Desde a inauguração da estação Vila Prudente da Linha 2 – Verde do metrô, os usuários de transporte público cobram uma passarela que ligue o sentido bairro da avenida Anhaia Mello com a parada. A alegação da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, na ocasião, é que no canteiro central do trecho seria erguida a estação Vila Prudente da Linha 15 – Prata do monotrilho, que contaria com a passagem aérea para facilitar a travessia da população. Entretanto, a pouco tempo da inauguração – que não tem data definida (leia abaixo), apenas a passarela no sentido Centro foi construída, os trabalhos do outro lado da via sequer começaram.
Promessa do Metrô, a criação de três terminais de ônibus integrados com a estação Vila Prudente da Linha 15, não devem ficar prontos até a entrega do monotrilho. O maior, chamado de Central, ficaria sob a parada do monotrilho, e os outros dois, Norte e Sul, seriam construídos nos dois lados da Anhaia Mello. Mas, apesar do anunciado, próximo da inauguração do transporte, nenhum dos três deve ficar pronto a tempo.
Por volta das 16h da última segunda-feira, dia 21, cerca de 70 moradores da favela de Vila Prudente começaram um protesto devido à morte de um jovem na comunidade em uma ação policial dois dias antes e contra a constante força da Polícia Militar no local. A manifestação teve início com o bloqueio dos dois sentidos da avenida Anhaia Mello nas proximidades do viaduto Grande São Paulo. Com a chegada da PM, o ato se estendeu também para as ruas Dianópolis e Pacheco e Chaves. O grupo bloqueou a passagem dos veículos com lixo e entulho, ateando fogo nos materiais. A Força Tática do 21º Batalhão utilizou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes. A confusão, no entanto, só teve fim por volta das 20h30, após a chegada do Batalhão de Choque.
Com importante valor histórico, já que abrigou a primeira fábrica de carros genuinamente brasileira, o extenso terreno particular onde funcionou a indústria Vemag, localizado na rua que leva o mesmo nome, está ocupado desde a semana passada por cerca de 600 famílias. A grande área na esquina com a rua Guamiranga, está repleta de barracas de madeira cobertas de lona e a quantidade de pessoas não para de aumentar.
Moradores das proximidades e motoristas que passam pela avenida Doutor Francisco Mesquita, na altura do número 1087, no sentido Vila Prudente, estão preocupados com a situação do trecho. No local acontecem obras da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) durante a noite e, embora cones sinalizem os trabalhos, vários condutores estão sendo pegos de surpresa, podendo ocorrer acidentes.
Após mais de quatro anos de obras de construção da Linha 15 – Prata do monotrilho, o asfalto da avenida Anhaia Mello ficou bastante precário, com buracos e ondulações. Entre o final de junho e o início deste mês, a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, responsável pelos trabalhos do transporte, finalmente realizou o recapeamento da via entre a rua Ibitirama e a avenida Alberto Ramos. O serviço agradou a maioria dos motoristas, mas, em um trecho, no cruzamento com a avenida Francisco Falconi, na Vila Alpina, a pista ficou desnivelada, o que vem acarretando danos nos veículos que passam pelo local.