Crime: irmãs mortas pelo pai eram da Vila Prudente

Os corpos das crianças foram encontrados dentro de um carro no bairro Cidade Dutra, na Zona Sul, na manhã do último domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais. Ísis Helena e Lais Heloisa, de 3 e 5 anos de idade, eram moradoras da Favela de Vila Prudente. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 101º Distrito Policial, foram mortas por asfixia. O pai, Breno de Souza Castro, de 24 anos, foi preso em flagrante por homicídio e violência doméstica.

Na manhã do domingo, Breno se apresentou em um distrito policial da Cidade Dutra afirmando que havia matado as filhas. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e ao chegarem no endereço indicado, encontraram as duas crianças já sem vida dentro do veículo.

Breno cumpria pena por roubo em penitenciária no litoral de São Paulo, porém, em outubro de 2025, a Justiça concedeu a liberdade condicional por “ótimo comportamento” no presídio.

A mãe das crianças relatou à polícia que era perseguida e ameaçada por Breno desde a separação em março. Disse ainda que o relacionamento era bastante conturbado.

No sábado, dia 8, ela entregou as meninas para a ex-sogra para passar o final de semana. Ele morava no andar de cima da casa. No dia seguinte, a mãe das crianças recebeu uma mensagem de Breno dizendo que aquela seria a última vez que ela veria as filhas.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o pai foi indiciado por vicaricídio duplo (veja mais no Colunão). No caso, a Polícia Civil considera que as mortes das meninas ocorreram no contexto de violência contra a mãe delas.

As irmãs foram sepultadas na terça-feira, dia 11, no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, sob forte comoção popular.

Imagem: Reprodução de câmera de segurança

 

Sarampo: Secretaria explica razão da vacina até 59 anos

Com 23 casos de sarampo confirmados até o momento em São Paulo em 2026, o reforço da vacinação contra a doença visa moradores de 6 meses de idade a 59 anos de idade das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde estão concentradas as ocorrências da doença.

Todos devem se vacinar outra vez, mesmo que já tenham recebido as doses de rotina estipuladas pelo Programa Nacional de Imunizações.

Quem tem 60 anos ou mais está de fora da campanha de vacinação porque a Secretaria de Estado da Saúde considera que essa população já teve contato natural com o vírus ao longo da vida e apresenta imunidade duradoura.

A explicação está na história da doença no Brasil. Até o início da década de 1990, o sarampo era frequente no país, com picos epidêmicos a cada dois ou três anos. A vacina só foi introduzida no fim dos anos 1960 e sua utilização era descontínua.

No entanto, a Secretaria destaca que está indicada a vacinação de maiores de 60 anos que sejam contatos de caso suspeito ou confirmado de sarampo e não tenham dose anterior, salvo contraindicações.