Tamanduateí é uma das estações que contará com caixa eletrônico

Até a primeira quinzena de maio, algumas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) terão caixas eletrônicos do Banco 24 horas, que disponibiliza serviços em uma única máquina para quem tem conta nos principais bancos do país. Na região, serão contempladas as estações Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Brás (Linhas 10-Turquesa,11-Coral, 12-Safira e serviço Connect, da Linha 13-Jade) e Tatuapé (Linhas 11-Coral, 12-Safira e Connect da Linha 13-Jade).

A CPTM explicou que trata-se de um projeto-piloto e o objetivo é auxiliar os passageiros que, durante o deslocamento para casa ou trabalho, poderão pagar contas, consultar o saldo e o extrato bancário, sacar dinheiro e realizar transferências eletrônicas. Nesse período de pandemia, evita a ida a uma agência bancária.

Pelo projeto-piloto, além das estações na região, também receberão o serviço: Palmeiras-Barra Funda (Linhas 7-Rubi e 8-Diamante), Osasco e Pinheiros (Linha 9-Esmeralda). No total, serão instalados 16 caixas na área livre e área paga das estações.

Covid-19: Prefeitura atualiza óbitos por distritos

 

A Prefeitura atualizou os números de óbitos confirmados e suspeitos (aguardam resultado do teste) por distritos da cidade de São Paulo. Os dados foram computados até a última sexta-feira, dia 24. A Brasilândia, na Zona Norte, é a região com mais mortes: são 81 no total, sendo 31 confirmadas para Covid-19 e 50 em investigação. Na sequência da Brasilândia aparece o distrito de Sapopemba, vizinho da Subprefeitura de Vila Prudente. O Sapopemba registra 77 óbitos, sendo 23 confirmados e 54 aguardando a prova.

A área da Subprefeitura de Vila Prudente soma 68 mortes. São 41 no distrito de São Lucas – 14 confirmadas e 27 suspeitas; e 27 no distrito de Vila Prudente – 10 confirmadas e 17 suspeitas.

Ao lado da Vila Prudente, o distrito do Ipiranga tem 36 óbitos, sendo 22 confirmados e 14 em investigação.

Na região da Subprefeitura Mooca são 128 mortes. O distrito com mais ocorrências é Água Rasa, que soma 39 mortes, das quais 19 são confirmadas para Covid-19 e 20 suspeitas. No Tatuapé são 26 mortes, 15 delas confirmadas e 11 suspeitas. O distrito da Mooca soma 25 óbitos – 15 confirmados e 10 aguardando prova. Belém tem 20 mortes, sendo metade confirmadas e metade suspeitas. Brás e Pari registram nove óbitos cada. No Brás são quatro confirmados e cinco suspeitos e no Pari são três confirmados e seis suspeitos.

São Pedro recebe gavetas para cemitério vertical

O Cemitério São Pedro também conhecido como Cemitério de Vila Alpina começou a receber gavetas biosseguras para sepultamentos. Conforme a Folha levantou, o cemitério vertical terá capacidade para mil corpos. 

A medida faz parte do plano de contingenciamento apresentado ontem pela Prefeitura para evitar o apagão funerário durante o aumento da demanda, em decorrência de óbitos da Covid-19. A cidade de São Paulo é o epicentro de casos de contaminação pelo novo coronavírus e mortes no Brasil.

Mesmo antes da pandemia, a criação de mais vagas para sepultamentos no Cemitério São Pedro era uma necessidade urgente. Matéria da Folha em janeiro mostrou que vários pedidos de sepultamentos estavam sendo negados na Vila Alpina.

“A nossa preocupação é de estarmos preparados para organizar e minimizar a dor das famílias, para que elas possam dar um sepultamento digno aos entes que serão perdidos. Por isso, elaboramos este Plano de Contingência, para que a gente possa ter um funcionamento adequado do sistema funerário na cidade”, disse o prefeito Bruno Covas durante a apresentação do plano ontem.

A Prefeitura afirma que já adotou ações que possibilitam a realização de 400 sepultamentos por dia na cidade, seguindo os protocolos de segurança. A média histórica de enterros em São Paulo é de cerca de 240 por dia no período mais quente do ano e nos meses de inverno, esse número chega a 300 por dia.

Ao lado do Cemitério São Pedro, o Crematório da Vila Alpina também receberá o suporte de duas câmaras refrigeradas para armazenar urnas funerárias. Cada câmara terá capacidade para acolher 20 caixões.

Apesar do plano da Prefeitura, o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo pede mais transparência do governo municipal diante dos números de óbitos por Covid-19. Afirma que a quantidade de sepultamentos com regras rígidas de segurança aumentou muito, principalmente no Cemitério de Vila Formosa, mas os servidores municipais e terceirizados não estão devidamente amparados e ainda faltam equipamentos de proteção.

Mais medidas

Conforme o novo plano da Prefeitura para o Serviço Funerário, os sepultamentos poderão acontecer depois das 18h. A realização de velórios para vítimas de Covid-19 está suspensa a partir de amanhã, dia 25 – até então a cerimônia não eram recomendada, mas caso a família fizesse questão, ocorria rapidamente com o caixão fechado. Agora, as despedidas e homenagens poderão ser feitas em estruturas instaladas nos cemitérios, próximas ao local da sepultura.

Veja as 15 cidades paulista com mais casos de Covid-19


De acordo com o último balanço da Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo ultrapassou 1.100 óbitos e tem quase 16 mil casos confirmados de Covid-19.
Já são 241 cidades paulistas com pelo menos um caso e 45 municípios com no mínimo um óbito. As 15 cidades que apresentam mais ocorrências até a última atualização do Governo do Estado são:

1 – São Paulo: 10.691 casos e 778 óbitos.
2 – Osasco: 353 casos e 32 óbitos.
3 –  São Bernardo do Campo: 339 casos e 20 óbitos.
4 – Guarulhos: 331 casos e 28 óbitos.
5 – Santos: 323 casos e 19 óbitos.
6 – Santo André: 275 casos e 14 óbitos.
7 – Campinas: 202 casos e 9 óbitos.
8 – Barueri: 148 casos e 5 óbitos.
9 – São José dos Campos: 139 casos e 3 óbitos.
10 – Diadema: 138 casos e 5 óbitos.
11 – Taboão da Serra: 132 casos e 8 óbitos.
12 – Mogi das Cruzes: 127 casos e 8 óbitos.
13 – São Caetano do Sul: 112 casos e 4 óbitos.
14 – Mauá: 109 casos e 4 óbitos.
15 – Carapicuíba: 104 casos e 3 óbitos.

Para verificar os dados detalhados de casos confirmados e óbitos em outras cidades paulistas, acesse: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus. As informações são atualizadas diariamente.

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Quarentena: flexibilização a partir de 11 de maio será regionalizada

Em coletiva nesta tarde no Palácio dos Bandeirantes, com o governador João Doria (PSDB), parte do secretariado e o coordenador do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo, o médico David Uip, foi reforçado que a quarentena está mantida em todo o estado paulista até 10 de maio. Também foi explicado que a alteração das atuais regras só será feita a partir de 11 de maio e de forma heterogênea: dependerá da situação de cada município de São Paulo isoladamente nas próximas duas semanas.   

Os integrantes do governo explicaram que a evolução do contágio e a disponibilidade de leitos hospitalares serão critérios básicos para definir as possíveis alterações regionalizadas e setoriais na quarentena. A partir desse mapeamento, a estratégia de reabertura poderá ser orientada de formas distintas, sempre com a adoção de regras sanitárias rígidas em estabelecimentos com menor capacidade de fluxo de clientes.
Aumento da reciclagem durante a quarentena

Além da diminuição do lixo nas ruas, o fato das pessoas estarem mais em casa contribuiu para a elevação do índice de coleta seletiva na cidade. Levantamento da Prefeitura, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), aponta que na primeira quinzena deste mês houve queda de aproximadamente 55% nos dados de varrição, de 12% na coleta comum e aumento de 25% na coleta seletiva, em relação ao mesmo período do mês anterior.

Nos primeiros 15 dias de abril foram coletadas 4 mil toneladas de recicláveis. No mesmo período em 2019 foram recolhidas 3,2 mil toneladas. O destino dos resíduos recicláveis continua sendo as Centrais Mecanizadas de Triagem, que possuem capacidade operacional de 500 toneladas de resíduos por dia (250 cada). Anteriormente, as Centrais operavam com metade da produção. Agora, com o aumento de recicláveis, operam com cerca de 70% da capacidade.

O serviço de coleta domiciliar comum, que inclui atendimento para residências e estabelecimentos comerciais pequenos geradores (até 200L/ dia), teve redução de 12% nos quantitativos. Essa diminuição provavelmente é resultado do fechamento temporário de serviços presenciais não essenciais no município.

Varrição

Em relação aos dados de varrição, nos primeiros 15 dias deste mês foram recolhidas 1,8 mil toneladas de resíduos, enquanto foram coletadas 4,1 mil toneladas em 2019. Ao todo, foram registradas cerca de 2 mil toneladas a menos – o que representa queda de mais de 50%.

A Prefeitura ressalta que mesmo com a queda dos índices os planos de trabalho de limpeza sofreram ampliações. É o caso da intensificação das equipes de limpeza e lavagens no entorno de hospitais, pontos de ônibus e terminais de trem e metrô da capital.

Ações de limpeza no entorno de unidades de saúde

A Prefeitura intensificou o serviço de lavagem nas proximidades das unidades de saúde da cidade, assim como em vias e locais que recebem maior circulação de pessoas, como terminais de ônibus e estações de metrô e trem. Também ampliou os serviços de capinação, limpeza e varrição nesses pontos.

Na região, em parceria com a Subprefeitura Vila Prudente, aconteceu nos últimos dias 18 e 20 a lavagem, a capinação, limpeza e varrição na Unidade Básica de Saúde (UBS) Hermenegildo Morbin Junior, no Jardim Independência. Também no início desta semana aconteceu a lavagem no entorno do Hospital Vila Alpina.

As medidas fazem parte do plano de contingência por causa da pandemia do novo coronavírus, cuja cidade de São Paulo é o epicentro no Brasil.

Linha 15 também continua de “quarentena”

 

A Linha 15-Prata não atende passageiros desde 29 de fevereiro. Tudo começou dois dias antes, por causa do estouro do pneu de um trem e a queda de parte metálica na avenida Sapopemba. Após testes nas demais composições, o Metrô descobriu danos em outros pneus e a alternativa foi fechar o monotrilho até descobrir a causa e a solução do problema. A previsão era que a Linha 15 voltaria a funcionar gradualmente a partir de 23 de março e integralmente a partir de 14 de abril, mas o Governo do Estado resolveu adiar esse retorno. A justificativa foi a queda do número de passageiros em todo o transporte público da capital em razão da quarentena decretada por causa do novo coronavírus.

De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o problema com os pneus já foi resolvido, mas não há data para a Linha 15 ser reaberta. O transporte no trecho entre as estações Vila Prudente e São Mateus continua através de ônibus gratuitos do sistema Paese.

Prejuízo milionário
Segundo estimativa do Governo do Estado, nos dias úteis em que ficou sem operar antes da quarentena, o monotrilho acumulou prejuízo diário de R$ 1 milhão. Informou que tomou providências para a penalização do Consórcio e vai entrar na justiça para cobrar o ressarcimento dos prejuízos da paralisação.  Também pediu junto os órgãos competentes para tornar inidôneos os responsáveis pelo problema, impedindo-os de celebrar contratos públicos. A Bombardier fabricou os trens e o Consórcio CEML, formado pela própria Bombardier, além da Queiroz Galvão e da OAS, é responsável pela construção da via de monotrilho.

Quarentena prorrogada até 10 de maio em São Paulo

O governador João Doria (PSDB) acaba de prorrogar a quarentena no estado de São Paulo até 10 de maio, domingo em que será celebrado o Dia das Mães. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, dia 17, durante coletiva para a imprensa no Palácio dos Bandeirantes. São Paulo é o epicentro das contaminações por coronavírus no Brasil.

A medida, válida para os 645 municípios paulistas, mantém o fechamento de comércios e serviços não essenciais para reforçar o isolamento social e reduzir a circulação de pessoas ante o crescimento de casos e de mortes pela COVID-19.

A restrição de acesso a estabelecimentos comerciais e o veto a eventos públicos ou privados com aglomerações está em vigor desde o dia 24 de março. Esta é a segunda vez que o Governo de São Paulo determina a prorrogação da quarentena.

O coordenador do Centro de Contingência do coronavírus, David Uip, destacou que em uma reunião na manhã de hoje, baseada em dados técnicos e científicos, todos os médicos especialistas que compõem o grupo foram unânimes em recomendar a manutenção das medidas de isolamento adotadas em São Paulo.

“Esta manutenção é absolutamente fundamental tanto do ponto de vista da área metropolitana da capital como da Baixada Santista e do interior. Há a falsa impressão que a doença se limita à Grande São Paulo”, disse Uip. “As medidas atuais são efetivas e estão adequadas para este momento”, acrescentou.

Além do aumento de casos de Covid-19, um alerta para a extensão da quarentena foi a queda do índice de isolamento social tanto na média estadual como na medição específica da capital. Ontem, dia 16, o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), operado em parceria entre operadoras de telefonia móvel e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da USP, apontou que os índices atingiram apenas 49% – a taxa considerada ideal é de 70%.

Até o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, o estado tem 11.568 casos confirmados de Covid-19 e 853 óbitos, a maioria registrados na capital paulista. São 603 mortes na cidade de São Paulo, segundo o Estado. Dados da Secretaria Municipal de Saúde divulgados nesta semana indicam que esse número de óbitos pode ser praticamente o dobro, considerando os casos suspeitos.

Números de mortes confirmadas ou suspeitas na região


O número de óbitos confirmados por coronavírus no estado de São Paulo subiu para 853 até a última atualização da Secretaria Estadual de Saúde, às 13h de ontem. No mesmo balanço foram apontados 11.568 casos de Covid-19. A capital paulista continua com a maior quantidade de mortes, chegando a 603 confirmadas, segundo os mais recentes dados estaduais.

A Prefeitura não divulga boletins epidemiológicos diários, porém sinalizou que esse número pode ser praticamente o dobro considerado as mortes ainda suspeitas por coronavírus – que aguardam confirmação via exame. Na noite da última quarta-feira, dia 15, o governo municipal divulgou os dados de óbitos por cada uma das 32 subprefeituras da cidade, até o último dia 13 – portanto já houve variação dos números, mas a Secretaria Municipal de Saúde não informou quando haverá nova atualização.

A Subprefeitura Penha é a primeira da lista com 79 casos de mortes confirmadas ou suspeitas por Covid-19. A Subprefeitura Mooca (SUB-MO) aparece na segunda posição com 67 óbitos. No distrito da Mooca são 13 mortes confirmadas ou suspeitas. Na Água Rasa são 21 óbitos, no Tatuapé são 12 e no Belém, 10. A SUB-MO concentra ainda o Brás com quatro mortes e o Pari com sete.

A região da Subprefeitura de Vila Prudente somava 42 mortes até o dia 13, sendo 18 no distrito de Vila Prudente e 24 no São Lucas.