Alckmin admite que Anhaia Mello precisa de mais piscinões
Governador Geraldo Alckmin na inauguração do Piscinão Guamiranga no dia 1º de fevereiro

 

Inaugurado há um mês, com a pompa de ser o maior reservatório contra enchentes do Estado, o Piscinão Guamiranga se mostrou bastante ineficiente para minimizar as cheias na Vila Prudente, apesar de estar localizado no bairro e o custo da sua manutenção rotineira e limpeza pós-chuva ser de responsabilidade da Prefeitura Regional de Vila Prudente. Na sexta-feira, dia 24, a região enfrentou uma das piores enchentes de sua história. Em um dos pontos mais críticos, na avenida Anhaia Mello, carros foram arrastados e os bombeiros precisaram fazer resgates com botes. A violência da correnteza chegou a derrubar comportas protetoras de empresas que acabaram tomadas pela água.

Na ocasião da inauguração, em 1º de fevereiro, a FolhaVP adiantou na matéria publicada que “apesar da capacidade recorde em São Paulo do Piscinão Guamiranga, o equipamento não deve resolver as cheias ao longo de todo o trecho da avenida Anhaia Mello na Vila Prudente, onde está canalizado o córrego da Mooca”. Em um vídeo postado em suas redes sociais, gravado ontem no reservatório, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que a Anhaia Mello precisa de mais dois piscinões.

No entanto, na solenidade de entrega do Piscinão Guamiranga, Alckmin afirmou durante a coletiva de imprensa que o reservatório“vai ajudar muito a Vila Prudente que já foi bastante castigada pelas cheias”. Questionado na ocasião pela reportagem da FolhaVP sobre a promessa do Estado de construir outro piscinão na Anhaia Mello em área já cedida há anos pela Prefeitura, sob o campo de futebol do Clube Escola Vila Alpina, Alckmin não soube dar informações do projeto. Coube à assessoria de imprensa do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) fornecer as explicações à Folha após a inauguração. Em nota encaminhada ao jornal foi ressaltado que esse novo piscinão está inserido no Plano de Macrodrenagem da Região Metropolitana de São Paulo e estudos indicam que deverá ocupar área de 16 mil m² e acumular até 135 mil metros cúbicos. Mas, não foi informada a previsão de início da obra.

No vídeo postado nas redes sociais, o governador afirma, que durante a tempestade da sexta-feira, o piscinão “funcionou totalmente com as seis bombas e evitou que tivéssemos problemas ainda mais graves com as enchentes”. Já em outro vídeo mais longo, publicado na página do Facebook do prefeito regional de Vila Prudente, Jorge Farid, Alckmin admite que o reservatório auxiliou mais as regiões vizinhas do que o bairro onde foi construído. “O piscinão evitou que o rio Tamanduateí, aqui na margem esquerda, saísse da calha paralisando a avenida do Estado. Também ajudou que os córregos na Mooca, Aclimação, Anhangabaú, Moinho Velho pudessem entrar melhor (no rio) e evitar também enchente no Mercadão. Agora, aqui do lado da avenida Anhaia Mello é preciso fazer dois piscinões”.

Além do piscinão no Clube Escola Vila Alpina, o outro reservatório prometido pelo governador é na altura do número 6.900 da Anhaia Mello, região do São Lucas, onde há uma grande praça pública nas proximidades do 70º Distrito Policial. O DAEE também não informou o prazo de início das obras.  (Kátia Leite)

Rua Américo Vespucci com a avenida Anhaia Mello no final da tarde da última sexta-feira, dia 25

 

Muro de cemitério desaba em área de hospital

Semanas atrás, o muro do cemitério São Pedro despencou sobre parte do estacionamento do hospital estadual de Vila Alpina. O agravante é que a parede servia de sustentação para um dos ossários da necrópole e, com isso, restos mortais que estavam depositados no local também ficaram expostos na área da unidade hospitalar. Por sorte ninguém passava pelo local no momento do acidente.

De acordo com documentos obtidos com exclusividade pela reportagem da Folha, o problema estrutural do muro é antigo. Em novembro de 2015 já havia sido reportado pela superintendência do hospital ao Serviço Funerário do Município. No ofício constava a avaliação das condições do muro, quando foram encontrados trechos com ruptura e elementos estruturais soltos devido à movimentação de árvores no terreno do cemitério. No documento estava relatada ainda a preocupação do hospital com uma possível exposição do conteúdo das gavetas do ossário caso a parede viesse a ceder – o que de fato aconteceu no último dia 26.

Em resposta ao hospital no final de 2015, o Serviço Funerário informou que os reparos no muro e no ossário só poderiam acontecer após a remoção de duas árvores que estavam prensadas entre as gavetas e a parede. Foi ressaltado que um e-mail havia sido encaminhado ao setor de áreas verdes para conhecimento e providências, o que não foi realizado na época.

Nesta semana, após ser questionado, o Serviço Funerário confirmou novamente que o motivo do desabamento foi o crescimento das raízes das árvores existentes no local e que os reparos, como a contenção da parede, já foram iniciados para que o ossário não ficasse comprometido. Foi salientado que está sendo feito o levantamento dos custos para reconstrução do trecho danificado e, em seguida, as obras serão iniciadas e devem ser concluídas até o final de março. Não foi explicado quais providências serão adotadas em relação às árvores e nem se as famílias envolvidas foram notificadas sobre o problema no ossário.

Também ciente da situação, a vereadora Edir Sales (PSD) informou à Folha que encaminhou ofício ao Serviço Funerário Municipal no dia 16 deste mês ratificando a preocupação da direção do hospital com a situação e cobrando as providências necessárias.

Doria assina lei que prevê multa para pichadores

O prefeito João Doria sancionou nesta segunda-feira, dia 20, o Projeto de Lei 56/2005, aprovado pela Câmara Municipal, que institui punição administrativa a quem pichar imóveis públicos ou privados na cidade.

A pichação passa a ser infração administrativa passível de multa no valor de R$ 5 mil – o que não exime os infratores das sanções penais cabíveis e da obrigação de indenizar os danos materiais e morais que podem ter sido provocados pelo ato. Se a pichação for feita em monumentos ou bens tombados, o valor será de R$ 10 mil, além do ressarcimento das despesas de restauração do bem pichado. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

O infrator poderá, até o vencimento da multa, firmar um Termo de Compromisso de Reparação da Paisagem Urbana. Caso seja cumprido, a Prefeitura poderá afastar a incidência da multa. A lei prevê como contrapartida, por exemplo, a reparação do bem pichado ou a prestação de serviço em outra atividade de zeladoria urbana. O infrator também deverá aderir a um programa educativo para incentivar o desenvolvimento da prática de grafite. O termo não afasta, no entanto, a reincidência no caso de nova infração.

“Nós deixamos de forma muito clara qual é a posição da Prefeitura, que separa, distingue e coloca em eixos distintos àqueles que produzem arte urbana, e que merecem respeito da população, da cidade e do poder constituído. Os transgressores vão ter a condenação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, disse Doria.

A lei cria o Programa de Combate a Pichações, que será coordenado pela Secretaria de Prefeituras Regionais. A partir de agora, é considerado pichação “riscar, desenhar, escrever, borrar ou por outro meio, conspurcar edificações públicas ou particulares ou suas respectivas fachadas, equipamentos públicos, monumentos ou coisas tombadas e elementos do mobiliário urbano”.

Ficam excluídos do programa “os grafites realizados com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico”.

Os valores arrecadados com as multas serão destinados ao Fundo de Proteção ao Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano, já existente. A lei prevê ainda que pichadores, presos em flagrante ou que forem identificados depois, não poderão ser contratados pela administração municipal direta e indireta para atividades remuneradas.

A lei também prevê punições com multas de R$ 5 mil aos estabelecimentos que: comercializarem tintas do tipo aerossol a menores de 18 anos; não apresentarem a relação de notas fiscais lançadas com a identificação do comprador; não mantiverem cadastro atualizado dos adquirentes do produto com nome, endereço, números de Cédula de Identidade e de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), marca e cor da tinta adquirida. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro e o estabelecimento estará sujeito à suspensão parcial ou total das atividades.

O texto abre a possibilidade de termos de cooperação com a iniciativa privada, que pode fornecer mão de obra, tintas e outros materiais necessários à execução dos serviços do programa. Em contrapartida, a empresa poderá exibir placa indicativa de cooperação durante o período de um mês. A lei tem 30 dias para ser regulamentada.

Secretaria empurra para o final do ano a conclusão da UBS Vila Ema

A novela envolvendo a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Ema parece estar longe do fim. Depois dos trabalhos ficarem parados no ano passado por quase dois meses devido ao atraso no repasse de verba por parte da Prefeitura, o novo prazo de conclusão divulgado nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde foi estendido para o final do ano. O anúncio causou indignação na comunidade que aguarda há mais de 30 anos pelo equipamento de saúde.

“Mais uma vez a Prefeitura desrespeita a população. Uma unidade de saúde deveria ser prioridade e ser construída a passos de tartaruga. Essa UBS era para ter sido entregue no fim do ano passado e agora passaram para o final deste ano. É um absurdo”, declarou a líder comunitária Bernadete Duarte, que é integrante do movimento de saúde da região e luta pela construção da UBS há três décadas.

Na placa informativa anexada na obra consta que o início dos serviços aconteceu no dia 24 de agosto de 2015 e o prazo de execução era de 360 dias, ou seja, a conclusão deveria ter ocorrido em agosto de 2016.

Nesta semana a reportagem da Folha esteve na construção e constatou poucos operários em atividade. Segundo o engenheiro que se identificou como Yuri, o ritmo dos trabalhos está mais lento no momento em razão da empresa contratada, a Guerrero Construtora, estar aguardando um posicionamento da Prefeitura em relação ao andamento dos serviços. “Não estamos com o trabalho parado. Estamos mantendo cerca de quatro funcionários em atividade. Com a troca de gestão, a Prefeitura quis rever os contratos. Nos informaram que até o final deste mês as análises serão concluídas e a próxima etapa será executada”, contou o engenheiro, que afirma receber uma vez por mês membros da comunidade para prestar contas dos serviços.

Ainda de acordo com o engenheiro, o prédio da unidade está praticamente concluído. “Faltam apenas alguns acabamentos, mas está quase pronto, com instalações elétricas e hidráulicas. Após finalizarmos, partiremos para a segunda etapa, que é a parte externa do equipamento”, completou. A Folha constatou que o entorno do prédio está esquecido. O mato está tão alto que dificultou para a reportagem fazer fotos da unidade. O passeio do espaço também está tomado pelo matagal, o que atrapalha a passagem de pedestres.

Para o comerciante do bairro, Antônio Geraldo Bueno, que há anos também batalha pela implantação da UBS Vila Ema, a extensão do prazo de conclusão é lamentável. “Quando a obra foi anunciada toda a comunidade se entusiasmou, mas, infelizmente, estamos cada vez mais descrentes do poder público. A sensação é de que estamos sendo enrolados”, comentou Bueno.

Além do novo prazo extendido para conclusão da obra, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a construção da UBS conta com fundação do prédio, parte de alvenaria, do revestimento e pisos. Foi ressaltado que serão investidos no total cerca de R$ 3,5 milhões. A reportagem questionou ainda o motivo do término ter sido prorrogado, mas o órgão não se manifestou.

Vereador Rinaldi Digilio promete criar o Gabinete Móvel

Jovem e novato na política. Rinaldi Digilio – 41 anos, formado em Direito, casado, pai de três filhos e pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular Vila Ema – se elegeu vereador pelo PRB com 20.916 votos em outubro passado. Foi a primeira vez que concorreu a um cargo público e em entrevista à Folha na tarde da última quarta-feira, dia 15, em seu gabinete na Câmara Municipal, revelou que não estava em seus planos se tornar político. “Ainda mais em um período tão conturbado pelo qual passa a nossa política e com a população desacreditada dessa classe. Mas, aceitei a solicitação da igreja e da comunidade, pois como já desenvolvia todo um trabalho social e de comunicação, me pediram para representa-los. Quero dar conta do trabalho para o qual fui eleito e continuar olhando diretamente nos olhos das pessoas, coisa que só faz quem não tem o que temer”.

Nascido na Vila Prudente, de tradicional família do bairro e agora morando na Mooca, Digilio promete se dedicar à região. Uma das medidas que pretende implantar em seu mandato é o Gabinete Móvel (leia mais abaixo). A ideia surgiu durante a campanha, após ouvir insistentes solicitações para não virar o tipo de “político que pede voto e depois some”.

O vereador contou que ainda está se ambientando à rotina da Casa, mas está bastante satisfeito porque o primeiro Projeto de Lei que propôs, acabou incluído no pacote antipichação aprovado nesta semana na Câmara. “O texto teve algumas modificações do original, entre elas, a nossa proposta de criação de um canal eletrônico para denúncia desse tipo de crime. É assim que vou ajudar São Paulo, com boas ideias, que beneficiam a população”.

Folha – Qual a sua relação com a Vila Prudente?

Rinaldi Digilio – Nasci na Vila Prudente, morei na rua Marques de Praia Grande e depois, por muitos anos na Falchi Gianini. Também residi quase 11 anos na rua Indaiá. Estudei em vários colégios tradicionais da região, como o São Miguel Arcanjo, o José de Anchieta e o João XXIII. Quando nasci, meu pai já era líder religioso, cresci nesse ambiente e me tornei pastor aos 18 anos da igreja (do Evangelho Quadrangular) na Vila Ema. Por conta dessa criação e o trabalho que desenvolvi desde jovem, sempre me preocupei com questões comunitárias e solidárias. Costumo dizer que as pessoas não lembram de quem ganhou o último Oscar, a Olimpíada, mas lembram de quem estendeu a mão no momento da necessidade e da dor. A causa social também será o foco do meu trabalho na Câmara. Agora moro na Mooca porque a família cresceu, veio o terceiro filho e não tinha como continuar no nosso apartamento. Mas, com a valorização imobiliária da Vila Prudente por causa do Metrô, tive que ficar um pouco mais distante da região onde cresci.

Folha – Até alguns meses atrás, o senhor não era político e certamente, como a maioria da população, deve ter ficado indignado com praticas e votações ocorridas na Casa. A esperança da população recai sobre os novatos para mudar essa situação. Como o senhor pretende desempenhar o seu trabalho?

Rinaldi Digilio – Os políticos são eleitos para representar os anseios da população, mas, muitos se preocupam apenas com os seus interesses. Felizmente, notamos que a população brasileira acordou e esta mais atenta. Aqui na Câmara houve uma grande renovação com 22 novos vereadores nesta Legislatura, sendo que 18 estão no primeiro mandato. Já conversei com alguns dos novatos e estou sentindo uma mudança de postura em relação ao que acontecia antes. Eu também estou procurando fazer a minha parte, cortei gastos do gabinete e a primeira decisão foi que, caso seja liberado o aumento salarial dos vereadores pela Justiça, vou fazer a doação da diferença para instituições de caridade. Eu quero dar conta do trabalho para o qual fui eleito e continuar olhando diretamente nos olhos das pessoas, coisa que só faz quem não tem o que temer. Nesse primeiro mês, já me reuni com diversos secretários para discutir as políticas públicas, apresentar emendas e estou acreditando que desempenharemos um bom trabalho. Como já disse, quero focar no social, pois durante o meu trabalho na igreja, vi a importância de dar atenção à família para termos uma sociedade estruturada.

Folha – Quais são os principais projetos que o senhor pretende desenvolver ao longo do mandato e especificamente para a região?

Rinaldi Digilio – Um dos projetos é justamente para aproximar o vereador do munícipe, que é o Gabinete Móvel. A ideia é avisar através das redes sociais, parar o carro em uma praça, por exemplo, colocar uma mesa e ficar disponível para ouvir as demandas da população. Acredito que será um resgate da credibilidade da política. Quero estar bem próximo da comunidade e principalmente conseguir deixar uma marca na minha região, onde nasci e sempre vivi. Sei que a Vila Prudente tem muitos problemas, como os buracos na Anhaia Mello, principalmente no trecho em obras do monotrilho, além de despejo de entulhos e insegurança. Também tem a questão das inundações, pois o piscinão inaugurado não vai resolver todo o problema. A obra do CEU precisa ser agilizada. Enfim, pretendo fazer pressão para  a resolução dessas questões, aproveitando que o meu partido é da base do governo. A Vila Prudente e região podem contar com esse vereador porque vou me empenhar para levar junto ao prefeito emendas para melhorar a vida da comunidade. Foi onde nasci, onde mora toda a minha família e tenho essa obrigação.  

Claudio Fonseca assume presidência da Comissão de Educação da Câmara

Na sexta-feira, dia 10, os membros das Comissões Permanentes da Câmara Municipal escolheram em plenário seus presidentes. Entre os vereadores da região, Claudio Fonseca (PPS), foi eleito por unanimidade para a Comissão de Educação, Cultura e Esportes.

“Nós temos muitas demandas para um Sistema de Educação de qualidade na cidade e tenho certeza que podemos usar esse espaço para dar bons encaminhamentos”, afirmou Fonseca ao agradecer o apoio dos vereadores membros da Comissão. “Vamos apreciar os projetos dos parlamentares, os encaminhados pelo Executivo e acompanhar a implementação do Plano Municipal de Educação que apresenta metas que devem ser cumpridas. Acho que essa é uma boa referência do trabalho que teremos que fazer. Também vamos discutir a reforma do Ensino Médio. O trabalho é grande e os vereadores que integram essa comissão têm bastante conhecimento para assegurar aos munícipes o ensino de qualidade”, argumentou. 

A Comissão de Educação se reunirá sempre as quartas-feiras, às 14hs, na Sala Tiradentes, no 8º andar da Câmara.

Ficou definido que as demais reuniões ordinárias das Comissões também ocorrerão sempre às quartas-feiras. As salas e os horários serão anunciados pelos respectivos presidentes.

Veja abaixo os presidentes e membros de cada Comissão:

Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa

Presidente: Mário Covas Neto (PSDB). Membros: Reis (PT), Janaína Lima (Novo), Edir Sales (PSD), Rinaldi Digilio (PRB), Sandra Tadeu (DEM), Caio Miranda (PSB), Zé Turin (PHS) e Claudinho de Souza (PSDB).

Comissão de Finanças e Orçamento

Presidente: Jair Tatto (PT). Membros: Aurélio Nomura (PSDB), Isac Felix (PR), Rodrigo Goulart (PSD), Atílio Francisco (PRB), Ricardo Nunes (PMDB), Ota (PSB), Rodrigo Gomes (PHS) e Reginaldo Tripoli (PV).

Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente

Presidente: Souza Santos (PRB). Membros: Fabio Riva (PSDB), Eduardo Suplicy (PT), Paulo Frange (PTB), José Police (PSD) e Camilo Cristófaro (PSB).

Comissão de Administração Pública

Presidente: Toninho Paiva (PR). Membros: Gilson Barreto (PSDB), Antonio Donato (PT), Ricardo Teixeira (PROS), André Santos (PRB), Alfredinho (PT) e Quito Formiga (PSDB).

Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia

Presidente: Senival Moura (PT). Membros: João Jorge (PSDB), Adilson Amadeu (PTB), Fernando Holiday (DEM), Abou Anni (PV), Conte Lopes (PP) e Alessandro Guedes (PT).

Comissão de Educação, Cultura e Esportes

Presidente: Claudio Fonseca (PPS). Membros: Aline Cardoso (PSDB), Arselino Tatto (PT), Celso Jatene (PR), George Hato (PMDB), Dalton Silvano (DEM) e Toninho Vespoli (PSOL).

Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher

Presidente: Rute Costa (PSD). Membros: Adriana Ramalho (PSDB), Juliana Cardoso (PT), Sâmia Bomfim (PSOL), Gilberto Nascimento (PSC), Milton Ferreira (PTN) e Noemi Nonato (PR).

Doria faz visita surpresa em equipamentos na Mooca

O prefeito João Doria (PSDB) esteve na Mooca na tarde da sexta-feira, dia 10. A visita fez parte da rotina adotada pelo novo prefeito de aparecer em equipamentos públicos sem aviso prévio – nem mesmo a imprensa é informada para cobrir a ação. Ele estava acompanhando do vice Bruno Covas. De acordo com a Prefeitura, a iniciativa tem o objetivo de conhecer as necessidades da região e os servidores que fazem o atendimento à população.

Doria esteve em várias unidades de serviços que ficam dentro do Complexo Municipal na rua Taquari. A visita começou em duas escolas municipais, a Doutor Fabio da Silva Prado e a Professora Neusa Bassetto – esta última atende crianças com necessidades especiais. Ele conversou com os alunos e funcionários para conhecer as principais queixas e ficou sabendo que recentemente as escolas tiveram equipamentos eletrônicos roubados por vândalos. O prefeito entrou em contato com o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, para buscar parcerias para sanar este e outros problemas apontados.

Na sequência, Doria foi à Unidade Básica de Saúde (UBS) Mooca 1, onde conversou com pacientes e conheceu a farmácia da unidade. Também visitou a Biblioteca Affonso Taunay. Apesar da sede da Prefeitura Reginal da Mooca ficar no mesmo complexo, ele não esteve na unidade.

Esta foi a sexta vez que Doria foi aos equipamentos sem avisar. As outras visitas surpresas aconteceram nas áreas das Prefeituras Regionais do Campo Limpo, Butantã, Sapopemba, M’ Boi Mirim e Perus.

Prefeitura admite rever trajetos de ciclovias

Implantadas na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), as ciclovias da cidade serão analisadas pelo novo governo municipal. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes vai revisar o plano cicloviário de São Paulo com o objetivo de dar maior utilidade às faixas e corrigir eventuais problemas na instalação. Foi garantido ainda que a comunidade e os principais interessados, os ciclistas, serão ouvidos e que será prioridade da atual gestão buscar a integração da bicicleta com o sistema de transporte público.

Na região, as faixas exclusivas para ciclistas, que começaram a ser implantadas em maio de 2015, seguem com problemas e criando polêmicas. Há trechos em que houve recape do asfalto e não houve nova pintura, causando confusão se a ciclovia ainda existe. Também há pontos em que o mato tomou conta da ciclovia e outros repletos de buracos. Outro grave problema são os locais mal planejados que já provocaram até colisões.

Um dos pontos problemáticos é na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, Vila Zelina. Além da via ser íngreme, o que dificulta a passagem de ciclistas, a faixa exclusiva está repleta de mato e com buracos. “Estou aposentado há três anos e fico bastante em casa. É possível contar quantos ciclistas passam por aqui: não deve passar de três por mês”, conta o morador da via, Josué de Assis.

Na avenida Francisco Falconi, Jardim Avelino, no trecho onde a via faz uma curva devido a rotatória existente próxima à esquina com a rua Mario Augusto do Carmo, foi feito o recape da ciclovia há cerca de seis meses, mas a Prefeitura esqueceu de repintar. “Antes os motoristas não respeitavam muito e invadiam a faixa de ciclistas, mas, desde que asfaltaram, o problema piorou bastante. Carros e caminhões simplesmente ignoram a existência da ciclofaixa”, relata o funcionário de um comércio no ponto.

A Associação dos Moradores e Comerciantes do bairro de Vila Zelina (AMOVIZA) está se mobilizando e, através de um abaixo assinado, solicitarão ao prefeito João Doria a remoção da faixa da avenida Francisco Falconi. Segundo a entidade, a implantação da ciclovia estrangulou as pistas de tráfego, tornando o local bastante perigoso. Moradores da região, embora concordem com a iniciativa da entidade, solicitam a inclusão de outras vias na reivindicação. “A ação deve ser para a revisão e remoção da maioria das ciclofaixas mal projetadas na região e não apenas de um trecho de interesse específico de poucos”, comenta o morador da Vila Zelina, Pedro Sinkevicius Neto.

Também há quem defenda a permanência das faixas exclusivas. “Utilizo a ciclovia da Franscisco Falconi quase que diariamente. Substituir por vagas de estacionamento, como já escutei, é um retrocesso. Ela está próxima do parque e cumpre muito bem seu propósito. Vamos dar uma chance ao progresso. Vamos deixar o carro em casa de vez em quando”, afirma o morador da região Ramom Vallente.

Indagada pela Folha, a CET informou que elaborou projeto que prevê a pintura e demarcação da ciclovia da avenida Francisco Falconi, mas não deu uma previsão de quando o trabalho executado. Também não se posicionou sobre o manifesto que está sendo elaborado. O órgão de trânsito ressaltou que problemas referentes à limpeza e buracos são de responsabilidade da Prefeitura Regional de Vila Prudente, a qual afirmou que efetuará inspeções e programará serviços de manutenção para a primeira quinzena deste mês.

Anhaia Mello

Construída pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô como parte de compensação ambiental das obras da Linha 15 – Prata do monotrilho, a ciclovia ao longo do canteiro da avenida Anhaia Mello, entre as estações Vila Prudente e Oratório, tem apresentado alguns problemas de conservação. Há relatos de trechos com água empossada, outros com acúmulo de lixo e mato e de galhos de árvores invadindo a pista. Embora tenha sido construída pelo Metrô, a responsabilidade pela manutenção é da Prefeitura Regional de Vila Prudente que, após ser questionada pela Folha, informou que trabalhos de manutenção e limpeza ocorrem periodicamente, mesmo assim, programará uma ação para os próximos dias com a intenção de localizar e sanar irregularidades.

 

Vereador Toninho Vespoli fala sobre os seus projetos para a região

Morador do São Lucas, Toninho Vespoli, do PSOL, está iniciando o segundo mandato na Câmara Municipal. Professor de matemática da Rede Municipal de Ensino, sempre esteve engajado aos movimentos sociais da região e apesar de ser filiado a um partido conhecido pelo radicalismo, acha que o diálogo é a melhor maneira para resolver um impasse. “É até engraçado o Toninho, do PSOL, reclamar que o prefeito João Doria está sendo radical na questão do grafite e da pichação em São Paulo”, comentou durante a entrevista à Folha na tarde da última quarta-feira, dia 8. “Mas, acho que antes de partir para o enfrentamento, ao menos os grafiteiros deveriam ter sido chamados para uma conversa”, alega o vereador que mandou grafitar uma coluna em seu gabinete na Câmara.

Toninho Vespoli foi um dos 11 vereadores que votou contra o próprio aumento salarial no final do ano passado e confessa que foi pressionado pelos colegas da Casa por causa de suas decisões. “Os vereadores queriam fechar o popular ‘acordão’ dos partidos e eu fui ao microfone defender a votação nominal (como acabou ocorrendo). Recebi muita pressão daqueles que não queriam se expor perante a sociedade”.


Folha – A Câmara encerrou 2016 de maneira polêmica ao aprovar em votação no plenário o aumento salarial de mais de 26% dos vereadores. O reajuste está suspenso pela Justiça. Mas, o senhor foi um dos poucos vereadores (11 entre 55) que votou contra o aumento. Como baseou a sua decisão?

Toninho Vespoli – Estamos vivendo uma crise no Brasil que impacta no orçamento municipal. Também vemos vários cortes em projetos sociais do Governo Federal. Então, se a sociedade está fazendo o sacrifício, acho que as autoridades precisam dar o exemplo. Essa foi a questão mais relevante para mim: temos o dever moral de mostrar à sociedade o caminho, que, no momento, é o de se sacrificar. Com toda essa grave questão social, com 12 milhões de desempregados, a classe política e também o Judiciário, onde vemos holerites de 60, 80 mil reais de juízes, precisam dar a sua contribuição. Também não vou ser hipócrita: os vereadores recebem aumento a cada quatro anos e o valor aprovado ficou inclusive abaixo da inflação (que foi de 32%). Então, nesse aspecto, o aumento é legítimo e eu até poderia ter ficado quieto, mas o grande problema é a situação atípica do Brasil e o lado moral da questão. O aumento está suspenso, mas caso a Câmara derrube a decisão judicial, aqui no gabinete já tomamos a decisão que a diferença salarial será doada para entidades sociais. Ainda estamos pensando como será o rodízio dessas entidades e vamos expor publicamente os nossos depósitos. Seria muita hipocrisia eu votar contra, ficar bem com a comunidade e depois aceitar o dinheiro. Minha posição precisa ter coerência.

Folha – Com o início do ano Legislativo, a Câmara está formando comissões. Quais delas o senhor pretende integrar?

Toninho Vespoli – Por enquanto, vou estar na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. O PSOL tem direito nessa comissão e a outra vereadora do nosso partido, a Sâmia (Bomfim), vai ficar na Comissão de Saúde. Ainda estamos discutindo a constituição das comissões permanentes da Casa, somente depois vamos poder propor a abertura de novas comissões.

Folha – O senhor nasceu no Parque São Lucas e ainda reside na região. Quais os principais projetos que pretende defender para a comunidade local?

Toninho Vespoli – Tivemos algumas emendas que não foram efetivadas na área da Vila Prudente, São Lucas e Sapopemba na gestão passada e vamos batalhar de novo agora, como a reforma de algumas praças. Também vou insistir no asfaltamento da rua Vitor Hess, que é de terra ainda, fica atrás de uma escola, então em dias de chuva as crianças precisam passar pela lama (o mandato destinou nova emenda de R$ 300 mil para a via). Uma questão que o nosso mandato, embora não exclusivo, teve grande participação foi na construção da UBS Vila Ema. Estamos sempre em contato com o Movimento de Saúde do bairro, que faz acompanhamento mensal da obra. Também estamos batalhando por uma UBS na Vila Tostoi, que atende tanto a Prefeitura Regional de Vila Prudente como a de Sapopemba. É uma luta importante porque com os novos empreendimentos imobiliários, aumentou a população local e outras unidades da região estão ficando saturadas. Outra reivindicação é a ampliação da UBS Iaçape, no Madalena, que está com o quadro médico completo, mas não tem espaço físico. Ao lado tem um terreno e estamos destinando R$ 1 milhão para essa UBS. Acho importante brigar pela região do Parque São Lucas e Vila Industrial, que fica entre a Vila Prudente e o Sapopemba. Por exemplo, o Sapopemba tem dois CEUs e a Vila Prudente tem um em construção. Então vamos cobrar a instalação de uma Casa de Cultura no São Lucas, porque as crianças e jovens não têm espaço, e infelizmente nossos CDCs (Clubes da Comunidade) nem sempre estão nas mãos de pessoas que têm essa visão. Precisa de uma nova legislação para redemocratizar os CDCs. Espero que nessa gestão ocorra menos interferência política nas prefeituras entregues para vereadores que barram emendas de outros. Sou matemático e não acredito muito em coincidências: havíamos pedidos em torno de 12 podas de árvores e ficaram três anos sem fazer, quando veio o subprefeito Miguel (Ângelo Gianetti) para a Vila Prudente, que era independente, as podas aconteceram. O órgão público é da comunidade e todos têm o mesmo direito.

Folha – Principalmente na sua rede social, nota-se a oposição ferrenha ao governo de João Doria (PSDB). É uma orientação do partido por ser oposição ou, por enquanto, o senhor não aprovou as ações do novo prefeito?

Toninho Vespoli – Apesar de muita gente achar que o PSOL é um braço do PT, fui um dos vereadores que mais votou contra os projetos do ex-prefeito Fernando Haddad. Vou agir da mesma forma: coisas boas vou elogiar e o que entender que não está bem explicado ou não tem relação com as políticas públicas, vou criticar. Por exemplo, o Corujão, claro que eu acho bom zerar a fila para os exames, mas, o gestor tem que pensar todo o processo. Algumas pessoas estão indo fazer o exame às 3h da manhã e precisam esperar a condução até as 5h para voltar. Uma pessoa de mais idade não tem condições de enfrentar essa situação. Então acho que antes de inaugurar o programa, deveriam ter pensando uma rede de transporte em alguns dos principais terminais. Também estou questionando a Secretaria (de Saúde) se haverá um mutirão de especialistas para a pessoa não ficar com o exame nas mãos por meses aguardando a vaga no médico. Sobre a questão do grafite e da pichação também acho que o governo está agindo equivocadamente, não buscou o diálogo e já está partindo para a criminalização. O Haddad pagou para os grafiteiros fazerem murais na cidade, agora o novo prefeito gasta com tinta cinza para cobrir. Não é uma prioridade, poderia ter colocado esse dinheiro em uma questão mais emergencial. Além disso, acho que a tendência é aumentar a pichação pela cidade pela maneira como ele está tratando a questão. Mas, quero deixar claro que espero que o governo seja bem sucedido, porque senão é a população que vai sofrer mais quatro anos.

 

Vila Prudente recebe o maior piscinão de São Paulo

Com as presenças do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito João Doria (PSDB), foi inaugurado na manhã de hoje, dia 1º, o Piscinão Guamiranga, entre a avenida Dr. Francisco Mesquita, rua Patriarca, viaduto Grande São Paulo e o início da rua Guamiranga, em Vila Prudente. As obras foram iniciadas em dezembro de 2012 e a previsão inicial de conclusão era para o final de 2014. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), responsável pela construção, o investimento do Governo do Estado foi de R$ 160 milhões.

O reservatório ocupa área de 70 mil m², dividida em três células de captação conectadas por galerias e distribuídas no entorno do Centro de Detenção existente no trecho. O piscinão em Vila Prudente é o maior da cidade. Tem 22 metros de profundidade máxima e consegue acumular 850 mil metros cúbicos de água das chuvas. Conta com quatro comportas e dois “stop logs” laterais, além de seis bombas de recalque com capacidade cada para 850 litros por segundo.

“Durante o pico da chuva, as comportas do piscinão são abertas para armazenar a água que depois da tempestade, através do sistema de bombas, será devolvida ao rio Tamanduateí. E o reservatório fica preparado para um novo pico de chuva”, explicou o governador Alckmin complementando que “vai ajudar muito a Vila Prudente que já foi bastante castigada pelas cheias”.

Alckmin ressaltou que a Prefeitura é responsável pela manutenção do reservatório. “Investimos 160 milhões de reais na construção e agora a Prefeitura passa a fazer a operação, que é superimportante e também não tem custo baixo, porque a cada tempestade é necessário limpar o piscinão. A água volta para o rio, mas com a água vieram pneus, armários e todo tipo de sujeira, que precisam ser retirados junto com a lama que fica acumulada”, disse o governador. Este é o terceiro piscinão da cidade entregue para operação da Prefeitura, os outros dois são o Olaria e o Oratório.

Além da Vila Prudente, a expectativa é que o Piscinão Guamiranga minimize as cheias na avenida do Estado, até parte da região central da cidade e na avenida Juntas Provisórias, beneficiando um milhão de pessoas, segundo o DAEE. Na Vila Prudente está prevista a construção de mais um piscinão na avenida Anhaia Mello, sob um dos campos de futebol do Clube Escola Vila Alpina, mas as obras ainda não foram iniciadas.

Cheias na Anhaia Mello

Apesar da capacidade recorde em São Paulo do Piscinão Guamiranga, o equipamento não deve resolver as cheias ao longo de todo o trecho da avenida Anhaia Mello na Vila Prudente, onde está canalizado o córrego da Mooca. Para minimizar o problema está prevista a construção de mais um reservatório no bairro, sob um dos campos de futebol do Clube Escola Vila Alpina, na esquina da Anhaia Mello com a avenida Jacinto Menezes Palhares. A Prefeitura já fez a cessão da área ao Estado e pelo acordo firmado, o campo seria refeito após a obra.

Questionado pela Folha, o DAEE informou que esse piscinão está inserido no Plano de Macrodrenagem da Região Metropolitana de São Paulo e estudos indicam que deverá ocupar área de 16 mil m² e acumular até 135 mil metros cúbicos. No entanto, não foi informada a previsão de início da obra.