Fábricas de Cultura voltam a atender o público


As Fábricas de Cultura da Zona Leste, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, voltaram a atender o público nesta semana. A retomada ocorre de forma gradual, com funcionamento de terça a domingo, conforme a seguinte programação:

Bibliotecas
Desde o último dia 20, as Bibliotecas funcionam de terça a sábado das 10h às 15h. A partir do dia 27 o horário será estendido até as 16h.

Estúdios e ensaios
Os estúdios voltam a atender com agendamento prévio. A disponibilização de salas para ensaios também será retomada mediante agendamento.

Aulas presenciais
A partir do dia 27 as aulas presenciais retornam. Nesta primeira fase, o atendimento ocorre em  sistema misto com atividades presenciais, mas mantendo também as ações online.
A capacidade máxima de retorno presencial está condicionada a 60% da quantidade de vagas de cada curso, podendo ser menor diante do tamanho de cada sala.

Orientações comuns a todos os públicos (aprendizes, visitantes, funcionários, fornecedores e parceiros):

– uso de máscara é obrigatório durante toda permanência nas unidades;
– manter distância de 2 metros entre as pessoas;
– caso apresente temperatura de 37,5° ou mais a entrada não será permitida;
– lave e higienize as mãos sempre;
– use álcool em gel (o produto será disponibilizado na entrada e em todos os andares das Fábricas);
– não compartilhar materiais e respeitar as regras de cada ambiente.

Confira as unidades na região:

Fábrica de Cultura Sapopemba
Rua Augustin Luberti, 300 – telefone: 2012-5803

Fábrica de Cultura Parque Belém
Avenida Celso Garcia, 2. 231 – telefone: 2618-3447

Movimento pelo Parque Vila Ema cobra agilidade da Prefeitura


Na manhã da última quarta-feira, dia 7, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Pimentel Ravena, participou de reunião através de plataforma online com integrantes do movimento Viva o Parque Vila Ema. O encontro foi realizado a pedido da vereadora Juliana Cardoso (PT), que apoia a causa.

Há dez anos o grupo luta para que o terreno de 17 mil m² na esquina da avenida Vila Ema com a rua Batuns seja transformado em parque público. A Folha acompanha essa história desde o início e dá apoio à reivindicação. O espaço foi uma antiga chácara de imigrantes alemães e ainda hoje abriga centenas de árvores, algumas nativas da Mata Atlântica; uma infinidade de pássaros e nascente de água. Após intensa mobilização da comunidade, a área foi incluída no Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA) e como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM) no último Plano Diretor Estratégico da cidade.

A intenção da empresa proprietária do espaço, a Construtora Tecnisa, era construir torres residenciais no local. Com a classificação do terreno como ZEPAM, só poderia utilizar parte do terreno. Agora, a construtora e o governo municipal negociam a Transferência de Direito de Construir (TDC), prática permitida pela legislação e regulada pelo Plano Diretor. Na prática, a Prefeitura fica com o terreno em troca de cessão para a empresa de potencial construtivo em outra região da cidade.

Porém, integrantes do Movimento cobram agilidade nesta negociação que se arrasta há mais de um ano. Matéria da Folha de outubro do ano passado, destacava que a “Prefeitura pretendia dar um desfecho para o caso ainda naquele mês”.

Durante a reunião online, Ravena ressaltou que para a Secretaria Municipal do Verde, todos os trâmites foram cumpridos e a criação do parque está aprovada. De acordo com ele, o processo corre agora na Procuradoria Geral do Município (PGM), para discussão do valor do TDC.

“Essa tratativa está demorando demais, pedimos até para o secretário do Verde autorização para cuidar da área, enquanto não resolvem essa prática burocrática, mas ele ressaltou que oficialmente a área ainda pertence à construtora e nem isso podemos fazer”, destaca Fernando Salvio, fundador do movimento Viva o Parque Vila Ema. “Nosso próximo passo será procurar a PGM. A negociação do valor é determinada pelo Plano Diretor, não entendemos porque essa demora toda”.

 

Crianças devem tomar a dose contra a poliomielite

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite teve início nesta semana em todas as 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A estimativa é vacinar, no mínimo, 95% das crianças entre 12 meses e menos de 5 anos de idade. Como esta população na capital fica em torno de 2,2 milhões, a expectativa é alcançar a vacinação de 2,1 milhões de crianças.

A campanha contribui para a redução do risco de reintrodução do poliovírus. Além da imunização contra a poliomielite, o objetivo é atualizar a caderneta de crianças, aplicando as doses que não foram dadas, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação vigente. A ação se estende até 30 de outubro.

Para o próximo dia 17 está marcado o Dia “D” de Mobilização Nacional. Nessa data, todas as UBSs estarão abertas das 8h às 17h para intensificar a imunização. A Secretaria Municipal de Saúde destaca que todas as medidas de segurança contra a Covid-19 serão aplicadas durante toda a campanha e os médicos ressaltam que, mesmo em época de pandemia, é necessária a preocupação com a prevenção das demais doenças.

A Poliomielite é uma doença viral aguda, que pode ocorrer sob a forma de infecção inaparente em aproximadamente 99% dos casos. O quadro clínico é caracterizado por febre, mal estar, cefaléia, distúrbio gastrintestinal e rigidez de nuca, acompanhadas ou não de paralisia. A susceptibilidade à infecção é geral, mas somente cerca de 1% dos infectados desenvolvem a forma paralítica.

Vale destacar que o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989. A doença está erradicada no país há 30 anos, inclusive devido aos constantes esforços de vacinação. No Estado de São Paulo, o último caso registrado foi em 1988.

Vila Prudente: um resumo desses 130 anos

Foram quatro italianos natos – os irmãos Bernardino, Panfílio e Emídio Falchi e o financista Serafim Corso – que fundaram a Vila Prudente no dia 4 de outubro de 1890. A data foi escolhida por ser o dia de nascimento do patronímico do bairro, o governador de São Paulo, Prudente José de Morais Barros, que depois se tornaria presidente da República. As terras que compunham o novo bairro tinham somente 1,2 milhões de m².

Para atrair moradores, os Falchi montaram a sua fábrica de chocolates no bairro e pouco depois uma olaria, que com o tempo passou a se chamar Cerâmica Vila Prudente (foto).

Naquela época, a ligação de transporte mais próxima do bairro era a estrada de ferro que passava no Ipiranga, distante 1,5 km do centro de Vila Prudente. Só em 1912 chegou a primeira linha de bondes com seu trajeto passando pela rua Capitão Pacheco e Chaves em direção ao Centro. A avenida Paes de Barros ligando Vila Prudente à Mooca só ficou pronta em 1978.

Ainda sobre os transportes, a primeira linha de ônibus a cruzar o bairro foi da Empresa de Ônibus Vila Zelina em 1935. Os ônibus eletrônicos começaram a circular na Vila Prudente a partir de 1978. Mas, o grande marco foi a inauguração da estação Vila Prudente do Metrô em 21 de agosto de 2010, completando uma década de operação neste ano. O benefício da estação para o bairro pode ser medido em minutos: com os trens do Metrô o percurso entre a Vila Prudente e a avenida Paulista é percorrido em menos de 20 minutos. Também pode ser medido em usuários: no ano passado, recebeu diariamente cerca de 67 mil passageiros. Em 2019, 8,8 milhões de pessoas adentraram pelas suas catracas.

Mais história

No início do século 20, os Falchi construíram uma capela com o nome do santo de devoção da família: Santo Emídio, protetor de terremotos e catástrofes na Itália. Tornou-se o padroeiro de Vila Prudente. A primeira paróquia, também em louvor ao santo, foi implantada no bairro somente em 1939, com a chegada dos padres holandeses da Congregação dos Sagrados Corações. Dentre esses religiosos estava o padre Damião Kleverkamp, que fundou o Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente e o Colégio João XXIII, que no início chama-se Escola do Círculo Operário.

A fábrica pioneira ficou no bairro até o começo do século 20. Depois, o mesmo prédio recebeu a Manufatura de Chapéus Oriente. Outros destaques fabris foram a Indústria de Louças Zappi, implantada em 1917, e fábrica de papel e papelão de 1924.

Os irmãos Falchi também montaram a primeira escola do bairro, dentro da própria fábrica. Em 1902 começou a funcionar a Escola Mista de Vila Prudente. O Estado só se fez presente em 1932 com a criação do Grupo Escolar Vila Prudente, hoje chamado de República do Paraguai, instalada na Praça do Centenário.

Um cálculo retroativo dá conta que Vila Prudente entrou no século 20 com meros 1200 habitantes, quase todos de origem ou descendentes de europeus. Hoje é um bairro cosmopolita. Ganhou autonomia administrativa em 1923, pois até então era subordinada ao Ipiranga. Em 1973 foi criada a Administração Regional Vila Prudente – atual Subprefeitura, que responde por área de 19,80 km² do município de São Paulo. De acordo com o Censo 2010 (a atualização a cada dez anos foi adiada para 2021 por causa da pandemia), a população de Vila Prudente ultrapassa 104 mil habitantes.

Vila Prudente 130 anos: tradicional celebração


Há 30 anos consecutivos a comunidade se reúne na praça do Centenário de Vila Prudente para comemorar o 4 de outubro, data oficial de fundação do bairro. Neste ano, diante da pandemia, o evento não contou com todos os ritos das edições anteriores, teve número reduzido de convidados, mas cumpriu o seu papel de celebrar o presente e o passado, recordando principalmente a importância das famílias pioneiras de Vila Prudente.

O ato é promovido pelo Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente. Abrindo a cerimônia, o presidente da entidade e da Folha, Newton Zadra, agradeceu o esforço dos funcionários do Círculo e também da equipe da Subprefeitura para garantir a cerimônia. Zadra lembrou que o bairro vem sofrendo uma transformação avassaladora. “Apesar do desenvolvimento, sempre bem vindo, também existe o medo. Com os grandes empreendimentos, Vila Prudente vai ganhando novos moradores que usam o bairro apenas como dormitório, graças à proximidade com o Centro e a grande oferta de transportes, mas, com isso, vamos perdendo a sensação de pertencimento. Não existe mais aquele grande interesse de lutar pelas causas do bairro, como aconteceu com as gerações anteriores. Temos que ter a união de todos para não deixar esse sentimento acabar”, pediu.

A cerimônia contou com a presença do subprefeito de Vila Prudente, Caio Luz, e dos vereadores Claudio Fonseca, Edir Sales e Juliana Cardoso, além do ex-deputado Adriano Diogo, autoridades da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana e diversas lideranças locais.  Durante suas palavras, todos manifestaram solidariedade à família Zadra pelo falecimento de Esmeralda Zadra no último dia 7.

O pároco de Santo Emídio, padre João Henrique Mattos, pediu um minuto de silêncio antes de fazer a bênção oficial do bairro. “É um momento de celebração, mas precisamos lembrar também de pessoas que estamos perdendo nesse duro momento, inclusive por causa da pandemia”, pediu.

As autoridade hastearam as bandeiras ao som do Hino Nacional – que, neste ano excepcionalmente, foi tocado ao invés de ser entoado pelo coral “Os Sapecas” do grupo de Terceira Idade do Círculo. Outra alteração no tradicional roteiro do ato, também por conta das normas sanitárias vigentes, foi a suspensão do café da manhã servido no Salão Nobre do Círculo. Os convidados ganharam um pedaço de bolo.

Um dos momentos mais simbólicos é a colocação de flores na base do Obelisco erguido na praça na ocasião do 100° aniversário de Vila Prudente. O singelo ato é a forma de agradecer centenas de famílias que já passaram pelo bairro e deixaram a sua contribuição. Neste ano, quem teve a honra de fazer essa homenagem foram os diretores do Círculo, Emilio Carlos Pizzo e Maldi Maurutto.

Um curioso momento que ficará para história é a tradicional foto no obelisco com os convidados usando máscaras de proteção facial. Um ensinamento e alerta às gerações futuras que se depararem com essa imagem.

Metrô contrata projeto básico para expansão da Linha 15

O Metrô contratou o consórcio EBEI-MK, composto pelas Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura LTDA e MK Engenharia Eirel, para a elaboração do projeto básico que tratará da adequação da avenida Ragueb Chohfi para o prolongamento da Linha 15-Prata do monotrilho.

A adequação do viário, em um trecho de 3,3 km, é necessária para a implantação das estações Boa Esperança e Jacu-Pessêgo. A previsão é que o projeto seja concluído e entregue ao Metrô em 13 meses. A apresentação do projeto básico é uma das etapas do convênio firmado com a Prefeitura para a executar duplicação da Ragueb Chohfi.

A Linha 15- Prata conta atualmente com 10 estações, entre Vila Prudente e São Mateus, e 12,8 km de vias operacionais, além do Pátio Oratório com oficinas para trens e equipamentos e área de estacionamento. A próxima estação prevista é a Jardim Colonial que está em obras e, de acordo com o Metrô será entregue em 2021.

Dia do Coração: 36 passageiros socorridos no metrô neste ano


Entre janeiro e agosto deste ano, o treinamento de atendimento em primeiros socorros (foto) permitiu aos funcionários do Metrô atuarem em favor de 36 passageiros vitimados por parada cardiorrespiratória e infarto agudo do miocárdio em estações ou trens do sistema operado pela Companhia do Metrô. Em 13 destas ocorrências, os funcionários fizeram a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) e o uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA), equipamento que, segundo a Companhia, está disponível em todas as estações.

O Metrô divulgou os dados para lembrar que hoje, 29 de setembro, é o Dia Mundial do Coração. De acordo com a Companhia, 3 mil funcionários do quadro operativo, entre agentes de estação e agentes de segurança, são treinados e passam por reciclagens programadas para atuarem em atendimentos desta natureza.

O que pode ou não na propaganda eleitoral


Desde o domingo, dia 27, candidatos que disputarão os pleitos municipais de 2020 podem realizar propaganda eleitoral, conforme previsto em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já com base no calendário eleitoral alterado devido à Covid-19.

Apesar das orientações de distanciamento social e de evitar aglomerações, os candidatos estão autorizados a organizar caminhada, carreata e passeata até às 22h do dia que antecede a eleição – marcada para 15 de novembro. Também podem distribuir material gráfico de campanha.

É permitida também a circulação de carros de som como meios de propaganda, mas somente em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios, das 8h às 22h, até a véspera das eleições. Foi ressaltado que, para prevenir aglomerações, a propaganda pode sofrer restrições, com base em recomendações de autoridades sanitárias.

Estão liberadas a propaganda paga em jornais e a reprodução, na internet, do jornal impresso. São permitidas ainda propagandas por meio de adesivos em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde que não excedam o limite legal de meio metro quadrado. A fixação de bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento de pessoas e veículos, também está autorizada.

Propaganda na internet

A propaganda eleitoral na internet é permitida, desde que observados os limites previstos em lei. As páginas de partidos e candidatos devem ser hospedadas em provedores brasileiros e os endereços eletrônicos, comunicados à Justiça Eleitoral. O impulsionamento de conteúdos nas redes sociais é autorizado apenas a partidos, coligações e candidatos. É permitido o envio de propaganda por e-mail e WhatsApp, mas os endereços devem ser cadastrados gratuitamente com a anuência do titular, garantindo-se a opção de descadastramento, que deverá ocorrer em até 48h após a solicitação.

A propaganda eleitoral não pode veicular ofensas à honra e imagem de candidatos e agremiações. É proibido o impulsionamento que vise a prejudicar candidaturas. É vedado ainda o disparo em massa (por robôs) de mensagens instantâneas e a realização de propaganda via telemarketing.

Foi ressaltado que a Justiça Eleitoral obriga os participantes do processo eleitoral a verificarem a veracidade das informações recebidas antes de publicar ou compartilhar seu conteúdo, sob pena de sofrerem sanções.

Propaganda irregular

Eleitores, candidatos e partidos podem denunciar irregularidades na propaganda eleitoral. O eleitor pode procurar o Ministério Público e também baixar o aplicativo Pardal – Denúncias eleitorais, no qual preencherá um formulário relatando a irregularidade a ser apurada. Após o envio, o usuário receberá um e-mail de confirmação.

Propaganda em rádio e televisão

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será permitida a partir do dia 9 de outubro.

Comissão da Câmara debate Operação Urbana Bairros do Tamanduateí

A Comissão Permanente de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal debateu na terça-feira, dia 15, o Projeto de Lei da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, de autoria do Executivo. A proposta estabelece incentivos ao adensamento populacional e construtivo para um perímetro previamente definido, impactando diretamente faixas da Mooca, Vila Prudente, Ipiranga, Cambuci e Vila Carioca.

A audiência foi conduzida pelo presidente da Comissão, vereador Dalton Silvano (DEM), com transmissão ao vivo pelo site da Câmara, e tratou basicamente de alterações no Projeto de Lei. Na ocasião, o representante da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Marcelo Ignatios, apresentou as propostas do Executivo para alteração do projeto em tramitação. “As mudanças sugeridas se devem até por uma questão cronológica, uma vez que esse projeto foi submetido à Câmara em 2015, antes da Lei de Zoneamento ter sido aprovada, da evolução do Plano Diretor e da dinâmica imobiliária que se deu após 2018”, argumentou.

Uma das principais alterações ao texto original é a supressão do artigo que permite a criação da Empresa Bairros Tamanduateí S/A, que inicialmente seria responsável pela operação. “Hoje a cidade conta com a São Paulo Urbanismo, empresa municipal voltada a essa questão da gestão das operações urbanas, não havendo a necessidade de se criar uma nova subsidiária”, justificou Ignatios.

Outras mudanças propostas pelo Executivo tratam de ajustes no plano de melhoramentos públicos; adequações à Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e ao Código de Obras e Edificações; entre outras
Também há sugestões para revisão de parâmetros urbanísticos, incentivos para produção de habitações de Interesse Social e de Mercado Popular, à remediação de glebas contaminadas e ao adensamento construtivo no entorno das estações de trem e metrô.

Dalton Silvano destacou que o Projeto de Lei foi protocolado na Câmara em dezembro de 2015. “Ao longo de 2016, foram realizadas dez audiências públicas setoriais e temáticas. O total de contribuições recebidas nessas audiências e protocoladas na Casa chegou ao número de 295. Em setembro de 2019 foi realizada mais uma audiência pública para tratar dessa operação”, ressaltou o vereador.

Relator do projeto na Comissão, o vereador Fabio Riva (PSDB) acredita que as alterações tornaram a Projeto de Lei mais próximo da realidade atual. Já o vereador José Police Neto (PSD) acredita que ainda existem questões para serem debatidas antes da proposta avançar. “Fui favorável com restrições. Se a gente não conseguir interpretar de fato as oportunidades deste território, a gente perde de fato a grande oportunidade” ponderou Police Neto.

O representante do Movimento de Defesa dos Favelados, André Delfino da Silva, da Comunidade de Vila Prudente, participou virtualmente e demonstrou preocupação em relação à população mais vulnerável que será afetada pela operação. “A grande questão é sobre a viabilidade da garantia do direito à moradia da população de baixa renda, principalmente nas favelas. A gente tem, dentro do perímetro próximo da operação, quase 30 mil pessoas só nas favelas”, ressaltou.

Fundação Pró-Sangue está com estoques muito baixos

Vinculada à Secretaria da Saúde do Estado, a Fundação Pró-Sangue precisa urgentemente de doadores. Desde o início da pandemia de Covid-19 foi registrada forte queda de doação e o estoque opera com menos de 40% das bolsas necessárias para dar atendimento a mais de 100 instituições de saúde da rede pública da Região Metropolitana de São Paulo.

Os sangues do tipo O+, O-, A- e B- são os mais necessitados, embora a Fundação alerta que todos os doadores são necessários.
Representantes da Fundação demonstram preocupação com a situação, pois as cirurgias eletivas foram retomadas e a demanda de sangue tem aumentando gradativamente ao longo das últimas semanas.

O sistema de agendamento para doação pode ser acessado pelo site: https://prosangue.hubglobe.com/entrar.

Quem pode doar

Para doar, basta estar em boas condições de saúde e alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores de idade, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação.
Recomenda-se também evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem à doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta.

O coronavírus foi incluído nos critérios de triagem e pode trazer alguns impedimentos para as pessoas que viajaram para o exterior ou tiveram algum contato com a doença.

Em caso de dúvidas acesse www.prosangue.sp.gov.br ou ligue para o Alô Pró-Sangue (011) 4573-7800.