Obras de terminais tumultuam vida dos usuários de ônibus

 

Ao invés de finalmente serem presenteados com os novos terminais de ônibus da avenida Anhaia Mello, interligados às estações Vila Prudente de metrô e monotrilho, os usuários de transportes coletivos ganharam mais transtornos neste Natal. Apesar da promessa do Metrô de que as construções dos terminais e da passarela para pedestres já estariam prontas até o fim de ano, nesta semana houve a interdição da rua Correia Barros para continuidade das obras. Também está previsto o fechamento de parte da rua Oliveira Gouveia. A medida, segundo anunciado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), deve se estender por 30 dias e além das alterações e complicações no trânsito do trecho, também provocou mudanças de pontos de ônibus e nos trajetos de oito linhas. Mas, com a falta de informação adequada no local, a cena nos últimos dias foi de passageiros correndo de um ponto a outro da Anhaia Mello, tentando descobrir onde era a nova parada de cada linha.

“Deixam para fazer uma obra dessa justamente na semana que antecede o Natal, quando todos estão na correria por causa das compras. Total falta de respeito com os usuários! Percebemos que nem os motoristas de ônibus foram orientados corretamente sobre as mudanças e não sabiam em que ponto parar, foi uma confusão danada. E o pessoal da SPTrans berrando e gesticulando para todo mundo correr”, conta indignada a secretária Letícia Barros.

Nos pontos de ônibus da rua Correia Barros, que eram bastante movimentados, a reportagem encontrou na manhã de ontem, apenas uma folha de sulfite com o aviso pontos desativados escrito a mão e uma seta indicando que o passageiro deve continuar andando no sentido bairro da Anhaia Mello.

De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), o ponto de ônibus mais próximo da Correia Barros fica no número 1362 da Anhaia Mello, entretanto para não sobrecarregá-lo, as linhas foram divididas em três paradas diferentes: na Anhaia Mello 1268  e 1376 e na rua Dr. Roberto Feijó (veja mais informações abaixo).

A interdição da rua Correia Barros também provocou alterações no trajeto de oito linha de ônibus que passam pelo trecho: 514T/22 Jd. Itápolis – Metrô V. Prudente; 5109/10 Term. V. Prudente – Term. Mercado; 5110/24 São Mateus – Metrô V. Prudente; 476G/10 Jd. Elba – Ibirapuera; 476G/41 V. Industrial – Metrô Ana Rosa; 575A/10 Div. de São Caetano – Shop. Metrô Tatuapé; 573A/10 Metrô Bresser – Vila Alpina e 407Y/10 Pq. Savoy City – Metrô V. Prudente.

Para os motoristas de veículos, a orientação da CET é que sigam pela Anhaia Mello até a rua Dr. Roberto Feijó e virem na rua José dos Reis para dar continuidade ao caminho original.

O Metrô informou que as obras brutas dos Terminais Central e Sul do Complexo do Terminal Vila Prudente tem previsão de conclusão até o final deste mês. Já a finalização dos acabamentos, paisagismo, urbanização, interdições para readequação e melhorias do viário no entorno estão previstas para janeiro de 2018. Visando a efetiva ocupação e operacionalização dos terminais, que ocorrerá de forma gradativa até janeiro, continuam em andamento as tratativas de convivência operacional entre as empresas envolvidas. Foi ressaltado ainda que as obras do Terminal Norte já foram concluídas e o Terminal foi entregue à SPTrans em setembro de 2017. (Kátia Leite)

 

Nos pontos da rua Correia Barros foram colocadas apenas folhas de sulfite com o aviso de desativados escrito a mão

 

Confira abaixo as linhas de ônibus que serão atendidas em cada parada:

Avenida Anhaia Mello, 1376:

3021/10 Pq. Bancário – V. Prudente

3024/10 V. Industrial – V. Prudente

4025/10 V. Califórnia – Metrô Tatuapé

5110/10 Term. São Mateus – Term. Mercado

5110/24 São Mateus – Metrô V. Prudente

5110/41 São Mateus – Metrô Tamanduateí

5143/10 Term. Sapopemba – Term. Pq. D. Pedro II

Avenida Anhaia Mello, 1268:

364A/10 Hosp. Ipiranga – Shop. Aricanduva

373T/10 Jd. Itápolis – Metrô Bresser

5142/10 Term. Sapopemba – Term. Pq. D. Pedro II

514T/10 Term. Sacomã – Jd. Itápolis

575C/10 Ipiranga – Vl. Matias

N501/11 Term. São Mateus – Term. Pq. D. Pedro II

N507/11 Term. Sacomã – Metrô Santana

N533/11 Term. Sacomã – Jd. Planalto

N536/11 Term. Sacomã – Jd. Itápolis

Rua Dr. Roberto Feijó:

407Y/10 Pq. Savoy City – Metrô V. Prudente

476G/10 Jd. Elba – Ibirapuera

476G/41 V. Industrial – Metrô Ana Rosa

5109/10 Term. V. Prudente – Term. Mercado

573A/10 Metrô Bresser – V. Alpina

575A/10 Div. São Caetano – Shop. Metrô Tatuapé.

Moradores da Vila Ema mantêm a magia natalina

O fim de 2017 se aproxima e dois moradores da rua Lessing, na Vila Ema, proporcionam uma atração extra nas noites desta época. Decorado com muitas luzes e enfeites, o imóvel de número 648, onde residem e trabalham, vira ponto turístico do bairro.

A casa é de Reinaldo Tandrê e Cezar Lima, que há 11 anos investem tempo e dinheiro para ornamentar o quintal do imóvel. “Começamos a decorar quando minha filha nasceu e com o passar do tempo fomos aprimorando. Quando fez sete anos, ela descobriu que o Papai Noel era o avô, mesmo assim não deixamos que a magia do Natal desaparecesse”, contou o cabeleireiro Reinaldo Tandrê.

Além da iluminação, o que atrai a atenção são as belas árvores de natal e a casa do Papai Noel, que está repleta de bichos de pelúcia. O boneco do Bom Velhinho, de aproximadamente um metro de altura, também é um atrativo que se destaca. “É muito gratificante ver a alegria nos rostos das crianças, jovens e adultos que passam por aqui. Todos ficam deslumbrados. A rua chega a ficar congestionada pela quantidade de carros que param para apreciar a decoração”, comentou Tandrê. “Acho incrível as cartinhas endereçadas ao Papai Noel que são colocadas em nossa caixa de postagens no portão. Uma delas me chamou bastante a atenção: de uma menina de seis anos dizendo que tinha sido boazinha durante o ano e pedia para que sua mãe fosse curada do câncer. Isso mexeu muito comigo e são estas pequenas coisas que nos motivam a manter a tradição”, completou.

O que também chama a atenção são as músicas natalinas tocadas durante a noite. Segundo os proprietários do imóvel, as canções começam assim que as cerca de nove mil luzes são acesas, por volta das 19h, e permanecem até às 23h30.

 

Clube Escola Mooca oferece esportes e lazer

Com as férias escolares e o início do verão, uma das opções gratuitas de lazer e prática esportiva na região é o Clube Escola Mooca. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 22h e sábado, domingo e feriado, das 7 às 18h.

Além das quadras esportivas e do ginásio coberto, que são bastante procurados pelos usuários, a unidade também atrai muitos visitantes devido ao complexo aquático. No local há uma piscina semi-olímpica e duas para recreação – uma no formato feijão, com 79 metros de comprimento, 47 metros de largura, com profundidade de 60 centímetros até 2,5 metros, além de um toboágua de mais de sete metros e oito chafarizes. Já a outra é a infantil, que possui 33 metros de comprimento, 29 metros de largura e um metro de profundidade, além de um escorregador de 1,85 metro.

O usuário que pretende usufruir do enorme parque aquático da unidade precisa ter carteirinha do clube em mãos. Para obter o documento é necessário levar uma foto 3×4, comprovante de residência (não precisa morar na região) e o RG. Menores de 12 anos devem estar acompanhados dos pais. De acordo com uma portaria publicada no ano passado pela Secretaria Municipal de Esportes, o exame médico não é mais obrigatório para utilização das piscinas. O complexo fica aberto de terça-feira a domingo, das 9 às 17h. Às segundas-feiras as piscinas ficam fechadas para manutenção.

O Clube Escola conta ainda com: salas de judô, capoeira, musculação, ginástica ,canchas de bocha, cinco quadras de areia, duas de tênis, um campo de futebol e uma pista de skate.

Entre as atividades oferecidas estão: alongamento, caminhada, futsal, ginástica, judô, musculação, Tai Chi Chuan, vôlei adaptado e yoga. Os horários variam conforme programação interna.

Clube Escola Mooca: rua Taquari, 635 – telefone: 2694-7668.

Obras do CEU Vila Prudente continuam sem previsão de retomada

Herdado da gestão de Fernando Haddad (PT), o enorme esqueleto de prédio ainda inacabado nas dependências do Clube Escola Vila Alpina continua sem prazo para ser concluído no governo de João Doria (PSDB). As obras do Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente estão paradas desde junho e segundo a Prefeitura, foi desenvolvido um plano de retomada “para o próximo ano”, sem detalhes. Enquanto isso a indignação na comunidade aumenta. Além do desperdício de verba pública, vários equipamentos do Clube Escola, como as piscinas e o ginásio poliesportivo foram fechados para a construção do CEU. Também foram destruídas as quadras e um campo de futebol.

A promessa da gestão passada era de que o CEU seria entregue no final de 2016 e o clube do entorno seria totalmente revitalizado. Haddad (PT) terminou seu mandato e deixou mais da metade da construção para o governo seguinte. A atual administração alega que a paralisação  ocorreu porque o governo Haddad não deixou recursos para a execução.

O vereador Claudio Fonseca (PPS), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal, afirma que a construção do CEU Vila Prudente foi um erro da gestão passada. “É evidente que foi uma ação eleitoreira, pois a construção desses equipamentos foi uma promessa de campanha, mas o planejamento foi equivocado. Iniciaram as obras de oito unidades e foram largadas inacabadas. Além disso, na Vila Prudente, não há necessidade de um CEU. Na redondeza há varias escolas municipais, estaduais e algumas delas já não têm demanda”, alega o vereador.

Sempre que indagada, a Prefeitura fala em retomar as obras no próximo ano, mas Fonseca acredita que será muito difícil o reinicio das construções. “Foi destinado apenas R$ 1,4 milhão para os CEUs no orçamento para o próximo ano. Com esse valor não dá nem para manter os vigias que tomam conta dos espaços”, afirmou. “Minha intenção é começar as discussões logo no início de 2018, na Câmara Municipal, priorizando a questão dos CEUs”, destacou.

Mobilização social

Sem perspectivas do reinicio dos trabalhos e descrentes de uma ação da Prefeitura a curto prazo, moradores da região e frequentadores do Clube Escola criaram há seis meses a Associação Desportiva Arthur Friedenreich. O grupo já realizou ações de limpeza no espaço e, com autorização da Prefeitura e em horários específicos, utilizam o ginásio para algumas atividades. No local acontecem os projetos “Aluno bom de bola”, de segunda, quarta e sexta-feira e o “Vem Lutar”, aos sábados. As aulas são gratuitas e voltadas para crianças e jovens da comunidade. Segundo o presidente da Associação, Wesley Vasconcelos, no próximo mês começarão aulas de atletismo na pista de caminhada e no campo de futebol. “Estamos conseguindo manter estes projetos graças ao trabalho voluntários de vários profissionais. Não recebemos recurso público. O ginásio, que estava abandonado, conseguimos melhorar um pouco as condições e, como não temos verba para arcar com o custo da energia, utilizamos um gerador”, comentou Vasconcelos. “Com a ajuda da vereadora Edir Sales (PSD) estamos tentando junto à Prefeitura que o clube seja reaberto parcialmente, pois é um grande desperdício essa tradicional unidade ficar largada”, completou.

No último dia 2, acompanhado da vereadora, o Secretário Municipal de Esportes, Jorge Damião, visitou o Clube Escola, conheceu parte do trabalho voluntário desenvolvido pela Associação e recebeu as reivindicações da comunidade. “Estamos batalhando para que a Prefeitura assine um Termo de Permissão de Uso (TPU) que oficialize o funcionamento desse projeto até que o espaço tenha que ser interditado para a implantação do piscinão previsto para ser construído sob o campo de futebol. O secretário gostou muito da forma que a sociedade civil tem zelado pelo local e acenou positivamente para atender as reivindicações”, afirmou a vereadora.

A Secretaria de Esportes informou que a intenção é que nenhum espaço público voltado ao esporte permaneça fechado na cidade. Foi ressaltado que o órgão está em contato com as Secretarias de Educação e de Obras, as quais são responsáveis pela construção do CEU, para que uma solução integrada seja alcançada com o intuito de reativar os locais esportivos. Foi esclarecido ainda que o objetivo da visita do secretário foi conhecer a real situação da área e apontar o que deve ser feito para a reabertura.

Cônsul da Lituânia ressalta a Vila Zelina

Na manhã de ontem, dia 14, a Cônsul-Geral da República da Lituânia em São Paulo, Laura Tupe, esteve no Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente, onde foi recebida pelo presidente da entidade e da Folha, Newton Zadra. Ela assumiu em 14 de julho o Consulado Geral, única representação diplomática da Lituânia no Brasil.

Através de vídeos institucionais ela conheceu as histórias e os trabalhos do Círculo e da Folha. Dominando perfeitamente a Língua Portuguesa, que aprendeu ainda na infância, a cônsul agradeceu o apoio à comunidade lituana de Vila Zelina e adiantou que no próximo ano, o característico bairro da região vai abrigar festividades especiais por conta do 100 anos da declaração da Independência da Lituânia, celebrada em fevereiro.

Laura Tupe ressaltou que a comunidade lituana em São Paulo é a segunda maior do mundo, só perdendo para a de Chicago, nos Estados Unidos. “Na minha infância conheci os nomes Vila Zelina, Vila Prudente e Vila Ema antes mesmo de conhecer bem os bairros da minha cidade. Na Lituânia todos sabem da importância desta região para a nossa cultura”, revelou Laura, natural de Vilnius, mas a mãe é nascida no Brasil e foi morar na Lituânia quando os pais decidiram voltar.

Laura Tupe contou que a sua acolhida em São Paulo foi muito melhor do que esperava e elogiou os primeiros imigrantes lituanos que vieram ao país por manterem vivos os costumes entre os seus descendentes. “Já estamos na quarta geração aqui no Brasil e foi um trabalho muito lindo desses avós e pais de criarem laços entre os jovens nascidos aqui e a Lituânia”, ressaltou.

A expectativa da cônsul é conseguir difundir ainda mais essa raiz cultural e fortalecer as relações entre o Brasil e a Lituânia. “Já somos parceiros econômicos e também pretendo destacar o turismo. A Lituânia é um país muito lindo, com belas paisagens naturais, arquitetura e muita história. Temos uma rede de transportes excelente, o que torna muito fácil a logística pelo país. Também pretendemos estreitar o intercâmbio para estudantes”, destacou. Laura Tupe ressaltou que em 2018 o Papa Francisco visitará a Lituânia, com predominância de 80% de católicos, e lembrou que é uma ótima oportunidade para os lituanos que vivem no Brasil programarem uma visita à terra natal. (Kátia Leite)

 

Mooca perde o seu historiador

A Mooca está de luto. Na madrugada da última segunda-feira, dia 11, faleceu aos 83 anos, Euclydes Barbulho, que, entre outros livros, é autor da obra “Mooca – 450 anos. Passando pelo túnel do tempo”, na qual retrata a história do bairro e das famílias mais tradicionais, inclusive a sua, a Barbulho, que originalmente era Barbui, mas foi registrada erroneamente durante a passagem dos avós pela Hospedaria dos Imigrantes, na chegada da Itália ao Brasil em 1892.

Nascido na Mooca, ele era muito querido no bairro e se preocupava com a melhoria da região. Foi presidente do Rotary Club São Paulo Alto da Mooca na gestão 2002/2003. A última entrevista à Folha foi em junho passado, quando colaborou com a matéria especial sobre os 100 anos da primeira greve geral do Brasil, iniciada no Cotonifício Crespi.

Euclydes Barbulho deixa a esposa Therezina, os filhos Euclydes e Eda Lúcia, e os netos Guilherme e Julia. A Missa de Sétimo Dia será celebrada no domingo, dia 17, às 18h, na Paróquia São Rafael, construída com a ajuda da família Barbulho e onde Euclydes foi a primeira criança a ser batizada. Ele também se casou na mesma igreja.

Mooca: Conpresp tomba creche e libera faculdade no Moinho

Em reunião ocorrida no último dia 27, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) deferiu dois processos relacionados ao bairro da Mooca. O primeiro foi o tombamento do histórico edifício da creche Marina Crespi, na rua João Antônio de Oliveira, 59. O segundo foi a liberação da construção de um complexo educacional na área que abrigou os Grandes Moinhos Minetti-Gamba (foto), mais conhecido como Moinho Santo Antônio, na rua Borges de Figueiredo.

Sobre a creche, o processo para o tombamento do edifício foi iniciado em 1º de julho de 2010, após mobilização de membros da comunidade que lutam pela preservação de pontos históricos do bairro. Na época, o imóvel estava ocupado por um grupo de sem-tetos e sofria muitas intervenções estruturais, o que poderia descaracterizar o prédio.

Na sessão do último dia 27, a relatora do parecer, a vereadora Adriana Ramalho (PSDB) justificou a aprovação do tombamento da creche com a seguinte argumentação: “O local possui arquitetura singular e com traços modernizadores para o período das primeiras décadas do século XX em relação ao que vinha sendo produzido em São Paulo e no Brasil na época. Mesmo tendo sofrido alterações parciais ao longo dos anos, o edifício manteve os principais traços do projeto original do arquiteto italiano Giovani Bianchi”. Ela destacou ainda que, além da arquitetura, o imóvel possui grande representatividade histórica. “A creche é símbolo do crescente processo de industrialização da cidade, aumento do operariado feminino, a multiplicação de escolas e redução das taxas de analfabetismo”, afirmou.

Moinho Santo Antônio

Na mesma reunião, o Conpresp deferiu o processo iniciado neste ano referente à construção de uma faculdade pela Crefipar Participações e Empreendimentos na área que abrigou o Moinho Santo Antônio. O relator do parecer foi o conselheiro que representa a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, Ronaldo Parente. Após análise dos outros membros, o projeto para o espaço foi deferido com as ressalvas de que a chaminé e parte de um galpão sejam preservados.

Segundo o parecer do relator, o projeto contempla uma edificação central por onde serão distribuídos seis blocos laterais, os quais serão destinados às salas de aula e auditório, intercalados com áreas ajardinadas e com gabarito máximo de 25 metros de altura. É citado ainda que no local permanecem, como testemunho de sua antiga ocupação, uma chaminé e parte da estrutura de um galpão, elementos listados na resolução de tombamento. No parecer consta também que, de acordo com o material gráfico apresentado junto ao projeto, consta um amplo campo visual tomado da rua em direção aos elementos tombados, o que não prejudica a visibilidade dos mesmos.

A notícia preocupou as pessoas que lutam há anos pela preservação do histórico prédio. “Além de ser tombado duplamente, o Moinho foi contemplado, depois de muita persistência, na Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí como edifício de interesse de preservação histórica. Por tudo isso, esse espaço precisa ser respeitado e qualquer intervenção dos proprietários deve ser discutida com a comunidade”, comenta uma das representantes da Associação dos Amigos do Moinho, criada em 2014 justamente para defender as características e valor histórico do imóvel. “O Moinho faz parte da paisagem e da identidade de São Paulo e da Mooca. Não pode ser descaracterizado. Se construírem uma faculdade no local, o acesso será restrito a alunos. O nosso projeto é para que seja criado no imóvel um espaço multicultural, o qual poderá abrigar diversas atividades sustentáveis e sem agredir o patrimônio, a exemplo do Sesc Pompéia”, explica a representante da Associação, que pediu o nome não ser divulgado.

Metrô faz mais demolições em Vila Prudente

Aos poucos, o cenário na região vai mudando para a futura expansão da Linha 2-Verde, a partir da estação Vila Prudente do metrô. Além dos terrenos desapropriados que já passaram pelo processo de demolição dos antigos imóveis na Santa Clara, também houve a derrubada de residências e comércios na rua do Orfanato, nas esquinas com a rua Doutor Sanareli e com a rua do Oratório. Nos locais ficarão as futuras estações Água Rasa e Orfanato, respectivamente. Agora, também foi iniciada a demolição de imóveis na rua Falchi Gianini, trecho que o Metrô utilizará como poço de ventilação.

O Metrô explicou que após o término da demolição de três imóveis na Falchi Gianini, será feita a limpeza e conservação da área, além do fechamento do terreno para manter a segurança do local. Ressaltou ainda que há vigilância motorizada.

No entanto, não há previsão para o início da obra de prolongamento da Linha 2 até a Dutra. Segundo o Metrô, a ampliação está suspensa “em razão da crise econômica que atingiu o país nos últimos anos e inviabilizou a obtenção de financiamento junto ao Governo Federal”. A nota enviada à Folha diz ainda que a Companhia prioriza investimentos na conclusão das obras já em andamento: 15-Prata e 17-Ouro do monotrilho, Linha 4-Amarela e 5-Lilás. (Kátia Leite)

 

 

PM apreende drogas na comunidade de Vila Prudente

Na quarta-feira, dia 6, policiais militares da Força Tática do 21º Batalhão realizaram uma operação no interior da comunidade de Vila Prudente. A ação, que contou com o apoio do canil da corporação, teve o objetivo de localizar e apreender entorpecentes.

A equipe composta pelo terceiro sargento Martins Júnior, cabo Ramalho, soldado Rodrigo e soldado Santos encontraram no interior de um barraco dez quilos de maconha, três quilos de cocaína, 25 litros de éter, R$ 335 em dinheiro, além de outros produtos utilizados para o preparo das drogas.

Durante a operação também foram detidos três homens e um adolescente que revelaram aos policiais que cada um ganhava R$ 200 por dia trabalhando com o tráfico de entorpecentes.

Os detidos e as drogas apreendidas foram encaminhados ao 56º Distrito Policial – Vila Alpina.

Trecho da avenida Oratório interditado até fevereiro

Moradores do Jardim Independência terão que ter muita paciência com o fluxo de veículos, inclusive de ônibus biarticulados, em vias residenciais. Desde 30 de setembro, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou trecho da avenida Oratório, próximo ao pátio de trens do monotrilho, para execução de galeria de águas pluviais da avenida. A obra está a cargo da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô como parte da compensação do pátio da Linha 15 que concretou uma ampla área verde do bairro, que antes servia para absorção da chuva. O grande problema foi a discrepância entre o prazo anunciado pela CET e o informado pelo Metrô nesta semana.

Em release divulgado à imprensa em setembro, além dos desvios necessários para a realização da obra, a CET divulgou que a interdição tinha duração prevista de 30 dias. Quem passa pelo trecho da avenida Oratório, constata que a obra está longe do término e principalmente, os moradores das ruas afetadas pelo desvio começaram a questionar o motivo do atraso. Eles estão preocupados com a movimentação de veículos pesados em vias que não foram projetados para esse fim e também reclamam do barulho dos coletivos à noite.

Questionado pela Folha, o Metrô alegou que é uma obra complexa e desde o início, o prazo estipulado é fevereiro de 2018. Conforme a reportagem apurou, a confusão na divulgação do prazo por parte da CET pode ter sido causada pelo Termo de Permissão e Ocupação Viária (TPOV) que é expedido por 30 dias, sendo renovável mensalmente.

Logo após a conclusão do pátio Oratório, vias que ficam na baixada do átrio de trens e não tinham problemas com enchentes, passaram a registrar alagamentos. O problema chegou até a atingir a própria avenida Oratório, em frente à Prefeitura Regional Vila Prudente.