divulgou detalhes do projeto às vésperas das audiências públicas e impossibilitou um estudo mais detalhado.

Alternativa de área

“Agora vamos nos debruçar nesses documentos divulgados e queremos manter o diálogo. Não entendemos tratarem a Henry Ford como a única alternativa aceitável para o pátio”, completa Anderson Festa. Durante as audiências, vários participantes sugeriram que o Governo estude áreas na avenida Presidente Wilson que, segundo eles, “ainda tem galpões vazios e até com casos de invasões”.

Ao final da segunda audiência, o diretor da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), Augusto Almudin, defendeu que o pátio na Henry Ford foi a alternativa mais viável do ponto de vista de custo e benefício. Afirmou que ainda há várias etapas pela frente e o Governo segue à disposição para discutir o projeto.

O investimento anunciado na Linha 16 é de R$ 37,5 bilhões e a PPP terá duração de 31 anos. O início da operação da primeira fase está previsto para 2035. (Kátia Leite)