Dois alagamentos na Anhaia Mello na mesma semana

Na semana passada, a Anhaia Mello e arredores registraram duas enchentes. Além do corredor viário tomado pela água em diversos trechos, na quinta-feira, dia 15, veículos ficaram submersos na rua Bento Sabino dos Reis, na Vila Ema (foto acima).

No sábado, dia 17, a cheia foi ainda mais violenta. Ocupantes de veículos precisaram subir nos capôs dos carros alagados na rua Américo Vespucci, na Vila Prudente (foto abaixo). Moradores dos prédios do entorno flagraram a cena e acionaram os bombeiros.

Passageiros também não conseguiam sair da estação Vila Prudente e de várias paradas da Linha 15-Prata. Até às 20h40 do sábado, dia 17, quando foi encerrado o alerta para alagamentos, a estação meteorológica de Vila Prudente registrou 59,8 mm de chuva, o segundo maior índice pluviométrico da cidade. Ficou atrás apenas da região da Vila Maria com 66,8 mm. Os dados são do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura.

O aguaceiro despencou em cerca de uma hora, provocando alagamentos também em outros pontos do bairro, como na rua José Zappi.

 

Roubo termina com dois suspeitos mortos no Parque São Lucas

Um homem de 32 anos e outro ainda não identificado morreram após confronto com policiais civis durante um roubo a uma farmácia na manhã do domingo, dia 18, na avenida do Oratório, no Parque São Lucas.

A Secretaria de Segurança Pública informou que equipes do 42º Distrito Policial – Parque São Lucas, a poucos metros da drogaria, foram acionadas por um popular, que informou sobre o crime em andamento .

Na estabelecimento, os policiais encontraram funcionários sob ameaça. Durante a intervenção, os suspeitos reagiram e os agentes intervieram. Os óbitos dos suspeitos foram constatados no local.

O caso foi registrado pelo 42º DP e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A ocorrência segue em investigação pela Corregedoria da Polícia Civil.
Incêndio em imóvel ocupado deixa dois mortos

Por volta das 5h da última segunda-feira, dia 12, o Corpo de Bombeiros recebeu chamado para fogo no terceiro andar da edificação na esquina das avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf. Equipes de dez viaturas foram empenhadas no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, durante o trabalho de rescaldo, os bombeiros encontraram dois corpos: de um homem de 35 anos e de um bebê de dois meses de idade.

O caso foi registrado no 42º Distrito Policial – Parque São Lucas e de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, no local, “a autoridade policial apurou que a criança estava sozinha no momento do incêndio, o que caracteriza crime de abandono de incapaz”. Diante da situação de flagrante, a mãe foi conduzida à delegacia, onde foi ouvida e presa.

As investigações prosseguem para apurar as causas do fogo e esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.

História

No passado, entre as décadas de 70 a 90, funcionou no local a Padaria Amália, que foi bastante famosa na região. Porém, depois do encerramento das atividades, o imóvel de propriedade particular ficou fechado e se deteriorando por anos, até ser ocupado por cerca de 200 famílias de sem-teto na madrugada de 7 maio de 2016.

Em janeiro de 2019 o prédio chegou a ser totalmente desocupado após a Prefeitura mover ação com pedido de tutela de urgência, por causa das precárias condições do imóvel. A Justiça acatou a solicitação do governo municipal, concedeu a liminar para desocupação e o proprietário foi intimado a realizar as obras necessárias para estabelecer a segurança da edificação.

Após a retirada das famílias, a Prefeitura emparedou os acessos do prédio, mas, poucos dias depois voltou a ser invadido. Na ocasião, o governo municipal ressaltou que cabia ao proprietário impedir a reocupação.

Desde então, o número de moradores no imóvel foi aumentando. Também foram instalados comércios. No terreno do prédio, funcionava ainda uma cooperativa de reciclagem.

Durante o incêndio desta semana, os bombeiros destacaram que havia muito material combustível no local.

Nova desocupação

A Secretaria Municipal de Habitação informou à Folha que realizou na terça-feira, dia 13, um plantão social para o cadastramento das famílias que viviam no prédio. A partir desse atendimento será possível a concessão de um auxílio emergencial no valor de R$ 1 mil, como medida de proteção habitacional imediata. Foram cadastradas 132 famílias para acolhimento na Rede Socioassistencial e oferta de insumos. Nenhuma família havia aceitado o acolhimento até a última posição da Prefeitura.

A Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), isolou o prédio, que permanecia preservado pela polícia para a realização dos trabalhos de perícia. Mas, vizinhos já denunciaram novas tentativas de reocupação.

Em março do ano passado, o imóvel foi vistoriado pela Subprefeitura da Mooca que constatou risco de ruína estrutural. A Prefeitura afirma que pediu nova desocupação à Justiça, que foi autorizada. Mas, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) definiu prazo para saída voluntária até junho de 2026.

A Folha também procurou o representante dos proprietários e aguarda um posicionamento.

Foto no topo: Reprodução TV Globo
Foto no fim do texto: Reprodução internet

 

DP do São Lucas investiga venda de ingressos falsos

A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira, dia 15, operação contra uma associação criminosa envolvida em esquema de venda de ingressos falsos para o show da banda britânica Iron Maiden. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Tatuapé e em Guarulhos.

A investigação é realizada pelo 42º Distrito Policial (DP) – Parque São Lucas desde dezembro, quando um homem compareceu à delegacia informando que foi vítima de um golpe. Relatou que fez o pagamento de R$ 690 por meio do pix para adquirir a entrada para o show, mas não recebeu o ingresso. Ao entrar em contato com a plataforma original, descobriu que estava em um site falso que simulava o verdadeiro.

Os policiais descobriram que o valor pago foi destinado a uma empresa facilitadora de pagamentos, que não efetuou o bloqueio ou estorno mesmo após a comunicação da fraude. As diligências revelaram a existência do site falso e de empresas envolvidas no golpe, com constituição recente, alterações societárias suspeitas e diversas reclamações por golpes semelhantes.

“É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso”, alerta o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento.

A operação chamada Fear of the Pix, que significa “medo do pix”, em referência a um álbum da banda britânica de 1992, apreendeu 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e outros documentos que serão análise de investigação. O caso está sendo registrado como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico.

 

Muro de cemitério despenca durante temporal

Durante a forte chuva na noite da última terça-feira, dia 13, parte do muro do Cemitério Quarta Parada desabou. Túmulos ficaram visíveis e os detritos interditaram a rua David Zeiger, que serve de acesso ao estacionamento e ao velório.

A Consolare, que administra o cemitério desde a concessão feita pela Prefeitura em março de 2023, informou que não houve feridos e nem danos nos jazigos.

A concessionária destacou que se trata de um muro muito velho construído através de uma metodologia antiga. Esclareceu ainda que uma equipe técnica realizou a avaliação dos danos e os trabalhos para a reposição provisória do isolamento do trecho do muro foram realizados no dia seguinte ao desmoronamento. No entanto, a reconstrução definitiva depende de aprovação do plano emergencial de intervenção junto a Prefeitura.

Mais problema

Famílias com jazigos no cemitério apontam que o muro na avenida Álvaro Ramos também está com trechos desabando há cerca de um mês e foram cobertos com uma lona plástica preta.

“Desde que a Consolare assumiu o Quarta Parada, implantou a cobrança de uma taxa de manutenção anual de cerca de mil reais para cada família que tem túmulo no cemitério. E olha a ‘maravilha’ de manutenção!”, reclama um morador próximo à Álvaro Ramos e que tem familiares no cemitério. Ele pediu para não ter o nome divulgado.

“Já são quase três anos de concessão, já foi tempo suficiente para a empresa reformar os muros e resolver outros problemas do cemitério. Mas, se preocupou primeiro em cobrar nova taxa e o estacionamento”, argumento um aposentado proprietário de jazigo no local, que também pediu para não ser identificado.

Apesar de questionada, a Consolare não explicou a situação do muro do cemitério na avenida Álvaro Ramos.

Fotos: reprodução internet

 

Parque Vila Ema: processo de desapropriação avança

No final de 2025 ocorreu importante movimentação no processo de desapropriação do terreno de quase 17 mil m² na esquina da rua Batuns com a avenida Vila Ema. De acordo com a Procuradoria Geral do Município (PGM), no dia 29 de dezembro, foi realizado o depósito de R$ 3.014.282,15, referente ao valor remanescente da indenização da área onde será implantado o futuro Parque Vila Ema. Com isso, também foi solicitado nesta semana à Justiça o ato que permitirá à Prefeitura assumir a posse do terreno.

A Prefeitura destacou ainda à Folha que, como se trata de uma área desocupada, a expectativa é que a transferência de posse ocorra em cerca de 30 dias após a decisão judicial. O valor do terreno é de R$ 7.130.270,25, com base em perícia judicial. Anteriormente a Prefeitura já havia depositado em juízo parte do valor.

A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente também informou à Folha que o projeto executivo do Parque Vila Ema está concluído e depende da desapropriação da área para que seja iniciado o processo licitatório de implantação.

O terreno na rua Batuns foi uma antiga chácara de imigrantes alemães e ainda abriga vegetação nativa da Mata Atlântica. A Tecnisa, proprietária da área, pretendia erguer torres residenciais no local. A movimentação popular pela preservação do verde começou há mais de 15 anos e tem total apoio da Folha desde o início.

Fogo em dezembro

O avanço no processo de desapropriação do terreno na Vila Ema ocorre após um incêndio registrado na área na madrugada de 12 de dezembro. A Tecnisa afirmou que registrou Boletim de Ocorrência “após relatos de vizinhos indicando que o fogo teria sido provocado por terceiros”. Segundo a construtora, aproximadamente 25 espécies foram atingidas pelas chamas, entre elas, 20 palmeiras-da-china que apresentaram comprometimento em decorrência do incêndio.

Parque da Mooca: nova previsão de entrega

De acordo com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, as obras de implantação do Parque da Mooca ultrapassaram 65% de conclusão e a nova previsão de entrega é neste primeiro semestre de 2026.
As obras de construção do parque no terreno entre as ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis começaram em junho de 2024, quando a Prefeitura promoveu evento na Mooca com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, foi afirmado diante da população que o parque seria entregue ainda naquele ano.

Ao longo de 2025, a Folha cobrou a Secretaria do Verde sobre os atrasos na inauguração. Em maio, a alegação foi que a entrega do parque havia sido reprogramada para o segundo semestre “devido à necessidade de ajustes na drenagem do terreno, essenciais para garantir a qualidade e a segurança na execução das obras”. No final do ano, o prazo foi estendido de novo por mais seis meses.

A Secretaria detalhou que o projeto do novo parque contempla a implantação de um percurso principal, com cerca de 800 metros de extensão, que fará a ligação entre todos os equipamentos. Ao longo desse trajeto, caminhos secundários garantirão melhor circulação, acessibilidade e integração entre os diferentes espaços. Entre eles, estão previstos o edifício administrativo, estrutura complementar com sanitários públicos, guaritas nos acessos principais, áreas destinadas a eventos e convivência, playgrounds com brinquedos inclusivos, além de espaços com equipamentos de ginástica e aparelhos para atividades físicas.

História

O Parque da Mooca será construído em menos da metade do espaço pleiteado. A Folha iniciou a luta pela área verde no local há mais de 20 anos, defendendo que ocupasse os quase 100 mil m² do terreno como forma de compensação pela grave contaminação ambiental sofrida no passado. O local serviu como reservatório de combustíveis da Esso e precisou passar por longa remediação do solo. A destinação total ao verde também seria importante para amenizar o clima cada vez mais árido da Mooca e arredores. Porém, apesar da grande mobilização, a maior parte do terreno será ocupada por novos condomínios de prédios. (Kátia Leite)