Interrupções para testes voltam a ser rotina na Linha 15
Usuários têm encontrado as estações fechadas aos sábados. (Foto: Ale Vianna)


A alegria dos passageiros da Linha 15 – Prata do monotrilho durou pouco. Após um comemorado período operando sem interrupções, o transporte voltou a fechar as portas com frequência aos usuários para a realização de testes no sistema de controle de trens. Normalmente, as paralisações têm ocorridos aos sábados das 4h40 às 14h. Quem pretende utilizar o monotrilho aos finais de semana é recomendável checar no site ou nas redes sociais do Metrô se as estações estarão abertas.

“Agendei um exame para o sábado de manhã na Vila Mariana. Como tenho uma estação do monotrilho quase na porta de casa, calculei o tempo para chegar ao laboratório com folga. Só não calculei que a Linha 15 estaria fechada. Até existe a opção do ônibus gratuito que é disponibilizado nas estações para atender os usuários, mas, com o trânsito da avenida Anhaia Mello, demorei muito mais para chegar na estação Vila Prudente. Quase perdi o horário do exame. Agora, aprendi a lição: não confiar no monotrilho”, conta Anderson Sampaio, morador do Parque São Lucas, sobre a situação vivenciada no último sábado, dia 17.

O estudante de cursinho pré-vestibular, Thiago Santos, também já se deparou com a estação Camilo Haddad fechada. “Cheguei até a perder a primeira aula em um dos sábados. Muito estranho estar inaugurado e o usuário ter que ficar consultando antes se pode usar ou não”, reclama.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô informou que vários testes são realizados durante a madrugada, porém, em alguns casos, quando não houver tempo hábil para a conclusão das atividades fora do horário de comercial, os testes são agendados para os finais de semana quando há menor impacto para os passageiros. O Metrô ressaltou que nesses casos, o atendimento é realizado gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Programa de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) e os passageiros também são orientados com antecedência por meio do sistema de som das estações e dos trens, cartazes e informativos nas redes sociais.

Novas estações

A previsão é que os testes na Linha 15 continuem acontecendo mensalmente, sempre nos finais de semana, até a inauguração das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. Segundo o Metrô, as paradas estão com mais de 90% das obras realizadas e têm previsão de conclusão até o final deste ano. (Kátia Leite)

 

Prefeitura anuncia nova etapa de recapeamento


Depois de um longo intervalo sem recapear as ruas e avenidas da cidade, a Prefeitura definiu as vias com prioridade para receber novo asfalto. O prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou o decreto ontem e a relação foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, dia 21. O texto não especifica quando começam os trabalhos em cada endereço. Na região, entre outras vias, a avenida Anhaia Mello será contemplada de ponta a ponta. Toda a extensão da avenida Vila Ema, da rua do Orfanato até a avenida Sapopemba, também foi incluída no decreto.

Na área da Subprefeitura de Vila Prudente foram relacionadas ainda a avenida Francisco Falconi (entre as avenidas Anhaia Mello e José da Nóbrega Botelho) e rua José Macedo (da avenida Oratório até a rua Costa Barros).

Na área da Subprefeitura Mooca foram incluídas de ponta a ponta as ruas Juvenal Parada e Lituânia, na Mooca, e a rua Antônio de Barros, no Tatuapé.

Também estão na relação das vias contempladas pela Subprefeitura Mooca: rua dos Trilhos (da avenida Alcântara Machado até a rua Itaqueri); avenida Cassandoca (entre a rua Taquari e a rua Fernando Falcão); rua Dr. João Inácio Teixeira (da rua Fernando Falcão até a rua Major Basílio); avenida Sapopemba (da rua Miranda Jordão até a rua do Acre); rua Piratininga (entre a avenida Rangel Pestana e a avenida Alcântara Machado); rua Itapura (da rua Melo Freire até a rua Emilia Marengo e da rua Padre Estevão Pernet até a rua Emilia Marengo); avenida Vereador Abel Ferreira (da avenida Salim Farah Maluf até a avenida Regente Feijó); rua Aiamá (da rua Melo Peixoto até a avenida Aricanduva); e avenida Aricanduva (no trecho entre a rua Aiamá e a avenida Celso Garcia).

Linha da Vila Ema não circula aos domingos


A linha 314 V/10 Vila Ema – Praça Almeida Jr. não irá mais atender os passageiros aos domingos e feriados. A alteração vale desde o último dia 18.
Como alternativa, a São Paulo Transportes (SPTrans) orienta que os usuários utilizem as linhas 3390/10 São Mateus – Terminal Parque Dom Pedro II e 5145/10 Terminal Sapopemba – Praça Almeida Jr.
A Folha questionou o motivo da mudança e a SPTrans respondeu que “se trata de adequação da oferta de transporte público à necessidade da demanda existente nessa região”.
Usuários reclamam
Muitos passageiros ficaram insatisfeitos com a alteração feita pela SPTrans. Entre as queixas, foi ressaltado que as linhas sugeridas como alternativa não circulam na rua Uhland, na Vila Ema, o que obrigará o muitos usuários a subirem e descerem ladeira para pegarem o coletivo. Moradores também criticaram que outras linhas já deixaram de circular na Vila Ema e a oferta fica cada vez mais precária na região. Também argumentaram que aos domingos o intervalo das viagens é sempre maior e com uma linha a menos, os passageiros ficarão mais tempo aguardando no ponto de ônibus.

 

 

Campanha de vacinação contra o sarampo é prorrogada


São Paulo enfrenta um surto de sarampo e a Prefeitura continua insistindo para a população se imunizar. Na cidade já são quase mil casos da doença – que estava erradicada. Apesar de a campanha de vacinação ter sido iniciada há mais de dois meses, pouco mais de 35% dos jovens entre 15 e 29 anos foram receber a dose até o último dia 15, um dia antes do término previsto da ação. Entre os bebês de 6 a 11 meses, a cobertura vacinal era de menos de 42%.  Diante da baixa adesão, a Prefeitura decidiu estender a campanha até 31 de agosto para esses grupos prioritários.

A Prefeitura alerta que todas as crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas durante a campanha e essa vacina não será válida para a rotina, devendo ser agendada uma nova dose aos 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Todas as pessoas entre 15 e 29 anos também devem ser vacinadas, independente do número de doses anterior.

“A vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, é eficaz em 97% dos casos e é a única forma de prevenir o contágio com o sarampo, que é uma doença infecciosa de elevado potencial de disseminação”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações, Maria Lígia Nerger. A dose está disponível em todas as unidades básicas de saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue com as ações de bloqueio quando há notificação de casos suspeitos de sarampo. As ações têm objetivo de interromper a transmissão da doença, independente da confirmação do diagnóstico. Os bloqueios são feitos na residência do paciente com suspeita, bem como nos locais frequentados por ele, como escola ou trabalho. Neste ano já foram realizadas mais de três mil ações do tipo em toda a cidade.

Mesmo sem campanha, região tem vacinas gratuitas


A campanha de vacinação antirrábica que tradicionalmente acontece neste mês de agosto, quando são espalhados diversos postos volantes pelos bairros, foi cancelada porque São Paulo alega que não recebeu as doses solicitadas ao Ministério da Saúde. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que não houve suspensão da vacinação de rotina que acontece em 13 postos permanentes da Divisão de Vigilância de Zoonoses em diferentes áreas da cidade. Na região, proprietários de cães e gatos podem imunizar os animais gratuitamente na unidade da rua Ettore Ximenes, s/nº, na Vila Prudente (anexo ao prédio da unidade básica de saúde); e na rua dos Trilhos, 869, na Mooca.

Os dois postos de vacinação da Prefeitura funcionam de segunda a sexta-feira das 9h às 16h. Não é necessário agendamento. Basta o dono do cão ou gato apresentar a documentação pessoal e os animais devem estar saudáveis. A vacina anual é obrigatória para cães e gatos com mais de três meses de idade.

A Secretaria esclarece ainda que outra medida importante para proteger cães e gatos domésticos contra a raiva é não deixar que saiam sozinhos de casa para evitar o contato com animais doentes.
A cidade de São Paulo não registra casos de raiva em cães e gatos desde 1983. A Secretaria informou que já está providenciando a compra de doses de vacina antirrábica diretamente de laboratórios para garantir que não tenha interrupção das ações consideradas prioritárias.

Causada por um vírus, a raiva não tem cura e tem letalidade de praticamente 100%. A única forma de prevenção é a vacinação.

Portador de HIV não consegue marcar consulta na Vila Prudente

O promotor de vendas Fabio Striatto, 38 anos, é portador do vírus HIV desde 2004 e há dois anos, após se mudar para a Mooca, passou a fazer o tratamento e acompanhamento no Ambulatório de Especialidades DST/AIDS Vila Prudente – unidade da Prefeitura que fica na praça do Centenário e é referência para o atendimento de soropositivos na região. Além de medicamentos de uso contínuo, ele precisa ser avaliado por um médico infectologista a cada quatro meses, para o controle do vírus. No entanto, afirma que está há oito meses sem conseguir agendamento na unidade e, consequentemente, sem o receituário para os remédios.

Striatto conta que no ambulatório de Vila Prudente, a última consulta aconteceu em janeiro e ainda não conseguiu agendar o retorno. “O acompanhamento tem que ser realizado de forma ininterrupta para não haver complicações, mas isso não está acontecendo. Durante um ano são necessárias pelo menos três avaliações da minha carga viral, em um intervalo de quatro meses cada, mas a unidade está sem infectologista para realizar este importante serviço. Assim como eu, várias outras pessoas devem estar desamparadas”, explica Striatto. Ele também denuncia a falta de psicólogos, psiquiatras e dentistas na unidade.

Outro grave problema relatado é que, devido à dificuldade em agendar a consulta, ele não consegue renovar a receita para retirar os medicamentos de uso contínuo para portadores de HIV. “Preciso controlar meu CD4 (células do sistema imunológico alvo do vírus HIV). Sem o medicamento podem ocorrer oscilações e recaídas”, completou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a unidade possui um médico infectologista, um ginecologista, um pediatra, dois dentistas e um psicólogo. Foi ressaltado que outros dois infectologistas serão contratados até o próximo mês. O órgão esclareceu que nos últimos oito meses dois profissionais se aposentaram e um terceiro pediu desligamento do serviço público, porém nenhum paciente ficou desassistido, pois outro infectologista permanece em atendimento e outros dois médicos continuam fazendo prescrições e avaliações de exames. A Secretaria acrescentou que atualmente cerca de 1.360 pacientes soropositivos realizam acompanhamento na unidade, que não conta com psiquiatra em seu quadro, mas, quando constatada a necessidade, o paciente é encaminhado para outro equipamento da rede. (Gerson Rodrigues)

Legião Mirim consegue permissão de uso do imóvel

Na manhã de ontem aconteceu a formatura de mais 130 jovens atendidos pela Legião Mirim de Vila Prudente. A cerimônia foi marcada pela presença do prefeito Bruno Covas (PSDB) que, além de ser o paraninfo dos alunos, assinou um decreto concedendo à entidade a permissão de uso do imóvel localizado em terreno municipal na rua João Batista Mendo, 200, no Jardim Avelino. Devido a recentes exigências legais, a falta deste documento colocava em risco a continuidade de convênios firmados com a Prefeitura, os quais são os principais financiadores do trabalho desenvolvido há cerca de 40 anos pela Legião Mirim. Também participaram do evento os secretários municipais de Licenciamento e de Assistência Social, Cézar Azevedo e Berenice Giannela, respectivamente; o subprefeito de Vila Prudente José Antônio Varela Queija e os vereadores Edir Sales (PSD) e Gilson Barreto (PSDB).

De acordo com a diretoria da Legião Mirim, as tratativas com a Prefeitura para conseguir a permissão começaram em 2012 e caminhavam lentamente. “Há poucos meses, com a ajuda da vereadora Edir Sales, nos reunimos com o prefeito e mostramos a importância de contar com a permissão de uso do imóvel. Em pouco tempo essa questão foi resolvida e hoje o decreto de autorização foi assinado”, contou a presidente Regina Celia Cuzziol.

O prefeito falou sobre a importância da parceria entre a entidade e a Prefeitura. “É uma alegria muito grande poder ser parceiro de uma instituição como essa. Conhecemos o importante trabalho desenvolvido, o qual deve ser apoiado e crescer cada vez mais. A Prefeitura não tem a menor intenção de criar qualquer dificuldade que possa comprometer o que vem sendo realizado e muito menos a de reaver este espaço que transforma a vida de muitos jovens. O próximo passo agora é a criação de um projeto de lei para, assim que aprovado, permitir que a entidade permaneça segura por pelo menos 50 anos”, afirmou Bruno Covas.

A Legião Mirim é uma instituição civil sem fins lucrativos que tem como objetivo proporcionar para jovens carentes oportunidades de inclusão no mercado de trabalho, através de ações educativas. Desde a fundação em 1978, mais de 15 mil já foram encaminhados para empresas. A cada três meses cinco turmas são formadas nos cursos oferecidos, incluindo meninos e meninas. (Gerson Rodrigues)

Sábado de futebol americano na região

Um clássico São Paulo x Rio abre a segunda rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano neste sábado, dia 17. O Mooca Destroyers enfrenta o Delta RJ a partir das 19h, no estádio GDR 7 de setembro, na Água Rasa.

A partida contará com a presença de dois jogadores norte-americanos em campo pelo Mooca Destroyers: Yolandus Pratt, Running Back; e Rasheed Nelson, Running Back/Safety.

Os ingressos custam R$ 15 e estão à venda nas unidades da Acqua Academia (rua Camé, 725; rua Itaqueri, 1200; e rua Juventus, 173), entre outros pontos da Mooca. Somente se restarem ingressos haverá venda no estádio. Os portões abrem às 18h.

GDR 7 de setembro: rua Bom Jesus, 707, Água Rasa – telefone: 2965-2689.

Mooca pode ganhar hospital universitário em parceria com Miami


O prefeito Bruno Covas (PSDB) recebeu ontem, dia 13, em seu gabinete, o prefeito de Miami, nos Estados Unidos, Francis Suarez, para tratar de parceria entre as duas cidades na área da Saúde. No encontro foi discutido um protocolo para a criação de um hospital universitário modelo em São Paulo, na região da Mooca.

“Discutimos uma parceria na área de Saúde, entre a Universidade de Miami, apoiada pela prefeitura de Miami, e a cidade de São Paulo. A ideia é que tenhamos aqui um hospital para pesquisas e formação de médicos, que consigam atender as necessidades da população”, afirmou Covas. “A Universidade Brasil, que tem um memorando de entendimento com a Universidade de Miami, é que vai fazer essa ação junto com a Prefeitura de São Paulo”, acrescentou.

“Desde 2014, conversamos sobre esta parceria com a Universidade de Miami e agora será implementado um projeto de terceira idade. Isso vem também de um conceito mundial da Universidade de Miami, de formar médicos com grandes capacitações. Proposta semelhante foi feita em Israel, e agora será realizada em São Paulo, na Zona Leste”, informou o reitor da Universidade Brasil, Fernando Costa.

Atualmente, a Universidade de Miami só tem uma ação fora dos Estados Unidos, que é em Israel. A proposta é que a segunda seja no Brasil, na cidade de São Paulo. O próximo passo será a definição de encontros para a concretização do projeto e atração de pesquisas e investimentos na área de saúde. Não foi informado se já existe um local definido na Mooca, nem quanto tempo pode ser necessário para viabilizar o projeto.

Bruno Covas e o prefeito de Miami, Francis Suarez (Fotos: Luiz Guadagnol/SECOM)
Manhã de problemas na Linha 2-Verde de metrô

Apesar do frio intenso na manhã desta quarta-feira, dia 14, o clima foi quente dentro das estações da Linha 2-Verde de metrô: pela grande concentração de passageiros nas plataformas e pelo nervoso que muitos passageiros enfrentaram tentando ir ao trabalho, estudo ou outros compromissos.

De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, uma falha em dos equipamentos de via na região de Vila Madalena foi a responsável pelo caos registrado na Linha 2. Na região, há relatos de usuários que aguardaram mais de 20 minutos para conseguirem embarcar na estação Tamanduateí. Na estação Vila Prudente também houve demora e acumulo de passageiros na plataforma.

A ocorrência provocou reflexos nas linhas 1-Azul e 15-Prata que tiveram a velocidade dos trens reduzida. O Metrô explicou que trata-se de uma medida de segurança, pois muitos usuários que utilizam essas duas linhas fazem transferência para a Linha 2 e o objetivo foi evitar acúmulo de pessoas nas plataformas. Também por precaução, o número de bloqueios para entrada nas estações da Linha 2 foi reduzido.

O Metrô informou que a equipe de manutenção atuou para sanar a falha na Linha 2 e por volta das 8h, a velocidade habitual dos trens começou a ser gradativamente retomada.