Obra do Metrô interdita Ibitirama com a Anhaia Mello

Depois de anunciar e cancelar duas vezes por causa de chuvas, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô informa que para dar continuidade às obras da Linha 15 – Prata do monotrilho e a construção de três terminais de ônibus nas imediações da estação Vila Prudente, o cruzamento da rua Ibitirama com a avenida Anhaia Mello estará totalmente interditado a partir das 21h desta sexta-feira, dia 28. A previsão é que o bloqueio continue até as 5h da terça-feira, dia 2.

Foi informado que neste período também haverá interdição parcial da avenida Anhaia Mello, junto ao cruzamento, no sentido Centro.

No local ocorrerá o alteamento da pista da avenida Anhaia Mello. Conforme a FolhaVP já destacou em matéria publicada em março, comerciantes e moradores das imediações do trecho em obras temem a elevação da pista, que em alguns pontos vai aumentar 50 centímetros. Eles acreditam que a medida vai agravar o problema das enchentes nas ruas que margeiam a avenida. O Metrô alega que estudos apontaram que não existe risco, mas não deu detalhes.

Para minimizar o trânsito durante a interdição, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está orientando desvios no trecho e vai monitorar o tráfego na região. Mas, a principal recomendação é para os motoristas buscarem vias alternativas, evitando passar nas proximidades da interdição. (Kátia Leite)

Obra de UBS Vila Ema é paralisada novamente

A antiga reivindicação da comunidade de Vila Ema de ter uma Unidade Básica de Saúde (UBS) continua enfrentando obstáculos. Sem receber o repasse de verba da Prefeitura desde o final do ano passado, a Guerrero Construtora, responsável pela obra de construção da sonhada unidade, paralisou mais uma vez os trabalhos. A primeira suspensão aconteceu em maio do ano passado também por falta de pagamento do governo municipal.

Conforme a FolhaVP apontou em matéria publicada em fevereiro, quando o número de operários já estava escasso; além do atraso para entrega da unidade e a deterioração da estrutura já erguida, outros problemas começaram a surgir no local. Com a paralisação total dos trabalhos há quase dois meses, a situação está cada vez pior, porque moradores de rua e usuários de droga passaram a invadir o espaço durante a noite.

“Esta situação é um grande desrespeito com os moradores. Uma obra da saúde deveria ser prioridade, já que este setor é bastante carente na região. É inaceitável que uma construção deste porte paralise por falta de verba da Prefeitura. Tentaremos agendar uma reunião com o secretário de saúde para demonstrar a nossa indignação e cobrar agilidade na solução do impasse”, afirma a líder comunitária Fátima Zanin e integrante do Movimento de Saúde de Vila Ema.

Na manhã da última terça-feira, dia 25, cerca de 30 pessoas se reuniram no local da obra para buscar esclarecimentos e cobrar providências. O grupo foi recebido por uma representante da Guerrero Construtora, que se identificou como engenheira Suzana. “Infelizmente, desde o final de dezembro, a Prefeitura não nos transfere a verba. Por respeito e responsabilidade ainda mantivemos funcionários no local até o final de fevereiro, mas depois a situação ficou insustentável. Fomos obrigados a dispensar os trabalhadores”, conta a representante da empresa.

Questionada pela FolhaVP na ocasião da última matéria, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o prazo de conclusão havia passado para o final deste ano – o que já causou revolta na comunidade porque a inauguração deveria ter ocorrido em agosto do ano passado.

Ainda em fevereiro, o órgão de saúde informou também que a construção contava com fundação do prédio, parte de alvenaria, do revestimento, pisos concluídos e que seriam investidos no total cerca de R$ 3,5 milhões. Nesta semana a reportagem da FolhaVP esteve no interior da unidade e constatou que a parte estrutural do prédio está finalizada, restando a implantação das instalações elétricas e hidráulicas, assim como acabamentos e limpeza da parte externa. A representante da construtora esclareceu que 70% da obra está pronta e o restante são detalhes que, se liberada a verba, levarão cerca de três meses para conclusão.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, afirmou que concentrará esforços para que a Prefeitura destine o montante que falta para a continuidade dos trabalhos. “Estamos cientes que a obra da UBS Vila Ema chegou a 70% do projeto de construção e está paralisada por causa do congelamento de verba determinado pelo prefeito João Dória. Como integrante da Comissão de Saúde estou atenta a esse problema e vamos insistir na liberação do dinheiro para conclusão dos trabalhos, bem como para a instalação dos equipamentos necessários para colocar essa unidade em funcionamento. A UBS é uma antiga e justa reivindicação da população de Vila Ema e que vai desafogar o atendimento da UBS Vila Heloísa”, afirmou a vereadora.

Questionada nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a pasta realizou estudos das obras em andamento deixadas pela antiga gestão e foram priorizadas as unidades em estágio mais avançado de construção ou consideradas estratégicas para o atendimento da demanda da região. Foi ressaltado que a atual gestão está, antes de reiniciar as construções, revisando os projetos para melhor atender as necessidades e otimizar o recurso financeiro disponível. Sobre a UBS Vila Ema especificamente, o órgão esclareceu que a obra está temporariamente suspensa, no entanto a unidade será entregue à população o mais breve possível, pois já foram investidos R$ 1,7 milhões dos R$ 3,5 milhões previstos. Não foi informado quando os trabalhos serão retomados. (Gerson Rodrigues)

Estado e Prefeitura estudam piscinão maior para Anhaia Mello

Depois da inauguração do Piscinão Guamiranga em fevereiro, que apesar de ser o maior de São Paulo, não teve efeito para conter as violentas cheias em Vila Prudente, principalmente na avenida Anhaia Mello; Estado e Prefeitura estão se apressando para anunciar outro reservatório para a região, que deve ter a capacidade bastante ampliada em relação ao projeto inicial.

Estão na reta final os novos estudos para que o Piscinão Mooca 2, previsto para ser construído na esquina das avenidas Anhaia Mello e Jacinto Menezes Palhares, em área do campo de futebol do Clube Escola Vila Alpina,  tenha a capacidade ampliada dos 120 mil m³ previstos inicialmente para 200 mil m³ de águas pluviais.

O projeto prevê ainda uma segunda etapa contemplando a reforma de galerias ligadas ao córrego da Mooca, canalizado sob a Anhaia Mello. De acordo com o secretário adjunto de Serviços e Obras da Prefeitura, Luiz Santoro, a expectativa é que essas medidas resolvam cerca de 90% das enchentes da Anhaia Mello.

O secretário ressaltou que o Piscinão Mooca 2 será coberto e que após o término da construção, ainda sem previsão de datas, o campo de futebol será devolvido aos esportistas.  O equipamento será construído pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e a manutenção ficará a cargo da Prefeitura.

Com a ampliação do reservatório Mooca 2, o projeto de outro piscinão menor na altura do número 7.000 Anhaia Mello, chamado de Mooca 5, ficará congelado por falta de verba para tocar as obras simultaneamente. (Kátia Leite)

Prefeitura quer recuperar placas de sinalização vandalizadas

Percorrendo por ruas e avenidas da região é fácil o motorista deparar-se com placas de sinalização viária quebradas, deterioradas, vandalizadas ou mal posicionadas. Em algumas situações a ausência da sinalização correta pode causar acidentes. Para tentar minimizar esse problema, a Prefeitura, através da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), anunciou a criação de um departamento de zeladoria das placas da cidade.

Inicialmente esse serviço de revitalização está ocorrendo no corredor Rebouças/Consolação e na avenida Pedroso de Morais. A Folha questionou a CET sobre uma previsão para o serviço acontecer nas áreas das Prefeituras Regionais de Vila Prudente e Mooca, mas o órgão não se manifestou até o fechamento da edição.

Enquanto isso, importantes vias da região continuam com falhas na sinalização. Um desses locais é a avenida Vila Ema, altura do número 1900, onde a placa que indica a proibição de estacionamento está amassada e quase caindo. Na avenida Francisco Falconi, no sentido centro, em frente ao Crematório de Vila Alpina, alguns equipamentos foram vandalizados e estão cobertos com adesivos, o que dificulta a interpretação por parte do condutor.

Vandalismo

Segundo a Prefeitura, cerca de 40% das placas da cidade são alvo de ações de vândalos, como pichações, furtos, entre outros problemas, e, por mês, ocorre a recolocação de mil placas. De acordo com o governo municipal, a intenção é dobrar esse número com a criação do departamento de zeladoria.

Os motoristas e pedestres que encontrarem placas tortas, pichadas ou com outros problemas podem entrar em contato pelo telefone 1188.

Pedestres enfrentam obstáculos em calçada de shopping

Quem chega a pé ao Mooca Plaza Shopping, que fica na rua Capitão Pacheco e Chaves, tem enfrentado dificuldades para acessar o empreendimento. A calçada próxima à entrada principal, que é de responsabilidade do próprio shopping e por onde passam muitas pessoas, está repleta de buracos, pedriscos e de mato, o que torna o trecho perigoso para pedestres.

“As pessoas que se aventuram a acessar o shopping caminhando, podem não chegar inteiras ao seu destino. O passeio está todo esburacado. Muitas moças de salto alto frequentam o empreendimento, principalmente na hora do almoço, mas a calçada é uma grande barreira. A obrigação de reparos é do dono do imóvel, o qual deveria respeitar os consumidores, cabendo à Prefeitura a fiscalização, que também não é feita”, afirmou o morador da região João Paranhos.

Quem também está indignado com a situação é Renato Guima Pereira. “Já escrevi ao shopping solicitando reforma nas calçadas, mas parece que o problema não é prioridade. Além da irregularidade próximo à entrada principal (na rua Capitão Pacheco e Chaves); no passeio da rua Henry Ford, na lateral do empreendimento, há uma tampa de bueiro quebrada há mais de dois anos. Parece mesmo que os pedestres não são bem vindos”, relata Pereira.

Questionado pela Folha, o shopping afirmou através de sua assessoria de imprensa que “já está em contato com os órgãos da região para solucionar as questões relacionadas às calçadas em frente ao empreendimento”.

A Prefeitura Regional Mooca informou que a tampa do bueiro será trocada e o serviço já entrou na programação, mas não mencionou prazo. Quanto ao passeio, o órgão esclareceu que a conservação é de responsabilidade do proprietário e que um agente realizará vistoria no trecho para verificar a situação e aplicar multa relacionada a conservação e limpeza se constatada a necessidade.

Interdição da Ibitirama com a Anhaia Mello

Para continuidade das obras da Linha 15 –Prata do monotrilho e dos três terminais de ônibus que estão sendo construídos para integração com a estação Vila Prudente, o cruzamento da rua Ibitirama com a avenida Anhaia Mello estará totalmente interditado das 13h desta sexta-feira, dia 21, até as 5h da segunda-feira, dia 24.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na avenida Anhaia Mello haverá interdição parcial junto ao cruzamento, no sentido Centro.

Desvios

Durante o período de interdição, os motoristas que seguem pela Ibitirama e desejam acessar o sentido Centro e a Mooca, deverão utilizar a rua Maria Daffré à esquerda podendo prosseguir na Anhaia Mello para o Centro ou continuando pela mesma via para ir ao bairro da Mooca.

Para quem vem pela rua Ibitirama e deseja acessar a rua do Orfanato, a alternativa é prosseguir à direita pela rua José dos Reis, continuando à esquerda pela rua Doutor Roberto Feijó, prosseguindo pelas ruas Virgílio e Salvador Fernandes Lopes.

A CET garante que vai monitorar e orientar o trânsito na região. Mas, a principal recomendação é para os motoristas que não se dirijam ao trecho, buscar vias alternativas, evitando passar nas imediações da interdição.

 

Equipe da Mooca conclui Maratona Internacional

A Mooca e região estiveram muito bem representadas na 23ª Maratona Internacional de São Paulo realizada no domingo, dia 9. Oito integrantes do grupo Corrameu encararam com sucesso o exaustivo percurso de 42 km da prova.

Moisés Naif, Wilson Sacramento, Giovanna Sacramento, Douglas Pupin, Valmir Draganov, Alfredo Vicenzotto, José Paulo e Maria Clara Muniz concluíram o trajeto total da maratona. Tialfi Ferraz correu a prova de 24 km.

“Correr vai além da manutenção da saúde e prevenção de doenças. Correr é uma terapia, um momento de fazer novos amigos e viver um ambiente diferente a cada treino. Treinar pelas ruas da Mooca, Vila Prudente e indo até extremos, como Parque Burle Marx, estádios do Corinthians e Palmeiras, Parque Ecológico do Tietê ou até subir e descer o Pico do Jaraguá é conhecer São Paulo por uma ótica vista em um ritmo mais lento, mas ao mesmo tempo emocionante. E correr uma maratona é o ápice da superação. Basta querer”, declarou o advogado Moisés Naif, que faz parte do Corrameu desde 2013.

O grupo de corrida existe há sete anos e é formado por moradores da Mooca e arredores que se reúnem na esquina da avenida Paes de Barros com a rua Juventus para treinar todos os domingos e feriados pela ruas da região.

Atualmente o Corrameu soma cerca de 30 integrantes que já participaram das mais importantes provas do Brasil e internacionais, como as Maratonas do Rio de Janeiro e de São Paulo, Meia Maratona de Florianópolis e até a Maratona de Chicago, nos Estados Unidos. A equipe também teve participantes em provas no Deserto do Atacama e em montanhas, como Pico do Urubu e Serra do Japi.

Prefeitura abandona o Clube Escola Vila Alpina

Em dezembro de 2015, com o início da construção do Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente nas dependências do Clube Escola Vila Alpina, a unidade esportiva foi fechada. A interdição total indignou os usuários que reivindicaram a reabertura dos espaços que não seriam afetados pela obra. Um mês depois a Prefeitura voltou atrás e anunciou que o campo de futebol principal e a pista de caminhada permaneceriam funcionando. No entanto, o que os frequentadores não esperavam é o abandono do poder público. Segundo eles, não ocorrem manutenção ou melhoria no campo e na pista.

“Há mais de um ano o nosso local de lazer virou terra de ninguém. Ao invés da Prefeitura conservar o pouco que restou do clube, demonstrou ainda mais desprezo. Tiraram os vigilantes, nunca cortaram o mato e não fazem a limpeza. Sem falar que o único banheiro que ainda existe não possui água nas privadas, está sempre sujo e o odor é horrível”, contou o aposentado Carlos Francisco da Cunha, que todos os dias caminha em volta do campo.

A reportagem esteve na unidade e constatou que os problemas só não são piores graças às ações voluntárias de alguns frequentadores. Os amigos Eisso Mikaro e Magno Oliveira realizam atividade física no espaço todas as manhãs e, após a sessão de exercícios, se dedicam ao corte de mato e limpeza da área. “Se formos esperar a iniciativa da Prefeitura, ficaremos sem o nosso local preferido para exercícios. Por isso resolvemos, por conta própria, fazer um pouco pelo clube”, afirmou Oliveira segurando a sua enxada.

Quem também contribui com o equipamento de forma gratuita é o morador do Jardim Independência que se identificou como Viana. “Ajudo os clubes que jogam no clube com a manutenção do campo. Cuido das marcações com cal e tento cortar um pouco do mato. Todos os dias também retiro a torneira do único bebedouro existente para que não seja furtada”, contou  Viana.

Outra queixa dos frequentadores é a falta de segurança. “Muitas pessoas estão deixando de praticar suas atividades no clube por conta de usuários de droga que tomaram conta deste espaço. Eles fazem o que bem entendem por saberem que não serão incomodados. Precisa ter uma vigilância contínua”, afirmou um corredor que pediu para não ter seu nome divulgado.

A FolhaVP entrou em contato com a Secretaria Municipal de Serviços e Obras, antiga SIURB, que é responsável pela obra do CEU e, consequentemente pela manutenção do Clube Escola, mas nenhum posicionamento foi encaminhado ao jornal. (Gerson Rodrigues)

Usuários realizam trabalho voluntário na unidade
Prefeito visita o Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente

Quando encerrou o mutirão na rua Itamumbuca no domingo, dia 2, o prefeito João Doria (PSDB) resolveu passar pelo Hospital Dia, na Praça do Centenário. Apesar da rápida visita, que não estava prevista na agenda oficial, Doria apontou algumas falhas nos banheiros e no saguão da unidade, onde reclamou de um problema que já foi alvo de queixa de paciente à FolhaVP e encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde. No espaço há apenas um ventilador que fica virado para os funcionários. O prefeito pediu para providenciar a instalação de mais equipamentos para garantir também o bem estar dos pacientes.

Na sequência, Doria seguiu para o Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente, onde foi recepcionado pelo presidente da entidade e da FolhaVP, Newton Zadra, além de demais diretores. No local, concedeu breve entrevista ao jornal.

O prefeito voltou a elogiar a tranquila transição do governo Fernando Haddad (PT). “Acho que foi a única civilizada nos últimos 30 anos. Ainda que não tenha feito uma boa gestão em São Paulo, o Fernando é uma pessoa do bem e correta. Mas, a missão desde 1º de janeiro é tocar a nossa gestão, com todos os problemas que herdamos. Não adianta ficar toda hora dizendo à população que a culpa foi do governo passado, ela quer a solução para o presente e principalmente, uma motivação resolutiva para o futuro”, afirmou Doria.

Ele afirmou que ficou agradavelmente surpreendido com o grau de resposta das equipes de carreira da Prefeitura, mas usou seu bordão, ressaltando que ainda precisa “acelerar” e ser mais eficiente. “O Brasil perdeu o senso de urgência, a gestão pública tem que ser mais rápida, mais responsável”.

A reportagem da FolhaVP ressaltou ao prefeito a necessidade de preservar as poucas áreas verdes que restaram na região – a proporção por metro quadrado nos distritos da Mooca e Vila Prudente é uma das mais baixas da cidade e o excesso de concreto gera as chamadas ilhas de calor, provocando temperaturas mais elevadas que no restante de São Paulo. Doria quis saber a situação das áreas pleiteadas para parques e adiantou que a Prefeitura está com um déficit financeiro de R$ 7,5 bilhões, o que inviabiliza desapropriações. “Não podemos gastar dinheiro para nada, exceto educação, saúde e segurança, temos que segurar o freio para o resto”, afirmou. No entanto, Doria se comprometeu a conversar com os responsáveis pelas empresas proprietárias dos espaços, espacialmente com o grupo Tecnisa, dono do terreno na avenida Vila Ema esquina com a rua Batuns que abriga mais de 470 árvores, várias delas nativas da Mata Atlântica. A reportagem enviou posteriormente e-mail ao prefeito posicionando ainda sobre os terrenos da antiga fábrica da Linhas Corrente, no Jardim Independência, que pertence ao Grupo Zaffari; e do extinto depósito de combustíveis da Esso, na rua Barão de Monte Santo, na Mooca, que foi comercializado para a Construtora São José.  (Kátia Leite)

 

Doria conclui reforma de calçada na Vila Prudente

O prefeito João Doria (PSDB) esteve na Vila Prudente na manhã do domingo, dia 2, para participar do Programa Calçada Nova – Mutirão Mario Covas. Assim como fez em outros pontos da cidade, o prefeito colocou a mão na massa e ajudou a concluir o alargamento do passeio de um dos lados da rua Itamumbuca, antiga reivindicação local. Em alguns trechos a calçada da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Prudente tinha apenas 30 centímetros, o que inviabilizava a passagem de pedestres. Doria também plantou uma muda de Ipe amarelo na via e dedicou ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no domingo. Na sequencia, visitou o Círculo de Trabalhadores Cristãos .

“Todos os domingos, sem exceção, estamos promovendo esses mutirões pelos bairros de São Paulo, para fazer uma cidade melhor, mais acessível e mais limpa”, explicou Doria que contou com a ajuda do vice-prefeito Bruno Covas, dos vereadores Edir Sales (PSD) e Gilson Barreto (PSDB) e do prefeito regional de Vila Prudente, Jorge Farid, entre outros que auxiliaram a remover entulhos, pegaram na enxada para espalhar o concreto e depois finalizaram a concretagem.

A falta de passeio da rua Itamumbuca era um dos problemas mais antigos da Vila Prudente. Além do ponto que era o mais crítico pertencer justamente à unidade de saúde da Prefeitura, a via é muito movimentado porque serve de ligação entre o centro do bairro e a estação de metrô.  A obra para adequação foi possível através da ação conjunta da Prefeitura Regional de Vila Prudente e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O órgão de trânsito alterou a sinalização viária, proibindo o estacionamento em parte do lado direito da rua, próximo ao cruzamento com a praça do Centenário. E a Coordenação de Obras da prefeitura local iniciou a reforma de 60 metros lineares da calçada do lado oposto. O trecho onde era mais estreita passou a ter 1,30 metro e em outros pontos a ampliação da largura chega a 2,40 metros.

“Ficou uma maravilha agora. Não vou mais precisar andar entre os carros e ônibus. Demoraram tantos anos para fazer essa reforma que o governo do Doria fez em poucos dias. Agora precisa consertar do outro lado também, onde o muro do prédio pega quase toda a calçada”, ressalta o aposentado João Antônio Pacheco, uma das muitas pessoas que estiveram na rua Itamumbuca no domingo para ver o prefeito e quem sabe, conseguir uma disputada foto ao lado dele. (Kátia Leite)

Mutirão para remover entulhos da calçada da rua Itamumbuca

 

População compareceu em grande número para acompanhar os trabalhos