Capital ultrapassa a marca de mil ônibus elétricos

A Prefeitura chegou a um marco histórico na mobilidade sustentável do Brasil ao entregar nesta segunda-feira, dia 3, 60 novos ônibus elétrico da frota municipal de transportes públicos. A capital soma agora 1.009 coletivos movidos a energia limpa — sendo 820 a bateria e 189 trólebus —, que representam redução de 35 milhões de litros de óleo diesel consumidos por ano.

Levando em conta somente os 60 novos ônibus incorporados à rede, deixarão de ser consumidos 2,1 milhões de litros de diesel por ano, o que representa 5,2 mil toneladas de CO₂ a menos na atmosfera — equivalente ao plantio de 6.400 árvores por ano.

Além do impacto ambiental, todos contam com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e sistema de monitoramento SmartSampa, que já conecta 35 veículos à central de segurança da Prefeitura.

Para o funcionamento dos ônibus, a Prefeitura buscou um sistema pioneiro de armazenamento de energia elétrica nas garagens: o BESS (Battery Energy Storage System) que atua como um “powerbank gigante”, capaz de acumular energia nos horários de menor consumo e recarregar as baterias dos ônibus de forma mais eficiente, evitando sobrecarga na rede e garantindo a operação contínua da frota.

Segundo o prefeito, a adoção dessa tecnologia resolve um dos principais gargalos para a expansão do transporte elétrico. “Encontramos uma solução nacional para o carregamento das baterias. Hoje temos energia garantida, ônibus sendo fabricados no Brasil e R$ 6 bilhões levantados para ampliar a frota. Agora São Paulo pode acelerar de vez nessa transição limpa”, destacou o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Os investimentos, que contam com financiamento do BNDES e do Banco do Brasil, fazem parte do Programa de Metas 2025–2028.

A capital soma agora 1.009 coletivos movidos a energia limpa (Fotos: JFDiorio/Secom)

 

 

EDITORIAL: Crise hídrica

Faltando menos de dois meses para o início do verão e com São Paulo enfrentando até frio em plena primavera, a situação dos reservatórios e mananciais do Sistema Integrado Metropolitano continua bastante preocupante. É o terceiro ano consecutivo com chuvas abaixo da média. O nível das represas segue em torno de 28% da capacidade total.

Diante desse cenário, o Governo do Estado anunciou no último dia 24, um novo modelo de contingência que pode chegar a 16 horas de restrição do abastecimento, além da utilização do chamado volume morto e até rodízio de água, em um cenário mais extremo, diante do risco de colapso. As medidas foram elaboradas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, no Comitê Estadual de Mudanças Climáticas.

A nova metodologia estabelece sete faixas de atuação, de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem. Atualmente São Paulo se encontra na faixa 3. Desde 20 de setembro, o Governo do Estado já autorizou a ampliação de oito para dez horas, o período em que a Sabesp pode reduzir a pressão de água no período noturno. A medida está sendo aplicada das 19h às 5h.
Já nas faixas 4, 5 e 6, os cenários são de contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas. Por fim, na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões.

Foi garantido que para assegurar previsibilidade, as novas restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Além das medidas anunciadas, o Governo do Estado faz desde agosto campanhas de conscientização da população para a redução do consumo de água, destacando a importância de medidas simples, como a contenção de vazamentos, o uso de chuveiros eficientes, máquinas de lavar com carga completa, entre outras. É melhor usar com moderação do que correr o risco de não conseguir tomar banho em pleno verão, entre outros inconvenientes e perigos do desabastecimento.