Câmara Municipal terá renovação de 38% dos vereadores


A composição da Câmara Municipal a partir de 1º de janeiro de 2021 estará 38% diferente da atual. Dos 55 vereadores que formam o Legislativo Paulistano, 34 foram reeleitos e 21 começam um novo mandato.

Os partidos com maior bancada serão PT e PSDB, com oito vereadores cada. DEM e PSOL terão seis cadeiras cada um. O Republicanos terá quatro lugares. Com três integrantes cada, estão os seguintes partidos: MDB, PSD, Patriota e Podemos. Já PL, NOVO e PSB conseguiram duas cadeiras cada um. PV, PP, PSC, PTB e PSL conquistaram uma vaga por partido.

A bancada feminina cresceu e passará a ser de 23% do total de vereadores, com 13 mulheres. A mulher mais votada é Erika Hilton (PSOL), sexta colocada na colocação geral, com 50.508 votos. Completam a bancada feminina as vereadoras Juliana Cardoso (PT), Rute Costa (PSDB), Dra. Sandra Tadeu (DEM), Edir Sales (PSD) e Janaína Lima (NOVO), e as estreantes Silvia da Bancada Feminista (PSOL), Luana Alves (PSOL), Elaine do Quilombo Periférico (PSOL), Sandra Santana (PSDB), Sonaira Fernandes (Republicanos), Ely Teruel (Podemos) e Cris Monteiro (NOVO).

Confira a composição da Câmara Municipal para 2021-2024 separado em bancadas partidárias:

PT

Eduardo Suplicy 167.552 – votos
Antonio Donato – 31.920 votos
Alessandro Guedes – 31.124 votos
Jair Tatto – 29.918 votos
Juliana Cardoso – 28.402 votos
Senival Moura – 25.311 votos
Alfredinho – 25.159 votos
Arselino Tatto – 25.021 votos

PSDB

Rute Costa – 41.546 votos
Eduardo Tuma – 40.270 votos
João Jorge – 34.323 votos
Carlos Bezerra Jr. – 34.144 votos
Tripoli – 30.495 votos
Aurélio Nomura – 25.316 votos
Fábio Riva – 24.739 votos
Sandra Santana – 19.591 votos

DEM

Milton Leite 132.716 votos
Eli Corrêa – 32.482
Adilson Amadeu – 30.549 votos
Dra. Sandra Tadeu – 28.464 votos
Ricardo Teixeira – 23.280 votos
Missionário José Olímpio – 17.098 votos

PSOL

Erika Hilton – 50.508 votos
Silvia da Bancada Feminista – 46.267
Luana Alves – 37.550 votos
Celso Giannazi – 28.535 votos
Toninho Vespoli – 26.748 votos
Elaine do Quilombo Periférico – 22.742 votos

REPUBLICANOS

André Santos – 41.584 votos
Sansão Pereira – 39.709 votos
Atílio Francisco – 35.545 votos
Sonaira Fernandes – 17.881 votos

MDB

Delegado Palumbo – 118.395 votos
George Hato – 25.599 votos
Marcelo Messias – 23.006 votos

PSD

Felipe Becari – 98.717 votos
Rodrigo Goulart – 31.472 votos
Edir Sales – 23.106 votos

PATRIOTA

Fernando Holiday – 67.715 votos
Rubinho Nunes – 33.038 votos
Marlon do Uber – 25.643 votos

PODEMOS

Ely Teruel – 23.084 votos
Dr. Milton Ferreira – 20.126 votos
Danilo do Posto de Saúde – 19.024 votos

PL

Thammy Miranda – 43.321 votos
Isac Félix – 23.929 votos

NOVO

Janaína Lima – 30.931 votos
Cris Monteiro – 18.085

PSB

Camilo Cristófaro – 23.431 votos
Eliseu Gabriel – 21.122 votos

PV

Roberto Tripoli – 46.219 votos

PP

Faria de Sá – 34.213 votos

PSC

Gilberto Nascimento – 22.659 votos

PTB

Paulo Frange – 17.796 votos

PSL

Rinaldi Digilio – 13.673 votos

CEU Vila Prudente ganha nome de professora negra

Às vésperas de mais uma comemoração da Consciência Negra, a Lei número 17.503, publicada no Diário Oficial do município na última quarta-feira, dia 11, adiciona nomes de personalidades negras na denominação dos 12 novos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade.

De acordo com a Prefeitura, o ato tem o objetivo de homenagear pessoas negras de relevância nacional que prestaram importantes serviços em suas áreas de atuação, além de servir como inspiração dos estudantes e demais frequentadores dos equipamentos.

O CEU Vila Prudente (que a Prefeitura se refere como Vila Alpina) recebeu o nome de Professora Virgínia Leone Bicudo.

Quem foi?

Psicanalista e socióloga, Virgínia Leone Bicudo foi a primeira pesquisadora e professora negra a ocupar um lugar de destaque na divulgação e construção da psicanálise no Brasil. Ainda hoje é a principal referência em estudos raciais.
Nascida em São Paulo, em 1910, era filha de uma imigrante italiana branca e de um brasileiro negro. Neta de uma escrava alforriada, foi vítima de racismo durante a infância e a juventude. Essa experiência com o preconceito, a motivou a iniciar na academia brasileira o debate sobre racismo. Foi também a primeira psicanalista não-médica do Brasil e estudiosos a consideram a primeira mulher a fazer análise no país.

Em 1945, conquistou uma cadeira de professora assistente na Universidade de São Paulo (USP). Em 1954, foi contratada pelo Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

Autora de livros como “Nosso mundo mental”, a socióloga também foi fundadora do Instituto de Psicanálise da Universidade de Brasília, onde começou a dar aulas em 1970. Morreu em 2003, aos 92 anos.

 

Multivacinação via drive thru no Central Plaza


Em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Prudente, acontece nesta quinta e sexta-feira, dias 5 e 6, das 10h30 às 15h30, a Campanha de Multivacinação gratuita via drive thru no Central Plaza Shopping.

A ação é voltada ao combate da poliomielite para crianças de até 5 anos, contra sarampo para adultos de até 49 anos, além de atualização da carteirinha de vacinação de adolescentes com até 14 anos.

Para participar, basta se dirigir com o veículo ao Piso Mezanino do estacionamento, nas colunas M2 e M3, onde será realizado o serviço de drive thru. É necessário apresentar a carteirinha de vacinação.

Central Plaza Shopping: avenida Dr. Francisco Mesquita, 1000, Vila Prudente.

Prefeitura recorre de sentença que pode atingir praça na Mooca


Conforme a Folha destacou em matéria anterior, por muito tempo, os moradores do Parque da Mooca conviveram com um terreno baldio que servia como depósito de lixo, entulho e outras ações criminosas. Depois de muitas reivindicações junto à Prefeitura, conseguiram há cerca de 30 anos, transformar o problema na agradável praça Dr. Eulógio Emilio Martinez. Porém, a bem cuidada área verde de quatro mil metros quadrados pode ser parcialmente destruída pelo prolongamento da rua Lítio, atualmente uma via sem saída que começa na rua Vitoantonio Del Vecchio e termina justamente na praça. A Prefeitura informou inicialmente que cumpre determinação judicial e contratou, por meio de processo licitatório, empresa para elaborar o projeto de extensão da rua. Apesar do questionamento da reportagem, não havia sido informado se o governo municipal tentou recorrer da decisão.

Após nova indagação da Folha, na tarde de ontem, por meio de nota da Secretaria de Comunicação, foi esclarecido que a municipalidade recorreu da sentença e aguarda a decisão final, do Superior Tribunal de Justiça. Foi destacado que “serão tomadas todas as providências judiciais possíveis para a preservação da praça”.

A Procuradoria Geral do Município explicou que os proprietários do terreno particular, que formalmente teria frente para a rua Lítio, em trecho no qual a rua não chegou a ser implantada e foi transformado em praça, ajuizaram ação contra a Prefeitura, pedindo que o prolongamento da rua fosse efetivado, para que este lote deixasse de ser um imóvel encravado – sem acesso a logradouros públicos.

De acordo com a Procuradoria Geral, esse pedido foi rejeitado pela sentença de primeira instância, mas os autores apelaram da decisão e acabou acolhido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que determinou a “realização de obra de prolongamento do leito carroçável e desfazimento de parte da praça pública que avançou indevidamente área destinada à rua”. Na sentença consta prazo de 60 dias, sob pena de multa diária.

A Prefeitura ressaltou que como se trata de procedimento complexo, o caso foi encaminhado à Subprefeitura Mooca para realizar os estudos e providências preliminares ao cumprimento da decisão, caso seja realmente necessário.

A vizinhança está indignada com a possibilidade de perder parte da praça para uma via que vai atender um empreendimento residencial, conforme a Secretaria de Desenvolvimento Urbano informou. “A praça que tem largura de cerca de 30 metros será mutilada por uma rua, árvores serão arrancadas e tudo está sendo feito sem um adequado e abrangente estudo do impacto ambiental do entorno”, reclama Henrique Leandro, morador do Parque da Mooca há 40 anos e um dos batalhadores pela implantação da praça Dr. Eulógio Emilio Martinez.

 

Comerciantes pedem melhorias no Largo de Vila Prudente


Atendendo com presteza a solicitação desta Folha e dos comerciantes do bairro, o subprefeito de Vila Prudente, Caio Luz, esteve no Círculo de Trabalhadores ontem, dia 29, onde ouviu e discutiu as reivindicações propostas. No final do encontro foi entregue ao subprefeito uma lista contendo as principais solicitações.

Um dos pedidos é a renovação das calçadas da rua Ibitirama desde a praça Padre Damião até avenida Anhaia Mello. Também entrou na pauta a melhoria de iluminação na praça Padre Damião e de todo seu entorno, com aumento e troca de lâmpadas.

Para a Praça Padre Damião também foi reivindicado novo projeto de paisagismo, reforma do posto policial, retirada e assistência aos homens em situação de rua e renovação da calçada do ponto de táxi.

Visando a segurança de pedestres, também foi incluída na pauta de pedidos a instalação de semáforo e faixa de pedestres na rua Ibitirama, em frente a banca de jornal. Outros pontos abordados foram a melhoria da ronda policial no centro de Vila Prudente e regiões circunvizinhas e fiscalização mais rigorosa para que não haja descarte irregular de lixo no centro do bairro.

O subprefeito Caio Luz e a vereadora Edir Sales (PSD), também presente na reunião, anotaram as reivindicações com a promessa de envidar esforços para atendê-las. Será criado um grupo no aplicativo WhatsApp para troca de informações. Participaram do encontro 14 dos principais lojistas do centro de Vila Prudente, que estão chamando o movimento de RenovaVila 2020.

 

Parques municipais abertos aos finais de semana

O prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou hoje, dia 26, durante visita ao Ibirapuera, a reabertura dos parques municipais aos finais de semana. A medida vale a partir do próximo sábado, dia 31.

A autorização para reabertura será publicada no Diário Oficial desta terça-feira. “Eles funcionarão em seu horário normal, mas com 60% da capacidade total de público”, afirmou Covas.

De acordo com o prefeito, essa medida se tornou possível pela evolução positiva dos dados da Covid-19 na capital. “Até agora, não só verificamos a inexistência de um segundo pico, como os números continuam a melhorar, razão pela qual a Vigilância Sanitária se sentiu segura para autorizar essa reabertura”, destacou.

São Paulo possui atualmente 107 parques municipais. De acordo com a Prefeitura, o controle para que o número de visitantes não ultrapasse os 60% da capacidade de cada parque deve ser feito pelo sistema de acesso a cada um desses espaços. O uso de máscara durante todo o período de permanência na área verde continua obrigatório.

Vila Prudente terá área de manobra de trens
O Metrô iniciou no sábado, dia 24, na avenida Anhaia Mello, os trabalhos para a implantação de uma nova área de manobra de trens da Linha 15-Prata. De acordo com a Companhia, a medida vai permitir a redução do intervalo de circulação entre os trens.
A Anhaia Mello foi interditada parcialmente por um período estimado de 30 dias, entre as ruas Ibitirama e Dianópolis, para as atividades de implantação dos pilares que sustentarão as novas vigas.
Serão construídos mais 380 metros de via no lado oeste da estação Vila Prudente, onde será instalado um “track switch’, que é o aparelho que faz o monotrilho mudar de via. O Metrô afirma que, com isso, os trens que vêm de São Mateus vão poder desembarcar os passageiros e seguir mais adiante para manobrar, liberando a chegada mais rápida de outros trens. Atualmente essa manobra é feita no lado leste da Vila Prudente, pouco antes da chegada à estação.
A expectativa é que a nova via fique pronta em 2022 e vai compor o futuro trecho da Linha 15 até o Ipiranga, que está na fase de elaboração do projeto executivo.
Obras Linha 15: trecho da Anhaia Mello terá interdição parcial

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) avisou que a avenida Anhaia Mello, no trecho entre as ruas Ibitirama e Dianópolis, será parcialmente interditada a partir das 10h deste sábado, dia 24, para obras da Linha 15-Prata do monotrilho. A duração prevista dos trabalhos é de 30 dias. 

No sentido bairro/centro da Anhaia Mello, as interdições previstas são na faixa da esquerda, junto canteiro central, entre as ruas Ibitirama e Maria Daffré. No sentido centro/bairro, também será na faixa da esquerda junto ao canteiro central, entre a rua Dianópolis e 50 metros após a avenida Paes de Barros.

O fluxo de trânsito será canalizado para as faixas restantes da avenida, o que deve provocar maior lentidão nesse período.

O Metrô esclareceu à Folha que a interdição é para início das obras de implantação de uma futura área de manobras de trens à oeste da estação Vila Prudente.

 

Metrô reconfirma intenção de levar o monotrilho ao Ipiranga

Desde 2014, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos apresentou a proposta de prolongamento da Linha 15 – Prata até a estação Ipiranga da Linha 10-Turquesa da rede de trens. O objetivo dessa ligação é desafogar o embarque e o desembarque na estação Vila Prudente da Linha 2-Verde de metrô, a única que faz interligação com o monotrilho e passou a enfrentar aglomerações conforme o transporte foi avançando rumo ao extremo Leste. Após muito tempo sem retomar o assunto; em dezembro do ano passado, o Governo do Estado avisou que estava reiniciando os estudos.

Questionado pela Folha nesta semana, o Metrô informou que atualmente toca as obras da estação Jardim Colonial, prevista para ser inaugurada em 2021, e as próximas etapas envolvem os projetos executivos para que a Linha 15 chegue até Jacú Pêssego em uma ponta e ao Ipiranga em outra.

Conforme antigo projeto apresentado na região, o prolongamento rumo ao Ipiranga a partir da estação Vila Prudente, teria 1,8 quilômetro de extensão. Seguiria pelo canteiro central da Anhaia Mello, como acontece no restante da Linha 15, e continuaria margeando as rampas do Expresso Tiradentes e do viaduto Grande São Paulo, rumo à linha férrea. Na sequência ocuparia área constituída praticamente por galpões até chegar à estação Ipiranga que, conforme anunciado anos atrás, também será totalmente remodelada para receber o novo transporte. Um questionamento muito presente na região é sobre possíveis desapropriações na Favela de Vila Prudente, que fica no caminho da extensão.

O Metrô não forneceu qualquer tipo de previsão para o novo projeto executivo ser concluído e colocado em prática. A nota enviada pela assessoria de imprensa destacou ainda que a Companhia também elabora projeto para a ampliação da integração na estação Vila Prudente, melhorando o fluxo de circulação dos usuários.

Na noite de ontem, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a avenida Anhaia Mello, no trecho entre as ruas Ibitirama e Dianópolis, sofrerá interdição parcial a partir de amanhã, justamente para obras da Linha 15.

Mooca: ampliação de rua deve destruir praça

Mais de 30 anos atrás, moradores do Parque da Mooca conviviam com o perigo acarretado por um terreno baldio que servia como depósito de lixo, entulho e outras ações criminosas. Depois de muitas reclamações junto à Prefeitura, conseguiram transformar o problema na agradável praça Dr. Eulógio Emilio Martinez. Porém, os tempos de paz podem estar com os dias contados. A bem cuidada área verde de quatro mil metros quadrados deve ser “atropelada” pelo prolongamento da rua Lítio, atualmente uma via sem saída que começa na rua Vitoantonio Del Vecchio e termina justamente na praça. A Prefeitura, por meio da Subprefeitura Mooca, se limita a informar que a rua será ampliada por determinação judicial e que o “projeto de extensão está em estudo”, embora já tenha contratado a empresa para realizar o serviço por meio de processo licitatório. Nessa semana, a vizinhança flagrou as ações de medição na rua Lítio.

Além de não dar mais detalhes do projeto e especificar os possíveis prejuízos que a área verde sofrerá, a Prefeitura sequer estuda uma possível compensação ambiental para a vegetação da praça. Conforme a Folha apurou, não existe processo aberto na Secretaria do Verde e Meio Ambiente. A reportagem também questionou se o governo municipal tentou recorrer da decisão judicial para garantir a preservação da praça e não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

A vizinhança denuncia que o único beneficiado com o prolongamento da rua Lítio é um empreendimento que será erguido em terreno particular que margeia a praça. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano confirma que para o local constam os alvarás de Aprovação e de Execução de Edificação Nova, ambos emitidos em 2016. O uso do futuro empreendimento é residencial. De acordo com a ressalva do Alvará de Aprovação, “não é permitido nenhuma modalidade de acesso, seja de veículos ou de pedestres, pela rua Lítio”.

Morador do Parque da Mooca há 40 anos e um dos batalhadores pela implantação da praça Dr. Eulógio Emilio Martinez, Henrique Leandro está temeroso e descontente com a Prefeitura. “Penso que os direitos de cada indivíduo terminam onde começam os de outrem. Não sou contra a construção de novos edifícios, mas faço sérias restrições aos procedimentos predatórios daqueles que ignoram o impacto ambiental consequente de tais construções”, destaca.

Leandro reside na rua Vicente Romano que também termina na praça ameaçada pela obra em curso da Prefeitura. “Aqui na Vicente Romano, uma pequena via de apenas 200 metros de extensão, também foi autorizada a construção de um edifício de 20 andares e 120 vagas de garagem. Assim como está ocorrendo na rua Lítio, o interesse de um único proprietário irá provocar a descaracterização total do espaço residencial do entorno. Será um desastre na região”, destaca o morador. Ele comenta que, em media, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no trecho custa R$ 10 mil por ano. “E a Subprefeitura Mooca não teve a preocupação de nos informar, dialogar e apoiar o lado da comunidade. A praça que tem largura de cerca de 30 metros será mutilada por uma rua, árvores serão arrancadas e tudo está sendo feito sem um adequado e abrangente estudo do impacto ambiental do entorno”, reclama. “Os interesses dos moradores, fatores de risco ambiental e, até, de possível contaminação do solo, que fica a poucos metros da área da antiga Esso, estão sendo ignorados sob a pressão econômica dos interesses imobiliários”, completa.

O jornalista e residente do Parque da Mooca, Mauricio Rudner, também está indignado. “Se pensam que os moradores vão aceitar passivamente, estão enganados! Enquanto a gente briga por um parque no antigo terreno da Esso, justamente pela escassez de áreas verdes na região, o poder público nos dá mais uma rasteira e vai destruir a praça que foi uma conquista da comunidade, após décadas de luta para acabar com um lixão. Vamos recorrer a todos os órgãos ao nosso alcance para barrar essa situação absurda e inaceitável”, afirma.

Praça Dr. Eulógio Emilio Martinez foi construída com a participação da comunidade e da família do médico que deu nome à área verde, na ocasião foi constituída até uma associação de moradores para a sua manutenção