Construtora propõe doação de área pleiteada para parque

Após dois projetos indeferidos, além do recurso do último indeferimento também ter sido negado; a Construtora Tecnisa está propondo à Prefeitura a doação do terreno na avenida Vila Ema, 1523, em troca da transferência de potencial construtivo para outra área da cidade.  A empresa é proprietária do local desde 2007. A batalha em torno do espaço de quase 17 mil m² que abriga mais de 470 árvores, várias delas nativas da Mata Atlântica, além de uma nascente de água e diversas espécies de pássaros, se arrasta por mais de sete anos. De um lado, a construtora pretendia erguer um condomínio residencial com quatro torres e mais de 380 apartamentos; e do outro, a comunidade que não aceitou ver a destruição da área verde.

Com o surgimento do Movimento Viva o Parque Vila Ema, criado por moradores do entorno em 2010, o poder público passou a ser pressionado para não liberar o terreno para construção. A Folha, que foi o primeiro veículo de imprensa a divulgar a intenção da comunidade de preservar a biodiversidade da área, acompanhou a luta dos integrantes do movimento nos últimos anos. Eles brigaram para Prefeitura transformar a área em Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM), o que aconteceu na aprovação do último Plano Diretor Estratégico da cidade e também conseguiram por duas vezes, que o governo municipal decretasse o terreno como de utilidade pública. Essas medidas foram minando a possibilidade da empresa construir um grande condomínio no local. Mas, como a Prefeitura também não tem dinheiro para comprar o terreno, a briga pode continuar por anos na Justiça.

Um dos líderes do Movimento Viva o Parque Vila Ema, Fernando Salvio, vê a proposta da Tecnisa como uma boa solução. “Abre a opção de troca de uma área que deve ser protegida por outra que já pode estar degradada”, comentou.

De acordo com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, o processo encaminhado pela Tecnisa está em análise, para preenchimento dos requisitos legais. Foi ressaltado que a doação do imóvel para a transferência de potencial construtivo é uma hipótese prevista no Plano Diretor da cidade. Foi explicado ainda que a decisão da Prefeitura depende da conclusão desta etapa de análise.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), que defende a construção do parque, quer acompanhar de perto a negociação. “Estamos sabendo pela imprensa dessa proposta da Tecnisa em doar o terreno para o parque. É importante lembrar que conseguimos aprovar na Câmara Municipal em 2014, no Plano Diretor Estratégico, a área do parque como ZEPAM [Zona Especial de Proteção Ambiental] implicando com isso que nesse terreno só pode ser construído 10% do seu tamanho”, destacou. “Estamos solicitando audiência com a Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público, junto com o movimento em prol do parque, para saber detalhes dessa negociação. Tudo tem que ser feito com transparência”.

Prefeito vê boa chance de aprovação

Em entrevista exclusiva à Folha, após palestra na Mooca na última quarta-feira, dia 8, o prefeito João Doria (PSDB) afirmou que ainda não recebeu a proposta da Tecnisa de doação do terreno, atualmente em análise na Secretaria do Verde, mas ressaltou que trata-se de uma empresa séria e acredita que o projeto encaminhado está dentro da legalidade. “É uma proposta muito bem vinda e se atender os critérios legais, será aprovada. A transferência de potencial construtivo em troca de um parque para a população me parece que faz todo sentido e tenho forte tendência de concordar”, afirmou o prefeito. (Kátia Leite)

Continua a saga do asfalto em alça de acesso

A novela parece não ter fim. Em menos de uma semana do conserto realizado pela Prefeitura Regional Vila Prudente no asfalto da alça de acesso das avenidas Anhaia Mello e Doutor Francisco Mesquita, sob o viaduto Grande São Paulo, em Vila Prudente, novos buracos e ondulações voltaram a aparecer no local. O ressurgimento do problema  aumentou a indignação das pessoas que utilizam o trecho, que em cerca de um ano já passou por três reparos.

O local recebeu novo recape há cerca de um ano, quando foi refeita a ponte que desabou no rio Tamanduateí. Meses depois começaram a surgir os primeiros buracos e em junho deste ano a Prefeitura realizou alguns consertos no trecho. Mas, o problema voltou e colocou em questão a qualidade do serviço que vem sendo realizado pela administração municipal. No dia 1º deste mês mais uma vez os buracos da via foram tampados, mas, em menos de uma semana, o asfalto voltou à situação precária levando perigo aos motoristas e motociclistas que utilizam o trecho.

A Folha questionou a Prefeitura Regional Vila Prudente, principalmente sobre a qualidade do asfalto do local, e aguarda um posicionamento. (Gerson Rodrigues)

Barracos sob o viaduto Bresser pegam fogo

Na madruga de hoje, dia 1º, cerca de 15 barracos foram destruídos por um incêndio embaixo do viaduto Bresser, na avenida Alcântara Machado, a Radial Leste. Entre as famílias que ficaram desabrigadas, um homem sofreu queimadura em um dos pés e foi encaminhado ao hospital municipal do Tatuapé, segundo o Corpo de Bombeiros.

Para o combate ao fogo, 18 viaturas foram deslocadas ao local por volta das 2h30 da madrugada. De acordo com os bombeiros, o incêndio foi totalmente controlado por volta das 4h e não há informações sobre como as chamas começaram.

Apesar do incêndio, e da grande quantidade de sujeira que ficou espalhada pelo local, o viaduto Bresser não precisou ser interditado.

Passeio de Maria-Fumaça volta ao Museu da Imigração

Da mesma estação de trem por onde milhares de imigrantes desembarcaram em São Paulo, ainda é possível ouvir o apito de uma antiga Maria-Fumaça. O som anuncia a chegada de uma legítima locomotiva de 1922, que continua a cruzar os trilhos dos bairros da Mooca e do Brás, fazendo passeios turísticos que reconstroem parte da história da cidade. As viagens, promovidas pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), voltaram a ter o embarque pela plataforma do Museu da Imigração.

A Maria-Fumaça tem saídas agendadas para grupos durante os dias de semana e para o público em geral está disponível sempre no primeiro final de semana de todo mês.

A Hospedaria de Imigrantes do Brás, onde hoje funciona o Museu da Imigração, recebeu pessoas de todas as regiões do Brasil e de diversos países, ao longo dos mais de 90 anos de funcionamento. Muitos migrantes e imigrantes, ao desembarcarem no porto de Santos, seguiam de trem até a estação da Hospedaria do Brás. A estrada de ferro que vinha de Santos até a Hospedaria pertencia à Companhia São Paulo Railway, que ligava Santos à Jundiaí e era responsável pelo transporte dos imigrantes e do café.

Para recriar a experiência daqueles que faziam esse percurso, os passeios de Maria-Fumaça são acompanhados por monitores que contam um pouco da história da locomotiva e simulam algumas práticas típicas das antigas viagens de trem. Os passageiros são levados, então, a se imaginarem no século passado, durante um trajeto de três quilômetros entre as estações Mooca e Brás, que dura aproximadamente 25 minutos.

Para realizar o passeio, o público pode escolher entre um vagão de 1950 (ingressos por R$ 20) e outro de 1928 (ingressos por R$ 25). Ambos os carros foram recuperados na Oficina de Restauração da ABPF, que desenvolve um trabalho de reparo dos trens, respeitando suas características originais, como tipo de madeira, cor, dimensões e montagem. Os equipamentos restaurados ficam expostos no Pátio de São Paulo, local próximo ao viaduto Alcântara Machado, e podem ser visualizados durante o caminho percorrido pela Maria-Fumaça.

Os embarques para o passeio são realizados na plataforma da sede da ABPF, aos sábados, domingos e feriados, com exceção do primeiro final de semana do mês, cuja saída é na própria estação ferroviária do Museu da Imigração. O funcionamento é das 11 às 16h, com viagens de hora em hora, a depender da demanda do público. De terça a sexta-feira, os grupos interessados também podem fazer o passeio de Maria-Fumaça (mínimo de 40 participantes) vinculado com a visita ao Museu, desde que tenham realizado o agendamento prévio pelo e-mail agendamento@museudaimigracao.org.br ou telefone 2692-1866.

Museu da Imigração: rua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca. Mais informações: www.museudaimigracao.org.br.

Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF): rua Visconde de Parnaíba, 1253. Mais informações: www.abpfsp.com.br ou pelo telefone: 2695-1151.

Doria demite secretário-adjunto Fabio Lepique

No final da semana passada, o prefeito João Doria demitiu o secretário-adjunto das Prefeituras Regionais, Fabio Lepique, que até então era o braço forte do vice-prefeito Bruno Covas. Todos são do quadro do PSDB. Na última quarta-feira, dia 1º, em coletiva na sede da Prefeitura, Doria também anunciou a saída de Covas da Secretaria das Prefeituras Regionais para assumir a nova Secretaria da Casa Civil.

Uma das causas apontadas para a demissão do secretário-adjunto são as críticas relacionadas à zeladoria da cidade, área que passou a ser responsabilidade direta de Lepique com as ausências de Doria e Covas. O vice-prefeito voltou na semana passada de uma viagem de 11 dias à França e Doria estava em Maceió no dia que estourou a notícia da demissão de Lepique.

Recente pesquisa feita pelo Datafolha, mostrou queda de nove pontos na aprovação do governo Doria por insatisfação dos munícipes com os serviços de zeladoria, além das constantes viagens do prefeito.

Outro ponto que pode ter pesado para a queda de Lepique seriam os atritos que ele teve com secretários de confiança de Doria.

Em um vídeo postado em rede social, Lepique tentou passar naturalidade e até brincou com a demissão, mas deixou claro que a saída da Prefeitura foi contra a sua vontade. Ele agradeceu o vice Bruno Covas e fez várias referências honrosas ao governador Geraldo Alckmin – com quem Doria também já criou mal estar por conta da eleição presidencial em 2018.

Lepique ressaltou os avanços que conseguiu na Secretaria ao longo de quase um ano de trabalho e avisou que o ano que vem deve ser muito melhor por conta da questão orçamentária e porque conseguiram liberar as atas dos registros de preços dos serviços de zeladoria que estavam no Tribunal de Contas do município. Ainda de acordo com ele, no fim de 2017 será entregue o novo sistema de gestão de vários serviços de zeladoria monitorados em tempo real através de equipes com chips. Por fim, Lepique mencionou que o prefeito ofereceu para ele continuar em outra função no governo municipal, mas ele declinou.

Lepique é morador da Mooca e participou ativamente da escolha dos prefeitos regionais desde o final do ano passado. Resta saber se a sua saída pode afetar as Prefeituras Regionais Mooca e Vila Prudente, nesta última o novo regional, Guilherme Brito, está há apenas dois meses no cargo e é amigo de longa data do ex-secretário.

Usuários desaprovam novo terminal na Anhaia Mello

Há alguns dias, a Folha publicou matéria sobre a passarela e os terminais de ônibus (Sul, Norte e Central) que estão sendo instalados na avenida Anhaia Mello, próximos às estações Vila Prudente do metrô e do monotrilho. De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, responsável pelas obras, dos três terminais previstos, o Norte, na rua Trocari, já está finalizado e atendendo a linha de trólebus. No entanto, usuários passaram a criticar a falta de estrutura do espaço após ficarem sabendo que o Metrô considera que a obra está pronta. As principais queixas são referentes à ausência de banheiros em um local onde sobra área livre.
Para o leitor e vice-presidente do grupo defesa do trólebus, Fabio Klein, o que foi construído não pode ser chamado de terminal. “O local onde ficam os trólebus é um puxadinho que nem possui banheiros. Isso não pode ser considerado um terminal, mas sim apenas um ponto maior que os outros”, declarou.
Quem também se queixa da ausência de sanitários é a manicure Rosana de Assis, que utiliza a parada quase todos os dias. “Há alguns dias precisei usar o banheiro e fui obrigada a pedir para um funcionário da lanchonete na esquina da rua Ibitirama com a rua Cavour deixar eu usar o sanitário do estabelecimento. Não entendo esse terminal ser tão grande e não possuir um banheiro. Parece que teve muito desperdício de concreto nesta obra”, relatou.
Para o blogueiro da área de mobilidade urbana, Eduardo Paulino da Silva, a estrutura do terminal Norte ficou muito grande. “A área com cobertura ficou enorme e vemos que está sempre vazia. Será que este terminal irá receber outras linhas, além dos trólebus?”, questiona Silva.
O leitor Paulo Santos também critica os terminais. “É claro que foram mal planejados e são arquitetonicamente horríveis”, comenta.

Motoristas de coletivos também criticam

Há quase um mês operando no terminal recém-construído, motoristas dos trólebus também se queixam. “Construíram um espaço tão grande sem necessidade. Há apenas um ponto de ônibus nesta estrutura toda. Pelo jeito desperdiçaram dinheiro e uma das principais necessidades não foram atendidas, que é a de ter sanitários, tanto para os passageiros, como para nós motoristas. Venho do Parque do Dom Pedro II e quando chego, para ir ao banheiro, preciso caminhar até um imóvel alugado para os motoristas na avenida Paes de Barros”, reclamou um condutor que trabalha desde 1986 na linha de Parque Dom Pedro II / Terminal Vila Prudente. “No terminal antigo havia uma lanchonete, um refeitório, sanitários e até guarda volumes. Mas agora fizeram apenas essa imensa cobertura sem utilidades”, concluiu.

Metrô se manifesta

Questionado, o Metrô confirmou que o terminal Norte não terá sanitários. De acordo com a resposta enviada ao jornal, o projeto dos terminais de ônibus prevê sanitários públicos, inclusive para portadores de necessidades especiais, somente nas áreas Central (no canteiro da Anhaia Mello) e Sul (na praça Gioia Junior). Foi ressaltado que os três terminais contam com itens de acessibilidade e segurança, como piso tátil, rampas de acesso, hidrantes e extintores de incêndio.
A Folha recebeu questionamentos de leitores referente à utilização da passarela em construção sobre a pista sentido bairro da avenida Anhaia Mello. A dúvida era se a passagem seria exclusiva de usuários de transportes públicos ou seria livre também para pedestres. O Metrô esclareceu que a passarela poderá ser utilizada como meio de acesso de transeuntes ao outro lado da via, por usuários da Linha 2-Verde do metrô, da Linha 15-Prata do monotrilho e para acesso aos ônibus dos terminais.
A Companhia esclareceu ainda que o projeto executivo e a obra levaram em consideração a possibilidade de enchentes na região, de forma que as instalações e usuários não sejam afetados.

Pioram os problemas em asfalto recém-reformado

Há um mês a Folha publicou matéria que retratou a precária situação do asfalto na alça de acesso das avenidas Anhaia Mello e Doutor Francisco Mesquita, sob o viaduto Grande São Paulo, em Vila Prudente. Questionada na ocasião, a Prefeitura Regional Vila Prudente informou que o serviço de zeladoria no trecho entraria na programação. Mas, apesar do perigo no local, parece que o trabalho não foi classificado como prioridade, pois além do trecho continuar repleto de buracos e ondulações, os problemas estão se agravando.

A situação da via causa ainda mais indignação nas pessoas que passam pelo ponto em razão do local ter recebido novo recape há cerca de um ano, quando foi refeita a ponte que desabou no rio Tamanduateí. Meses depois começaram a surgir os primeiros buracos e em junho deste ano a Prefeitura realizou alguns reparos na alça de acesso. Mas, o problema voltou e coloca em questão a qualidade do serviço que vem sendo realizado pela Prefeitura. (Gerson Rodrigues)

Governo quer fazer concessão da Linha 15

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) publicou nesta quarta-feira, dia 25, no Diário Oficial do Estado, o aviso de consulta pública sobre o edital de concessão à iniciativa privada da operação e manutenção da Linha 15-Prata do monotrilho.

A minuta do edital e seus anexos, com diversas informações técnicas, estão disponíveis gratuitamente por meio do site www.stm.sp.gov.br, no link Linha 15, até 24 de novembro. Esse é o prazo em que os interessados poderão fazer contribuições quanto aos termos do edital e seus anexos.

O leilão da linha será realizado na sede da B3, antiga BM&FBovespa, em data a ser divulgada após a formulação final do edital de concessão. Segundo a Secretaria, o critério de julgamento será o de maior valor oferecido pela outorga fixa da concessão.

A audiência pública sobre o processo de concessão da Linha 15 foi realizada em 6 de setembro no Instituto de Engenharia de São Paulo. O processo teve início em junho do ano passado quando a proposta foi aprovada pelo conselho do programa estadual de desestatização.

Linha 15

Inaugurada em agosto de 2014, a Linha 15-Prata funciona apenas no pequeno trecho de 2,3 km, entre as estações Vila Prudente e Oratório. Atualmente, as obras de expansão estão concentradas até São Mateus, envolvendo o trabalho de 2 mil pessoas, segundo a Secretaria.

As colunas e vigas que compõem a via permanente por onde passarão os trens do monotrilho já estão implantadas até a região da estação São Mateus.

A promessa é que serão mais 13 quilômetros de vias elevadas, 27 novos trens e oito estações com previsão de entrega no primeiro semestre de 2018: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

A estimativa é que a linha transporte 405 mil passageiros por dia de Vila Prudente até a estação Iguatemi, a última do trecho, prevista para 2021. Existe ainda projeto para integrá-la com a Linha 10-Turquesa da CPTM na estação Ipiranga. (Kátia Leite)

UBS Vila Heloísa é invadida por criminosos

Funcionários e pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Heloísa, que fica na rua Aíres Quaresma, no São Lucas, enfrentaram momentos de pânico no final da tarde do último dia 20. Segundo os relatos, seis homens armados invadiram o posto e de forma violenta roubaram celulares, bolsas e outros pertences.

De acordo com informações de membros do conselho gestor da unidade, o crime ocorreu por volta das 18h30, pouco antes do encerramento do expediente, que acontece às 19h, e a ação dos assaltantes foi bastante agressiva. “Os homens armados renderam o segurança e entraram na recepção da UBS. Todos aparentavam ser jovens. Alguns chegaram a rasgar a roupa de uma funcionária e, além de roubarem celulares e bolsas, pediram chaves de carros que estavam estacionados na rua”, comentou a conselheira gestora Isaura Alves da Silva.

A conselheira relatou ainda a falta de policiamento na região. “É muito difícil vermos uma viatura passando pela redondeza da UBS. Esta é a primeira vez que criminosos entraram na unidade, mas frequentemente são furtados carros de pacientes e funcionários estacionados nas ruas ao redor”, comentou.

Um das enfermeiras da UBS registrou boletim de ocorrência de roubo no 70º Distrito Policial – Sapopemba e o caso foi encaminhado ao 42º DP – Parque São Lucas, responsável pela área onde fica a unidade de saúde.

A Folha entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e aguarda um posicionamento sobre providências para a melhora das condições de segurança da UBS.

Usuários questionam onde estão os trens da Linha 2

Pouco antes da inauguração das estações Vila Prudente e Tamanduateí da Linha 2 – Verde, no segundo semestre de 2010, o Governo do Estado entregou novos trens para operarem no trecho, no entanto usuários frequentes afirmam que raramente os encontram nas viagens atuais.

“É bem fácil de identificar porque os trens da Linha 2 têm bancos verdes, além de outras características mais modernas, como o ar condicionado bem eficiente, porém embarco e desembarco na estação Vila Prudente de segunda a sexta para ir e voltar do trabalho e às vezes, também utilizo a linha aos finais de semana para passeio, e o que mais vejo são os trens com bancos azuis e até marrons”, destaca Ricardo Irata. Outra usuária, Sandra Merengoni, comenta que “os trens de outras linhas não são ruins, mas, agora com o verão, os da própria linha verde são confortáveis”.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô ressaltou que as frotas de trem apresentam desempenho operacional semelhante e não são exclusivas de uma única linha. As composições podem ser realocadas em caso de necessidade operacional.

Ainda segundo o Metrô, na  Linha Verde estão disponíveis 27 trens para a operação. Desse total, 82% são novos ou modernizados, equipados com ar condicionado, sistema de detecção de incêndio, mensagem sonora automática, iluminação mais eficiente, câmeras de monitoramento, mapa eletrônico de estações e freios ABS.