Justiça concede liminar para desocupação da antiga padaria Amália

O deteriorado prédio na esquina das avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf, tomado por um grupo de sem-tetos desde maio de 2016, está prestes a ser desocupado. Como o imóvel é particular, a Prefeitura moveu ação com pedido de tutela de urgência, cuja decisão é tomada para evitar danos graves e de difícil reparação. A Justiça acatou a solicitação do governo municipal, concedeu a liminar para desocupação do prédio e o proprietário foi intimado a realizar as obras necessárias para estabelecer a segurança da edificação.

A ação foi resultado do trabalho do Grupo Permanente, criado pela Prefeitura após o desabamento de um prédio ocupado de forma irregular no Largo do Paissandu, região central, em maio deste ano que resultou na morte de sete pessoas e dois desaparecimentos. O grupo é responsável por vistoriar as ocupações na cidade e buscar soluções que previnam conflitos e possíveis acidentes.

A Secretaria Municipal de Habitação informou que nas duas primeiras semanas deste mês cadastrou 150 famílias que vivem no prédio da avenida Vila Ema. Os responsáveis se comprometeram a desocupar o edifício até o início de dezembro e passarão a receber auxílio aluguel no valor de R$ 400 mensais por um ano. Foi esclarecido ainda que as famílias podem se inscrever nos programas habitacionais e aguardar atendimento definitivo, respeitando a demanda já existente na cidade.

A Prefeitura esclareceu também que existe ação de reintegração de posse solicitada pelo proprietário do imóvel. No entanto, o processo está suspenso, a pedido do dono, motivado pela ação de desocupação que ocorrerá no âmbito do processo movido pelo governo municipal. Caso não aconteça a saída voluntária, a Folha apurou que o 21º Batalhão de Polícia Militar já está ciente de que a ação de reintegração pode ser marcada para os próximos dias.

Além da ocupação, o imóvel que no passado abrigou a extinta padaria Amália acumula grande dívida ativa. Em 2016, pouco tempo depois da ocupação, a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico detalhou que o prédio possuía 23 débitos tributários relacionados a IPTU e Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares referentes aos exercícios de 1996 a 2015, totalizando na época o montante de R$ 3.948.965,70. Questionada na semana passada sobre o atual valor da dívida, a Prefeitura não atualizou a informação.

Indefinição sobre a reforma do complexo aquático do CEE Friedenreich

O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Esportes, Erlon Lopes, presente na audiência pública realizada na segunda-feira (leia mais na página 3), sobre o Clube Escola, antigo CEE Arthur Friedenreich, afirmou que a Prefeitura não terá verba para reativar todas as piscinas do complexo aquático. Lopes anunciou que a semiolímpica seria reformada e reinaugurada – o que imediatamente gerou protesto dos antigos usuários presentes.

A maioria defendeu a reativação da grande piscina social, que comporta 1,150 milhão de litros de água e tem diferentes níveis de profundidade, sendo a máxima de 1,60 metro – o que permite o acesso de crianças, jovens e adultos. O clube conta ainda com uma piscina infantil que em nenhum momento foi mencionada pelo representante da Secretaria.

Diante do desagrado com a notícia da reforma da semiolímpica, o secretário-adjunto informou que solicitará nova análise do setor de engenharia para verificar a possibilidade de atender a reivindicação da comunidade.

Na audiência esteve presente um grupo de antigas usuárias do clube. “Frequentamos aquele espaço por mais de 30 anos, nossos filhos aprenderam a nadar nessas piscinas que estão abandonadas. Éramos jovens, hoje somos idosas e não temos mais espaços na região. Queremos nossas aulas de hidroginástica de volta e os outros cursos que eram oferecidos”, destacou Ana Maria Leonardo.

O complexo aquático do clube está fechado desde dezembro de 2015, quando a unidade esportiva foi parcialmente interditada para o início das obras do CEU Vila Prudente, cujo prazo de conclusão era de um ano, ainda na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

Mesmo interditado, o complexo tem gerado polêmica. Em entrevista à Folha, há um mês durante evento na Mooca, o secretário municipal de Esportes, João Farias, surpreendeu ao afirmar que as piscinas seriam aterradas. A notícia causou muita indignação na região.

Uma semana depois, questionada novamente pelo jornal, a Secretaria de Esportes recuou e afirmou que as piscinas seriam mantidas sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação por causa do futuro CEU. O órgão declarou ainda, por e-mail, que “as piscinas serão reformadas e futuramente continuarão atendendo a comunidade, além dos alunos do CEU”.

Segundo a nova versão apresentada pelo secretário-adjunto, a ideia é recuperar uma única piscina com recursos de R$ 2 milhões do Fundo Municipal de Esportes destinados para a unidade.

A Folha esteve no clube na tarde da última quarta-feira, dia 14, e constatou o resultado do abandono de três anos dos equipamentos. Conforme a reportagem apurou, o início da obra na piscina terá que aguardar a passagem do período de chuva que está se iniciando.

Pilares da Linha 15 em obras há meses após suspeita de rachaduras


Há oito meses, quatro colunas que sustentam os trilhos da Linha 15 – Prata despertam curiosidade e preocupação em quem passa pelo trecho entre as estações Vila Prudente e Oratório, na altura da avenida Salim Farah Maluf, onde existe o viaduto. É impossível não notar a grande obra que acontece em toda a estrutura dos pilares, da base ao topo. Os trabalhos têm se estendido até a noite quando é comum ver caminhões despejando concreto para reforçar as colunas.

Em março, várias fotos circularam pelas redes sociais mostrando manchas pretas nos pilares que pareciam grandes rachaduras. Preocupados, vários usuários da linha procuraram a Folha e pediam explicações da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Na época, o Metrô garantiu que as imperfeições observadas não comprometem a segurança da estrutura e que os passageiros podiam ficar tranquilos e fazer normalmente a viagem no trecho Oratório – Vila Prudente. Informou ainda que as supostas rachaduras eram marcas de “desgaste na película de verniz que com a água da chuva e o acúmulo de agentes poluentes provocam o escurecimento”. Complementou ainda que, naquele mês, seria iniciada a limpeza e posterior correção com aplicação de novo verniz.

Porém os trabalhos continuaram pelos meses seguintes voltando a levantar questionamentos de usuários e de circula pelo trecho se realmente era apenas desgaste da película de verniz. “O trabalho que presenciamos diariamente, há várias semanas no local, é muito mais do que uma simples limpeza ou aplicação de verniz como alegou o Metrô. A impressão é que detectaram outro problema nesses pilares”, comentou em julho o funcionário de uma empresa das imediações em matéria publicada pela Folha.

Abordada mais uma vez pelo jornal, a Companhia encaminhou a seguinte nota em 5 de julho: “o Metrô reitera que as imperfeições vistas em 4 dos 536 pilares instalados no monotrilho da Linha 15-Prata não comprometem a segurança nem alteram o conforto do usuário da linha. Mesmo assim, a empresa fabricante dessas estruturas de concreto vem realizando a manutenção adequada para complementação do reparo necessário, sem custo extra para o Metrô. Os pilares P31, P32, P33 e P34 estão recebendo tratamento com resina epóxi, cintamento e posterior cobertura em concreto nos poucos pontos de cada pilar nos quais se verificou essa necessidade. A limpeza e aplicação de novo verniz também vem sendo realizada e tem sido solução suficiente na maioria das marcas encontradas, já que se referem exclusivamente à estética do pilar”.

Na ocasião, poucos operários trabalhavam nos pilares e a obra era totalmente visível, já que não havia barreira de proteção como mostra a foto abaixo. A reportagem esteve ao lado dos andaimes montados nas colunas e fotografou os buracos abertos no entorno  das bases. Depois da publicação da matéria, todo o canteiro de obras foi cercado e constantemente engenheiros são vistos supervisionando os trabalhos. Também aumentou a presença de maquinários.

“Recentemente teve esse problema de lentidão na linha, com os trens circulando muito devagar. Fica difícil de não associar com essa obra. Estão mandando muitos caminhões de concreto, sempre vêm à noite”, comentou um morador das imediações  que ligou para a redação na semana passada.

Passados quatro meses da última resposta do Metrô, com a obra ainda em andamento e as constantes indagações de leitores, o jornal voltou a questionar o Metrô por e-mail perguntando entre outras questões, o que exatamente foi detectado nesses quatro pilares e se as demais colunas já foram inspecionadas. A assessoria informou – por telefone – que ocorre “manutenção preventiva para garantir a durabilidade centenária da construção”, que “não há sinalização da necessidade de obras em outras colunas” e insistiu que os trabalhos em andamentos não comprometem a segurança do transporte. (Kátia Leite)

Há quatro meses, obras nas colunas eram tocadas por poucos operários e sem os tapumes de proteção.

 

Após pânico na Radial Leste, Justiça cobra ação das autoridades

Vídeo que viralizou mostra situação caótica na avenida Alcântara Machado na noite do último sábado, dia 16, com motoristas apavorados, invadindo o canteiro central da Radial Leste para escapar no sentido contrário. Enquanto isso, a acompanhante da pessoa que faz a filmagem berra pela polícia. Nas mais diversas redes sociais o vídeo foi repassado com o alerta de arrastão. A Polícia Militar nega o crime e afirma que na verdade ocorreu um protesto de moradores da grande ocupação que se formou nos últimos anos ao longo da avenida, rente ao muro dos trilhos de metrô, e nos baixos do viaduto Bresser.

De acordo com informações à Folha do comandante do 45º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana, tenente coronel Genivaldo Antonio, a ocorrência envolvendo a “Favela do Cimento”, como a PM denomina a comunidade da Radial Leste, começou quando patrulheiros suspeitaram da atitude de um homem e iniciaram a abordagem na noite do sábado. A esposa do suspeito tentou impedir atirando um pedaço de madeira contra a equipe e feriu um dos policiais. O próprio abordado também iniciou reação contra a polícia e nesse meio tempo, conforme o relato, a mulher entrou em sua moradia e retornou com uma faca, partindo em direção aos policiais que algemavam o seu marido. Segundo o comandante, nesse momento foi necessário um disparo em defesa dos policiais que atingiu a mulher. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e passa bem. Contudo após essa ação, outros moradores da comunidade tentaram obstruir a Radial Leste e foram impedidos com a chegada de reforço da PM.

Justamente pelo medo de serem envolvidos em situações como a do sábado passado, muitos moradores da região evitam trafegar pelas imediações do viaduto Bresser, área que compete à Prefeitura Regional Mooca. Nos últimos anos, a única ação que se viu no trecho foi o aumento de barracos erguidos nos baixos do viaduto e ao longo da calçada da Alcântara Machado.

A Prefeitura alega que as tentativas para solucionar o problema das ocupações no entorno do viaduto Bresser começaram em 2014. Nesta gestão, em 9 de agosto do ano passado, foi publicada portaria constituíndo um grupo de trabalho, com representantes da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social e da Prefeitura Regional Mooca, entre outros órgãos, para estudar meios de promover a reintegração de posse no local. Constava que o grupo deveria apresentar relatório conclusivo em 90 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativas. Mais de 300 dias se passaram desde a portaria.

Na última terça-feira, dia 19, a Secretaria Especial de Comunicação Social informou que a Prefeitura espera concluir o mais breve possível um Centro de Acolhida Especial no bairro do Canindé e a expectativa é que as famílias aceitem a oferta de serem transferidas para esse local, visto que, segundo a Secretaria, já recusaram outras propostas.

Justiça cobra Prefeitura e Estado

Após ter conhecimento do vídeo que circulou pela Internet, a juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou na última segunda-feira, dia 18,  prazo de 20 dias para que a Prefeitura e o Governo do Estado adotem medidas sociais e de segurança para quem mora ou circula na região do viaduto Bresser.

A magistrada declarou em seu despacho que “não se pode afirmar que os graves fatos que se repetem na região sejam de autoria exclusiva dos invasores, mas é fato que a estrutura local, afetada pelas circunstâncias socioeconômicas, muito agrava e compromete a segurança de todos os transeuntes e, inclusive, dos ocupantes de boa fé da mesma região”.

A juíza exigiu ainda que a Prefeitura informe se há continuidade de pagamentos de auxílio-moradia a ocupantes e se, mesmo assim, os beneficiários seguem ocupando a área do Viaduto Bresser. Nessa hipótese, a administração municipal deve informar quais as providências pretendidas para a suspensão de tais pagamentos. A magistrada intimou também a Secretaria de Segurança Pública para que informe as providências adotadas para o aumento de segurança no local.

As exigências da magistrada fazem parte de um processo de reintegração de posse que está suspenso a pedido da Prefeitura, que está construindo um Centro de Acolhimento Especial no Canindé visando atendimento prioritário às famílias que vivem no local. (Gerson Rodrigues e Kátia Leite)

 

Furto e vandalismo em escola na Quinta das Paineiras

Nas primeiras horas da manhã do último sábado, dia 16, vizinho da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Quinta das Paineiras, em Vila Prudente, estranhou ao ver o portão da unidade aberto e acionou a polícia. Pouco depois, guardas civis metropolitanos constataram que a escola foi arrombada, com vários ambientes vandalizados e uma televisão foi furtada. Não é a primeira vez que a EMEI é invadida e assaltada. Além disso, funcionários contam que é comum ocorrerem furtos de lâmpadas e torneiras na área externa da unidade de ensino para crianças. Na próxima semana estão previstas duas caminhadas com a equipe da escola, alunos e pais para sensibilizar e estimular a comunidade a zelar pelo patrimônio público.

A invasão provavelmente ocorreu na madrugada do último dia 16 e como a unidade está sem vigilância, a polícia não foi acionada prontamente. Além de levarem o aparelho de televisão, os invasores ainda tiveram tempo de arrebentar portas de armários e gavetas e espalhar diversos objetos e papéis pelas salas. A maldade foi tamanha que jogaram iogurte em documentos da administração. O caso foi registrado no 56º Distrito Policial – Vila Alpina e a perícia esteve no local no mesmo dia em busca de pistas para polícia tentar chegar aos responsáveis.

No final de 2014, a Folha publicou matéria semelhante sobre a EMEI Quinta das Paineiras. A escola foi invadida em um final de semana e vários equipamentos eletrônicos e até alimentos para a merenda das crianças foram levados. O prejuízo estimado na época foi de R$ 13 mil. A Secretaria Municipal de Educação informou na ocasião que pediria reforço à Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Sobre a ocorrência desta semana, a Secretaria informou que como a perícia da polícia civil esteve na escola no próprio sábado, os funcionários conseguiram colocar a unidade em ordem para receber os alunos normalmente na segunda-feira. Foi informado ainda que o aparelho de TV será reposto o mais breve possível. A reportagem também questionou o 21º Batalhão de Polícia Militar sobre o patrulhamento no bairro da escola e não obteve retorno até o momento.

Na tentativa de sensibilizar a comunidade e as autoridades para as constantes invasões e furtos na unidade, além de estimular a vizinhança a zelar pelo patrimônio público, estão programadas para a próxima terça-feira, dia 26, duas caminhadas com a equipe da escola, crianças e pais. Um ato ocorrerá às 10h com os alunos da manhã e outro às 15h com as crianças do período da tarde. (Kátia Leite)

Búfalo presta homenagem aos seus veteranos

No transcurso do seu 66º aniversário de fundação, a diretoria do Búfalo A.C. prestou homenagem a diversos atletas veteranos do clube, especialmente a Manoel Barroso, o popular Nheque, que defende a agremiação desde 1.954.
Nheque é um exemplo único de amor ao Búfalo. Jogou no auge do time quando este ganhou o torneio Galo de Prata em 1.955 e continuou defendendo suas cores até este ano, suplantando com denodo os problemas naturais da idade.

No último domingo, dia 17, no intervalo do jogo do Búfalo contra o Milionários  F.C. foram entregues diplomas aos homenageados. Receberam a láurea: Moacir Fragoso, Rubens Lopes Pintor, Sérgio Marcos Esteves, Luiz Sampaio, Ariovaldo Sampaio, José Roberto Madonado (Pato), Nercílio Borri (Costela), João Kasakevicius (Anite), Valmir Ferreira de Oliveira, Edson Carlos de Mauro, Antonio Souza de Araujo, Alessandro De Domenico Conti e Leandro Fragoso.
O presidente atual do Búfalo é Alessandro De Domenico Conti.

 

 

 

Homenagem: Wanderley Mantovani, história de sucesso

Ex-presidente da Folha, empresário bem sucedido, membro ativo da comunidade, principalmente através das ações desenvolvidas pelo Rotary Club, Wanderley Mantovani faleceu na manhã da última quarta-feira, dia 13, aos 67 anos de idade.

Morador da região, de família humilde, Mantovani tornou-se um empresário muito bem sucedido. Ao lado do irmão, administrava a Mantovani Imóveis, fundada pelo pai em 1972 e que cresceu junto com a expansão e a verticalização de São Paulo. A empresa com sede na Santa Clara é uma das mais conceituadas da região.

O empresário Mantovani não ficou restrito ao ramo imobiliário e também se destacou no setor de gastronomia. Foi fundador e proprietário da churrascaria e pizzaria Boi Brasil, em Vila Prudente. Depois inaugurou a Novilho de Prata e chegou a ser sócio de Chitãozinho e Xororó na rede Montana Grill. Também investiu na indústria de biodiesel e na plantação de eucaliptos.

Foi o 13º presidente da história do Rotary Club-Vila Alpina, entre 1987 e 1988, e um dos membros mais participativos, deixando vários amigos rotarianos.

Em 1991, integrou o grupo de empresários da região que fundou a Folha de Vila Prudente. Em 24 de outubro de 1996 assumiu a presidência do jornal e foi em sua gestão que a Folha ganhou as primeiras páginas coloridas. Para se dedicar a novos projetos, acabou deixando a diretoria, mas continuou vendo o jornal como um filho. Na ocasião dos 20 anos da Folha, assinou emocionante artigo onde destaca: “seus idealizadores jamais a desampararam, estiveram sempre perseverantes como pais que ensinam seus filhos a seguirem fortes diante das dificuldades e vicissitudes da vida. Enfim atingiu a esplêndida idade de 20 anos, nunca abandonando seus ideais”.

Wanderley deixa a esposa Marlene, os filhos Rodrigo e Mileide e quatro netos Fernanda, Gabriela, Gustavo e Gabriel, além de uma infinidade de amigos e admiradores de sua trajetória de sucesso. É com tristeza também que a Folha se despede de um de seus pais.

A missa de sétimo dia será na próxima quarta-feira, dia 20, às 20h, na Paróquia São Carlos Borromeu, na rua do Oratório, 3712.

Rolimã Fest neste domingo na Mooca

Entre os anos 60 e 80 a rua Jumana era um point da Mooca e concentrava muitos moradores da região que gostavam de descer a via em rolimãs. Esse resgate da infância e da brincadeira de rua é uma das propostas do 1º Rolimã Fest Mooca que acontece neste domingo, dia 10, das 8 às 14h. A rua Jumana ficará interditada ao trânsito durante todo o evento.

O Rolimã Fest é promovido pela empresa Mulek de Rua, fabricante e especialista nesses carrinhos, com apoio da Prefeitura Regional Mooca.  O evento contou com a colaboração de empresários locais para confecção de mais de 50 rolimãs que poderão ser utilizados gratuitamente no dia. Também haverá sorteios de produtos e carrinhos para todos os participantes que se cadastrarem.

Além da diversão de descer a Jumana em rolimãs, o evento contará ainda com diversos food trucks, música com o DJ Michel e show da Banda Os13, promessa do rock nacional. Outro destaque é a participação do piloto de Stock Car, Renato Russo, que fará a abertura com uma volta na Jumana de kart Shifter.

Os passeios de carrinhos de rolimã vêm acontecendo em outros locais e conseguem reunir público não apenas de aficcionados. Segundo a organização, em um desses eventos na Zona Norte compareceram cerca de 5 mil pessoas. “É um evento pra toda a família”, destaca Márcio Fernandes, um dos empresários da Mulek de Rua.

A entrada é gratuita, mas serão arrecadados agasalhos e alimentos não perecíveis durante o evento.

1º Rolimã Fest: domingo, dia 10, das 8 às 14h, na  rua Jumana.

Atletas do futebol feminino são convocadas para a Seleção Brasileira

No final de maio, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a convocação das atletas Sub-17 e Sub-20 para iniciar a preparação para a Copa do Mundo de futebol feminino. Duas jogadoras do Moleque Travesso estão entre as convocadas: a atacante Dani Ortolan (Sub-20) e a goleira Beatriz Nicoletti (Sub-17).

A primeira fase dos treinamentos da seleção Sub-17, na Granja Comary, em Teresópolis, acontece até o próximo dia 16. O mundial da categoria será no Uruguai em novembro.  É a nona convocação da goleira grená Beatriz. “Fiquei muito feliz por ter sido chamada. Agora é agarrar esta oportunidade e, se tudo der certo, estar na lista final para representar o Brasil”, afirma.

A seleção Sub-20 também treina na Granja Comary para o mundial que será na França em agosto. Antes, a equipe brasileira fará dois amistosos nos Estados Unidos, contra o time americano, no próximo dia 30 e 3 de julho. “Ainda terá mais uma etapa antes da lista final para o Mundial. Vou trabalhar bastante para estar nela”, comentou  Dani.

 

Família passa por constrangimento no cemitério São Pedro

O morador da Vila Ema, Wilson Santos, acompanhado da mãe, esteve no Cemitério São Pedro, Vila Alpina, no último dia 5 para a exumação dos restos mortais de seu pai, falecido em agosto de 2014. Porém, não bastasse enfrentar o delicado momento da abertura da sepultura do ente querido, a família foi submetida a situações constrangedoras por causa de erros administrativos da unidade. Funcionários do cemitério abriram, na frente da família, dois caixões errados até conseguirem acertar a cova. Por pouco, não exumaram os restos mortais de outra pessoa.

“Chegamos no horário marcado pela administração e no momento da exumação o coveiro foi para outro local, que não era a cova do meu pai. Minha mãe o questionou, mas ele mostrou papéis com os dados e mesmo alertado sobre o erro, preferiu seguir a orientação do documento. Quando abriram a campa, em vez de um homem, era o corpo de uma mulher. Nesse momento minha mãe, que é hipertensa e diabética, começou a passar mal”, conta Santos, que descobriu ainda que no papel constava o nome de sua mãe para ser exumada e não o do seu pai.

Após a primeira sucessão de erros, o funcionário resolveu voltar à administração e na sequência, levou a família para outra sepultura. Mas, Santos conta que foi outro choque. “Ele abriu a cova e disse que era a correta. Ficamos indignados, pois a pessoa morta estava com todos os dentes e meu pai foi enterrado sem nenhum, pois usava dentadura”, explica. Por fim, Santos relata que foram para a terceira sepultura e, finalmente, acharam os restos mortais de seu pai.

“Depois de toda esta situação constrangedora fui até a administração e pedi um documento relatando o ocorrido. Me deram uma cópia de toda a documentação, o relato por escrito e fomos para o Crematório de Vila Alpina para cremar os restos mortais do meu pai”, conta.

Porém, a família enfrentou mais problemas ao chegar ao Crematório. “O nosso agendamento era às 10h, mas com tudo que ocorreu no cemitério, chegamos atrasados e não queriam nos atender. Depois de muita insistência, resolveram ajudar, mas ao checarem a documentação, havia mais um dado preenchido erroneamente pela administração do cemitério. Ainda bem que conseguimos resolver ali mesmo”, completou Santos.

Indignada com os sucessivos erros, a família acionou a Guarda Civil Metropolitana (GCM) que recomendou ir à delegacia. “Eu e a funcionária da administração do cemitério fomos encaminhados ao 56º Distrito Policial – Vila Alpina. O caso foi relatado ao escrivão e o mesmo informou que não poderia registrar a ocorrência porque não existiu crime. Aguardei por uma posição do delegado que teve a mesma opinião do escrivão”, reclama Santos, que não concorda com a justificativa que ouviu na delegacia. “O funcionário do cemitério abre três sepulturas até achar o meu pai, tentam nos convencer de que outro corpo era o dele e isso não é crime? Se tivéssemos aceitado e levado uma ossada de outra pessoa seria normal?” questiona Santos com indignação. “Não vou aceitar isso! Procurarei a Defensoria Pública e entrarei com uma ação judicial cível”.

Questionado, o Serviço Funerário do Município pediu desculpas pelo constrangimento causado à família e se limitou a informar que abriu uma sindicância para apurar as responsabilidades. Foi ressaltado que a documentação em questão foi regularizada. A reportagem respondeu ao Serviço Funerário que quer acompanhar a sindicância.