São Paulo terá megaferiadão para ampliar isolamento social

A pedido da Prefeitura, a Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira, dia 18, a antecipação de dois feriados municipais para esta semana. A Assembleia deve seguir o mesmo caminho, por sugestão do Governo do Estado, e antecipar um feriado estadual. É mais uma ação para tentar aumentar a adesão ao isolamento social e impedir o colapso do sistema de saúde.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) informou que ainda vai assinar o decreto com os detalhes da medida, mas já confirmou nesta noite em sua conta no Instagram que a capital paulista terá feriados nesta quarta e quinta-feiras, dias 20 e 21, e ponto facultativo na sexta-feira, dia 22. “Teremos pelo menos cinco dias para que o índice de isolamento social esteja próximo ou ainda maior do que os 56% do último domingo”, escreveu Covas. “É um esforço muito importante para que nossos hospitais possam ganhar um pouco de fôlego e atender a todos que precisarem de tratamento”, completou.

Com a aprovação da Câmara foram antecipados os feriados de Corpus Christi, celebrado em 11 de junho, e da Consciência Negra, em 20 de novembro. Agora, os deputados estaduais votarão projeto semelhante que prevê a antecipação do feriado de 9 de julho, quando é comemorado o dia Dia da Revolução Constitucionalista, para a próxima segunda-feira, dia 25.

O governador João Doria (PDSB) informou que será feita uma recomendação para que outras prefeituras da Grande São Paulo antecipem seus feriados municipais para os dias 26 e 27 de maio

Depois do fracasso das duas últimas medidas emergências tentadas em São Paulo – o bloqueio do trânsito em algumas vias e o rodízio de veículos mais rigoroso – a antecipação dos feriados deve ser a última alternativa antes do chamado “lockdown”, confinamento imposto no qual as pessoas só podem sair na rua em caso de emergência.

 

Novos grupos prioritários na campanha de vacinação contra a gripe

Começa hoje, dia 18, mais uma etapa da campanha de vacinação gratuita contra a Influenza. Podem receber a imunização professores da rede pública e privada e adultos de 55 a 59 anos de idade. Desde a semana passada, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, mães no pós-parto até 45 dias e pessoas com deficiência também podem ser vacinadas.

A campanha prossegue até 5 de junho, é destinada a grupos prioritários e acontece em todas as unidades básicas de saúde (UBSs). A campanha contra a gripe começou em 23 de março, priorizando os cidadãos de 60 anos ou mais e os profissionais de saúde. Também já foram vacinados policiais e demais profissionais de forças de segurança, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários. São profissionais atuam nos serviços essenciais e estão mais vulneráveis a contrair os vírus da Influenza. Foram incluídos ainda na campanha pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A vacina contra Influenza não protege do coronavírus, mas vai auxiliar os profissionais de saúde no diagnóstico para a Covid-19 ao descartarem os vários tipos de gripe na triagem da população vacinada.

 

Procon-SP: multas por preços abusivos passam de R$ 3 milhões

Em meio à pandemia de Covid-19, que provocou a diminuição de renda de grande parte da população, outro grande problema é lidar com práticas abusivas de comércios essenciais. A Secretaria Extraordinária de Defesa do Consumidor e o Procon-SP já aplicaram mais de R$ 3 milhões em multas por desacordo ao Código de Defesa do Consumidor.

Os setores que mais sofreram autuações foram as farmácias, com multas em torno de R$ 2,3 milhões; e os supermercados, multados em cerca de R$ 800 mil. Foram no total 12 supermercados, 12 farmácias, oito revendedores de gás e mais dois estabelecimentos comerciais, totalizando 34 até agora.

“A população tem que ser protegida de aumentos abusivos de itens essenciais neste momento de pandemia”, afirma o secretário de Defesa do Consumidor, Fernando Capez.

O Procon fiscalizou nos últimos 40 dias, 2.933 farmácias, supermercados, hipermercados e outros estabelecimentos de 188 cidades paulistas. Deste total, 90% dos locais foram notificados a apresentarem notas fiscais de venda ao consumidor final e de compra junto aos seus fornecedores de álcool em gel (foto) e máscaras de proteção para verificação de eventual aumento abusivo e sem justa causa.

Em menos de um mês, o órgão de defesa do consumidor registrou aumento de 950% nos relatos de preços abusivos – foram 247 denúncias em 16 de março para 2.595 até 11 de maio.

As denúncias podem ser feitas pelo site www.procon.sp.gov.br; pelo aplicativo – disponível para Android e iOS; ou via redes sociais, marcando @proconsp, indicando o endereço ou site do estabelecimento.