Pianista da Vila Prudente brilha no exterior

A música encantou Angelina Gregorio desde a infância. Sentada no banco da igreja com os pais, observava atentamente o órgão. As primeiras aulas de musicalidade começaram aos 5 anos na própria igreja e aos 8 anos, a irmã que ministrava o curso avisou que a menina devia alçar voos maiores. Estava certíssima.

Angelina fez as concorridas seletivas da Escola de Música de São Paulo (EMESP) Tom Jobim e foi aprovada. Atualmente, aos 14 anos, está no segundo ciclo (de três) do curso de piano e já soma diversas premiações nacionais e internacionais. A mais recente delas, o primeiro lugar no concurso Golden Classic Award, lhe rendeu o convite para se apresentar e receber o prêmio em um templo da música: o Carnegie Hall, em Nova Iorque. Era a única brasileira concorrendo.

A grande apresentação ocorreu em dezembro. Ela tocou uma obra de Frédéric Chopin. “Foi um momento único e uma enorme honra. O público foi muito receptivo e fui aplaudida de pé”, conta emocionada. O destaque já rendeu novos convites para concursos internacionais em Portugal e Tokio.

Muito centrada e madura, Angelina sempre faz questão de agradecer a professora da EMESP, Iracele Livero, e os pais Betoven Gregorio e Carmem Vanina que não medem esforços para garantir a melhor formação para a filha. Aluna do Colégio João XXIII, também recebe apoio da direção do Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente. “É um diamante! Queremos ajudar a lapidar e garantir que ela realize os seus sonhos. É um orgulho ter um talento desses na Vila Prudente e em nosso colégio”, destaca o presidente da entidade, Newton Zadra.

Além do Ensino Médio, que inicia neste ano; Angelina quer se aprofundar em cursos de idiomas e, claro, seguir firme nos estudos de piano, ao qual se dedica por cerca de seis horas diárias em casa e tem aulas na EMESP duas vezes por semana. Vencidas essas etapas, almeja pleitear vaga para graduação em renomadas faculdades de música do exterior. Talento e determinação não faltam para sonhar alto.

Jardins continuam cinzas na Praça do Centenário

Em meados de setembro do ano passado, a Subprefeitura Vila Prudente resolver fazer a segunda reforma em dois anos na praça do Centenário de Vila Prudente, mas o espaço segue alvo de duras críticas desde então. O motivo é a falta de verde na praça, por causa das estruturas de concreto que preencheram todas as áreas dos jardins.

“Parece tudo chão, não tem mais jardim. Quando a gente pensa que já viu todo tipo de aberração, a Prefeitura consegue se superar. Estragaram a praça!”, esbraveja o aposentado João Heitor Santos, que reside nos arredores. “Pensamos que a grama ia cobrir esse cimento, mas até agora nada. Está horrível”, completa.

As estruturas de concreto tão criticadas são chamadas de ‘concretograma’ ou ‘pisograma’ pela Prefeitura – justamente porque uma das “funções” é permitir que as pessoas possam trafegar pelo jardim, embora a praça do Centenário seja bem servida de calçadas e passeios internos.

Diante das reclamações, a Folha procurou mais uma vez a Secretaria das Subprefeituras que, na tarde de ontem, enviou a resposta da Subprefeitura Vila Prudente: “a Praça do Centenário foi escolhida para ser reformada com a presença do concretograma como forma de proteger o gramado, já que era uma passagem permanente de pedestres. O conceito de jardim para pisar surgiu como uma alternativa viável e econômica, permitindo a reorganização ao longo do tempo, conforme o crescimento das árvores”. A nota diz ainda: “é um projeto que melhora a drenagem, evitando o acúmulo de água e, assim, evitando acidentes causados por um piso escorregadio. O total investido na reforma foi de R$ 4.200,00, tendo benefício a longo prazo, com menor necessidade de manutenção e maior durabilidade, tornando a técnica econômica”.

Árvores sufocadas

Quando publicou a primeira matéria sobre a reforma em outubro passado, a Folha denunciou algumas árvores “sufocadas” em meio ao concreto. Na ocasião, a Subprefeitura alegou que a próxima etapa seria “o alargamento das estruturas em volta das espécies arbóreas”. A reportagem voltou ao local nesta semana e nada foi feito.

 

Vendaval: força-tarefa em praça na Vila Ema

No início da tarde da última terça-feira, dia 7, a região foi severamente atingida por fortes ventos, de até 75 km/h, acompanhados de chuva intensa. O fenômeno deixou um rastro de destruição em vários locais, especialmente na região da Vila Ema e São Lucas.

Logo após o vendaval, a Folha começou a receber diversos relatos da situação caótica na praça Emma Nothmann. A área verde e ruas próximas pareciam um cenário de guerra com diversas árvores e galhos despencados por toda parte, além de postes de energia elétrica desabados. Angustiados, moradores do bairro mostravam que restaram poucas árvores em pé.

Segundo a Subprefeitura Vila Prudente, foi necessária uma força-tarefa com o auxílio das subprefeituras Mooca, Vila Mariana e Sapopemba, além da Secretaria das Subprefeituras e do Departamento de Zeladoria Urbana, para agilizar os trabalhos de recuperação e minimizar os impactos aos moradores do entorno e ruas próximas, que enfrentaram ainda desabastecimento de energia elétrica e água. Equipes da Enel e da Sabesp também tiveram muito trabalho no local.

Ainda de acordo com a Subprefeitura Vila Prudente, foram 34 horas de trabalhos contínuos para enfrentar a situação caótica. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) também foi acionada no apoio por causa da penumbra no trecho.

Mais destruição

A cidade ficou em estado de atenção das 12h25 às 14h25. Na região, a rajada de vento mais intensa foi registrada por volta das 13h10.
Na altura do número 5.600 da avenida Anhaia Mello o trânsito chegou a ficar interrompido por causa da queda de uma enorme árvore.

Na rua Luís Romanini, travessa da rua Camilo Haddad, próxima à estação da Linha 15-Prata, telhas voaram e atingiram veículos na via. Também houve relatos de imóveis destelhados na Vila Ema e Parque São Lucas. Muitos consumidores enfrentaram horas sem energia elétrica e rede de internet.



Fotos: Subprefeitura Vila Prudente

Obras de novo parque na Mooca atrasam

No início de junho do ano passado, a Prefeitura promoveu evento na Mooca com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do então secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Ravena, para mostrar o início das obras de construção do Parque da Mooca, no antigo terreno da Esso, entre as ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis. Durante o evento, antes das eleições e rodeado de vereadores da base aliada, Nunes e Ravena afirmaram e reafirmaram que o parque seria entregue ainda em 2024 – mais precisamente em agosto, para “comemorar o aniversário da Mooca”.

Em agosto, a Folha cobrou a data da inauguração e a resposta foi que a obra estava atrasada. O ano chegou ao fim e os trabalhos no terreno continuam bastante atrasados.

Questionada, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente respondeu à Folha que a nova previsão é que “o parque será entregue no primeiro semestre de 2025”. Ainda segundo a Secretaria, “a empresa responsável pela doação, Barão de Monte Santo Incorporadora, solicitou uma prorrogação de 180 dias do cronograma inicial para entrega das obras”.

O Parque da Mooca será construído em menos da metade do espaço pleiteado pela comunidade. A Folha, que iniciou a luta pela área verde no local há mais de 20 anos, sempre defendeu que o parque ocupasse os quase 100 mil m² do terreno como forma de compensação pela grave contaminação ambiental sofrida no local (foram anos de remediação do solo) e também para amenizar o clima cada vez mais árido da Mooca. Porém, a maior parte do espaço será ocupada por novos prédios.
Prefeito define secretariado da nova gestão

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) definiu os secretários municipais que compõem a equipe de governo da Prefeitura na gestão iniciada em 1º de janeiro de 2025.

Os titulares de algumas pastas foram mantidos nos cargos, como os secretários Luiz Carlos Zamarco, na Secretaria de Saúde; Fernando Padula, na Secretaria de Educação; e Silvia Grecco, na Secretaria da Pessoa com Deficiência. Também permanecem no novo mandato os secretários Edson Aparecido, na Secretaria de Governo; Marcela Arruda, em Gestão; e Marcos Monteiro, na pasta de Infraestrutura e Obras.

Luis Felipe Vidal Arellano também continua no comando da Secretaria de Fazenda e Bete França segue como secretária de Urbanismo e Licenciamento. Rui Alves permaneceu na Secretaria de Turismo, assim como Daniel Falcão na Controladoria Geral do Município.

Mudanças

Nunes anunciou Gilmar Miranda como secretário de Mobilidade e Trânsito e a advogada Eunice Prudente como titular da Secretaria da Justiça – ela ocupava a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho na gestão passada. O novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho é o vereador Rodrigo Goulart. O também vereador Sidney Cruz foi anunciado secretário da Habitação.

O ex-prefeito de Osasco, Rogério Lins, assumiu a Secretaria de Esportes. Para a Secretaria de Segurança Urbana, o escolhido foi Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo do Campo. Já o ex-prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, foi nomeado para Secretaria de Verde e do Meio Ambiente.

Totó Parente foi escolhido para comandar a Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Para a Comunicação da Prefeitura, Nunes anunciou o jornalista Fábio Portela.

A advogada Regina Santana, que era titular da Secretaria de Cultura, passou a comandar a pasta de Direitos Humanos. Eliana Gomes é a nova secretária de Assistência e Desenvolvimento Social.

O prefeito também realizou algumas mudanças internas nos comandos das pastas: Fabrício Cobra sai da Secretaria da Casa Civil e vai para a Secretaria de Subprefeituras. No seu lugar, assume o secretário executivo de Relações Institucionais, Enrico Misasi.

Clodoaldo Pelissioni, secretário adjunto de Governo, comandará a nova Secretaria de Planejamento e Eficiência.

A advogada Ângela Gandra assume a Secretaria de Relações Internacionais e o economista Celso Jorge Caldeira a Secretaria de Transportes.

O antigo secretário de Habitação, Milton Alves, assumiu a secretaria de Inovação e Tecnologia.

A advogada Luciana Sant’Ana Nardi é a nova Procuradora Geral do Município.

Metrô, trem e ônibus: tarifas sobem em 6 de janeiro

A tarifa do transporte sobre trilhos em São Paulo passa a ser de R$ 5,20 a partir do dia 6 de janeiro, um aumento de R$ 0,20 em relação ao preço atual.

É o segundo aumento de passagem em dois anos na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos): em dezembro de 2023, o Governo do Estado elevou o valor de R$ 4,40 para R$ 5 a partir  janeiro de 2024.

A Prefeitura também anunciou que a tarifa de ônibus pula dos atuais R$ 4,40 para R$ 5 em 6 janeiro.

A atualização será de 13,6% e a Prefeitura defende que o índice está abaixo da inflação acumulada desde o último aumento, em janeiro de 2020, na casa dos 32% de acordo com o IPCA. O governo afirma que todas as gratuidades existentes estão mantidas, bem como a integração entre até quatro ônibus em um período de três horas.