Centro de Conciliação já intermediou mais de seis mil casos

Em atividade desde setembro de 2015 no Fórum Regional de Vila Prudente, o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc), popularmente conhecido como Centro de Conciliação, já realizou cerca de seis mil atendimentos. Além de solucionar desavenças de maneira ágil, efetiva e sem custo, outro objetivo do serviço é desafogar o Judiciário, evitando que os casos se tornem processos e levem mais tempo para serem solucionados.

Podem ser resolvidos no Centro de Conciliação conflitos relacionados ao direito de família e causas cíveis, como pedido de pensão alimentícia, guarda de filhos, regulamentação de visitas, divórcios, cobrança de dívidas, relações de vizinhança, consumidores, reparação de danos decorrentes de acidente de trânsito, entre outras. Desde a sua implantação, segundo a chefe de seção judiciário, Walkiria Sartori da Cunha, as questão que mais foram intermediadas são de guarda de crianças e pagamento de pensão.

O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h, no 1º subsolo do Fórum, na avenida Sapopemba, 3.740, Vila Diva. O atendimento ao público é das 12h30 às 17h. Coordenadora do Centro desde a inauguração, a juíza Maria Cecília Schiesari afirmou que um dos principais benefícios da conciliação é o resultado mais efetivo das situações em questão. “Isso acontece porque os próprios envolvidos constroem uma solução de comum acordo. Costuma ser mais eficaz do que o resultado dado por alguém de fora, no caso um juiz representando o Estado. As partes não precisam gastar com documentos, produção de provas e custas judiciais. Não perdem tempo indo aos fóruns, nem sofrem o desgaste emocional de ficar mantendo um conflito por tempo indeterminado”, esclareceu à Folha na ocasião da inauguração do novo serviço.

Casas de Mediação

Também com o propósito de solucionar conflitos e alcançar o consenso de forma rápida, pacífica e gratuita, a cidade de São Paulo conta com as Casas de Mediação de Conflitos que funcionam nas praças de atendimento de 18 das 32 Prefeituras Regionais. Na região, a única que já conta com o serviço é a Prefeitura Regional de Sapopemba, que fica na avenida Sapopemba, 9064. A intenção do governo municipal é ampliar o atendimento até o final do ano para todas as unidades.

Todas as pessoas residentes na cidade podem requerer os serviços de mediação da rede, desde que o conflito não configure crime. Após o atendimento inicial, a mediação é realizada com o auxílio de profissionais habilitados, num ambiente propício ao diálogo, visando o consenso.

Podem ser encaminhados às Casas de Mediação casos de desentendimentos entre vizinhos, problemas de barulho excessivo, intolerâncias, relações de consumo, ambiente escolar, questões trabalhistas, entre outros.

Cidade ganha a Praça Ayrton Senna do Brasil

Com a presença de muitos admiradores do tricampeão de F1 Ayrton Senna, que chegaram a entoar o “Olê, olê, olê, ola Sennaa, Sennaa!” como se tivessem voltado no tempo e estivessem no autódromo de Interlagos, foi inaugurada na manhã de 1º de maio a Praça Ayrton Senna do Brasil. A data marcou também os 23 anos da morte do piloto. O espaço de cerca de 15 mil m² fica no Centro Esportivo Modelódromo, na rua Curitiba, próximo ao Parque do Ibirapuera.

O evento contou com a presença do prefeito João Doria e de Viviane Senna, irmã de Ayrton e presidente do Instituto Ayrton Senna.  A atração central da praça é o monumento “Velocidade, Alma e Emoção”, da artista Melinda Garcia. A peça em bronze fundido e de 2,5 toneladas foi totalmente restaurada e recebeu uma réplica da bandeira que a compunha originalmente e foi furtada em 2004. Antes de ser removida para a nova praça, a estátua ficava na entrada do Complexo Viário Ayrton Senna, em ponto inacessível ao público.

A praça conta ainda com uma réplica do capacete do piloto feita também em bronze fundido. A Prefeitura informou que as peças contarão com iluminação especial.

O prefeito destacou que a revitalização da praça e do monumento foi possível graças a uma ação conjunta entre a iniciativa privada e o poder público. O espaço deve se tornar um ponto turístico para fãs do mundo todo que visitem São Paulo.

Em seu discurso, Viviane Senna emocionou o público ao lembrar do profissionalismo e amor do irmão pelo Brasil. “Ele foi o primeiro piloto a dar uma volta com a bandeira do seu país ao vencer um Grande Prêmio”, destacou. O feito aconteceu no GP de Detroit de 1986. “Naquela época o país andava para trás, com inflação e desemprego, algo semelhante ao que vivemos hoje, e a única coisa que dava certo era o futebol. Mas, um dia antes da corrida, o Brasil perdeu na Copa para a França. Então, quando venceu a prova, com um carro que não tinha condições de ganhar e enfrentando pilotos mais experientes, o Ayrton viu uma bandeira do Brasil. Parou e insistiu para conseguirem entender o que ele pedia, até que finalmente lhe entregaram a bandeira e ele seguiu com ela, pela primeira vez na história da F1”, contou Viviane sob aplausos. “Quem venceu o GP naquele dia, não foi o Ayrton Senna, foi o Brasil. Mostrou que o Brasil podia vencer, mas não pela trapaça, pelo jeitinho, pelo roubo; podia vencer pela dedicação, pelo trabalho duro, pela disciplina. E era isso que meu irmão fazia”, completou. Viviane destacou ainda que é só com muito trabalho que o Brasil voltará crescer.

O evento contou ainda uma exposição sobre o piloto e a venda de produtos exclusivos, cuja renda é revertida ao Instituto Ayrton Senna. (Kátia Leite)

Em seu discurso, Viviane Senna emocionou o público ao lembrar do profissionalismo e amor do irmão pelo Brasil

 

Integrantes da Torcida Ayrton Senna (TAS) marcaram presença na inauguração, que contou também com o Senninha

 

Após a cerimônia oficial, o prefeito João Doria foi presenteado com uma tela pintada pelo morador da região e fã de Ayrton Senna, Renato Chiantelli

 

 

 

 

 

 

Obra do Metrô interdita Ibitirama com a Anhaia Mello

Depois de anunciar e cancelar duas vezes por causa de chuvas, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô informa que para dar continuidade às obras da Linha 15 – Prata do monotrilho e a construção de três terminais de ônibus nas imediações da estação Vila Prudente, o cruzamento da rua Ibitirama com a avenida Anhaia Mello estará totalmente interditado a partir das 21h desta sexta-feira, dia 28. A previsão é que o bloqueio continue até as 5h da terça-feira, dia 2.

Foi informado que neste período também haverá interdição parcial da avenida Anhaia Mello, junto ao cruzamento, no sentido Centro.

No local ocorrerá o alteamento da pista da avenida Anhaia Mello. Conforme a FolhaVP já destacou em matéria publicada em março, comerciantes e moradores das imediações do trecho em obras temem a elevação da pista, que em alguns pontos vai aumentar 50 centímetros. Eles acreditam que a medida vai agravar o problema das enchentes nas ruas que margeiam a avenida. O Metrô alega que estudos apontaram que não existe risco, mas não deu detalhes.

Para minimizar o trânsito durante a interdição, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está orientando desvios no trecho e vai monitorar o tráfego na região. Mas, a principal recomendação é para os motoristas buscarem vias alternativas, evitando passar nas proximidades da interdição. (Kátia Leite)

Obra de UBS Vila Ema é paralisada novamente

A antiga reivindicação da comunidade de Vila Ema de ter uma Unidade Básica de Saúde (UBS) continua enfrentando obstáculos. Sem receber o repasse de verba da Prefeitura desde o final do ano passado, a Guerrero Construtora, responsável pela obra de construção da sonhada unidade, paralisou mais uma vez os trabalhos. A primeira suspensão aconteceu em maio do ano passado também por falta de pagamento do governo municipal.

Conforme a FolhaVP apontou em matéria publicada em fevereiro, quando o número de operários já estava escasso; além do atraso para entrega da unidade e a deterioração da estrutura já erguida, outros problemas começaram a surgir no local. Com a paralisação total dos trabalhos há quase dois meses, a situação está cada vez pior, porque moradores de rua e usuários de droga passaram a invadir o espaço durante a noite.

“Esta situação é um grande desrespeito com os moradores. Uma obra da saúde deveria ser prioridade, já que este setor é bastante carente na região. É inaceitável que uma construção deste porte paralise por falta de verba da Prefeitura. Tentaremos agendar uma reunião com o secretário de saúde para demonstrar a nossa indignação e cobrar agilidade na solução do impasse”, afirma a líder comunitária Fátima Zanin e integrante do Movimento de Saúde de Vila Ema.

Na manhã da última terça-feira, dia 25, cerca de 30 pessoas se reuniram no local da obra para buscar esclarecimentos e cobrar providências. O grupo foi recebido por uma representante da Guerrero Construtora, que se identificou como engenheira Suzana. “Infelizmente, desde o final de dezembro, a Prefeitura não nos transfere a verba. Por respeito e responsabilidade ainda mantivemos funcionários no local até o final de fevereiro, mas depois a situação ficou insustentável. Fomos obrigados a dispensar os trabalhadores”, conta a representante da empresa.

Questionada pela FolhaVP na ocasião da última matéria, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o prazo de conclusão havia passado para o final deste ano – o que já causou revolta na comunidade porque a inauguração deveria ter ocorrido em agosto do ano passado.

Ainda em fevereiro, o órgão de saúde informou também que a construção contava com fundação do prédio, parte de alvenaria, do revestimento, pisos concluídos e que seriam investidos no total cerca de R$ 3,5 milhões. Nesta semana a reportagem da FolhaVP esteve no interior da unidade e constatou que a parte estrutural do prédio está finalizada, restando a implantação das instalações elétricas e hidráulicas, assim como acabamentos e limpeza da parte externa. A representante da construtora esclareceu que 70% da obra está pronta e o restante são detalhes que, se liberada a verba, levarão cerca de três meses para conclusão.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, afirmou que concentrará esforços para que a Prefeitura destine o montante que falta para a continuidade dos trabalhos. “Estamos cientes que a obra da UBS Vila Ema chegou a 70% do projeto de construção e está paralisada por causa do congelamento de verba determinado pelo prefeito João Dória. Como integrante da Comissão de Saúde estou atenta a esse problema e vamos insistir na liberação do dinheiro para conclusão dos trabalhos, bem como para a instalação dos equipamentos necessários para colocar essa unidade em funcionamento. A UBS é uma antiga e justa reivindicação da população de Vila Ema e que vai desafogar o atendimento da UBS Vila Heloísa”, afirmou a vereadora.

Questionada nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a pasta realizou estudos das obras em andamento deixadas pela antiga gestão e foram priorizadas as unidades em estágio mais avançado de construção ou consideradas estratégicas para o atendimento da demanda da região. Foi ressaltado que a atual gestão está, antes de reiniciar as construções, revisando os projetos para melhor atender as necessidades e otimizar o recurso financeiro disponível. Sobre a UBS Vila Ema especificamente, o órgão esclareceu que a obra está temporariamente suspensa, no entanto a unidade será entregue à população o mais breve possível, pois já foram investidos R$ 1,7 milhões dos R$ 3,5 milhões previstos. Não foi informado quando os trabalhos serão retomados. (Gerson Rodrigues)

Estado e Prefeitura estudam piscinão maior para Anhaia Mello

Depois da inauguração do Piscinão Guamiranga em fevereiro, que apesar de ser o maior de São Paulo, não teve efeito para conter as violentas cheias em Vila Prudente, principalmente na avenida Anhaia Mello; Estado e Prefeitura estão se apressando para anunciar outro reservatório para a região, que deve ter a capacidade bastante ampliada em relação ao projeto inicial.

Estão na reta final os novos estudos para que o Piscinão Mooca 2, previsto para ser construído na esquina das avenidas Anhaia Mello e Jacinto Menezes Palhares, em área do campo de futebol do Clube Escola Vila Alpina,  tenha a capacidade ampliada dos 120 mil m³ previstos inicialmente para 200 mil m³ de águas pluviais.

O projeto prevê ainda uma segunda etapa contemplando a reforma de galerias ligadas ao córrego da Mooca, canalizado sob a Anhaia Mello. De acordo com o secretário adjunto de Serviços e Obras da Prefeitura, Luiz Santoro, a expectativa é que essas medidas resolvam cerca de 90% das enchentes da Anhaia Mello.

O secretário ressaltou que o Piscinão Mooca 2 será coberto e que após o término da construção, ainda sem previsão de datas, o campo de futebol será devolvido aos esportistas.  O equipamento será construído pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a manutenção ficará a cargo da Prefeitura.

Com a ampliação do reservatório Mooca 2, o projeto de outro piscinão menor na altura do número 7.000 Anhaia Mello, chamado de Mooca 5, ficará congelado por falta de verba para tocar as obras simultaneamente. (Kátia Leite)

Prefeitura quer recuperar placas de sinalização vandalizadas

Percorrendo por ruas e avenidas da região é fácil o motorista deparar-se com placas de sinalização viária quebradas, deterioradas, vandalizadas ou mal posicionadas. Em algumas situações a ausência da sinalização correta pode causar acidentes. Para tentar minimizar esse problema, a Prefeitura, através da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), anunciou a criação de um departamento de zeladoria das placas da cidade.

Inicialmente esse serviço de revitalização está ocorrendo no corredor Rebouças/Consolação e na avenida Pedroso de Morais. A Folha questionou a CET sobre uma previsão para o serviço acontecer nas áreas das Prefeituras Regionais de Vila Prudente e Mooca, mas o órgão não se manifestou até o fechamento da edição.

Enquanto isso, importantes vias da região continuam com falhas na sinalização. Um desses locais é a avenida Vila Ema, altura do número 1900, onde a placa que indica a proibição de estacionamento está amassada e quase caindo. Na avenida Francisco Falconi, no sentido centro, em frente ao Crematório de Vila Alpina, alguns equipamentos foram vandalizados e estão cobertos com adesivos, o que dificulta a interpretação por parte do condutor.

Vandalismo

Segundo a Prefeitura, cerca de 40% das placas da cidade são alvo de ações de vândalos, como pichações, furtos, entre outros problemas, e, por mês, ocorre a recolocação de mil placas. De acordo com o governo municipal, a intenção é dobrar esse número com a criação do departamento de zeladoria.

Os motoristas e pedestres que encontrarem placas tortas, pichadas ou com outros problemas podem entrar em contato pelo telefone 1188.

Pedestres enfrentam obstáculos em calçada de shopping

Quem chega a pé ao Mooca Plaza Shopping, que fica na rua Capitão Pacheco e Chaves, tem enfrentado dificuldades para acessar o empreendimento. A calçada próxima à entrada principal, que é de responsabilidade do próprio shopping e por onde passam muitas pessoas, está repleta de buracos, pedriscos e de mato, o que torna o trecho perigoso para pedestres.

“As pessoas que se aventuram a acessar o shopping caminhando, podem não chegar inteiras ao seu destino. O passeio está todo esburacado. Muitas moças de salto alto frequentam o empreendimento, principalmente na hora do almoço, mas a calçada é uma grande barreira. A obrigação de reparos é do dono do imóvel, o qual deveria respeitar os consumidores, cabendo à Prefeitura a fiscalização, que também não é feita”, afirmou o morador da região João Paranhos.

Quem também está indignado com a situação é Renato Guima Pereira. “Já escrevi ao shopping solicitando reforma nas calçadas, mas parece que o problema não é prioridade. Além da irregularidade próximo à entrada principal (na rua Capitão Pacheco e Chaves); no passeio da rua Henry Ford, na lateral do empreendimento, há uma tampa de bueiro quebrada há mais de dois anos. Parece mesmo que os pedestres não são bem vindos”, relata Pereira.

Questionado pela Folha, o shopping afirmou através de sua assessoria de imprensa que “já está em contato com os órgãos da região para solucionar as questões relacionadas às calçadas em frente ao empreendimento”.

A Prefeitura Regional Mooca informou que a tampa do bueiro será trocada e o serviço já entrou na programação, mas não mencionou prazo. Quanto ao passeio, o órgão esclareceu que a conservação é de responsabilidade do proprietário e que um agente realizará vistoria no trecho para verificar a situação e aplicar multa relacionada a conservação e limpeza se constatada a necessidade.

Interdição da Ibitirama com a Anhaia Mello

Para continuidade das obras da Linha 15 –Prata do monotrilho e dos três terminais de ônibus que estão sendo construídos para integração com a estação Vila Prudente, o cruzamento da rua Ibitirama com a avenida Anhaia Mello estará totalmente interditado das 13h desta sexta-feira, dia 21, até as 5h da segunda-feira, dia 24.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na avenida Anhaia Mello haverá interdição parcial junto ao cruzamento, no sentido Centro.

Desvios

Durante o período de interdição, os motoristas que seguem pela Ibitirama e desejam acessar o sentido Centro e a Mooca, deverão utilizar a rua Maria Daffré à esquerda podendo prosseguir na Anhaia Mello para o Centro ou continuando pela mesma via para ir ao bairro da Mooca.

Para quem vem pela rua Ibitirama e deseja acessar a rua do Orfanato, a alternativa é prosseguir à direita pela rua José dos Reis, continuando à esquerda pela rua Doutor Roberto Feijó, prosseguindo pelas ruas Virgílio e Salvador Fernandes Lopes.

A CET garante que vai monitorar e orientar o trânsito na região. Mas, a principal recomendação é para os motoristas que não se dirijam ao trecho, buscar vias alternativas, evitando passar nas imediações da interdição.

 

Equipe da Mooca conclui Maratona Internacional

A Mooca e região estiveram muito bem representadas na 23ª Maratona Internacional de São Paulo realizada no domingo, dia 9. Oito integrantes do grupo Corrameu encararam com sucesso o exaustivo percurso de 42 km da prova.

Moisés Naif, Wilson Sacramento, Giovanna Sacramento, Douglas Pupin, Valmir Draganov, Alfredo Vicenzotto, José Paulo e Maria Clara Muniz concluíram o trajeto total da maratona. Tialfi Ferraz correu a prova de 24 km.

“Correr vai além da manutenção da saúde e prevenção de doenças. Correr é uma terapia, um momento de fazer novos amigos e viver um ambiente diferente a cada treino. Treinar pelas ruas da Mooca, Vila Prudente e indo até extremos, como Parque Burle Marx, estádios do Corinthians e Palmeiras, Parque Ecológico do Tietê ou até subir e descer o Pico do Jaraguá é conhecer São Paulo por uma ótica vista em um ritmo mais lento, mas ao mesmo tempo emocionante. E correr uma maratona é o ápice da superação. Basta querer”, declarou o advogado Moisés Naif, que faz parte do Corrameu desde 2013.

O grupo de corrida existe há sete anos e é formado por moradores da Mooca e arredores que se reúnem na esquina da avenida Paes de Barros com a rua Juventus para treinar todos os domingos e feriados pela ruas da região.

Atualmente o Corrameu soma cerca de 30 integrantes que já participaram das mais importantes provas do Brasil e internacionais, como as Maratonas do Rio de Janeiro e de São Paulo, Meia Maratona de Florianópolis e até a Maratona de Chicago, nos Estados Unidos. A equipe também teve participantes em provas no Deserto do Atacama e em montanhas, como Pico do Urubu e Serra do Japi.

Prefeitura abandona o Clube Escola Vila Alpina

Em dezembro de 2015, com o início da construção do Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente nas dependências do Clube Escola Vila Alpina, a unidade esportiva foi fechada. A interdição total indignou os usuários que reivindicaram a reabertura dos espaços que não seriam afetados pela obra. Um mês depois a Prefeitura voltou atrás e anunciou que o campo de futebol principal e a pista de caminhada permaneceriam funcionando. No entanto, o que os frequentadores não esperavam é o abandono do poder público. Segundo eles, não ocorrem manutenção ou melhoria no campo e na pista.

“Há mais de um ano o nosso local de lazer virou terra de ninguém. Ao invés da Prefeitura conservar o pouco que restou do clube, demonstrou ainda mais desprezo. Tiraram os vigilantes, nunca cortaram o mato e não fazem a limpeza. Sem falar que o único banheiro que ainda existe não possui água nas privadas, está sempre sujo e o odor é horrível”, contou o aposentado Carlos Francisco da Cunha, que todos os dias caminha em volta do campo.

A reportagem esteve na unidade e constatou que os problemas só não são piores graças às ações voluntárias de alguns frequentadores. Os amigos Eisso Mikaro e Magno Oliveira realizam atividade física no espaço todas as manhãs e, após a sessão de exercícios, se dedicam ao corte de mato e limpeza da área. “Se formos esperar a iniciativa da Prefeitura, ficaremos sem o nosso local preferido para exercícios. Por isso resolvemos, por conta própria, fazer um pouco pelo clube”, afirmou Oliveira segurando a sua enxada.

Quem também contribui com o equipamento de forma gratuita é o morador do Jardim Independência que se identificou como Viana. “Ajudo os clubes que jogam no clube com a manutenção do campo. Cuido das marcações com cal e tento cortar um pouco do mato. Todos os dias também retiro a torneira do único bebedouro existente para que não seja furtada”, contou  Viana.

Outra queixa dos frequentadores é a falta de segurança. “Muitas pessoas estão deixando de praticar suas atividades no clube por conta de usuários de droga que tomaram conta deste espaço. Eles fazem o que bem entendem por saberem que não serão incomodados. Precisa ter uma vigilância contínua”, afirmou um corredor que pediu para não ter seu nome divulgado.

A FolhaVP entrou em contato com a Secretaria Municipal de Serviços e Obras, antiga SIURB, que é responsável pela obra do CEU e, consequentemente pela manutenção do Clube Escola, mas nenhum posicionamento foi encaminhado ao jornal. (Gerson Rodrigues)

Usuários realizam trabalho voluntário na unidade