Região sem horário definido para coleta de lixo

O desafio da semana nos distritos da Vila Prudente e do São Lucas, que compreendem diversos bairros da região, foi descobrir o novo horário da coleta de lixo comum. E tem muita gente que ainda não sabe quando deve descartar os sacos de lixo nas ruas. Outros reclamam do sumiço dos caminhões. Desde a última segunda-feira, dia 20, o serviço em diversas vias da área da Subprefeitura Vila Prudente foi alterado do período noturno para o diurno. Porém, não há informação sobre o horário para a passagem dos caminhões.

Dias antes da mudança, moradores e comerciantes receberam folheto da Prefeitura e da Ecourbis Ambiental, concessionária responsável pela coleta na região, alertando para a mudança. Porém, muitas pessoas afetadas pela alteração afirmam que sequer receberam o informativo em seus imóveis.

Mas, mesmo com o papel em mãos, a população não consegue descobrir o novo horário previsto para a coleta. Antes, ao acessar o QR Code que consta no informativo continuava aparecendo os horários noturnos. Agora, direciona para o site da coleta e na consulta pelo endereço ou CEP, aparece apenas a informação “diurno”.

A confusão tem feito ruas da região amanhecerem repletas de lixo. Ou passam o dia todo com sacos nas calçadas.

“Sem um horário estabelecido, o lixo pode ficar exposto o dia todo, sujeito as chuvas, calor, animais e insetos, gerando mau cheiro e até contaminação. É um risco à saúde pública”, comenta Claudio Di Giorgio, morador da rua Camacá, na Vila Prudente.  Ele também reclama que o caminhão não passou na via nos últimos dias. “Estamos sem coleta de lixo domiciliar desde a sexta-feira à noite (dia 17). Era para o caminhão ter passado na segunda-feira, mas não veio nem no horário diurno e nem no noturno. Também não apareceu na terça e na quarta”, contou ontem, dia 23.

Moradora do Parque São Lucas, identificada como Ana D., alega que na rua Manoel da Costa estão sem saber o que fazer. Na via o folheto com o aviso da mudança chegou apenas ontem, mas o QR Code também não informa. “Sacos de lixos estão espalhados nas calçadas desde terça-feira à noite”, reclama.

“Moro na Vila Zelina desde que nasci há 56 anos e a coleta sempre foi à noite, às 20h30. Agora, a rua está repleta de lixo e, sinceramente, ninguém recolhe poque não sabe o dia e o horário em que o caminhão irá passar”, comenta João Gonçalves.
Também há muitas dúvidas de como ficará a coleta dos recicláveis que ocorre em dia distinto ao do lixo comum. (Kátia Leite)

A Folha questionou a Prefeitura e a Ecourbis: veja as respostas.

Coleta de lixo: respostas da Ecourbis e Prefeitura

A Ecourbis Ambiental encaminhou nota à Folha na qual explica que para aprimorar a logística da coleta de resíduos domiciliares, que é influenciada por trânsito, interferências em vias e aumento do adensamento populacional, precisa fazer ajustes no Plano de Trabalho. De acordo com a concessionária, as mudanças mais recentes foram implementadas nas subprefeituras de Vila Prudente e Aricanduva/Vila Formosa, em 20 de abril. Em toda a subprefeitura Aricanduva/Vila Formosa, a coleta de resíduos domiciliares foi alterada do período diurno para noturno, e, em alguns setores da Vila Prudente, do período noturno para diurno.

Segundo a Ecourbis, a alteração no horário da prestação dos serviços foi precedida de panfletagem e visitas presenciais nos locais, que tiveram início em 9 de abril e estão sendo reforçadas ao longo desta semana. Sobre o novo horário da coleta foi alegado que “neste momento, há a indicação apenas do período – diurno ou noturno. Os horários específicos em cada via onde houve alteração serão fornecidos após a consolidação dos serviços nos setores”.

A Prefeitura, através da SP Regula, informou que não houve alteração nos dias de atendimento, apenas no turno. E também alegou que “em razão da readequação dos circuitos de coleta, é necessário um período para a consolidação dos horários dos novos trajetos, o que permitirá o cálculo mais preciso dos horários de passagem dos veículos. Após essa etapa, o site será atualizado com a previsão aproximada de atendimento em cada localidade”.

Foto: Ecourbis Ambiental

 

 

 

 

Obra de baia de ônibus tem prazo esticado

Em julho do ano passado, a avenida Anhaia Mello foi interditada parcialmente no sentido bairro, entre a avenida Alberto Ramos e a rua Apiteri, no Jardim Independência, para obra de adequação viária realizada pelo Metrô para a inclusão de uma parada de ônibus ao lado da estação Oratório da Linha 15-Prata. Na ocasião, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a faixa da direita ficaria bloqueada ao trânsito e que a duração prevista dos trabalhos era de 60 dias.

Passados nove meses, a obra não foi finalizada e continua a interdição viária da Anhaia Mello. “Cada vez avança mais e nunca termina. É inacreditável levarem esse tempo todo para fazer um ponto de ônibus”, reclama o morador do Parque São Lucas, Thiago Santos, que circula pelo trecho diariamente.

A Prefeitura, através da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), informou que monitora o trânsito na região com o objetivo de garantir a segurança e a fluidez do tráfego, de forma simultânea à execução dos trabalhos.

O Metrô justificou que a intervenção viária foi planejada “com execução em etapas”. De acordo com a nota enviada, a primeira etapa foi concluída em fevereiro, quando a parada provisória foi remanejada para o trecho já executado.  Atualmente, segundo o Metrô, está em andamento a segunda fase, que inclui a conclusão da baia de ônibus, além de serviços de urbanização e paisagismo, sem interferência no funcionamento da parada já implantada.

Ainda segundo o Metrô, “para a execução da obra, foi solicitada à CET uma intervenção viária inicial de 60 dias, para as primeiras atividades na região. Com o avanço das obras, foi necessário solicitar um período maior de remanejamento de fluxo nos entornos, que deve ser normalizado ainda no primeiro semestre de 2026”.  Foi ressaltado que “o objetivo é adaptar a área próxima da estação para o ponto de ônibus, com o mínimo de impacto nos arredores”.  (Kátia Leite)

 

 

Arte urbana celebra os 30 anos do Arsenal da Esperança

Foi inaugurada na terça-feira, dia 21, no muro em frente à plataforma da estação ferroviária do Museu da Imigração, na Mooca, a arte urbana “Acolhida” assinada pelo artista italiano Edoardo Ettorre e que integra as comemorações dos 30 anos da instituição.

Além dos visitantes do Museu da Imigração; o mural com 26 metros de largura por 8 metros de altura, poderá ser visto pelos passageiros da Linha 10–Turquesa da CPTM, no trecho entre as estações Brás e Juventus–Mooca. Outro ponto para apreciar é na rua Palmorino Mônaco, altura do número 834.

De acordo com o Arsenal da Esperança, “mais do que uma intervenção artística, a arte é uma mensagem de solidariedade”. “É um convite para que conheçam o Arsenal da Esperança e se somem a esse trabalho de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou o padre italiano Simone Bernardi, diretor da instituição, durante a inauguração.

O Arsenal da Esperança atende diariamente cerca de 1.200 homens em situação de rua. Está localizado na rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca