Prefeitura quer instalar polos gastronômicos no Parque de Vila Prudente

A Prefeitura lançou edital para instalação de 46 polos gastronômicos em 31 parques da cidade. Os espaços serão explorados por empreendedores locais por meio de permissão de uso de 5 a 10 anos, após processo público de seleção previsto para março com base na maior proposta apresentada. Para o Parque Profª Lydia Natalizio Diogo, o popular Parque de Vila Prudente, constam duas áreas de permissão com ponto fixo.

Um dos pontos fica próximo à sede administrativa do Parque de Vila Prudente, no portão de entrada principal na rua João Pedro Lecor. A outra área indicada pela Prefeitura está próxima ao portão da avenida Francisco Falconi, onde há um gazebo. Os dois têm permissão máxima de 20 m² cada com três mesas de apoio.

A medida divide opiniões entre usuários do espaço. Alguns acreditam que é um serviço que vai beneficiar os frequentadores. Outros temem a geração de odores, barulho e lixo na área de preservação ecológica.

A consulta para os polos gastronômicos nos parques fica aberta até 2 de março. Nesta quarta-feira, dia 25, haverá audiência pública por videoconferência a partir das 10h. Mais informações no site da Prefeitura, na página da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias.

Henry Ford: Metrô diz que Linha 15 não impede abertura

Há mais de trinta anos, a Folha encabeça o movimento que pleiteia a ligação das avenidas Henry Ford e Anhaia Mello, na alça sob o viaduto Grande São Paulo, na Vila Prudente. A reivindicação tem o objetivo de desafogar o trânsito nas ruas Capitão Pacheco e Chaves e Dianópolis, além de oferecer nova rota para a região do ABC.

O final da Henry Ford é interrompido por um ramal ferroviário particular que permanece ocioso por várias horas. Existe parecer favorável da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para a ligação com a Anhaia Mello e o projeto foi inserido na Lei da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, já sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) desde 2024.

Porém, causa alarde a expansão da Linha 15-Prata do Metrô em direção ao Ipiranga. Quem passa pelo viaduto Grande São Paulo vê as fundações para uma futura pilastra do ramal de monotrilho exatamente no final da Henry Ford. O advogado e conselheiro do Cades Vila Prudente, Dr. Osmar Lemes dos Santos, se preocupou com essa etapa da obra. “A execução de fundações nessa área pode inviabilizar a conexão planejada, violando o princípio da precaução e diretrizes do Plano Diretor Estratégico”, destacou em e-mail enviado à Prefeitura.

Questionado pela Folha, o Metrô respondeu que foram realizadas reuniões técnicas com a CET nas quais ficou definido que as obras de implantação da Linha 15 não inviabilizam a ligação viária entre a Henry Ford e a Anhaia Mello. A nota afirma ainda que “o projeto executivo da expansão foi planejado justamente de modo a não interferir nas iniciativas previstas pela Prefeitura”. Ressaltou ainda que a estrutura mostrada na foto abaixo é compatível com o planejamento urbano estabelecido pela administração municipal.

Em relação às obras de expansão da Linha 15, a CET afirma que “elaborou estudos de compatibilidade para a implantação dos pilares do monotrilho”. Conforme a nota, “está prevista a adoção de um contorno no pilar na altura da Henry Ford, de modo a preservar a possibilidade de abertura da via e favorecer o fluxo de veículos, inclusive de grande porte”.

Apesar de ser uma benfeitoria cobrada há décadas, ainda não há previsão para a conexão das avenidas.

Quem passa pelo viaduto Grande São Paulo vê as fundações para uma futura pilastra do ramal de monotrilho exatamente no final da Henry Ford. Foto: Dr. Osmar Lemes dos Santos