Linhas do Metrô começam a funcionar 24 horas aos sábados

As quatro linhas operadas pelo Metrô vão passar a funcionar 24 horas aos sábados. A iniciativa será feita em regime experimental, sempre de sábado para domingo, começando já neste dia 6 de dezembro e seguindo por todos os fins de semana até fevereiro de 2026 neste período de avaliação.

De acordo com o Metrô, o objetivo é analisar a demanda potencial, a viabilidade técnica e operacional, bem como possíveis ajustes, para atender a uma antiga demanda de passageiros e turistas que apreciam as atrações da noite paulistana, bem como os trabalhadores de estabelecimentos que funcionam nesses horários.

A operação 24 horas vai permitir que os passageiros embarquem e desembarquem em todas as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata ao longo da madrugada. Não haverá possibilidade de transferência para as demais linhas de metrô operadas por concessionárias e trem, que estarão fechadas.

Os trens irão circular da 0h às 4h40, com intervalos entre 20 e 30 minutos entre as composições, dependendo da necessidade. Excepcionalmente nos trechos da Linha 2-Verde entre as estações Vila Madalena e Clínicas e entre Sacomã e Vila Prudente, os trens vão operar por uma única via, nos dois sentidos.

Já na Linha 15-Prata, neste primeiro fim de semana o atendimento de madrugada será feito por ônibus gratuito do sistema PAESE, devido aos testes com o trem da nova frota. Após o teste, a oferta será avaliada e poderá ser redimensionada para a atender a demanda do horário nos fins de semanas seguintes.

Ônibus tomba na rua Solidônio Leite

Um ônibus da empresa Movebuss tombou no início da tarde da quarta-feira, dia 3, na rua Solidônio Leite, na Vila Ema. Duas pessoas que estavam dentro do coletivo ficaram feridas e precisaram ser socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A via ficou interditada nos dois sentidos.

A Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a São Paulo Transportes (SPTrans) informaram que o veículo operava pela linha 4729/10 Parque Bancário – Metrô Belém, quando tombou no sentido bairro.

A SMT e a SPTrans informaram também que uma equipe do Programa de Redução de Acidentes de Transporte apura a ocorrência. Foi ressaltado que a manutenção dos veículos é de responsabilidade das concessionárias e todos os ônibus passam por vistoria mecânica junto à SPTrans, ao menos, duas vezes por ano. Além da vistoria periódica, são realizadas 80 convocações aleatórias todos os dias, para verificação das condições dos veículos. Quando detectadas irregularidades em itens que influenciam a segurança do ônibus, ele é lacrado e liberado somente após o reparo, que deve ser aprovado em nova avaliação.

 

Linha 16: Associação da Mooca questiona traçado

A Associação Avenida Henry Ford, Mooca e Região fez mais uma movimentação para questionar o Governo do Estado sobre os estudos da Linha 16-Violeta de metrô, cujo projeto inclui a Mooca com as paradas São Carlos, Paes de Barros, Vila Bertioga e Álvaro Ramos, além de um pátio para manutenção e estacionamento de trens na Henry Ford. O grupo de empresários da região teme dezenas de desapropriações e o consequente fechamento de empresas e demissões de trabalhadores, além da degradação que o pátio pode provocar nos arredores.

Com o encerramento da consulta pública da Linha 16, a Associação informou que protocolou um documento com 29 contribuições formais à Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI). O material aponta dúvidas nos estudos oficiais que embasam a desapropriação de parte das empresas da Henry Ford, que segundo a entidade é “o maior polo industrial ativo da cidade”.

De acordo com a Associação, o impacto econômico e social da remoção de empresas da região da Mooca, que abriga 228 companhias, emprega mais de 15 mil pessoas e movimenta R$ 9 bilhões ao ano, pode ter sido subestimado, sobretudo, se esses indicadores forem comparados a áreas alternativas com menor densidade de empresas instaladas e empregos.

Além das imediações da avenida Presidente Wilson, indicada pela Associação durante as audiências públicas realizadas em outubro, também foi mencionado o antigo complexo da Cia. Antártica como alternativas para o pátio.

Além do material apresentado à SPI, a Associação protocolou pedido de abertura de processo administrativo na Casa Civil do Governo do Estado. O documento reúne argumentos econômicos, sociais e urbanísticos que, na visão da entidade, tornam inadequada a instalação do pátio na região da Henry Ford. “Solicitamos rigor técnico e avaliação efetiva das alternativas, com o objetivo de atender ao interesse público e preservar a vitalidade econômica da Mooca”, conclui o presidente da entidade, Anderson Festa.