Piscinas do Clube Escola Vila Alpina acumulam água da chuva

Desde novembro de 2015, quando o Clube Escola Vila Alpina foi parcialmente interditado para obras de construção do Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente, o complexo aquático da unidade está desativado. Porém, com a paralisação da obra de construção do CEU em junho do ano passado, o espaço está praticamente abandonado. Um exemplo é a falta de atenção com as piscinas que vêm acumulando água de chuva e ninguém da Prefeitura aparece para esvaziar.

Moradores de prédios do entorno, que conseguem ver as piscinas, relatam que a infantil está com água parada há várias semanas. “Estamos em época de chuvas e a remoção da água deveria ser constante. É muita irresponsabilidade da Prefeitura deixar as piscinas nessa situação. Podem servir de criadouro de mosquitos que transmitem doenças”, reclama a moradora de um prédio vizinho que prefere não divulgar seu nome e encaminhou fotos à redação.

Há cerca de dois anos o mesmo problema foi denunciado pela Folha e na ocasião, a Prefeitura informou que a empresa contratada para realizar a obra do CEU faria a limpeza das piscinas. Porém, com a paralisação da construção, a empresa contratada não mantém mais operários no local.

A Folha entrou em contato com a Secretaria Municipal de Esportes, pois no Clube Escola continua aberto um dos campos de futebol e a pista de caminhada. No entanto, a pasta alegou que a responsabilidade pela construção do CEU e manutenção do local é da Secretaria Municipal de Educação. A reportagem procurou também a Secretaria Municipal de Serviços e Obras e  aguarda os esclarecimentos.

Monotrilho fechado nesta quinta-feira

Hoje as estações Vila Prudente e Oratório da Linha 15-Prata do monotrilho encerram a operação mais cedo, às 20h, e permanecerão fechadas durante toda a quinta-feira, dia 5, para os testes do novo sistema de controle dos trens.

Após às 20h de hoje os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) que circularão no trecho entre as estações até a meia-noite. Amanhã também haverá o PAESE.

Embora o Governo ainda não tenha confirmado oficialmente, a expectativa é que as novas estações da Linha 15 sejam inauguradas na manhã da sexta-feira, dia 6. No mesmo dia, às 16h30, o governador Geraldo Alckmin entrega o cargo ao vice Márcio França, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. (Kátia Leite)

 

Reunião debate a criação de parque na Mooca

No último dia 28 aconteceu no centro social da paróquia São Rafael, na Mooca, reunião para discutir a proposta defendida há 15 anos pela Folha, da criação de um parque público no terreno de quase 100 mil m², entre as ruas Dianópolis e Barão de Monte Santo, onde a Esso teve depósitos de combustíveis por mais de 50 anos que acabaram contaminando o solo e as águas subterrâneas. O convidado especial foi o vereador Gilberto Natalini (PV), ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, que em fevereiro deste ano protocolou na Câmara Municipal o Projeto de Lei 32/2018 que cria o Parque Municipal na área em questão. Também estiveram presentes o vereador Adilson Amadeu (PTB), o ex-deputado estadual Adriano Diogo (PT), membros do Movimento M10, a historiadora e jornalista da Mooca, Elizabeth Florido, e o responsável pelo grupo Muda Mooca, Danilo Bifone.

Na ocasião, o M-10 entregou ao vereador Natalini mais de 20 mil assinaturas colhidas na região em prol da implantação do parque. Natalini frisou a importância da mobilização popular na causa. “O Projeto de Lei não é garantia de sucesso. Pode ser aprovado na Câmara Municipal, chegar ao prefeito e ser vetado. Em todas as causas, o que conta muito é a pressão popular. Temos ciência que a área em questão é bastante valorizada, mas, com vontade política, acredito em uma negociação com os proprietários”, afirmou o vereador. Em fevereiro deste ano a equipe técnica do edil confirmou junto à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) que o terreno está livre dos poluentes.

Natalini abordou ainda sobre a necessidade da Mooca contar com mais áreas verdes, pois o bairro é uma das regiões com o menor índice de cobertura vegetal na cidade, o que exerce influência direta na saúde e qualidade de vida das pessoas. O vereador ressaltou ainda o empenho de outros parlamentares que nos últimos anos também se empenharam na causa, como o ex-deputado Adriano Diogo que esteve diversas vezes na Cetesb cobrando rigor no processo de descontaminação da área e participou de diversas reuniões promovidas pela Folha.

Museu Catavento completa nove anos de sucesso

Inaugurado em 2009, no antigo Palácio das Indústrias, o Museu Catavento chegou aos nove anos no último dia 26 e com motivos para comemorar. O museu da Secretaria da Cultura do Estado já recebeu mais de quatro milhões de pessoas, somente no ano passado, foram 560 mil visitantes.

O espaço conta com mais de 250 instalações divididas em quatro seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade, todas elaboradas com iluminação e sons que criam atmosferas envolventes. E novas atrações são abertas constantemente, como o borboletário e a sala de realidade virtual Dinos do Brasil, inaugurada em fevereiro do ano passado, que proporciona aos visitantes uma experiência imersiva e interativa pelo território brasileiro na era mesozoica – entre 250 milhões e 65 milhões de anos atrás.

Outra novidade do espaço é o “Mundo das Abelhas”, aberto em dezembro e que destaca a importância das abelhas para a manutenção da biodiversidade.

Na área externa também é possível conferir equipamentos como a locomotiva Dübs fabricada em 1888 na Inglaterra e o avião DC-3 de 1936, utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial.

A própria arquitetura do prédio onde o museu está instalado é outro atrativo. É tombado pelo Conselho de Patrimônio Histórico do Estado e foi projetado pelo arquiteto Domiziano Rossi, sócio do escritório Ramos Azevedo. A edificação adota o estilo eclético, herança da moda em vigor na Itália na virada do século XIX para o século XX.

Catavento Cultural e Educacional: Palácio das Indústrias – Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº, Parque Dom Pedro II. Funcionamento: de terça a domingo, das 9 às 17h. Ingresso R$ 10. Grátis aos sábados. Mais informações: www.cataventocultural.org.br.

A própria arquitetura do prédio onde o museu está instalado é outro atrativo. (Foto: Carolina Rocha)
Metrô conclui terminais de ônibus e passa operação à SPTrans

A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô informou à Folha que as obras de execução dos terminais de ônibus Central e Sul, instalados na avenida Anhaia Mello, próximos à estações Vila Prudente do metrô e do monotrilho, foram concluídas e a operação do local foi entregue oficialmente à São Paulo Transportes (SPTrans), que já opera desde setembro o terminal Norte, na rua Trocari.

Embora o Metrô tenha divulgado que uma carta formal já foi encaminhada à SPTrans para iniciar a operacionalização dos equipamentos, o órgão da Prefeitura informou que ainda “está concluindo os estudos” de quais linhas vão operar em cada terminal – mesma resposta dada à reportagem em fevereiro. Também não foi informado prazo para o início das operações.

Previstos desde a inauguração da estação Vila Prudente do metrô em 2010, a construção dos terminais foi iniciada em 2016 e a previsão é que seriam concluídos em dezembro do ano passado. O Metrô esclareceu que o cronograma foi alterado em função de atraso na obtenção das autorizações necessárias para a readequação e melhorias do viário no entorno do local, finalização de iluminação pública e instalação do elevador da passarela para usuários com necessidades especiais. (Gerson Rodrigues)

Mooca ganha posto para emissão de passaportes

A Polícia Federal (PF) inaugurou um posto de emissão de passaportes no Mooca Plaza Shopping. É a 11ª unidade que presta esse serviço em funcionamento na Grande São Paulo.

O posto tem capacidade para atendimento de 320 agendamentos diários e funciona de segunda à sexta-feira, das 10 h às 17h30. Os agendamentos podem ser feitos através do portal da PF (www.pf.gov.br).

O posto fica no Piso L2 do shopping na rua Capitão Pacheco e Chaves, 313.

 

Metrô prorroga liberação da avenida Oratório para este mês

Interditado desde 30 de setembro, o trecho da avenida Oratório, próximo ao pátio de trens da Linha 15-Prata do monotrilho, será aberto ao trânsito em abril, segundo informou a Companhia do Metropolitano de São Paulo-Metrô. A previsão anterior do Metrô era que a via seria liberada no mês passado.

No trecho foi realizada obra de galerias de águas pluviais executada pela Companhia do Metropolitano como parte da compensação do pátio do monotrilho que concretou uma ampla área verde que existia no antigo terreno da Linhas Corrente, no Jardim Independência. O espaço servia como absorção da água e logo após a conclusão do pátio, vias do bairro que não tinham problemas com enchentes passaram a ficar alagadas quando ocorriam chuvas mais fortes. O problema chegou a atingir até a própria avenida Oratório, em frente à estação do monotrilho e a Prefeitura Regional Vila Prudente.

Sobre a obra, o problema para alguns moradores do bairro é que desde a interdição, os veículos que trafegam pela avenida Oratório, na direção do São Lucas, são desviados para as ruas Ernesto dos Santos e Manuel Siqueira e Sá, inclusive ônibus biarticulados e caminhões. “Pra variar, não se cumpriu o prazo. Como morador da rua Ernesto dos Santos, não aguento mais o trânsito barulhento nas madrugadas, ocasionado por ônibus, caminhões e motocicletas. Passados mais de cinco meses, a paciência acabou”, comenta Nilson Coslopo.

De acordo com o Metrô, a obra da galeria foi finalizada e está ocorrendo a pavimentação da avenida. Foi explicado que, além das condições climáticas adversas, a execução da galeria foi impactada em razão de intervenções nas redes da Comgás e da Sabesp existentes na região. (Kátia Leite)

PM afirma que patrulha entorno de prédio ocupado

Há quase dois anos, em maio de 2016, o deteriorado prédio na esquina das avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf, no Parque Sevilha, que abrigou a antiga padaria Amália, foi ocupado por um grupo de sem-tetos. Desde então, a Folha noticia a situação do imóvel, que apesar da estrutura precária, está servindo de moradia, inclusive para crianças recém-nascidas. Outro problema é que, com a ocupação, moradores do entorno passaram a relatar casos de insegurança. A vizinhança afirma que aumentaram os casos de furtos e roubos na redondeza, assim como a presença de usuários de droga.

Questionado pela Folha, o 21º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano esclareceu que mantém policiamento ostensivo e preventivo diuturnamente no local, com viaturas e motos. O Batalhão ressaltou que no ano passado foram efetuados 11 flagrantes nas proximidades do prédio, sendo dois de tráfico de drogas, dois de roubo, quatro de furtos, dois procurados capturados e um de porte ilegal de arma de fogo. A corporação esclareceu ainda que neste ano foram realizadas dez averiguações de suspeitos, sendo que em uma delas foi flagrado tráfico de entorpecentes.

O 21º Batalhão destacou ainda que vários fatores contribuem para a atual situação do prédio, sendo que a PM é apenas um dos órgãos com atuação na questão, pois, para uma solução, é necessário o envolvimento do poder judiciário, da Prefeitura e do proprietário do imóvel.

A corporação ressaltou ainda que, embora o prédio esteja invadido, os atuais moradores do local são amparados pela lei, pois “a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas posteriormente, que indiquem que dentro do imóvel ocorre situação de flagrante delito”.

Prefeitura

A Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais também informou que a Prefeitura Regional Mooca, que responde pela área onde está o imóvel, já esgotou todas as medidas cabíveis no âmbito administrativo, como intimações, notificações, autuações e interdições. No entanto, os termos de auto de interdição não foram atendidos e respeitados pelo proprietário e pelos ocupantes do imóvel e, por isso, a Prefeitura Regional comunicou as autoridades competentes com intuito de se instaurar um inquérito policial.

Prefeitura esquece da readequação das ciclovias

Uma das promessas do então candidato à Prefeitura, João Doria (PSDB), era revisar as ciclovias implantadas na gestão do seu antecessor no governo municipal. Doria deixa o cargo de prefeito antecipadamente no início do próximo mês e a sua administração não fez alteração na malha de faixas para bicicletas da Vila Prudente e arredores – que desde a implantação recebe críticas de moradores, comerciantes e até de ciclistas. A própria Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) chegou a admitir no ano passado que a readequação começaria por Vila Prudente por conta dos problemas detectados.

A esperança de ter ciclovias mais adequadas aos usuários e ao perfil da região surgiu quando ocorreu a audiência pública em 18 de setembro do ano passado, no Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente – cujo salão ficou lotado para o ato. O evento teve a presença do secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, e de diversos técnicos da CET.

Na ocasião, Avelleda deixou claro que não teria necessidade da audiência estar ocorrendo se o governo anterior tivesse promovido a discussão com a comunidade. Também ressaltou que não pode simplesmente sair apagando diversas ciclovias que custaram dinheiro público para serem pintadas.

Durante a audiência, técnicos da CET apontaram alguns erros na implantação do projeto, como ciclovias em ruas residenciais de pouca movimentação que acabam não atraindo os ciclistas – uma delas é na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, que sofre ainda com a falta de zeladoria e a faixa exclusiva para bicicletas costuma ser tomada pelo mato (foto). Também foram apontadas falhas de conexão entre trechos de ciclovias. A grande polêmica na ocasião ficou por conta da proposta de colocar ciclovia ao longo de toda a avenida Zelina – que de imediato foi contestada por comerciantes, embora os ciclistas defenderam a ideia.

Diante da repercussão, o secretário Avelleda garantiu que nada seria implantado antes de muita discussão e se comprometeu a fazer uma nova audiência “nas próximas semanas”. Porém, mais de seis meses se passaram.

“Será que a Prefeitura esqueceu das ciclovias? Tenho uma na porta de casa, que está muito mal cuidada e não vejo ciclistas. É um exemplo de desperdício de dinheiro público com tinta. Tenho um neto que gosta bastante de pedalar pela cidade e até ele critica essa faixa aqui na porta”, comenta um morador da rua Professor Gustavo Pires de Andrade, que pediu para não ter o nome divulgado.

Questionada pela reportagem sobre a demora em dar o retorno, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes informou que “o projeto cicloviário proposto para a região de Vila Prudente está em fase de discussão e tão logo seja concluído será apresentado à sociedade civil e representantes dos ciclistas por meio de audiências públicas futuras”.

A Secretaria ressaltou que trabalha desde o início da gestão para garantir o uso da bicicleta como meio de transportes sustentável, dando melhor utilidade à rede existente e permitindo a conectividade entre os demais meios de transportes coletivos. (Kátia Leite)

 

Degrau em calçada provoca queda e idoso fratura três costelas

No final do ano passado, o aposentado Floriano Rodrigues, de 78 anos, foi até uma farmácia no Largo de Vila Prudente e ao retornar para casa, sofreu uma grave queda na altura do número 197 da rua Ibitirama – onde existe um enorme desnível na calçada. Embora o trecho seja bastante movimentado, pois abriga um ponto de ônibus e é trajeto para acessar as estações Vila Prudente do metrô e monotrilho, o problema é ignorado pela autoridade competente que sequer se preocupou em responder se tomará alguma providência.

Rodrigues foi socorrido por pessoas que estavam no ponto de ônibus até a chegada de sua filha, que o levou para o hospital D. Pedro, na Mooca, onde passou por uma série de exames que constataram três costelas fraturadas.

Três meses depois, após se recuperar, o aposentado procurou o jornal para externar sua indignação. “Os responsáveis pelo imóvel precisam fazer uma rampa mais suave e não permitir a montanha que existe no local, que dificulta a passagem de idosos e portadores de necessidades especiais”, comentou Rodrigues.

A Folha esteve no local e constatou a dificuldade enfrentada pelos pedestres ao passarem pelo local. Em uma das visitas a reportagem flagrou a queda de um transeunte no desnível. O imóvel existente no trecho está fechado e por isso, a reportagem não conseguiu conversar com o proprietário.

A Prefeitura Regional Vila Prudente foi procurada pela reportagem duas vezes – a primeira delas na semana retrasada, mas o órgão não se manifestou até o fechamento desta edição. (Gerson Rodrigues)