Metrô: estudos para estações na Mooca

O Governo do Estado deu mais um passo para a implantação da Linha 16-Violeta de metrô, que pode atender a Mooca e arredores com quatro estações: São Carlos, Paes de Barros, Vila Bertioga e Álvaro Ramos.

No último dia 7, a Secretaria de Parcerias em Investimentos publicou a autorização para a elaboração dos estudos necessários para a estruturação da concessão para construção, manutenção e operação do futuro ramal metroviário. O material será elaborado pela Acciona Construción S.A.

Serão realizados estudos de viabilidade técnica, jurídica e econômico-financeira para uma parceria público-privada (PPP). O Estado vai investir R$ 42,3 milhões nesses estudos.

A etapa seguinte do processo é a preparação da modelagem, seguida da realização das audiências e consultas públicas, publicação do edital e realização do leilão.

Conhecida também como a “Linha dos Parques”, o novo ramal terá estações próximas aos parques do Ibirapuera, Aclimação e Independência, no Ipiranga. Ao todo, serão 32 km de extensão e 25 estações, desde a estação Oscar Freire, na Zona Oeste, até Cidade Tiradentes, na Zona Leste.

A futura Linha 16 contará com oito integrações: Linha 1-Azul na estação Ana Rosa; Linha 2-Verde nas estações Ana Rosa e Anália Franco; Linha 4-Amarela na estação Oscar Freire; Linha 10-Turquesa na estação São Carlos; Linha 14 Ônix na estação Santa Marcelina; Linha 15-Prata em Cidade Tiradentes; e com a futura Linha 19-Celeste, na estação Jardim Paulista.

Linha 6-Laranja

No final de 2024, o Governo do Estado também aprovou a elaboração de estudo para o prolongamento da Linha 6-Laranja da estação São Joaquim até a futura estação São Carlos-Parque da Mooca. A Concessionária Linha Universidade S.A. ficou responsável por fazer a análise técnica e econômica. O projeto prevê a extensão de 4 km e a construção de 4 estações: Aclimação, Cambuci, Monumento e Parque da Mooca, próxima ao viaduto São Carlos, onde haverá interligação com a Linha 10-Turquesa da CPTM. 

 

Pianista da Vila Prudente brilha no exterior

A música encantou Angelina Gregorio desde a infância. Sentada no banco da igreja com os pais, observava atentamente o órgão. As primeiras aulas de musicalidade começaram aos 5 anos na própria igreja e aos 8 anos, a irmã que ministrava o curso avisou que a menina devia alçar voos maiores. Estava certíssima.

Angelina fez as concorridas seletivas da Escola de Música de São Paulo (EMESP) Tom Jobim e foi aprovada. Atualmente, aos 14 anos, está no segundo ciclo (de três) do curso de piano e já soma diversas premiações nacionais e internacionais. A mais recente delas, o primeiro lugar no concurso Golden Classic Award, lhe rendeu o convite para se apresentar e receber o prêmio em um templo da música: o Carnegie Hall, em Nova Iorque. Era a única brasileira concorrendo.

A grande apresentação ocorreu em dezembro. Ela tocou uma obra de Frédéric Chopin. “Foi um momento único e uma enorme honra. O público foi muito receptivo e fui aplaudida de pé”, conta emocionada. O destaque já rendeu novos convites para concursos internacionais em Portugal e Tokio.

Muito centrada e madura, Angelina sempre faz questão de agradecer a professora da EMESP, Iracele Livero, e os pais Betoven Gregorio e Carmem Vanina que não medem esforços para garantir a melhor formação para a filha. Aluna do Colégio João XXIII, também recebe apoio da direção do Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente. “É um diamante! Queremos ajudar a lapidar e garantir que ela realize os seus sonhos. É um orgulho ter um talento desses na Vila Prudente e em nosso colégio”, destaca o presidente da entidade, Newton Zadra.

Além do Ensino Médio, que inicia neste ano; Angelina quer se aprofundar em cursos de idiomas e, claro, seguir firme nos estudos de piano, ao qual se dedica por cerca de seis horas diárias em casa e tem aulas na EMESP duas vezes por semana. Vencidas essas etapas, almeja pleitear vaga para graduação em renomadas faculdades de música do exterior. Talento e determinação não faltam para sonhar alto.

Jardins continuam cinzas na Praça do Centenário

Em meados de setembro do ano passado, a Subprefeitura Vila Prudente resolver fazer a segunda reforma em dois anos na praça do Centenário de Vila Prudente, mas o espaço segue alvo de duras críticas desde então. O motivo é a falta de verde na praça, por causa das estruturas de concreto que preencheram todas as áreas dos jardins.

“Parece tudo chão, não tem mais jardim. Quando a gente pensa que já viu todo tipo de aberração, a Prefeitura consegue se superar. Estragaram a praça!”, esbraveja o aposentado João Heitor Santos, que reside nos arredores. “Pensamos que a grama ia cobrir esse cimento, mas até agora nada. Está horrível”, completa.

As estruturas de concreto tão criticadas são chamadas de ‘concretograma’ ou ‘pisograma’ pela Prefeitura – justamente porque uma das “funções” é permitir que as pessoas possam trafegar pelo jardim, embora a praça do Centenário seja bem servida de calçadas e passeios internos.

Diante das reclamações, a Folha procurou mais uma vez a Secretaria das Subprefeituras que, na tarde de ontem, enviou a resposta da Subprefeitura Vila Prudente: “a Praça do Centenário foi escolhida para ser reformada com a presença do concretograma como forma de proteger o gramado, já que era uma passagem permanente de pedestres. O conceito de jardim para pisar surgiu como uma alternativa viável e econômica, permitindo a reorganização ao longo do tempo, conforme o crescimento das árvores”. A nota diz ainda: “é um projeto que melhora a drenagem, evitando o acúmulo de água e, assim, evitando acidentes causados por um piso escorregadio. O total investido na reforma foi de R$ 4.200,00, tendo benefício a longo prazo, com menor necessidade de manutenção e maior durabilidade, tornando a técnica econômica”.

Árvores sufocadas

Quando publicou a primeira matéria sobre a reforma em outubro passado, a Folha denunciou algumas árvores “sufocadas” em meio ao concreto. Na ocasião, a Subprefeitura alegou que a próxima etapa seria “o alargamento das estruturas em volta das espécies arbóreas”. A reportagem voltou ao local nesta semana e nada foi feito.