CET altera mão de direção em ruas da região

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vem anunciando mudanças de mão de direção em ruas da Mooca, Vila Santa Clara e Vila Alpina. Em todos os casos, alega que “a medida tem como objetivo melhorar as condições de segurança de pedestres e de fluidez no trânsito local”.

Desde o último sábado, dia 8, foi implantada mão dupla de direção na rua Catarina Braida, entre as ruas Taquari e Marcial, na Mooca.

A partir deste sábado, dia 15, a rua Rosalina Valadão de Freitas, na Vila Santa Clara, passa a ter mão única de direção no sentido da avenida Vila Ema para a avenida Anhaia Mello. A orientação aos motoristas oriundos da Anhaia Mello é para seguir à direita na rua Olímpio José Gonçalves e à direita na avenida Vila Ema.

Também a partir deste sábado, dia 15, será implantada mão única de direção na rua Três Pedras, no sentido da rua Antenas para a rua Francisco Rebelo, na Vila Alpina. A sugestão para os condutores oriundos da rua Francisco Rebelo é seguir pela praça Antônio Gonçalves Gomide, rua Serenata e rua Antenas.

A CET afirma que vai monitorar as alterações e orientar o trânsito nas regiões afetadas.

Mais de 40 ônibus elétricos rodam pela região

A São Paulo Transportes (SPTrans) informou que a frota de ônibus elétricos que atende as áreas da Vila Prudente, São Lucas e Mooca é composta por mais de 40 veículos, distribuídos em 12 linhas.

Além do impacto ambiental, todos os coletivos contam com ar-condicionado, tomadas USB e Wi-Fi.

Algumas das linhas na região atendidas pela nova frota são: 2101/41 – Praça Silvio Romero/ Terminal Vila Prudente; 3139/10 – Jd. Vila Formosa / Praça João Mendes; 4726/10 – Mooca / Metrô Tatuapé; 407F/10 – Terminal São Mateus / Metrô Belém; 514T/10 – Terminal Sacomã / Conjunto Hab. Teotônio Vilela; 3414/10 – Vila Dalila / Terminal Pq. D. Pedro II; 3539/10 – Cidade Tiradentes / Metrô Bresser.

 

 

 

Capital ultrapassa a marca de mil ônibus elétricos

A Prefeitura chegou a um marco histórico na mobilidade sustentável do Brasil ao entregar nesta segunda-feira, dia 3, 60 novos ônibus elétrico da frota municipal de transportes públicos. A capital soma agora 1.009 coletivos movidos a energia limpa — sendo 820 a bateria e 189 trólebus —, que representam redução de 35 milhões de litros de óleo diesel consumidos por ano.

Levando em conta somente os 60 novos ônibus incorporados à rede, deixarão de ser consumidos 2,1 milhões de litros de diesel por ano, o que representa 5,2 mil toneladas de CO₂ a menos na atmosfera — equivalente ao plantio de 6.400 árvores por ano.

Além do impacto ambiental, todos contam com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e sistema de monitoramento SmartSampa, que já conecta 35 veículos à central de segurança da Prefeitura.

Para o funcionamento dos ônibus, a Prefeitura buscou um sistema pioneiro de armazenamento de energia elétrica nas garagens: o BESS (Battery Energy Storage System) que atua como um “powerbank gigante”, capaz de acumular energia nos horários de menor consumo e recarregar as baterias dos ônibus de forma mais eficiente, evitando sobrecarga na rede e garantindo a operação contínua da frota.

Segundo o prefeito, a adoção dessa tecnologia resolve um dos principais gargalos para a expansão do transporte elétrico. “Encontramos uma solução nacional para o carregamento das baterias. Hoje temos energia garantida, ônibus sendo fabricados no Brasil e R$ 6 bilhões levantados para ampliar a frota. Agora São Paulo pode acelerar de vez nessa transição limpa”, destacou o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Os investimentos, que contam com financiamento do BNDES e do Banco do Brasil, fazem parte do Programa de Metas 2025–2028.

A capital soma agora 1.009 coletivos movidos a energia limpa (Fotos: JFDiorio/Secom)

 

 

EDITORIAL: Crise hídrica

Faltando menos de dois meses para o início do verão e com São Paulo enfrentando até frio em plena primavera, a situação dos reservatórios e mananciais do Sistema Integrado Metropolitano continua bastante preocupante. É o terceiro ano consecutivo com chuvas abaixo da média. O nível das represas segue em torno de 28% da capacidade total.

Diante desse cenário, o Governo do Estado anunciou no último dia 24, um novo modelo de contingência que pode chegar a 16 horas de restrição do abastecimento, além da utilização do chamado volume morto e até rodízio de água, em um cenário mais extremo, diante do risco de colapso. As medidas foram elaboradas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, no Comitê Estadual de Mudanças Climáticas.

A nova metodologia estabelece sete faixas de atuação, de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem. Atualmente São Paulo se encontra na faixa 3. Desde 20 de setembro, o Governo do Estado já autorizou a ampliação de oito para dez horas, o período em que a Sabesp pode reduzir a pressão de água no período noturno. A medida está sendo aplicada das 19h às 5h.
Já nas faixas 4, 5 e 6, os cenários são de contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas. Por fim, na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões.

Foi garantido que para assegurar previsibilidade, as novas restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Além das medidas anunciadas, o Governo do Estado faz desde agosto campanhas de conscientização da população para a redução do consumo de água, destacando a importância de medidas simples, como a contenção de vazamentos, o uso de chuveiros eficientes, máquinas de lavar com carga completa, entre outras. É melhor usar com moderação do que correr o risco de não conseguir tomar banho em pleno verão, entre outros inconvenientes e perigos do desabastecimento.

Moradores cobram recapeamento em rua do Jardim Independência

Quem reside ou trafega pela rua Santana do Araguaia, no Jardim Independência, não consegue entender como a via ainda não foi contemplada no programa de recapeamento da Prefeitura. A rua começa nos fundos do muro da Subprefeitura de Vila Prudente e termina na avenida do Oratório.

“Além do asfalto estar desgastado, está repleto de ondulações e remendos. É um absurdo largarem uma via neste estado e ainda alegarem que não precisa de recapeamento”, esbraveja o morador Wagner Pereira. “Recentemente, remendaram mais alguns trechos e continua tudo muito ruim”, completa.

Outra moradora da via, que preferiu não se identificar, não entende porque apenas a rua Dr. Dino, no mesmo bairro, recebeu novo asfalto. “A Dr. Dino cruza a Santana do Araguaia, quando a gente está dirigindo e passa de uma rua para a outra é um choque de realidade. Muito mal planejado esse recapeamento pela metade da Prefeitura. Todo mundo no bairro paga impostos”, reclama.

A Folha cobrou a Secretaria das Subprefeituras duas vezes sobre o novo asfalto, tanto em 25 de setembro como em 29 de outubro, a reposta foi que “por enquanto, a via não está incluída no programa de recapeamento”. Alegou ainda que foram executados reparos pontuais na rua Santana do Araguaia em outubro, mas não respondeu sobre a nova reclamação dos moradores sobre a ineficácia desses serviços executados neste mês.

Queixas de excesso de remendos na rua Santana do Araguaia

 

 

Ato contra terceirização do CAPS Vila Prudente

Na manhã da terça-feira, dia 28, ocorreu manifestação em frente à Supervisão Técnica de Saúde da Vila Prudente, na praça do Centenário, contra a proposta da Prefeitura de privatizar o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Vila Prudente, que atende adultos. Também foi cobrada a convocação de profissionais para compor o quadro da unidade.

O ato foi realizado pelo Conselho Gestor do CAPS com o apoio de movimentos populares de saúde e do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep). Entre as justificativas apresentadas para o protesto, foi alegado que as unidades que são entregues para gestão terceirizada das Organizações Sociais da Saúde (OSS) “têm piora no atendimento à população, pois há giro dos profissionais de saúde que não são mais fixos”. Com isso, segundo as queixas, os pacientes não conseguem seguir o tratamento com o mesmo profissional e enfrentam dificuldades para avançar no tratamento.

O grupo defende que o CAPS Vila Prudente deve seguir sob gestão pública direta e afirma que após assembleia, com usuários, trabalhadores e familiares de pacientes, ficou decidido se opor à terceirização.

Sobre o quadro defasado de profissionais, a dirigente do Sindsep, Flávia Anunciação, denunciou que há um concurso vigente com 23 mil aprovados e que “falta apenas a decisão política do secretário de Saúde”.

Os CAPSs oferecem cuidados às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo dependentes de álcool e outras drogas.

A Folha pediu uma posição da Secretaria Municipal de Saúde que, por meio da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste, respondeu que “o CAPS II Adulto Vila Prudente está na administração direta e que, até o momento, não foi definida a transição para contrato de OS”. Foi afirmado ainda que a direção do equipamento permanece à disposição para o que for necessário.

 

Homenagens na Distrital Mooca da Associação Comercial

A reunião ordinária da Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo foi festiva na noite da quinta-feira, dia 23. A entidade rendeu homenagens aos bairros de Vila Prudente e Vila Zelina que fazem aniversário neste mês de outubro.

Representando a Vila Prudente foi homenageado o presidente da Folha e do Círculo de Trabalhadores, Newton Zadra. Fundador, diretor e redator da Folha desde 1992, destaca como uma das grandes conquistas na região a criação do Parque de Vila Prudente. Projeto idealizado por ele e que se tornou realidade graças ao seu espírito combativo. Também foi decisivo para encampar a luta através do jornal para manutenção do traçado da Linha 2-Verde de metrô até a Vila Prudente, pois o Governo do Estado tinhas planos de desviar para o ABC paulista.

Uma curiosidade é que ele também fundou na região a Zadra Indústria Mecânica que por muito tempo esteve envolvida com os projetos dos foguetes Sonda e o Veículo Lançador de Satélites (VLT) do Centro Tecnológico da Aeronáutica. Zadra recebeu uma placa das mãos do superintendente da Distrital Mooca, Anderson Festa. A subprefeita de Vila Prudente, Elisete Aparecida Mesquita, também estava presente no evento.

Newton Zadra e o superintendente da Distrital Mooca, Anderson Festa

 

Mais destaques

A  Distrital Mooca prestou homenagem ainda para a comerciante e moradora da Vila Zelina, Nádia Dzigan, da Mil Delícias. Além de proprietária da loja de tortas e bolos, é filha de Alana e Victor que em 1977 montaram uma rotisserie no bairro que acabou se tornando ponto de encontro dos imigrantes vindos da Lituânia, Ucrânia e de outros países bálticos e do leste europeu.

Foram homenageados também o casal Márcia Cristina Guerra Rybka e Jorge Rybka, cônsules Honorários da Ucrânia em São Paulo. Jorge é filho de imigrantes ucranianos que encontraram na Vila Zelina um novo lar. Márcia é neta de ucranianos. Os dois integram o Grupo de Danças Folclóricas Ucranianas Kyiv que se apresenta neste domingo na Festa de Aniversário da Vila Zelina.

No centro, Nádia Dzigan, da Mil Delícias, e a sua mãe Alana

 

Anderson Festa e os cônsules Honorários da Ucrânia, Márcia Cristina e Jorge Rybka

 

 

Prefeitura inaugura Ecoponto Têxtil no Brás

O Brás é o maior polo de moda e atacado da América Latina, reunindo mais de seis mil indústrias têxteis e lojas de confecção e recebendo até 200 mil pessoas por dia. Porém, mensalmente são descartados irregularmente nas ruas da região cerca de 300 toneladas de resíduos têxteis, o que causa uma série de transtornos. Com o objetivo de resolver esse problema, a Prefeitura inaugurou nesta segunda-feira, dia 20, o primeiro Ecoponto Têxtil da cidade.

O espaço funciona 24 horas e tem capacidade para receber as 300 toneladas de resíduos que a Prefeitura precisava coletar das ruas todo mês. O material entregue ao ecoponto será encaminhado para tratamento e transformado em Combustível Derivado de Resíduo (CDR), que pode ser utilizado para alimentar fornos industriais de cimento, cal ou biomassa, substituindo os combustíveis fósseis e minerais, que prejudicam o meio ambiente.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), o Ecoponto era uma demanda antiga dos empresários da região. “Com o encaminhamento correto, o material pode ser reaproveitado. Além disso, acaba com a desculpa de jogar o lixo de forma errada. Quando você tem o descarte correto e regular, elimina as enchentes, evita focos indesejados de animais e melhora a circulação e a viabilidade do bairro”, ressaltou.

O Ecoponto Têxtil Brás aceita apenas resíduos têxteis. Fica na rua Cachoeira, 958, Catumbi – área da Subprefeitura Mooca.

Espaço funciona 24 horas na rua Cachoeira, 258. Fotos: Renato Pinheiro/Secom

Garrafas apreendidas na Vila Formosa são destruídas e recicladas

Mais de 100 mil garrafas vazias de bebidas alcoólicas que seriam reutilizadas para adulteração e falsificação foram destruídas em São Paulo. Os vasilhames foram apreendidos no início do mês pela Polícia Civil em um galpão clandestino na Vila Formosa. A Justiça autorizou a destruição do material. Segundo o Governo do Estado, são sete toneladas de vidro encaminhadas para o processo de reciclagem.

Primeiro as garrafas foram destruídas de forma manual em um pátio na Zona Leste, onde estavam guardadas desde a apreensão. Depois, foram encaminhadas para a empresa O-I Glass, onde os vasilhames passaram por uma segunda etapa de destruição, limpeza e divisão por cores. Após o procedimento, o material foi pesado e enviado para um forno a 1500º, se transformando para o estado líquido.

“Cada máquina vai fazer um produto diferente. O vidro é o único material do mundo que é 100% reciclável”, explica Maurício de Moraes, gerente da fábrica São Paulo da O-I Glass.

A empresa leva em média três dias para fazer todo o procedimento de reciclagem. “Para o meio ambiente, é extremamente importante. Reciclando, você evita retirar matérias-primas e minerais da natureza, economiza energia e evita ocupar espaços nos lixões”, ressalta Moraes.

Garrafas foram achadas em galpão clandestino. Fotos: Governo do Estado
Linha 16: Consulta pública aberta até novembro

O Governo do Estado mantém até 7 de novembro a consulta pública para o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) da Linha 16-Violeta de metrô, cujo traçado chegará até a Mooca.

A população pode fazer sugestões para melhorias da proposta através do e-mail: ppplinha16@sp.gov.br. Necessário usar o formulário modelo disponibilizado na página do projeto no site da Secretaria de Parceria e Investimentos (aba Audiência e Consulta Pública). Também ocorreram audiências públicas.

Conforme a Folha já abordou, a Linha 16 vai beneficiar a Mooca e região com as futuras estações São Carlos, Paes de Barros e Vila Bertioga, entre outras; porém empresários da avenida Henry Ford estão mobilizados para alterar o projeto do pátio de manutenção e estacionamento de trens do ramal. Afirmam ser favoráveis à linha, mas temem dezenas de desapropriações e fechamento de empresas. Sugerem outra área na avenida Presidente Wilson.

O Governo do Estado alega que o pátio terá impacto menor que o planejado, com cerca de 100 mil m², e que também atrairá empregos.