Parque Verde da Mooca é inaugurado

Na manhã do último domingo, dia 7, a Prefeitura entregou o Parque Verde da Mooca – Vereador José Índio. O espaço ocupa área de 47.478 m² na rua Dianópolis e tem cinco portarias. A Folha foi pioneira na reivindicação pela área verde no terreno.

O prefeito Ricardo Nunes fez a inauguração junto com o atual e o ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Wanderley de Abreu e Rodrigo Ashiuchi, respectivamente. O subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti, também compareceu. Marcaram presença ainda o presidente da Câmara Municipal, vereador Ricardo Teixeira, e a vereadora Edir Sales, entre outros parlamentares, secretários de governo e demais autoridades. Também acompanharam a inauguração os familiares do falecido vereador José Ferreira do Nascimento, conhecido como José Índio, que teve trajetória na Mooca e leva o nome do parque.

Em sua fala, Edir Sales agradeceu o prefeito por atender a antiga reivindicação e destacou que o presidente da Folha, Newton Zadra, teve a ideia pioneira de transformar o amplo espaço em parque. “Uma luta de mais de 20 que se torna realidade”, afirmou a vereadora que apoiou a causa.

O prefeito Ricardo Nunes também destacou que a Folha sempre fez matérias sobre a importância do parque para a região. “Esse é o exemplo de que uma reivindicação pacífica e ordeira, chega no resultado. A comunidade se organizou e criou um movimento. É esse destaque que eu quero deixar: quando as pessoas estão organizadas e trazendo uma demanda justa, vai acontecer”, afirmou Nunes.

Ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, o vereador Ricardo Teixeira, que acompanhou o processo inicial pelo parque, destacou que o valor da desapropriação do terreno na Mooca era inviável para Prefeitura e na época das negociações, o então prefeito Bruno Covas sugeriu procurar a empresa proprietária para buscar um acordo que viabilizasse o projeto.

O parque foi implantado em parte do terreno de quase 100 mil m² entre as ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis. O espaço passou por amplo processo de remediação pela contaminação ambiental que sofreu enquanto abrigou por mais de 55 anos um depósito de combustíveis da Esso. De acordo com a Prefeitura, desde 2018 foi emitido o Termo de Reabilitação, atestando a viabilidade do local para a área verde. As obras foram iniciadas em junho de 2024.

O parque foi possível por meio de uma parceria entre a Prefeitura e a construtora Eztec. A área foi incorporada ao patrimônio municipal através do instrumento de Transferência do Direito de Construir (TDC). As obras ficaram a cargo da empresa, enquanto a gestão e manutenção serão realizadas pela Secretaria do Verde. (Kátia Leite)

 

População se mobiliza pelo Parque do São Lucas

Aproveitando a manhã ensolarada do último domingo, dia 7, cerca de 100 pessoas compareceram ao ato em prol da implantação do Parque do São Lucas no terreno da antiga fábrica Linhas Corrente, no Jardim Independência.

Após concentração em frente ao 42º Distrito Policial – São Lucas, os participantes caminharam pela avenida do Oratório até a divisa da área remanescente do pátio de trens da Linha 15 – Prata de monotrilho, onde aconteceu abraço simbólico. A Folha apoia a causa.

Durante o encontro, a integrante do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) Vila Prudente e do conselho gestor do Parque de Vila Prudente, Maria Luiza dos Santos, fez a leitura de manifesto pela reinvindicação que teve início em 1997, quando a comunidade passou a se organizar. “Essa não é uma luta apenas por um parque. É uma luta pela qualidade de vida, pela saúde pública, pela preservação ambiental e pela justiça social”, diz trecho do documento.

Integrantes do movimento pelo Parque Vila Ema, cujo terreno já foi desapropriado e as obras devem começar em breve, participaram do ato e relataram as experiências da luta de 16 anos, com ênfase na necessidade de mobilização constante com os moradores locais para sensibilizar a Prefeitura para atender a reivindicação.

Saiba mais

Em dezembro de 2009 a Prefeitura emitiu a primeira Declaração de Utilidade Pública (DUP) do terreno para implantação de parque municipal na área de 86 mil m². A negociação com a empresa proprietária da área está parada desde 2024. A Prefeitura ainda não decidiu se o desfecho será por Outorga Onerosa com Transferência do Direito de Construir (TDC) ou por desapropriação com valor de referência a partir da classificação como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM) no Plano Diretor Estratégico em 2014, seguindo o modelo adotado no Parque Vila Ema.  (Colaboração André Kuchar)

 

Receita: Risotto em evidência

Há alguns anos, muita gente chamava de risotto aquele arroz de forno feito com os grãos já cozidos (normalmente sobras) e montado em camadas com molho, frios, ervilha e outros ingredientes.

O risotto original, atualmente alçado ao patamar da alta gastronomia como entrada ou prato principal, deve ser preparado com tipos de arroz especiais, normalmente os italianos arbóreo ou carnaroli, facilmente encontrados nos supermercados.

A consistência cremosa do risotto é proveniente da liberação do amido dos grãos e da forma de cozimento, que deve ser lenta e acrescida de caldo de legumes aos poucos, sempre misturando os ingredientes com movimentos da colher em formato de “oito”.

Partindo sempre da mesma base de preparo (vide receita abaixo), os risottos podem ter uma grande variedade de sabores. Os mais tradicionais são o alla milanese (com açafrão), ao funghi (cogumelos secos), de gorgonzola com pêra e de frutos do mar.

Confira esta deliciosa combinação de tomates secos com rúcula:

Ingredientes:

2 xícaras de arroz arbóreo ou carnaroli;
1,5 litros de caldo de legumes (natural ou de tablete);
01 cebola média picada;
02 dentes de alho picados;
200 grs. de tomate seco picados grosseiramente;
150 grs. de queijo muçarela em cubos;
02 colheres de sopa de manteiga;
200 ml de vinho branco seco;
01 maço de rúcula;
50 grs. de queijo parmesão ralado grosso;
sal e pimenta do reino a gosto.

Preparo:

A base do risotto é praticamente sempre a mesma. Numa panela grande e em fogo médio, derreta metade da manteiga, refogue a cebola e o alho e acrescente o arroz. Misture por 2 minutos e regue com o vinho branco. Sinta o perfume no ar!
Partindo deste ponto, use sua imaginação e crie suas receitas preferidas. Mas voltando ao nosso preparo, assim que o vinho evaporar, vá acrescentando o caldo de legumes quente aos poucos. É importante misturar devagar e continuamente, assim o risotto ficará mais cremoso. Em média, o arroz deve cozinhar por 16 minutos. Portanto quando faltar uns 3 minutos para a finalização, acrescente os tomates secos e os cubos de muçarela, continue misturando. Os grãos devem ficar com textura firme e translúcidos, portanto não deixe cozinhar demais.
Mas se ainda estiverem muito duros, vá acrescentando mais caldo até chegar no ponto “al dente”.
Acrescente a rúcula picada, a manteiga, sal e pimenta a gosto. Dê uma última misturada, desligue o fogo e deixe na panela tampada por mais um minuto.
Disponha diretamente no prato individual, polvilhe o parmesão e não se esqueça de decorar com um ramo de alecrim ou salsinha.
Bom apetite!

Receita cedida pela cantina Stazione Dopo Lavoro.