Bicicleta furtada em paraciclo do Metrô VP

De tempos em tempos a notícia se repete. O estudante Eduardo Nieri, de 27 anos, conta que por volta das 7h30 da última terça-feira, dia 28, estacionou a sua bicicleta no paraciclo das estações Vila Prudente do metrô e do monotrilho, na avenida Anhaia Mello, e foi à faculdade. Apesar de ter usado uma corrente e um cadeado, quando voltou em torno do meio dia, não a encontrou no local.

Segundo o estudante, assim que percebeu o furto e notar uma câmera de vigilância nas proximidades, dirigiu-se à cabine de segurança da estação. “No local fui informado que o Metrô não se responsabiliza por este tipo de delito e que a câmera próxima ao paraciclo não pega as bicicletas paradas e também não grava as imagens. Quer dizer, não serve para nada e também não há segurança alguma”, afirmou.

Indignado com a situação, Nieri percorreu algumas lojas de bicicletas da região para explicar o ocorrido e solicitar ajuda caso alguém aparecesse para tentar comercializar seu equipamento, que era apropriado à pratica de Montain Bike e avaliado em cerca de R$ 2.500. Mas, teve a segunda surpresa negativa do dia. “Pensei que possivelmente alguém já teria tentado vender minha bicicleta nestas lojas, mas, não tive sucesso até agora. E fiquei ainda mais surpreso porque em todas as bicicletarias me orientaram a nunca parar nestes paraciclos do Metrô, pois quase todos os dias há casos de furto”, conta.

Em protesto ao ocorrido, Nieri voltou ao paraciclo e colou nas paredes vários cartazes com os dizeres: “Não deixe sua bike aqui, alto índice de furto, a minha foi furtada hoje”.

No dia seguinte a reportagem da FolhaVP esteve no local e verificou que os cartazes foram removidos. O jornal entrou em contato com a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô e aguarda um posicionamento. Nas diversas matérias anteriores sobre o mesmo tipo de delito em seus paraciclos, a resposta foi sempre a mesma: que o Metrô não se responsabiliza e que existe placa informativa no local. No entanto, já houve caso de usuário do metrô ganhar na Justiça a indenização pelo furto.

Placa colocada por usuário que teve a bicicleta levada

 

 

Vereador diz que construção do CEU foi equivocada

Durante a primeira legislatura na Câmara Municipal de São Paulo, de 2001 a 2004, Claudio Fonseca (PPS) foi um dos vereadores mais bem avaliados ao coordenar a reforma administrativa da Casa que, na época, resultou em economia de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos. No seu segundo mandato, foi presidente por quatro anos consecutivos da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara, cargo para o qual foi eleito novamente por unanimidade no início de fevereiro e destaca que uma das principais preocupações é acompanhar a aplicação das metas e diretrizes estabelecidas no Plano Municipal de Educação.

O vereador tem reconhecida luta nesta área. Também preside o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) e atualmente está lutando para que a categoria não tenha seus direitos trabalhistas prejudicados. Morador da região, onde também já lecionou, conhece bem as necessidades locais e considera um grande erro a decisão da gestão passada de iniciar a construção de um Centro de Educação Unificado (CEU) no Clube Escola Vila Alpina, o antigo Centro Educacional Esportivo Arthur Friedenreich. “Não precisa de CEU ali. Não faltam equipamentos de educação bem próximos”, destaca na entrevista abaixo.

Folha – No seu primeiro mandato, quando foi o segundo vice-presidente da Mesa Diretora, o senhor ficou responsável pela reforma administrativa da Casa e gerou uma economia importante. Passado pouco mais de uma década, a Câmara está às voltas com o problema de gastos excessivos, incluindo altos salários de servidores. O que aconteceu?

Claudio Fonseca – Mesmo antes do meu retorno à Casa, já tinha me dado conta de que boa parte da reforma administrativa implementada em 2003, foi desfeita na sequência. No período de 2005 a 2008, ocorreram alterações em duas leis, uma que dispunha sobre o quadro de funcionários e outra, sobre a estrutura administrativa da Câmara. Isso deu vazão obviamente para aumentar os custos, tanto com a folha de pagamento do pessoal quanto com a própria organização estrutural. Quem se recorda da lei que nós aprovamos na época da reforma, tinha até eleição para diretor geral da Câmara, com uma listra tríplice para escolher o responsável pelo cargo. Era um bom método, posto que o diretor seria escolhido dentre os membros efetivos da Casa e seria muito importante para  tirar um pouco do peso político da Mesa Diretora. Mas isso foi destituído. Resulta ainda que foi aprovada, entre 2012 e 2016, uma lei que até ampliou a quantidade de assessores na Câmara e mesmo afirmando que não geraria mais despesas, o que passa para a população é que no momento de contenção de despesas gerais, aqui se amplia os custos. O ato acabou não se concretizando por intervenção judicial, o que também é muito triste precisar da Justiça nas ações da Câmara, porque acaba colocando em uma relação ainda maior de desconfiança perante a sociedade. A Casa ficou mais cara, não só por causa desses atos, mas sempre faço o comparativo: se você somar o orçamento fiscal da Câmara, envolvendo o Tribunal de Contas do Município, chega a quase R$ 900 milhões por ano, ao mesmo tempo que, a título de comparação, o Hospital do Servidor Público Municipal, que tem que atender 200 mil servidores, seus dependentes e mais os munícipes que recorrem ao hospital para atendimento emergencial, não tem orçamente de R$ 300 milhões, quase um terço da Câmara. O orçamento da Casa também é maior que o das secretarias de Esportes e de Cultura somados. Claro que eu não defendo que deva existir uma política de sufocamento do Poder Legislativo a ponto dele não poder operar e também sempre acho que um Poder Legislativo eficiente, que exerça o seu papel de fiscalização e legislação, pode dar retorno significativo à cidade. Enfim, encontrei uma Câmara diferente para minha satisfação por um lado e inquietação por outro. Achei importante iniciar o exercício aprovando uma lei importante para a cidade, a de combate a pichações, que teve um esforço grande aqui, tanto que 52 vereadores votaram favoravelmente. Só que isso não pode se perder, não podemos cair na apatia em relação a outros problemas estruturais da cidade. Precisamos de mais agilidade na resolução dos problemas da saúde. Embora seja uma questão do Poder Executivo fazer a licitação para a compra dos medicamentos, causa muita inquietação estar no mês de março e ver notícias que pessoas que precisam tomar medicamento de uso contínuo, não encontram nos postos. Inquieta saber que tem dois hospitais em construção e a obras estão paralisadas. O Poder Legislativo precisa exercer o seu devido poder de pressão para ver como o Executivo reage.

Folha – Na Vila Prudente também temos a obra do CEU bastante atrasada.

Claudio Fonseca – Me inquieta muito também, e é um mal da administração pública, o erro de planejamento como foi a proposta da gestão passada (de Fernando Haddad /PT) de construção de 21 CEUs, com iniciação de oito deles que ainda são apenas esqueletos, como na Vila Prudente. Inclusive roubando espaços importantes da cidade.  O projeto do CEU não cabe em todo lugar e acaba entrando em conflito com a comunidade porque por mais que você destine o uso ao público aos finais de semana, durante os dias de aula ele tem uma vocação principal, que é um centro de educação unificado, onde funciona uma CEI, uma EMEI e uma EMEF. Então prejudica os parques públicos, como o clube Arthur Friedenreich. É um erro estrutural até porque você não precisa de CEU ali. Não faltam equipamentos de educação bem próximos. Há as escolas Américo de Moura, Rocha Mendes e a Mario Casassanta, um pouco mais acima. Algumas das escolas no bairro, como o República do Paraguay, não tem demanda. Também há escolas infantis. Então é um erro tremendo de planejamento que me incomoda, tanto por parte do Executivo e do Legislativo.

Folha – Como o senhor pretende conduzir o seu mandato?
Claudio Fonseca
– Voltei com o firme propósito de centralizar o meu mandato nas questões relacionadas à educação, não exclusivamente, mas, dar ênfase nessa área porque acho estrutural para a cidade. Pretendo inicialmente tratar de alguns projetos voltados aos direitos dos profissionais de educação, mas não ficar só nisso. Tanto que apresentei ao prefeito (João Doria), na primeira reunião que ele fez junto aos secretários e aos vereadores, que precisamos ter um plano de emergência de recuperação das edificações escolares e de melhorias no entorno da escola. Até para ser vitrine, porque Cidade Linda não combina com escola destruída. É incompatível. É importante que essa iniciativa que o prefeito criou se reverta em uma ação no entorno da escola, de reparação do muro, da calçada que tem que ser um exemplo, com facilidade de mobilidade e acessibilidade. Além de escolas com poda de árvore e coleta de lixo nos prazos regulares, e evitar que exista deposição de lixo irregular no entorno. O prefeito reagiu muito positivamente e vou continuar cobrando.

Folha – O senhor foi eleito por unanimidade entre os vereadores presentes para a presidência da Comissão de Educação. Quais serão os principais desafios nessa comissão, que também inclui Cultura e Esportes?

Claudio Fonseca – Temos que priorizar o Plano Municipal de Educação. Fiz questão de, na primeira reunião da Comissão, distribuir para todos os vereadores um exemplar desse plano, inclusive para ser um pouco o nosso guia. Vamos ter que monitorar a sua execução porque tem as diretrizes, metas e estratégias que precisam ser desenvolvidas pela administração pública para os próximos dez anos. Daqui a dois anos e meio haverá uma avalição do que já foi cumprido. Na área de Cultura e Esportes o importante é juntar forças no sentido de aumentar os recursos orçamentários nas duas áreas. Cultura, esportes e educação precisam de um diálogo estreito nas suas ações, projetos, programas e investimentos para não cometer os absurdos que ocorreram com alguns parques e clubes da cidade que foram tomados de forma inadequada para construção de CEU, enquanto o que deveria ter ocorrido é a recuperação desses espaços. Há uma demanda muito forte pela expansão dos equipamentos de cultura na cidade, porque quase todos estão localizados na região central. Também é importante potencializar o uso dos que já existem, porque temos teatros de bairro com capacidade maior de uso e fica aquém por conta da questão orçamentária. Na Mooca mesmo temos o Teatro Arthur Azevedo que foi reformado, tem uma estrutura muito boa e é subutilizado. Outra preocupação é que esses espaços também se transformem em centros de iniciação artística para crianças.

Ligação da Henry Ford está na Operação Urbana

Acompanhada de assessores técnicos, a vereadora Edir Sales (PSD) esteve no dia 22, na SP Urbanismo, empresa pública ligada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, para discutir a questão da ligação das avenidas Henry Ford e Anhaia Mello, em Vila Prudente.  O acesso de uma via a outra é interrompido por um ramal ferroviário que atualmente recebe uma ou duas composições de carga por dia, permanecendo ocioso por várias horas. Há mais de 20 anos a FolhaVP batalha para conseguir a conexão entre as avenidas com o objetivo de desafogar o trânsito, principalmente nas ruas Pacheco e Chaves e Dianópolis, beneficiando muitos motoristas que perdem valioso tempo em congestionamentos nos horários de pico.

Desde 2003 existe parecer favorável à ligação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Mas, por muitos anos, houve resistência dos responsáveis pelas empresas que utilizam o ramal. No entanto, agora a decisão cabe a Prefeitura. O presidente da SP Urbanismo, José Armênio de Brito Cruz, e a coordenadora dos Núcleos de Projetos Urbanos da empresa, Rita Gonçalves, garantiram à vereadora que a ligação continua contemplada no Projeto de Lei da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, atualmente em análise na Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal.

No detalhamento da Operação Urbana consta que além da conexão com a avenida Anhaia Mello, está previsto outro ramal ligando a Henry Ford à rua Guamiranga. A forma de transposição da ferrovia, que segundo a coordenadora, não deve ser em passagem de nível, ainda será elaborada em projeto futuro, somente após aprovação e implantação da Lei. Rita ressaltou ainda que “se tudo correr conforme o previsto”, a Operação Urbana deve ser aprovada no final do ano e depois, iniciam-se os trâmites para implantação que levam vários meses.

Questionado pela vereadora e seus assessores sobre a demora para efetivamente ocorrer a conexão das vias, o presidente da SP Urbanismo ressaltou que é a forma mais garantida do projeto ser viabilizado economicamente. “Se tentar aprovar por fora da Operação Urbana, depende dos recursos do Tesouro e dificilmente a Prefeitura terá como arcar com os custos da elaboração do projeto e implantação da transposição”, afirmou Cruz.

A proposta da Operação Urbana é incentivar o potencial construtivo e o adensamento populacional com contrapartidas financeiras das empresas envolvidas que vão permitir à Prefeitura promover as benfeitorias previstas para os bairros envolvidos, entre eles a Vila Prudente e a Mooca. A vereadora Edir Sales afirmou que vai acompanhar o projeto na Câmara Municipal para garantir que as melhorias previstas para a região sejam mantidas no Projeto de Lei. (Kátia Leite)

Metrô demole imóveis desapropriados na Santa Clara

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô reiniciou neste mês as demolições dos imóveis que foram desapropriados para a construção da estação Água Rasa da Linha 2 – Verde, entre as ruas São Maximiano, Gopiara, Caxiuna e parte da avenida Adutora do Rio Calro, na Santa Clara. Os escombros estavam abandonados, repletos de lixo, tomados pelo mato e servindo de abrigo para moradores em situação de rua desde quando foram esvaziados em 2015. Na área onde existiam as construções já é possível observar um extenso espaço descampado. A vizinhança está preocupada agora com a possibilidade de invasões do terreno.

Embora o Metrô esteja fazendo as demolições não significa a retomada das obras de expansão da Linha 2 – Verde. Conforme a FolhaVP publicou com exclusividade em janeiro deste ano, o prolongamento do ramal foi gongelado novamente até o final do ano. O Governo Federal decidiu excluir o projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e não destinou verba para São Paulo sob a alegação de que o governo estadual não “formalizou a contratação das operações de crédito junto aos agentes financeiros do programa”. O anúncio foi publicado em portaria no Diário Oficial da União do dia 30 de dezembro de 2016.

Em resposta à FolhaVP, o Metrô confirmou que a segunda fase das demolições dos imóveis desapropriados para a ampliação da Linha 2-Verde já foi iniciada e a Companhia está concluindo o processo de contratação da empresa que vai executar a limpeza e manutenção destes terrenos. A expectativa é assinar o contrato ainda neste primeiro semestre para, em seguida, começar os trabalhos que incluirão também a colocação de cercas nos terrenos e correção das calçadas. Além disso, o Metrô garantiu que mantém rondas motorizadas para a vigilância de todos os imóveis de sua posse. A Companhia também ressaltou que a execução dos contratos para as obras civis da ampliação da Linha 2 foi suspensa por mais um ano, até dezembro de 2017, e que mesmo com a crise financeira do país, o Metrô investe na construção e ampliação das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro, priorizando a utilização dos recursos para a conclusão destas obras já em andamento. (Gerson Rodrigues)

 

Dois estrangeiros são presos por furto na Vila Prudente

Na manhã do domingo, dia 19, policiais militares da 4ª Companhia do 21º Batalhão prenderam dois estrangeiros no interior da Lojas Americanas em Vila Prudente. O colombiano Cesar Andres Romero, 38 anos, e o venezuelano John Gomes Galindo, 30, foram surpreendidos no interior do estabelecimento, que ainda estava fechado, furtando diversos equipamentos eletrônicos e dinheiro. Com eles também foram encontradas ferramentas de construção utilizadas no arrombamento da loja.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 56º Distrito Policial – Vila Alpina, a dupla foi observada no interior da loja pela central de monitoramento que fica no Rio de Janeiro. O responsável pela unidade foi comunicado e avisou os seguranças do centro comercial que, de imediato, acionaram a PM.

Ao chegarem ao estabelecimento os policiais se depararam com grande desarrumação, objetos jogados no chão e revirados. Depois de vistoriarem o local encontraram os dois estrangeiros na cozinha com mochilas contendo muitos videogames, celulares, tablets e a quantia de R$ 14.500 em dinheiro.

De acordo com o responsável pela loja, a dupla ingressou no local na noite anterior e, através de um estabelecimento vizinho, acessou a casa de máquina, arrombou o teto e chegou à unidade.

Os dois estrangeiros foram presos em flagrante por furto qualificado, não tendo direito à fiança, pois a pena por esse delito é superior a quatro anos de prisão. Os objetos e valores subtraídos foram apreendidos, avaliados e entregues ao representante da loja. As ferramentas localizadas com a dupla foram encaminhadas para perícia.

Anhaia Mello não resiste às obras do monotrilho

Desde o final de 2009, quando foram iniciadas as obras da Linha 15-Prata do monotrilho na avenida Anhaia Mello, o asfalto da via nunca mais foi o mesmo. Com a intensa movimentação de caminhões, tratores e demais veículos pesados, o pavimento não resistiu e surgiram crateras, rachaduras, ondulações, entre outros problemas. Quando reparos acontecem são apenas paliativos. Atualmente os piores trechos são os que ficam perto das obras das próximas estações previstas: São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstoi.

Onde os trabalhos do monotrilho já foram finalizados, entre as paradas Vila Prudente e Oratório, não há grandes problemas, pois a avenida foi recapeada há cerca de um ano pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, que assumiu a responsabilidade pelo serviço na assinatura do contrato de execução da obra da Linha 15. Mas, a partir da estação São Lucas, o pavimento está muito deteriorado.

A professora Suzilene Rosa Oncala, que utiliza a Anhaia Mello para ir e voltar da escola onde leciona no Sapopemba, conta que a situação piora a cada dia. “Em alguns trechos sou obrigado a praticamente parar o carro para conseguir passar. Além de ser perigosa, essa precária condição gera muito trânsito”, comenta. “Próximo à estação Vila Tolstoi está caótico. Há enormes buracos com pedriscos que podem causar acidentes. Percebi que jogam essas pequenas pedras e depois cobrem com asfalto, o que acaba piorando, pois surgem desníveis que balançam muito o carro e o motorista pode perder o controle”, completa Suzilene.

Quem também está cansado de escutar reclamações é o frentista do posto de combustíveis em frente ao canteiro de obras da estação Camilo Haddad, no São Lucas. “Um dos principais assuntos com os motoristas que param para abastecer é sobre os buracos. Conheço um que teve prejuízo de quase mil reais, porque quebrou o amortecedor e uma das rodas ao passar por uma dessas crateras”, relatou Bruno dos Santos.

Questionado pela reportagem, o Metrô informou que já acionou as empresas contratadas para recomposição, em caráter de urgência, dos trechos de via mais prejudicados. Foi ressaltado que nos demais pontos os serviços serão realizados de acordo com a conclusão das etapas das obras de implantação do monotrilho, que segundo estimativas da própria Companhia são apenas no final do ano.

A Prefeitura Regional Vila Prudente informou que o recapeamento da via será realizado pelo Metrô após a conclusão do monotrilho, no entanto, de forma emergencial, tem realizado o serviço de tapa-buraco ao longo da avenida. Houve a promessa de que o trecho mais problemático nas proximidades da estação Vila Tolstoi seria recuperado ainda nesta semana.

Banda cover do Kiss tem integrantes da Mooca

Formada por quatro fãs do consagrado grupo de rock Kiss, conhecido mundialmente pelas maquiagens e apresentações performáticas, a Destroyer Kiss é a mais antiga banda cover do Brasil que faz tributo aos norte-americanos. Criado em 1984, o conjunto já realizou mais de três mil shows pelo país e América Latina, com participações em mais de 300 programas de TV.

O fundador da banda, vocalista e guitarrista Fábio Stanley é mooquense desde o nascimento. O baixista e vocalista Jota Simmons também mora no bairro. Os demais integrantes são: Leonardo Criss – baterista e voz; e Diego Frehley – guitarrista e voz. Todos os sobrenomes são artísticos em homenagem aos músicos Kiss: Paul Stanley, Gene Simmons, Peter Cris e Ace Frehley.

“Nosso objetivo sempre foi o de oferecer entretenimento. Tocamos ao vivo os antigos sucessos do Kiss, incluindo a atuação de palco e o aparato cênico característico dos shows deles”, conta Fábio revelando que todos os ensaios acontecem na Mooca. “Os figurinos obedecem os padrões estabelecidos pelo Kiss e os shows também são incrementados com efeitos visuais pirotécnicos”, completa.

Em 1997 a Destroyer Kiss foi oficialmente reconhecida pelo Kiss original como a única banda tributo atuante na América do Sul. Outro momento inesquecível para os integrantes aconteceu em 2003, quando o próprio baterista do Kiss, Eric Singer, veio ao Brasil e participou de quatro shows com a Destroyer. Em 2007 foi a vez de tocar com o guitarrista da banda na época, Bruce Kullick. Já em 2009 o conjunto foi eleito como o melhor grupo cover do Brasil em competição promovida pelo Domingão do Faustão da Rede Globo.

Atualmente a Destroyers segue com suas apresentações em bares, teatros, casas de shows, casamentos e outros eventos. Para saber mais sobre o grupo acesse o site: www.destroyerkiss.com.br.

Metroviários prometem parar as Linhas 2 e 15

O Sindicato dos Metroviários confirmou participação na greve geral de 24 horas marcada para esta quarta-feira, 15 de março, contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB). A expectativa dos sindicalistas é que o ato afete cinco linhas a partir da meia noite, entre elas a Linha 2-Verde do metrô e a Linha 15- Prata do monotrilho com estações em Vila Prudente.

As demais linhas que devem parar são a 1-Azul, 3-Vermelha e 5-Lilás. Apenas a linha 4-Amarela, que é administrada pela ViaQuatro, deve funcionar normalmente.

Os metroviários decidiram manter a paralisação, mesmo após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo determinar no início da noite que 100% do efetivo deveria operar nos horários de pico, atendendo pedido do Governo do Estado.

A paralisação deve ter adesão ainda dos condutores de ônibus, entre 0h e 8h, além de várias entidades, sindicatos e centrais sindicais. Está prevista a participação de professores do Estado e município, bancários, funcionários dos Correios, entre outras categorias.

Rodízio suspenso

Diante da ameaça da paralisação dos transportes públicos da cidade, a Prefeitura decidiu suspender o Rodízio Municipal de Veículos nesta quarta-feira, durante todo o dia. A medida vale apenas para os carros, as restrições de circulação para os caminhões continuam valendo.

 

 

 

Frustação com piscinão após mais um violento alagamento

Foram mais de quatro anos aguardando o término da construção do Piscinão Guamiranga, ao lado do rio Tamanduateí, entre a avenida Dr. Francisco Mesquita, rua Patriarca, viaduto Grande São Paulo e o início da rua Guamiranga. Inaugurado em 1º de fevereiro passado, com as presenças do governador Geraldo Alckmin e do prefeito João Doria, ambos do PSDB, o maior reservatório do Estado teve a sua grande prova na Vila Prudente no final da tarde da sexta-feira, dia 24, quando 72 mm de chuva desabaram impiedosamente sobre a região em menos de duas horas – o bairro só perdeu em índice pluviométrico para o vizinho Ipiranga, que registrou 77 mm.  A grande esperança dos moradores e trabalhadores de Vila Prudente era que o recém entregue piscinão conseguisse ao menos amenizar as cenas de pânico e sofrimento de temporais passados, porém, não foi o que aconteceu.

Com poucos minutos de chuva forte, a água começou a invadir diversas ruas do bairro. Na avenida Anhaia Mello a correnteza formada foi uma das mais violentas da história, segundo a comparação de pessoas que estão acostumadas a lidar com o velho problema. Moradores e comerciantes que voltaram a ter prejuízos por conta da enchente eram a própria imagem da frustração com o piscinão do Governo do Estado.

“Achávamos que a construção deste reservatório diminuiria bastante o impacto das cheias nesta região, mas aconteceu o contrário. A força da água foi ainda mais forte do que no passado. Tenho comporta no portão da minha casa, mas ela não resistiu. A água invadiu todos os cômodos e precisei correr para salvar os móveis e eletrodomésticos”, conta Paulo César, que reside há 46 anos na rua Santo Emídio, quase na esquina com a rua Amparo.

O proprietário da loja de automóvel na esquina da rua Maria Daffré com a avenida Anhaia Mello também teve prejuízos. “Estou neste ponto desde 2002 e a enchente da sexta-feira foi uma das piores que já enfrentei. A água invadiu a loja e atingiu cinco carros. Gastarei cerca de R$ 5 mil para deixá-los em ordem. Tinha esperança que esse piscinão ajudaria a minimizar o problema, mas parece que o dinheiro investido foi à toa”, comentou o comerciante Francisco Francelino.

Motoristas travados no imenso congestionamento formado no bairro também não pouparam críticas. “A Vila Prudente abriga o maior piscinão do Estado, mas, como estamos vendo, não serve para conter as cheias do próprio bairro. Estou curioso para saber como o governador vai conseguir explicar, se é que existe explicação para tamanho absurdo!”, reclamava o morador do Parque São Lucas, Thiago de Morais, que estava parado há duas horas no trânsito da rua Cavour.

Mesmo depois que a água baixou, a situação continuou perigosa para motoristas. Na descida do viaduto da avenida Anhaia Mello, na altura da avenida Salim Farah Maluf, a força da água deslocou os malotões de concreto que delimitam as pistas de rolamento da ciclovia no canteiro central. Quem descia o viaduto, se deparava com menos de uma faixa para passagem de veículos. Apesar do risco, a situação permaneceu assim até o final da manhã da segunda-feira, dia 27. (Gerson Rodrigues / Kátia Leite)

A força da água deslocou os malotões de concreto que delimitam as pistas de rolamento da ciclovia no canteiro central da avenida Anhaia Mello

 

Prefeitura Regional intensifica a limpeza

As equipes de zeladoria da Prefeitura Regional de Vila Prudente tiveram muito trabalho depois da cheia. Segundo a assessoria de imprensa da unidade, na própria sexta-feira, dia 24, várias vias começaram a receber serviços de manutenção, como limpeza e desobstrução de bocas de lobo, bueiros e galerias que acumularam muita sujeira após o alagamento. Também houve remoção de entulhos arrastados pela água e várias ruas foram lavadas.  Outro serviço bastante exigido foi o de tapa-buracos. Na quarta-feira, dia 1º de março, equipes ainda refaziam o asfalto em vários trechos da avenida Anhaia Mello que chegaram a ter placas de concreto arrancadas tamanha a correnteza que tomou conta do principal corredor viário do bairro.

A Prefeitura Regional informou que 51 homens trabalharam na operação pós-chuva. Foram utilizados quatro caminhões pipas; quatro basculantes e mais dez veículos com diferentes finalidades.

Protesto termina em confronto com a PM
Manifestantes depredaram quatro ônibus na noite de quarta-feira, dia 1º (Imagem: Reprodução TV Globo)

 

Quem passou pelas proximidades da Favela de Vila Prudente na noite da última quarta-feira, dia 1º, viveu momentos de pânico. Com os ânimos bastantes exaltados porque uma menina de seis anos foi baleada após a incursão de policiais militares na comunidade, alguns moradores iniciaram uma manifestação que acabou com ônibus depredados e confronto com a Polícia Militar.

Os manifestantes atearam fogo em caçambas de lixo e, com barricadas, bloquearam o tráfego na rua Dianópolis e na avenida Anhaia Mello. Muitos motoristas que passavam pelo local se assustaram e fugiram pela contramão, de marcha ré e sobre calçadas. Com a chegada da PM, o cenário virou de guerra. Enquanto moradores jogavam pedras e garrafas, os policiais revidavam com bombas de efeito moral para dispensar os envolvidos. Foram cerca de cinco horas de confronto. A situação só foi normalizada por volta das 23h30.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 56º Distrito Policial – Vila Alpina, policiais militares da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) da 4ª Companhia do 21º Batalhão realizavam patrulhamento pela rua Dianópolis quando suspeitaram da atitude de dois indivíduos que correram para o interior da favela. Consta no documento que os policiais entraram em uma das vielas da comunidade e foram recebidos a tiros. Nesse instante, uma menina de seis anos que brincava no local foi atingida no ombro por um dos disparos.

Em depoimento à Polícia Civil, os policiais da Rocam afirmaram não terem revidado e solicitaram exame pericial para constatar a ausência de pólvora em suas mãos. Segundo a delegada titular do 56º DP, Silvana Santieri Françolin, um inquérito foi instaurado para apurar de onde partiu o disparo que atingiu a criança.

A reportagem da FolhaVP conversou com o subcomandante do 21º Batalhão, Miguel Daffara, que deu a mesma versão do boletim de ocorrência. Segundo ele, os policiais ainda tentaram socorrer a criança, mas moradores da comunidade começaram a arremessar objetos contra eles e tentaram agredi-los. O major contou ainda que os policiais solicitaram apoio e entregaram a menina feriada à avó, que correu com a garota para a avenida Anhaia Mello e foi ajudada por um motorista que passava pelas imediações.

A criança foi levada ao pronto socorro do hospital municipal Ignácio Proença de Gouveia, antigo João XXIII, na Mooca, e segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o projétil não atingiu algum órgão, mas ficou alojado em um músculo do ombro. Durante a madrugada, a garota foi transferida ao hospital municipal do Tatuapé, onde passou por limpeza cirúrgica e retornou à unidade da Mooca com a bala ainda alojada. Na manhã de ontem, precisou voltar ao hospital do Tatuapé e passou por novo procedimento de limpeza. Questionada na tarde de ontem sobre a cirurgia, a Secretaria informou que ela estava com quadro estável e regular e, por enquanto, não havia previsão para a remoção do projétil. Indagada sobre uma possível falta de vagas, o órgão negou e explicou que “o procedimento ainda não ocorreu devido aos médicos estarem aguardando o melhor momento para a realização da cirurgia”.

Durante o confronto, que precisou do apoio da Tropa de Choque da PM para auxiliar na dispersão dos manifestantes, quatro ônibus foram totalmente depredados, um caminhão dos Correios foi saqueado e três pessoas – uma mulher e dois menores – foram detidas por arremessarem objetos contra os policiais, mas acabaram liberados durante a madrugada.

Um morador da favela ouvido pela FolhaVP, mas que pediu para não ser identificado, conta que ficou assustado com a dimensão do protesto. “Escutei a gritaria e percebi que algo estava errado. Minha filha chegou em casa chocada e disse que tinha passado perto de uma criança ferida. Fechei todas as portas e mantive minha família trancada. Depois de um tempo começaram as bombas de efeito moral. O cheiro invadiu minha casa e quase ficamos sem ar para respirar. Foi horrível. Moro há muitos anos na comunidade, onde tenho muitos amigos, mas não concordo com a atitude de alguns que acabam queimando a nossa imagem. Não era preciso um ato com tamanha violência”, relatou o morador. (Gerson Rodrigues)