A obra de construção do piscinão na área do Centro Esportivo (CE) Arthur Friedenreich, na Vila Prudente, começou no final do ano passado. Na primeira etapa, os trabalhos ficaram concentrados onde existia um dos campos de futebol do clube, na esquina da avenida Jacinto Menezes Palhares com a rua João Pedro Lecór. Agora, a obra está avançando para a outra ponta, no sentido da avenida Anhaia Mello, abrangendo mais um trecho onde o clube é bastante arborizado.
Causou muita indignação nesta semana, a morte de uma enorme seringueira que, segundo os frequentadores, estava no clube há mais de 60 anos. Apesar do espaço estar cercado por tapumes, a Folha conseguiu flagrar a árvore sendo removida. Foi necessário usar um trator escavadeira por causa da dimensão da espécie. Em outros pontos do centro esportivo o som de motosserras também foi constante e formavam-se montes de árvores derrubadas.
Na primeira fase da obra a devastação do verde foi grande. Não restaram sequer as árvores que existiam na calçada, fora da área do centro esportivo. Na ocasião do início dos trabalhos, em novembro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) esteve presente e não soube informar sobre a compensação ambiental quando perguntado pela Folha. Nesta semana, após novos questionamentos, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente afirmou que o projeto foi revisto e reduziu a quantidade de árvores a serem removidas.
Compensação
O Termo de Compromisso Ambiental (TCA), número 431/2024, firmado pela Secretaria para a obra do piscinão prevê o manejo de 295 árvores, incluindo três espécies mortas. Em nota foi afirmado que “como compensação, estão previstos o plantio de 256 mudas com DAP (Diâmetro à Altura do Peito) de 3 cm no próprio empreendimento, 121 mudas em praças próximas e a conversão de 20 mudas em recursos ao Fundo Especial do Meio Ambiente”.
Ainda segundo a Secretaria, com o Plano de Proteção de Espécies Arbóreas (PPEA), desenvolvido pela SPObras, foi possível reduzir em 65,4% a quantidade de árvores a serem suprimidas, de 295 para 102. O número de exemplares preservados aumentou de 23 para 126, e o transplante de 80 árvores foi incluído no planejamento. Foi garantido ainda que a compensação “leva em conta critérios técnicos como porte, espécie e estado de conservação de cada árvore”.
Morador da Vila Ema, o ambientalista Fernando Salvio, acompanha atentamente o andamento dos trabalhos. “É difícil de aceitar o que aconteceu no início da obra, quando arrancaram todas as árvores. Acredito que isso ainda deva ser apurado. Parece que agora estão sendo mais conscientes e, pelo que entendi, as árvores da calçada lateral devem ser preservadas. Mas, por que não tiveram esse cuidado antes?”, questiona. “É importante manter o máximo possível das espécies grandes, porque, futuramente, em cima do piscinão só poderão colocar arbustos, cujas raízes não vão atingir a laje. De qualquer forma o prejuízo ambiental no local foi grande. Escolheram uma área que já era permeável para fazer o reservatório só para não desapropriar outro local”, conclui. (Kátia Leite)






O certo é plantar árvores de escoamento de águas e o terreno ser preservado, é um absurdo, é um retrocesso, e pior, não resolve o problema. Pelo contrário, gera dengue e outras doenças por causa do acúmulo de água pelo escoamento demorado.
é uma total falta de respeito pela vida, da população e das árvores que estão ali bem antes de muitos de nós! que governo “pelo povo” é esse? não me representa!
Mentalidade perigosa para o futuro da nossa cidade e do bem-estar das pessoas que viverão nela! Com a liberdade de organização dos processos existente na prefeitura, dá pra desenvolver projetos muito mais respeitosos com a qualidade de vida e o bom uso das verbas públicas. Porque não optaram por um parque alagável, levando em conta o histórico de chuvas na região?
Preguiça mata muito, tanto seres humanos quanto espécies além das humanas!
prefeito corta árvores para fazer PISCINÃO?
ISSO É IGNORÂNCIA OU MÁ FÉ???
so eu tenho certeza de que nunca mais veremos campo de futebol, pista de copper e arvores no terreno que estao fazendo o piscinao? Só eu desconfio que o piscinao deveria estar no fim da paes de barros e nao onde estao construindo?
Experimente pedir a remoção de uma árvore na calçada de sua casa pra ver o que acontece!
Nós, infelizes moradores desta cidade, somos tratados de maneira patética por aqueles que foram eleitos para melhorar a cidade. Eles podem fazer qualquer coisa, quebrar, demolir, desapropriar, cortas árvores e etc. Essa história de compensação com mudas chega a ser um insulto a qualquer cidadão que tenha, pelo menos, um neurônio em pleno funcionamento.
Aliás, a vereadora do bairro, que emporcalha os postes com faixas de autopromoção, poderia fazer alguma coisa que justificasse os sucessivos mandatos que acumulou nos últimos anos.
Crime ambiental continua no Parque da área do Piscinao Artur Fredeireich.
crime com a natureza, a sociedade e o meio ambiente. desaproprie áreas invadidas e nao onde ha raízes e árvores.
Crime ambiental continua no Parque da área do Piscinao Artur Fredeireich.
crime com a natureza, a sociedade e o meio ambiente. desaproprie áreas invadidas e nao onde ha raízes e árvores.
quero saber quais arvores ficaram. direito Meu. prefeito.