Vila Ema: imóvel tem segunda reintegração de posse

Desde as primeiras horas da manhã da última quarta-feira, dia 8, a movimentação foi intensa na esquina das avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf para a reintegração de posse do prédio da extinta Padaria Amália. Segundo a última atualização da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, mais de 110 famílias, cerca de 280 pessoas, ainda viviam no imóvel com risco de ruína estrutural.

O prazo para a saída voluntária dos ocupantes era até junho deste ano, mas após incêndio ocorrido no prédio em 12 de janeiro, que causou as mortes de um homem e um bebê, a Procuradoria Geral do Município (PGM) solicitou em juízo a antecipação da remoção dos moradores.

O cumprimento da ação judicial foi coordenada pela Polícia Militar, através do 21º Batalhão, dando apoio ao oficial de justiça. A chegada da Força Tática e outros patrulhamentos ocorreu ainda na madrugada.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou totalmente a avenida Vila Ema, entre a rua Falconi e a avenida Salim Farah Maluf.  A São Paulo Transportes (SPTrans) desviou o trajeto de sete linhas de ônibus a partir das 4h30. Também houve apoio de outras secretarias municipais, Subprefeitura Mooca, Conselho Tutelar, Enel e Sabesp.

A Prefeitura, por meio da PGM, afirmou que a reintegração de posse “ocorreu de forma pacífica e com a desocupação integral do prédio”.

Após a conclusão da operação, ainda na quarta-feira, dia 8, foi realizada a imissão na posse em favor dos proprietários. A Prefeitura ressaltou que os mesmos já iniciaram as providências necessárias no local, incluindo a contratação de segurança privada para evitar novas ocupações e o início do processo de demolição da estrutura. Ontem, dia 9, o imóvel estava cercado.

Histórico

A reintegração de posse desta semana é a segunda ocorrida no imóvel em menos de dez anos. Vazio desde o fechamento da panificadora na década de 90, o prédio foi ocupado por cerca de 200 famílias de sem-teto em maio de 2016. Em janeiro de 2019 chegou a ser totalmente desocupado após a Prefeitura mover ação com pedido de tutela de urgência, já por causa dos riscos estruturais. Mesmo com os acessos emparedados, o espaço voltou a ser invadido poucos dias depois. Na ocasião, o governo municipal ressaltou que cabia aos proprietários impedir a reocupação.

Após o incêndio de janeiro deste ano, a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) informou que cadastrou as famílias que viviam na ocupação e 140 receberam auxílio emergencial de R$ 1 mil, conforme previsto para situações de vulnerabilidade social.

Com a confirmação de nova reintegração e demolição do prédio, a SEHAB definiu atendimento de 128 famílias com auxílio-aluguel pelo período de 12 meses, além de auxílio-mudança no valor de R$ 900. Informou que outras 12 famílias cadastradas após o incêndio não serão contempladas, pois já haviam sido beneficiadas anteriormente e retornaram à ocupação, condição que impede novo atendimento. (Kátia Leite)

Movimentação na esquinas das avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf na manhã da quarta-feira (Foto: Rafa no ar)

 

 

Linha 15: trens sem baterias de emergência

Na semana passada, o Governo do Estado e o Metrô entregaram a Linha 17- Ouro, na Zona Sul. É o segundo ramal de monotrilho da cidade. A Linha 15-Prata inaugurada na Vila Prudente há quase 12 anos foi a primeira do Brasil.

Entre as novidades da Linha 17 em relação à Linha 15, chamou atenção que os trens do novo ramal terão um conjunto de baterias embarcadas. Esse diferencial permite ao trem se deslocar por até oito quilômetros, mesmo em caso de falta de energia. Segundo o Metrô, a medida “reforça a segurança e a confiabilidade da operação”.

Na Linha 15 não há perspectiva do conjunto de baterias nos trens. Nem nas 19 novas composições (foto) fabricadas na China pela joint-venture PATS (Alstom e CRRC) e que estão em fase de testes no Pátio Oratório, no Jardim Independência. Houve investimento de R$ 1,4 bilhão para a compra dos 19 trens que vão atender a expansão da Linha 15.

De acordo com o Metrô, os trens da Linha 17 foram fabricados pela também chinesa BYD SkyRail, que optou pelas baterias de emergência.

Sem energia

No último dia 20 de março, passageiros da Linha 15 precisaram deixar um trem e caminhar pela passarela de emergência do ramal, que opera a 15 metros de altura, por causa de uma falha elétrica na via. Quando houve a pane, o trem estava próximo à estação Vila Prudente.

Em maio de 2025, os usuários também enfrentaram o mesmo problema no trecho entre as estações São Lucas e Oratório. (Kátia Leite)