Prefeitura admite rever trajetos de ciclovias

Implantadas na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), as ciclovias da cidade serão analisadas pelo novo governo municipal. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes vai revisar o plano cicloviário de São Paulo com o objetivo de dar maior utilidade às faixas e corrigir eventuais problemas na instalação. Foi garantido ainda que a comunidade e os principais interessados, os ciclistas, serão ouvidos e que será prioridade da atual gestão buscar a integração da bicicleta com o sistema de transporte público.

Na região, as faixas exclusivas para ciclistas, que começaram a ser implantadas em maio de 2015, seguem com problemas e criando polêmicas. Há trechos em que houve recape do asfalto e não houve nova pintura, causando confusão se a ciclovia ainda existe. Também há pontos em que o mato tomou conta da ciclovia e outros repletos de buracos. Outro grave problema são os locais mal planejados que já provocaram até colisões.

Um dos pontos problemáticos é na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, Vila Zelina. Além da via ser íngreme, o que dificulta a passagem de ciclistas, a faixa exclusiva está repleta de mato e com buracos. “Estou aposentado há três anos e fico bastante em casa. É possível contar quantos ciclistas passam por aqui: não deve passar de três por mês”, conta o morador da via, Josué de Assis.

Na avenida Francisco Falconi, Jardim Avelino, no trecho onde a via faz uma curva devido a rotatória existente próxima à esquina com a rua Mario Augusto do Carmo, foi feito o recape da ciclovia há cerca de seis meses, mas a Prefeitura esqueceu de repintar. “Antes os motoristas não respeitavam muito e invadiam a faixa de ciclistas, mas, desde que asfaltaram, o problema piorou bastante. Carros e caminhões simplesmente ignoram a existência da ciclofaixa”, relata o funcionário de um comércio no ponto.

A Associação dos Moradores e Comerciantes do bairro de Vila Zelina (AMOVIZA) está se mobilizando e, através de um abaixo assinado, solicitarão ao prefeito João Doria a remoção da faixa da avenida Francisco Falconi. Segundo a entidade, a implantação da ciclovia estrangulou as pistas de tráfego, tornando o local bastante perigoso. Moradores da região, embora concordem com a iniciativa da entidade, solicitam a inclusão de outras vias na reivindicação. “A ação deve ser para a revisão e remoção da maioria das ciclofaixas mal projetadas na região e não apenas de um trecho de interesse específico de poucos”, comenta o morador da Vila Zelina, Pedro Sinkevicius Neto.

Também há quem defenda a permanência das faixas exclusivas. “Utilizo a ciclovia da Franscisco Falconi quase que diariamente. Substituir por vagas de estacionamento, como já escutei, é um retrocesso. Ela está próxima do parque e cumpre muito bem seu propósito. Vamos dar uma chance ao progresso. Vamos deixar o carro em casa de vez em quando”, afirma o morador da região Ramom Vallente.

Indagada pela Folha, a CET informou que elaborou projeto que prevê a pintura e demarcação da ciclovia da avenida Francisco Falconi, mas não deu uma previsão de quando o trabalho executado. Também não se posicionou sobre o manifesto que está sendo elaborado. O órgão de trânsito ressaltou que problemas referentes à limpeza e buracos são de responsabilidade da Prefeitura Regional de Vila Prudente, a qual afirmou que efetuará inspeções e programará serviços de manutenção para a primeira quinzena deste mês.

Anhaia Mello

Construída pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô como parte de compensação ambiental das obras da Linha 15 – Prata do monotrilho, a ciclovia ao longo do canteiro da avenida Anhaia Mello, entre as estações Vila Prudente e Oratório, tem apresentado alguns problemas de conservação. Há relatos de trechos com água empossada, outros com acúmulo de lixo e mato e de galhos de árvores invadindo a pista. Embora tenha sido construída pelo Metrô, a responsabilidade pela manutenção é da Prefeitura Regional de Vila Prudente que, após ser questionada pela Folha, informou que trabalhos de manutenção e limpeza ocorrem periodicamente, mesmo assim, programará uma ação para os próximos dias com a intenção de localizar e sanar irregularidades.

 

Vereador Toninho Vespoli fala sobre os seus projetos para a região

Morador do São Lucas, Toninho Vespoli, do PSOL, está iniciando o segundo mandato na Câmara Municipal. Professor de matemática da Rede Municipal de Ensino, sempre esteve engajado aos movimentos sociais da região e apesar de ser filiado a um partido conhecido pelo radicalismo, acha que o diálogo é a melhor maneira para resolver um impasse. “É até engraçado o Toninho, do PSOL, reclamar que o prefeito João Doria está sendo radical na questão do grafite e da pichação em São Paulo”, comentou durante a entrevista à Folha na tarde da última quarta-feira, dia 8. “Mas, acho que antes de partir para o enfrentamento, ao menos os grafiteiros deveriam ter sido chamados para uma conversa”, alega o vereador que mandou grafitar uma coluna em seu gabinete na Câmara.

Toninho Vespoli foi um dos 11 vereadores que votou contra o próprio aumento salarial no final do ano passado e confessa que foi pressionado pelos colegas da Casa por causa de suas decisões. “Os vereadores queriam fechar o popular ‘acordão’ dos partidos e eu fui ao microfone defender a votação nominal (como acabou ocorrendo). Recebi muita pressão daqueles que não queriam se expor perante a sociedade”.


Folha – A Câmara encerrou 2016 de maneira polêmica ao aprovar em votação no plenário o aumento salarial de mais de 26% dos vereadores. O reajuste está suspenso pela Justiça. Mas, o senhor foi um dos poucos vereadores (11 entre 55) que votou contra o aumento. Como baseou a sua decisão?

Toninho Vespoli – Estamos vivendo uma crise no Brasil que impacta no orçamento municipal. Também vemos vários cortes em projetos sociais do Governo Federal. Então, se a sociedade está fazendo o sacrifício, acho que as autoridades precisam dar o exemplo. Essa foi a questão mais relevante para mim: temos o dever moral de mostrar à sociedade o caminho, que, no momento, é o de se sacrificar. Com toda essa grave questão social, com 12 milhões de desempregados, a classe política e também o Judiciário, onde vemos holerites de 60, 80 mil reais de juízes, precisam dar a sua contribuição. Também não vou ser hipócrita: os vereadores recebem aumento a cada quatro anos e o valor aprovado ficou inclusive abaixo da inflação (que foi de 32%). Então, nesse aspecto, o aumento é legítimo e eu até poderia ter ficado quieto, mas o grande problema é a situação atípica do Brasil e o lado moral da questão. O aumento está suspenso, mas caso a Câmara derrube a decisão judicial, aqui no gabinete já tomamos a decisão que a diferença salarial será doada para entidades sociais. Ainda estamos pensando como será o rodízio dessas entidades e vamos expor publicamente os nossos depósitos. Seria muita hipocrisia eu votar contra, ficar bem com a comunidade e depois aceitar o dinheiro. Minha posição precisa ter coerência.

Folha – Com o início do ano Legislativo, a Câmara está formando comissões. Quais delas o senhor pretende integrar?

Toninho Vespoli – Por enquanto, vou estar na Comissão de Educação, Cultura e Esporte. O PSOL tem direito nessa comissão e a outra vereadora do nosso partido, a Sâmia (Bomfim), vai ficar na Comissão de Saúde. Ainda estamos discutindo a constituição das comissões permanentes da Casa, somente depois vamos poder propor a abertura de novas comissões.

Folha – O senhor nasceu no Parque São Lucas e ainda reside na região. Quais os principais projetos que pretende defender para a comunidade local?

Toninho Vespoli – Tivemos algumas emendas que não foram efetivadas na área da Vila Prudente, São Lucas e Sapopemba na gestão passada e vamos batalhar de novo agora, como a reforma de algumas praças. Também vou insistir no asfaltamento da rua Vitor Hess, que é de terra ainda, fica atrás de uma escola, então em dias de chuva as crianças precisam passar pela lama (o mandato destinou nova emenda de R$ 300 mil para a via). Uma questão que o nosso mandato, embora não exclusivo, teve grande participação foi na construção da UBS Vila Ema. Estamos sempre em contato com o Movimento de Saúde do bairro, que faz acompanhamento mensal da obra. Também estamos batalhando por uma UBS na Vila Tostoi, que atende tanto a Prefeitura Regional de Vila Prudente como a de Sapopemba. É uma luta importante porque com os novos empreendimentos imobiliários, aumentou a população local e outras unidades da região estão ficando saturadas. Outra reivindicação é a ampliação da UBS Iaçape, no Madalena, que está com o quadro médico completo, mas não tem espaço físico. Ao lado tem um terreno e estamos destinando R$ 1 milhão para essa UBS. Acho importante brigar pela região do Parque São Lucas e Vila Industrial, que fica entre a Vila Prudente e o Sapopemba. Por exemplo, o Sapopemba tem dois CEUs e a Vila Prudente tem um em construção. Então vamos cobrar a instalação de uma Casa de Cultura no São Lucas, porque as crianças e jovens não têm espaço, e infelizmente nossos CDCs (Clubes da Comunidade) nem sempre estão nas mãos de pessoas que têm essa visão. Precisa de uma nova legislação para redemocratizar os CDCs. Espero que nessa gestão ocorra menos interferência política nas prefeituras entregues para vereadores que barram emendas de outros. Sou matemático e não acredito muito em coincidências: havíamos pedidos em torno de 12 podas de árvores e ficaram três anos sem fazer, quando veio o subprefeito Miguel (Ângelo Gianetti) para a Vila Prudente, que era independente, as podas aconteceram. O órgão público é da comunidade e todos têm o mesmo direito.

Folha – Principalmente na sua rede social, nota-se a oposição ferrenha ao governo de João Doria (PSDB). É uma orientação do partido por ser oposição ou, por enquanto, o senhor não aprovou as ações do novo prefeito?

Toninho Vespoli – Apesar de muita gente achar que o PSOL é um braço do PT, fui um dos vereadores que mais votou contra os projetos do ex-prefeito Fernando Haddad. Vou agir da mesma forma: coisas boas vou elogiar e o que entender que não está bem explicado ou não tem relação com as políticas públicas, vou criticar. Por exemplo, o Corujão, claro que eu acho bom zerar a fila para os exames, mas, o gestor tem que pensar todo o processo. Algumas pessoas estão indo fazer o exame às 3h da manhã e precisam esperar a condução até as 5h para voltar. Uma pessoa de mais idade não tem condições de enfrentar essa situação. Então acho que antes de inaugurar o programa, deveriam ter pensando uma rede de transporte em alguns dos principais terminais. Também estou questionando a Secretaria (de Saúde) se haverá um mutirão de especialistas para a pessoa não ficar com o exame nas mãos por meses aguardando a vaga no médico. Sobre a questão do grafite e da pichação também acho que o governo está agindo equivocadamente, não buscou o diálogo e já está partindo para a criminalização. O Haddad pagou para os grafiteiros fazerem murais na cidade, agora o novo prefeito gasta com tinta cinza para cobrir. Não é uma prioridade, poderia ter colocado esse dinheiro em uma questão mais emergencial. Além disso, acho que a tendência é aumentar a pichação pela cidade pela maneira como ele está tratando a questão. Mas, quero deixar claro que espero que o governo seja bem sucedido, porque senão é a população que vai sofrer mais quatro anos.

 

Vila Prudente recebe o maior piscinão de São Paulo

Com as presenças do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito João Doria (PSDB), foi inaugurado na manhã de hoje, dia 1º, o Piscinão Guamiranga, entre a avenida Dr. Francisco Mesquita, rua Patriarca, viaduto Grande São Paulo e o início da rua Guamiranga, em Vila Prudente. As obras foram iniciadas em dezembro de 2012 e a previsão inicial de conclusão era para o final de 2014. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), responsável pela construção, o investimento do Governo do Estado foi de R$ 160 milhões.

O reservatório ocupa área de 70 mil m², dividida em três células de captação conectadas por galerias e distribuídas no entorno do Centro de Detenção existente no trecho. O piscinão em Vila Prudente é o maior da cidade. Tem 22 metros de profundidade máxima e consegue acumular 850 mil metros cúbicos de água das chuvas. Conta com quatro comportas e dois “stop logs” laterais, além de seis bombas de recalque com capacidade cada para 850 litros por segundo.

“Durante o pico da chuva, as comportas do piscinão são abertas para armazenar a água que depois da tempestade, através do sistema de bombas, será devolvida ao rio Tamanduateí. E o reservatório fica preparado para um novo pico de chuva”, explicou o governador Alckmin complementando que “vai ajudar muito a Vila Prudente que já foi bastante castigada pelas cheias”.

Alckmin ressaltou que a Prefeitura é responsável pela manutenção do reservatório. “Investimos 160 milhões de reais na construção e agora a Prefeitura passa a fazer a operação, que é superimportante e também não tem custo baixo, porque a cada tempestade é necessário limpar o piscinão. A água volta para o rio, mas com a água vieram pneus, armários e todo tipo de sujeira, que precisam ser retirados junto com a lama que fica acumulada”, disse o governador. Este é o terceiro piscinão da cidade entregue para operação da Prefeitura, os outros dois são o Olaria e o Oratório.

Além da Vila Prudente, a expectativa é que o Piscinão Guamiranga minimize as cheias na avenida do Estado, até parte da região central da cidade e na avenida Juntas Provisórias, beneficiando um milhão de pessoas, segundo o DAEE. Na Vila Prudente está prevista a construção de mais um piscinão na avenida Anhaia Mello, sob um dos campos de futebol do Clube Escola Vila Alpina, mas as obras ainda não foram iniciadas.

Cheias na Anhaia Mello

Apesar da capacidade recorde em São Paulo do Piscinão Guamiranga, o equipamento não deve resolver as cheias ao longo de todo o trecho da avenida Anhaia Mello na Vila Prudente, onde está canalizado o córrego da Mooca. Para minimizar o problema está prevista a construção de mais um reservatório no bairro, sob um dos campos de futebol do Clube Escola Vila Alpina, na esquina da Anhaia Mello com a avenida Jacinto Menezes Palhares. A Prefeitura já fez a cessão da área ao Estado e pelo acordo firmado, o campo seria refeito após a obra.

Questionado pela Folha, o DAEE informou que esse piscinão está inserido no Plano de Macrodrenagem da Região Metropolitana de São Paulo e estudos indicam que deverá ocupar área de 16 mil m² e acumular até 135 mil metros cúbicos. No entanto, não foi informada a previsão de início da obra.

 

Perigo na faixa de ônibus da Paes de Barros

Um grande buraco com pouco mais de um metro de comprimento e 15 centímetros de profundidade, que surgiu há uma semana na faixa exclusiva dos ônibus em frente a parada Chamantá, na avenida Paes de Barros, altura do número 3333, Mooca, está colocando em risco os motoristas que passam pelo trecho.

Pele dimensão da cratera motoristas de táxi ainda conseguem desviar, mas os condutores das sete linhas de ônibus que circulam pela faixa são obrigados a enfrentar o problema. Para isso, os motoristas têm que transitar com todo cuidado e lentamente no sentido bairro para ultrapassá-lo.

“O maior perigo é durante a noite e quando está chovendo, pois para aqueles que não sabem da sua existência o risco de não visualizar é maior”, comenta o motorista de táxi, Francisco B. Menezes. “Não sei se o problema é da Prefeitura ou da SPTrans responsável pela faixa?”, acrescenta.

A Folha entrou em contato com a Secretaria das Prefeituras Regionais e com a São Paulo Transportes e aguarda um posicionamento.

 

Obras do Metrô são paralisadas por mais um ano

Em outubro do ano passado a Folha publicou matéria sobre a caótica situação dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô na região da Santa Clara, onde está prevista a construção da estação Água Rasa. Devido à falta de conservação dos espaços, que estão vazios, o cenário é desolador e piora a cada dia. Mato alto, acúmulo de lixo e entulho, proliferação de mosquitos e ratos, vandalismo são alguns dos problemas relatados pelos poucos moradores que restaram na redondeza. No final de dezembro tudo o que a comunidade menos desejava aconteceu. Após permaneceram paralisadas durante o ano passado inteiro, as obras de expansão da Linha 2 – Verde foram novamente suspensas até o final de 2017.

Conforme a Folha apurou, o governo federal decidiu excluir o projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e não destinar verba a São Paulo sob a alegação de que o governo estadual não conseguiu “formalizar a contratação das operações de crédito junto aos agentes financeiros do programa”. O anúncio foi publicado em portaria no Diário Oficial da União do dia 30 de dezembro de 2016. Já o estado alega que encaminhou à União todos os projetos para as obras de expansão. Enquanto o imbróglio entre Estado e Federação não é resolvido, a população é obrigada a conviver com antigos problemas.

“É uma enorme falta de respeito e de responsabilidade. Se o governo estadual não tinha o dinheiro para dar continuidade na obra porque desapropriou dezenas de imóveis, desamparou famílias e deixou tudo abandonado?”, questionou o aposentado João de Albuquerque, que reside na rua São Maximiano. “Agora que o estrago já foi feito o mínimo que deveriam fazer devidamente é a manutenção desses imóveis desapropriados e abandonados. É preciso que limpem e cerquem esses locais, além de destinarem vigilantes para esta área”, acrescentou Albuquerque.

Nesta semana a reportagem da Folha esteve novamente na localidade e constatou um cenário desolador. A área onde cerca de 15 imóveis foram demolidos em novembro de 2015, entre as avenidas Sapopemba e Adutora do Rio Claro está ainda mais crítico. O local foi cercado com placas de concreto, mas quase todas foram destruídas. O mato, lixo e entulho tomaram conta do espaço. “Semana passada duas vizinhas foram assaltadas ao passar por este trecho. Os criminosos se escondem dentro deste terreno e quando as pessoas passam eles atacam. Como aqui ficou um local ermo está mais fácil da bandidagem agir”, contou uma dona de casa que reside nas proximidades e não quis revelar o nome com receio de alguma represália.

A Folha levantou ainda que parte do projeto de expansão que depende do PAC é o trecho previsto para chegar até a Vila Formosa, para o qual estão projetadas as estações Orfanato, Água Rasa, Anália Franco e Vila Formosa. Para a concretização das obras, o Metrô depende da liberação de um crédito de R$ 2,5 bilhões, o qual seria financiado via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).

Sobre a conservação e limpeza das áreas desapropriadas, o Metrô informou mais uma vez que mantém rondas motorizadas para a vigilância de todos os imóveis de sua posse e vai intensificar a limpeza dos terrenos que foram demolidos na primeira fase. Não foi divulgada uma previsão de quando esse serviço será iniciado.

Prefeito da Mooca buscará integração com as secretarias municipais

Diferente de outros nomes que já ocuparam o cargo de subprefeito (hoje prefeito regional), Paulo Sergio Criscuolo, 66 anos, tem forte ligação com a Mooca e região. Criscuolo nasceu, cresceu, e sempre morou no bairro com intensa participação na vida social da comunidade. É conselheiro do Juventus e do Parque Sabesp Fiori Gigliotti. Quando moço atuou no futebol de várzea, brilhando como vigoroso centroavante. Segundo ele, não foi apenas a sua história local que o fez ser indicado para o cargo. Sua experiência em funções públicas administrativas também contribuiu para ser escolhido pela equipe de coordenação do governo municipal e, posteriormente, ser aprovado pelo prefeito.

“Sou engenheiro civil e trabalhei 35 anos na Sabesp. Sempre atuei em obras públicas de grande porte na área de águas e esgoto, onde adquiri muita experiência. Nesse período me especializei também em segurança do trabalho e em administração de empresas. Na década de 90 me formei em Direito. Assim que saí da Sabesp comecei a trabalhar na Coordenadoria de Obras da Subprefeitura de Vila Prudente. Nesta época o subprefeito era o Felipe Sigolo e aprendi muito sobre Subprefeitura. Quando encerrou o ciclo Serra/Kassab acabei sendo aproveitado na Companhia Paulista de Obras e Serviços do Estado, onde aperfeiçoei meu lado político”, contou Criscuolo em entrevista exclusiva concedida à Folha em seu gabinete.

Bastante influente na região e muito bem relacionado – durante a entrevista o prefeito regional sempre fazia questão de citar sua ligação com importantes e históricos nomes do bairro – o prefeito regional acredita que ser conhecedor da localidade onde irá atuar é um fator bastante positivo, mas faz aumentar ainda mais a responsabilidade e a obrigação de desenvolver um bom trabalho. “Ter o meu nome escolhido foi um grande presente. Foi fruto da linha de conduta que segui durante a minha trajetória profissional e pessoal. Agradeço muito ao Fabio Lepique, que foi um grande incentivador. Desde que meu nome foi anunciado não paro de receber mensagens e ligações parabenizando-me. Isso demonstra o quanto sou aceito e o quanto terei que trabalhar para corresponder a essas expectativas positivas”, declarou.

Ciente das distintas realidades dos seis distritos que irá administrar – Mooca, Água Rasa, Pari, Brás, Belém e Tatuapé, Criscuolo planeja atuar em integração contínua com as secretarias municipais. “Como as equipes da Prefeitura Regional ainda estão sendo formadas,  focamos os trabalhos apenas em zeladoria, mas, com o passar do tempo e com uma estrutura considerável, iniciaremos os serviços de acordo com a necessidade de cada região. A ordem do prefeito Doria é para que todos os setores e secretarias sejam interligados e trabalhem de forma integrada ”, explicou um pouco de sua estratégia.

Questionado sobre o estado em que encontrou a Subprefeitura Mooca no momento da transição de governo, embora tenha dito que não adiantava gastar energia com coisas passadas, Criscuolo revelou que a unidade estava em estado crítico. “Quando assumimos a Prefeitura Regional estava sem contrato, sem serviço, quase parando. Pelo o que percebi faltou muito serviço de limpeza, de zeladoria. Foi feito o mínimo necessário. Isso não é uma crítica ao governo passado, mas foi uma filosofia que tentaram implantar que não deu certo”, declarou.

Sobre antigas e importantes reivindicações locais que há anos não são solucionadas, o prefeito regional afirma que é favorável à maioria delas e irá buscar formas de tentar viabilizá-las. “Temos que melhorar o índice de área verde na nossa região, que é uma das mais carentes do município nesse sentido. Há algum tempo criamos o Parque da Sabesp na avenida Paes de Barros, experiência inovadora e interessante com o apoio do Governo do Estado. Este tipo de benfeitoria não conseguiremos sozinho. Precisaremos de parceiros para viabilizar esta melhoria e nos esforçaremos bastante para isso”, afirmou. Sobre o antigo terreno da Esso entre as ruas Barão de Monte Santo e Vito Antonio Del Vechio, Criscuolo classifica como uma questão delicada. “Sou totalmente favorável a transformar a localidade em parque, mas o problema da contaminação acaba travando muitas coisas, como uma possível desapropriação por parte do município, por exemplo, além da questão financeira. Este terreno está em uma área bastante valorizada, o que torna o metro quadrado muito caro”, comentou.

Outra questão problemática discutida foi sobre a situação do antigo prédio localizado na esquina da avenida Salim Farah Maluf com a avenida Vila Ema, onde durante muitos anos funcionou a Padaria Amália, cujo imóvel está ocupado por sem tetos desde maio do ano passado. “Temos que tomar muito cuidado com espaços particulares, mas como o local trata-se praticamente de massa falida tentaremos acionar as secretarias responsáveis para realizar algum tipo de intervenção, tomando providências legais. Um dos objetivos do prefeito é o de utilizar espaços ociosos para o funcionamento de creches, o que tem sido feito com agências bancárias. Temos quase certeza que se houver um esforço grande das autoridades públicas conseguiremos dar uma melhor utilidade a este prédio ocupado”, concluiu.

 

 

 

Pilastras do monotrilho seguem sem limpeza

Desde o primeiro dia de mandato, o prefeito João Doria, do PSDB, vem mobilizando equipes para fazer grandes ações de limpeza na cidade, que incluem a remoção de pichações de equipamentos públicos. Enquanto isso, o seu principal padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, ao que parece, não impõe a mesma preocupação aos órgãos do Estado. Um exemplo é a Linha 15-Prata do monotrilho que além do enorme atraso nas obras e diversos problemas técnicos que atrapalharam o início da operação, ainda virou alvo de pichadores. Todas as pilastras ao longo da avenida Anhaia Mello que sustentam os trilhos do transportes estão vandalizadas. A Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, que está ciente e prometeu limpeza desde outubro, afirmou nesta semana que começou o serviço de remoção das pichações.

O problema no monotrilho já é de conhecimento de João Doria. Durante o trajeto ao Sapopemba, para uma vistoria em unidades de saúde, ele questionou a equipe local sobre as pichações na pilastra e foi informado que cabe ao Metrô promover a limpeza.

Quando o monotrilho foi anunciado pelo então governador José Serra (PSDB), em novembro de 2009, um dos principais questionamentos que os técnicos do Metrô tiveram que responder incessantemente foi sobre a possível degradação visual que a construção provocaria na avenida Anhaia Mello. Sempre foi prometido que, após as obras, os canteiros seriam reurbanizados e que pelo fato dos trilhos serem abertos, não provocaria escuridão ou possíveis ocupações como ocorrem em baixos de viadutos. A reurbanização no pequeno trecho entregue, entre as estações Vila Prudente e Oratório, realmente aconteceu, no entanto, as pichações nas pilastras acabam provocando a degradação visual prevista pelos moradores da região.

A ação dos pichadores se estende também pelo trecho ainda em obras, a partir da estação Oratório. Na ponte onde ocorre a ligação dos trilhos com o pátio de trens há marcas de pichação até nas alturas, o que leva a crer que existe fácil acesso aos trilhos suspensos.

A Folha publicou matéria sobre o problema em novembro e na ocasião, o 21º Batalhão de Polícia Militar a Inspetoria Vila Prudente da Guarda Civil Metropolitana alegaram que nunca “houve flagrantes”. O Metrô respondeu que, por meio de equipes próprias, providenciaria mais uma vez a limpeza dos pilares pichados no trecho em operação na Linha 15. Nos locais ainda em obras, o Metrô esclareceu que acionou a empresa responsável para realizar a manutenção e limpeza das colunas com a maior brevidade possível. Nesta semana, a reportagem voltou a questionar o Metrô e o órgão afirmou que iniciou na semana passada a limpeza dos pilares e estruturas das estações da Linha 15 e deve prosseguir até o final deste mês. Além disso, foi ressaltado mais uma vez que o consórcio construtor foi acionado para remover as pichações dos trechos em obras.

Maestro da Vila Bela assume regência e direção musical do Theatro Municipal

O anúncio do corpo diretivo do Theatro Municipal de São Paulo foi feito pelo prefeito João Doria (PSDB) e pelo secretário municipal de Cultura, André Sturm, em coletiva realizada no último dia 5 na sede da Prefeitura. O novo regente e diretor musical do Theatro é o maestro Roberto Minczuk, 49 anos, de tradicional família de músicos da Vila Bela e fizeram as primeiras apresentações na Igreja Russa do bairro.

Regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira por 10 anos, Minczuk estava no Canadá, onde era diretor artístico e maestro titular da Orquestra Filarmônica de Calgary, e voltou ao Brasil para aceitar o convite da nova gestão municipal. “O Roberto é, na minha opinião, o maior regente brasileiro. E olha que temos excepcionais regentes no Brasil. Então é um prazer tê-lo de volta”, declarou o prefeito.

Roberto Minczuk começou sua carreira como um prodígio da trompa e já com dezesseis anos de idade ocupava o posto de Trompista Solista da Sinfônica Municipal de São Paulo. Durante o período em que estudou na conceituada Juilliard School de Nova York, apresentou-se como solista da Sinfônica Juvenil da cidade no Carnegie Hall e da Filarmônica de Nova York na série Young People’s Concerts.

Em seu vasto currículo consta ainda a regência associada da Filarmônica de Nova York nos anos de 1990 e a direção artística do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre outros importantes cargos.

A Prefeitura optou por separar as funções de diretor artístico e a de regente do Theatro. Assim, a direção artística será assumida pelo diretor e cenógrafo Cleber Papa.
“Estamos felizes em poder investir na nossa São Paulo e torná-la melhor do que ela é. A gente acredita que também vai transformar a cidade, inspirar e impactar a vida das pessoas com a beleza da música, do balé, da dança, da ópera”, disse Minczuk durante a sua apresentação.

Durante a coletiva, também foi anunciado o novo slogan do Municipal: “A cidade no Theatro, o Theatro na cidade”. A Prefeitura pretende trabalhar com programas que levem a população ao Theatro e também ofereçam atividades do equipamento em outras regiões. Entre as iniciativas está o “Concerto Informal”, no qual, mensalmente, o maestro Minczuk irá reger a orquestra de uma maneira didática para o público, explicando cada um dos instrumentos e os movimentos que são realizados durante a execução de um concerto.

Jornal celebra a sua história e expõe novos projetos

Autoridades, lideranças comunitárias, anunciantes e amigos que a Folha conquistou ao longo de sua trajetória marcaram presença no farto café da manhã que a direção da empresa promoveu na quarta-feira, dia 11, no Salão Nobre do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente.

Convidado para o evento, o prefeito João Doria (PSDB) teve a gentileza de comunicar que estaria impossibilitado de comparecer por conta de compromisso oficial do cargo e indicou o prefeito regional de Vila Prudente, Jorge Farid, como seu representante. Estiveram presentes também os vereadores Claudio Fonseca (PPS) e Edir Sales (PSD) que em seus discursos ressaltaram a combatividade da Folha na conquista de melhorias para a região, como a Linha 2-Verde do Metrô, que correu o risco de ser desviada ao ABC, e a retomada das obras dos grandes hospitais estaduais de Vila Alpina e Sapopemba que ficaram paradas por anos, entre outras.

Também marcaram presença o ex-deputado Adriano Diogo e o ex-vereador Archibaldo Zancra; o recém nomeado diretor regional de Ensino, José Waldir Gregio; o superintendente da Associação Comercial Distrital Mooca, Francisco Parisi; o presidente do Clube Atlético Juventus, Domingos Sanches; autoridades da polícias Militar e Civil e da Guarda Civil Metropolitana; e presidentes de entidades e associações de moradores da região. O evento teve ainda a presença de importantes parceiros comerciais da Folha sem os quais o projeto de jornal comunitário não teria sucesso.

Foi exibido um vídeo institucional que contou brevemente a história do jornal e ressaltou os novos projetos da Folha, como os cadernos e páginas especiais editados no ano passado e o lançamento da nova plataforma digital (é possível assistir o vídeo na fanpage da Folha no Facebook: @folhavp). O presidente Newton Zadra, ao lado dos filhos Katia e Ricardo Zadra, fez emocionado discurso relatando a resistência do jornal que nasceu com tiragem de 20 mil exemplares e hoje soma cerca de 45 mil exemplares distribuídos gratuitamente todas as semanas. Apesar das dificuldades econômicas que cercam todos os meios de comunicação, Zadra concluiu seu discurso positivamente e citou Fernando Pessoa para ressaltar que apesar de um jornal comunitário sério não dar lucro, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

 

Farid afirma que conhece cada canto da região

O nome varia de acordo com a gestão. Já foram administradores regionais, subprefeitos e agora, são os prefeitos regionais no governo de João Doria (PSBD). Apesar do troca-troca de nomenclaturas, a função primordial é a mesma: ser o principal representante da Prefeitura em cada um dos 32 territórios administrativos da cidade. Na Prefeitura Regional de Vila Prudente, que também engloba o distrito de São Lucas, totalizando 246 mil habitantes, o responsável pelo cargo desde o primeiro dia do ano é Jorge Farid.

Nascido na rua das Giestas há 58 anos, residente da região deste então, formado em História e comerciante estabelecido na Vila Alpina, Farid tem outra particularidade com a Vila Prudente e arredores:  há mais de sete anos abastece o seu canal no YouTube, o Qual é a Bronca, que ultrapassou 2,5 mil inscritos e seis mil vídeos. Por ironia do destino, no canal, Farid dava espaço para moradores locais apontarem muitos dos problemas que agora terá a missão de resolver ou, pelo menos, dialogar com os responsáveis para agilizar a solução. Portanto, não cabe a alegação de que ainda está “conhecendo a região” como já fizeram ex-ocupantes do cargo.

No entanto, uma questão que Farid e os demais prefeitos regionais vêm enfrentando desde o início da gestão, é a falta da equipe de apoio, como chefes de gabinetes e coordenadores de importantes setores, entre eles, de obras, jurídico e assessoria de imprensa – os chamados “cargos de confiança”. Até a manhã de ontem, quando foi concedida a entrevista à Folha, Farid era o único nomeado na Vila Prudente e contava somente com funcionários de carreira. Na Mooca, por exemplo, a reportagem da Folha não conseguiu obter retorno da equipe de gabinete para o pedido de entrevista com o prefeito regional Paulo Sergio Criscuolo.

Farid contemporizou a falta de equipe e ressaltou que, enquanto não consegue tocar projetos mais complexos, vem enfatizando na zeladoria, um dos grandes problemas detectados por João Doria que chegou a chamar a cidade de suja. “O prefeito criou o Cidade Linda e, na medida do possível, estamos reproduzindo na região, focando na limpeza de bueiros, poda de árvores e tapa buracos, entre outros serviços”, afirmou. “Quando fez uma visita ao Sapopemba na primeira semana de gestão, Doria passou pela avenida Anhaia Mello e reclamou das pichações nas pilastras do monotrilho. Perguntou se podíamos pintar, mas cabe ao Metrô”, contou Farid. A Folha publicou matéria sobre o problema em novembro e o Metrô havia se comprometido a limpar.

Ainda seguindo as diretrizes de Doria na Prefeitura, Farid garantiu que não será um gestor de gabinete, prometeu estar nas ruas e nos equipamentos públicos. Também rebateu críticas que recebeu de que não estaria capacitado para o cargo. “Já fui assessor por um ano e meio desta unidade, na gestão dos subprefeitos Nelson Evangelista e Felipe Sigollo, e a minha rotina, na época, era de vistoria externas. Conheço cada canto desta região”, ressalta.

Entre os principais problemas locais, Farid ressalta que nem todos competem à Prefeitura Regional, como as enchentes que vem causando transtornos nos últimos dias. “Durante a transição, conversei com os antigos coordenadores e no que compete à nossa unidade, limpeza de bocas de lobo e galerias, os serviços foram executados. Precisamos ver como está a questão dos piscinões prometidos”, comentou. Matéria de capa desta edição ressalta que o Piscinão Guamiranga, nos baixos do viaduto Grande São Paulo, está atrasado há mais de dois anos. A responsabilidade é do Governo do Estado, do PSDB, mesmo partido no qual Farid milita há anos e atualmente é presidente interino do Diretório Municipal. A região torce para que a propagada parceria Estado-Prefeitura seja de valia para resolver essa e outras importantes questões que dependem de intervenção estadual.