Campanha contra sarampo até 16 de agosto


O sarampo continua presente em diferentes regiões do mundo e com a circulação global de pessoas passou a representar um desafio para autoridades de saúde, pelo risco potencial de importação e disseminação do vírus. Mesmo em cidades como São Paulo, onde a doença não era registrada há anos, começaram a surgir novos casos de sarampo.

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS) iniciou em junho a campanha de vacinação no município voltada para jovens com idade entre 15 e 29 anos. Esta faixa etária concentra o maior número de pessoas que podem ter deixado de tomar as duas doses da vacina, recomendadas pelo calendário nacional de imunização.

A campanha seria finalizada em 12 de julho, mas, como a cidade vem registrando aumente de casos, foi prorrogada até 16 de agosto. A adesão à vacinação é fundamental para conter o surgimento de novos casos da doença na capital.

Com a ampliação do prazo, São Paulo passa a fazer parte da Campanha Intermunicipal de Vacinação Contra o Sarampo, que incluiu as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Osasco e Guarulhos, todas na região metropolitana de São Paulo foram definidas como locais prioritários para a vacinação.

A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba (SCR), além de segura, é a única forma de prevenir a ocorrência destas doenças.

 

Parcelamento de multas de trânsito pode ser feito pela internet

Os munícipes que pretendem parcelar multas de trânsito da cidade de São Paulo pelo cartão de crédito passam a ter também a opção de solicitar o serviço sem sair de casa, a qualquer dia e horário. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) possibilita a partir de hoje o parcelamento on-line, por meio de empresas credenciadas pelo Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV). A medida tem como objetivo facilitar a vida dos cidadãos, especialmente aqueles com débitos pendentes, viabilizando a regularização de seus veículos.

O parcelamento é disponibilizado para multas de trânsito emitidas na cidade de São Paulo pelo DSV. Não poderão ser parceladas as multas inscritas em dívida ativa e os pagamentos inscritos em cobrança administrativa, além das infrações cometidas com veículos de outros Estados ou anotadas por órgãos que não permitam o parcelamento ou o pagamento com cartão.

Os parcelamentos podem ser feitos em até 12 vezes. Além da possibilidade de solicitar a operação pela internet, é possível efetuar o serviço presencialmente, oferecido por três empresas desde dezembro do ano passado (leia mais abaixo).

Atualmente, o atendimento presencial é oferecido nos postos do DSV dentro das unidades do Detran no Bom Retiro, na região central; Aricanduva, na zona leste; e Guarapiranga, na zona sul; além da sede do Departamento de Transportes Públicos (DTP) e das subprefeituras M’Boi Mirim, Aricanduva e Santana/Tucuruvi.

Para realizar o parcelamento presencialmente, é preciso levar o número do Renavam do veículo e o cartão de crédito, além de um documento pessoal para comprovar a titularidade do cartão.

“Além de possibilitar, de forma mais simples, a regularização de veículos com dívidas pendentes por autuações de trânsito, o parcelamento online e presencial também viabiliza uma nova opção de pagamento das multas para motoristas da cidade que cometerem alguma infração”, explica o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Para realizar o parcelamento on-line de multas de trânsito emitidas na cidade de São Paulo pelo DSV, o munícipe deve acessar o site de uma das empresas que oferecem o serviço: Zapay Pagamentos https://usezapay.com.br/cidades/sp e Datalink https://www.parcelenahora.com.br

As empresas, que também são responsáveis pelo serviço presencial, operam o parcelamento por meio das bandeiras Mastercard, Visa e Elo, sem qualquer custo para a Prefeitura, e o repasse dos valores arrecadados é feito diretamente à administração municipal.

Correios fecha agência na Mooca

Em meio à crise financeira, os Correios – empresa pública federal responsável pela execução do sistema de envio e entrega de correspondência no Brasil – está tentando enxugar a estrutura administrativa e fechou neste primeiro semestre, 161 agências no país. Grande parte fica no estado de São Paulo, com 26 unidades encerradas, sendo 15 na capital paulista. Na região, a agência da rua da Mooca, 2228, foi desativada no último dia 5.

A maioria das unidades fechadas ocupava imóveis alugados, mas, no caso da agência da Mooca, a mesma estava em prédio próprio dos Correios.

Segundo a estatal, os motivos são “readequação da rede de atendimento e da força de trabalho”. A empresa garantiu que “os atendimentos serão absorvidos por outras agências próximas, sem prejuízo da comunidade e da oferta de serviços e produtos”.

Os empregados das unidades desativadas foram transferidos para outras com vagas ou optaram pelo reenquadramento de atividade. Quem era atendente comercial das agências que foram fechadas podia pedir transferência para o cargo de carteiro, segundo comunicado interno dos Correios. Outra opção aos atendentes comerciais era aderir ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV).

Atualmente três agências funcionam na área próxima à unidade fechada na Mooca: praça Presidente Kennedy, 66 (segunda à sexta, das 10 às 18h); rua da Mooca, 3107 (segunda à sexta, das 9 às 17h); rua Jumana, 349 (segunda à sexta, das 10 às 18h).

Corte de custos

Entre 2015 e 2016, a empresa acumulou prejuízos de R$ 4 bilhões. Uma das medidas foi fechar agências no país. Em 2017, foram 250 unidades localizadas em municípios com mais de 50 mil habitantes. No ano passado foram 41.

“A iniciativa tem, dentre outros objetivos, assegurar maior produtividade e garantir unidades rentáveis, sem comprometer, no entanto, a universalização dos serviços postais”, informou a empresa pública. Os Correios têm cerca de 11 mil pontos de atendimento em mais de 5.500 municípios brasileiros.

Relação de agências disponíveis na região

– Rua do Oratório, 2424, Alto da Mooca.
– Avenida Álvaro Ramos, 2227, Água Rasa.
– Avenida Paes de Barros, 3247, Vila Prudente.
– Praça Presidente Kennedy, 66, Mooca.
– Rua da Mooca, 3107, Mooca.
– Rua Jumana, 349, Mooca.
– Avenida do Oratório, 4666, Jardim Guairacá.
– Rua Costa Barros, 246, Vila Alpina.
– Rua Herwis, 923, Vila Zelina.
– Rua Doutor Gabriel de Resende, 437, Vila Invernada.

Cartórios eleitorais realizam plantão da biometria neste sábado

Depois de atingir recorde de público no plantão de 15 de junho, a Justiça Eleitoral paulista realiza nova ação da biometria neste sábado, dia 13. O horário de atendimento será das 8h às 13h em todos os cartórios e postos eleitorais no Estado. O objetivo do plantão é facilitar o atendimento  do eleitor que não tem disponibilidade de horário durante os demais dias da semana.

A expectativa do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é de novamente receber grande público. Neste ano, já foram realizadas três ações da biometria aos sábados, e os números mostram que o comparecimento está crescendo: foram 40.038 pessoas atendidas em 15 de junho, índice aproximadamente 40% superior aos plantões de 11 de maio (29.264) e 13 de abril (29.540).

Atualmente a coleta biométrica é obrigatória em 478 cidades e, em um futuro próximo, será estendida para a capital paulista e para os outros municípios. Na cidade de São Paulo os cartórios estão ressaltando que é importante se adiantar para evitar filas quando houver obrigatoriedade para o cadastro digital.

Atendimento

Os cartórios eleitorais funcionam amanhã das 8h às 13h. O agendamento on-line de horário é recomendável e pode ser feito pelo site: http://www.tre-sp.jus.br.
Para fazer a biometria, é necessário levar documento oficial de identificação original, comprovante de residência dos últimos três meses e o título, caso tenha.
Em caso de dúvidas, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) atende pelo telefone: 148.

Cartórios na região

O cartório da 4ª Zona Eleitoral Mooca fica na rua Madre de Deus, 427 – telefone: 2606-9791.

A 257ª Zona Eleitoral Vila Prudente tem cartório na avenida Paes de Barros, 3227 – telefone: 3130-2718.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ginásio poliesportivo do CEE Arthur Friedenreich reabre neste domingo

Depois de passar longo período interditado e sofrendo degradação, o ginásio poliesportivo do Clube Escola Vila Alpina, o CEE Arthur Friedenreich, será reaberto neste domingo, dia 14, após passar por ampla reforma. Para celebrar a conquista, ocorre evento festivo das 10 às 16h, com diversas atividades gratuitas.

Durante o domingo, a quadra do ginásio será dividida em dois espaços. Em um deles acontecem eventos esportivos, como o torneio de basquete 3 x 3. No outro lado ficarão as atrações culturais, como batalha de rimas, poesia, dança de rua, hip hop, capoeira, entre outras. Brinquedos infláveis estarão disponíveis para a criançada.

O ginásio poliesportivo foi fechado em dezembro de 2015 para a construção do Centro Educacional Unificado (CEU) Vila Prudente, que está sendo erguido nas dependências da unidade esportiva. O equipamento chegou a servir de depósito de materiais e abrigo de operários no início das obras, mas logo em seguida foi fechado e permaneceu inutilizado até julho de 2017, quando um grupo de moradores locais, de forma voluntária, conseguiu autorização junto à Prefeitura e reabriu o espaço, passando a utilizá-lo improvisadamente para aulas de futebol para crianças. O projeto não seguiu adiante devido às más condições estruturais do ginásio, que apresentava problemas no piso, na iluminação, no telhado e na parte hidráulica.

Após ser procurada por frequentadores do clube, a vereadora Edir Sales (PSD) conseguiu neste ano destinar à Secretaria Municipal de Esportes uma emenda orçamentária no valor de R$ 108 mil para a reforma do ginásio. Os trabalhos começaram no mês de março, quando o CEE Arthur Friedenreich completou 50 anos e foram finalizados na semana passada. “Esse é um espaço muito importante para a nossa comunidade, que é carente em áreas públicas para a realização de esportes e lazer. Estamos nos esforçando bastante para ressuscitar esse clube, que foi praticamente extinto e, depois, com a união das pessoas, conseguiu reviver”, comentou a vereadora.

A reforma contemplou a troca do piso, que envolveu o trabalho de raspagem, nivelamento e nova pintura, além da recuperação das traves, implantação de novas redes e pintura interna. O sistema de iluminação foi aprimorado, assim como os vestiários. O ponto negativo é o abastecimento de água, que segue interrompido. “Estamos juntos com a vereadora nos empenhando para resolver esta questão, que é de crucial importância. Estamos constantemente em contato com as secretarias envolvidas e com a Sabesp. Esperamos solucionar o quanto antes”, explicou o atual coordenador do clube, Roney Cruz.

A partir de domingo o ginásio estará aberto ao público. Por enquanto já estão definidas aulas de voleibol na categoria infanto-juvenil, jogos de futsal e basquete, além de capoeira. Informações sobre dias, horários e disponibilidade pelo telefone: 96114-5213.

Histórico

O CEE Arthur Friedenreich foi fechado em dezembro de 2015, quando a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) resolveu iniciar as obras do CEU Vila Prudente nas dependências do clube. Depois de muita cobrança da comunidade, um dos campos de futebol foi reaberto assim como a pista de caminhada. A promessa da Prefeitura era de construir o CEU e recuperar a unidade esportiva até dezembro de 2016, mas as obras atrasaram e acabaram paralisadas em junho de 2017, na gestão de João Doria (PSDB), por falta de verba. Os trabalhos foram retomados em outubro do ano passado e a nova previsão de entrega ficou para 2020.

Enquanto isso, segue a indefinição de quando o complexo aquático será reformado e reaberto ao público. A comunidade está sem as três piscinas públicas desde dezembro de 2015.

Pizzarias da região comemoraram o Dia da Pizza com promoções

O prato de origem italiana consiste em um disco de massa, regado com molho de tomate e coberto com ingredientes variados. Muitos historiadores, no entanto, acreditam que a pizza não surgiu na Itália, mas sim entre os antigos povos egípcios e hebreus há mais de seis mil anos, que já naquela época produziam pães que tinham como base a receita da pizza contemporânea.

A cidade de São Paulo, devido a forte imigração italiana e o alto consumo da redonda, é conhecida como a capital nacional da pizza. Estudos apontam que a metrópole é a segunda que mais consome o alimento no mundo, ficando atrás apenas de Nova York.

O Dia da Pizza foi criado em 1985 pelo então secretário estadual de Turismo de São Paulo, Caio Luís Carvalho, e acabou sendo adotado em todo o país. Naquele ano foi realizado um concurso que elegeu as dez melhores receitas de muçarela e marguerita no estado. Empolgado com o sucesso do evento, o secretário escolheu a data do encerramento, 10 de julho, como o dia oficial de celebração.

Desde então, pizzarias costumam fazer festas, promoções ou descontos especiais para os clientes na data. Na região não será diferente.

A tradicional Santa Lucci Pizzas irá festejar em uma parceria com a Folha. O cliente que for ao estabelecimento ou pedir pelo delivery e citar o nome da Folha ganhará borda recheada sem custo adicional. Além disso, quem gastar acima de R$ 50 será presenteado com uma espátula de acrílico para cortar e servir a pizza. Na região, a Santa Lucci possui as unidades Vila Prudente (rua do Orfanato, 735, telefones: 2063-8947 e 2273-7022) e Vila Ema (avenida Vila Ema, 235, telefone: 2911-7766 e 2154-1277). A outra unidade fica na Saúde (avenida Miguel Stefano, 415, telefone: 5585-3351 e 5585-2099). O atendimento acontece das 18h às 23h30.

Nas unidades da Santa Lucci Pizzas, o sabor Brócolis é um dos campeões de venda

Na Sacada Pizzaria, na rua Coronel Joviniano Brandão, 59, Mooca, a noite será de festa. Prestes a completar 45 anos, o estabelecimento realiza evento para 70 convidados, entre autoridades e lideranças da comunidade. A casa também estará aberta ao público e, para comemorar o Dia da Pizza, o valor do tradicional rodízio, com mais de 30 sabores entre doces e salgados, será reduzido de R$ 42 para R$ 39. A pizzaria também conta com o sistema a La Carte com mais de 60 sabores e o delivery. Durante a sua trajetória, a Sacada Pizzaria já recebeu vários prêmios, entre eles, o de Melhor Pizza de calabresa de São Paulo. O estabelecimento abre todas as noites das 18h às 23h30. Reservas e pedidos pelos telefones: 2639-6846 / 2028-0722 / 2028-0798 ou através do Whatsapp: 96602-1484.

Na Sacada Pizzaria, na Mooca, um dos sabores mais pedidos pelos clientes é a Napolitana

Outra opção para comemorar a data é na cantina italiana Stazione Dopo Lavoro, na rua Cananeia, 509, Vila Prudente. A casa preparou um menu especial com as famosas pizzas rústicas, que serão servidas à vontade. Com massa grossa, leve e macia, as pizzas estão divididas em quatro apetitosos sabores: muçarela com funghi, calabresa com páprica picante e requeijão, quatro queijos e a grande novidade, de polpetone fatiado. O valor é R$ 60 por pessoa, com direito a duas entradas (salada italiana e bruschetta), pizzas rústicas à vontade e sobremesa. De cortesia será servida uma taça de vinho chileno para cada cliente. É necessário fazer reserva pelo Whatsapp: 98227-5175 e 98628-2024.

Para aqueles que gostam de encomendar a pizza e retirá-la no balcão, a famosa padaria A Praça, desde 1955 na praça República Lituana, 27, na Vila Zelina, preparou uma promoção especial em comemoração à data. Cinco tradicionais sabores (portuguesa, muçarela, calabresa, milho com muçarela e baiana) terão preço reduzido e custam R$ 32,90, apenas para viagem. A promoção não será válida para o consumo no estabelecimento e no sistema delivery, que funcionará normalmente a partir das 17h oferecendo mais de 50 sabores assados em forno à lenha. Telefones: 2341-6660 / 2345-8880.

Os aficionados por pizza também poderão celebrar a data na tradicional Pizzaria Glutão, na rua Ilansa, 75, Mooca. Com mais de 40 anos de tradição, o estabelecimento produz cerca de 60 sabores que podem ser apreciados no salão ou através do delivery. Telefones: 2215-1660 / 2215-6766 / 3205-1215 / 2061-2826. (Gerson Rodrigues)

Subprefeito de Vila Prudente pede mais participação da comunidade


Há seis meses como subprefeito de Vila Prudente, o engenheiro agrônomo José Antonio Varela Queija, comemora que elevou a posição da subprefeitura no ranking da Prefeitura – elaborado segundo as demandas recebidas e a capacidade da unidade em executar os serviços. Mesmo assim, Queija acredita que a subprefeitura – responsável pelos distritos de Vila Prudente e São Lucas – pode fazer mais pela região. Para isso, depende do engajamento da população. “Estou contente com a melhoria do desempenho da subprefeitura, mas quero maior participação da população. Sinto muita falta disso na região”, destaca Queija.
No dia em que atendeu a reportagem da Folha para a entrevista abaixo, a subprefeitura tinha 105 pedidos de tapa-buraco abertos através dos canais de comunicação oficiais da Prefeitura. “Se circularmos pelas ruas, encontramos quantidade bem maior de buracos. A comunidade precisa criar o hábito de indicar os problemas”, pede o subprefeito.
Como forma de controle das equipes nas ruas, a diretriz do governo municipal é que o serviço só será pago se a solicitação do mesmo constar nos registros. O munícipe recebe inclusive um número de protocolo quando faz a reclamação e pode acompanhar o andamento do pedido. “Evita o antigo problema do caminhão que deixava a subprefeitura carregado de material e metade sumia. Por outro lado, a equipe não pode tapar cinco buracos se o morador da rua pediu apenas para fechar dois deles”, exemplifica Queija. Ele alerta que a baixa solicitação de serviços pode influenciar no orçamento da Subprefeitura. O subprefeito falou ainda sobre outras questões importantes da região.

Folha – Em março, a Vila Prudente enfrentou uma das piores inundações de sua história. Mesmo sabendo que as grandes medidas contra enchentes não são de competência da subprefeitura, é sabido também que só com cobrança contínua essas obras receberão prioridade. O senhor tem participado de discussões nesse sentido com os secretários?
José Antonio Queija
– A enchente de março foi atípica. Além da forte chuva, a região acabou recebendo água das cidades lindeiras porque os piscinões vizinhos também não deram conta. O reservatório da Vila Prudente (Piscinão Guamiranga) é o maior de São Paulo. Na verdade, o piscinão funcionou, mas foi tanta água que não comportou. Muitas pessoas inclusive questionaram se foram abertas as comportas, isso não aconteceu. Extravasou mesmo. Atualmente o piscinão está com o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), do Estado, e existe a proposta de passar para responsabilidade da Prefeitura, para a nossa subprefeitura. Acho que tem que vir para a nossa administração mesmo, contanto que também repassem as verbas. Estamos calculando quanto gastaremos para limpar, porque o próprio DAEE não tem essa informação. Enfim, estamos estudando o custo da manutenção e negociando a transferência. Acredito que se não for esse ano, será no começo do próximo com certeza.

Folha – Qual o motivo dessa transferência do piscinão?
José Antonio Queija
– Acredito que seja porque estamos mais perto, temos mais condições de acompanhar. Além disso, quase todos os piscinões já estão com as manutenções a cargo das respectivas subprefeituras. O da Vila Prudente provavelmente só não passou para o município ainda porque é o maior. Ainda sobre as enchentes, o que tenho de informação dos secretários é que foi aberta a licitação do projeto executivo do piscinão na área do clube Arthur Friedenreich, na avenida Anhaia Mello. É um grande avanço e será construído direto pela Prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. Agora que estamos com as equipes completas, também reforçamos a limpeza, principalmente de bueiros. Embora, como já ressaltei, em março foi uma chuva totalmente atípica e não teria limpeza que daria conta de tanta água.

Folha – Aproveitando essa questão de zeladoria, sabemos que não é um problema pontual da região, as reclamações se acumulam em toda cidade, mas por que aumentaram tanto nesta gestão? Muitos buracos, mato alto nas calçadas, etc.
José Antonio Queija
– Quando chegamos, eu e a minha equipe, pegamos a subprefeitura na 32ª posição, a última entre todas da cidade em uma espécie de ranking controlado pela Secretaria das Subprefeituras, através das demandas que entram e os serviços que conseguem ser executados. Hoje, com a ajuda de todos aqui da unidade, passamos para a 12ª posição, segundo a última atualização que recebi. Também já tivemos um aporte grande do prefeito nos valores de zeladoria. Conseguimos equalizar as equipes, que hoje estão completas, a estrutura e executamos melhor o serviço. Por exemplo, tínhamos 250 toneladas de massa asfáltica por mês para o tapa-buraco, que dá mais ou menos dez toneladas por dia, e conseguimos dobrar para 500 toneladas. Enfrentamos ainda uma forte temporada de chuvas, quando o rendimento de muitos trabalhos não é bom. A Prefeitura também trocou o fornecimento de massa asfáltica, que agora não é mais da Usina de Asfalto, que está sendo fechada, e agora retiramos em Santo André. Ficou mais ágil para a nossa subprefeitura, além do material ser de melhor qualidade. Enfim, com as equipes completas, conseguimos fazer um trabalho mais visível. A zeladoria pode melhorar ainda mais com a participação da comunidade nos encontros que promovemos mensalmente aqui na subprefeitura, nas reuniões de Conseg (Conselhos Comunitários de Segurança) e através de pedidos para os canais da Prefeitura: o telefone 156, o portal e o aplicativo.

Folha – O senhor nota diferença de comportamento em relação às outras subprefeituras em que já atuou?
José Antonio Queija –
Em outras regiões por onde já passei, a população era mais ativa. Além disso, para melhor controle do serviço e da verba, as equipes nas ruas só podem executar o que foi efetivamente solicitado através dos canais oficiais, senão não podemos nem pagar. Está mais burocrático, mas evita problemas do passado, quando caminhões saiam carregados, executavam apenas parte do serviço e o resto do material sumia. Hoje, se a equipe chega à via e encontra dez buracos, mas há pedido para um, só pode tapar esse único. O que estamos fazendo é mandar alguém da equipe vistoriar a rua antes e nós mesmos abrirmos os pedidos pela própria subprefeitura, mas a Prefeitura também está querendo cortar essa prática institucional. Então a comunidade tem que nos auxiliar, reforçando as reclamações. Essa falta de hábito da população local reclamar, pode influenciar inclusive no orçamento da nossa subprefeitura. Se a Prefeitura detecta que temos poucos pedidos, pode entender que a região precisa de menos verba que outras subprefeituras onde a população solicita mais serviços. É como acontece na segurança pública, a polícia não consegue saber onde está o problema, se a vítima não faz o boletim de ocorrência. Se não tem BO, não tem crime.

Folha – Existe previsão de recapeamento de ruas e avenidas?
José Antonio Queija
– Ainda não anunciaram, mas acredito que seremos contemplados na próxima fase, pois já faz um tempo que o serviço não acontece na região.

Folha – O despejo clandestino de entulho é um problema crônico na região. Existe algum estudo da Prefeitura que aponta que a região é mais visada que outras? Que ações podem ser desenvolvidas para minimizar essa situação?
José Antonio Queija
– Todas as áreas lindeiras da cidade são mais problemáticas. São pontos onde o motorista do caminhão consegue desviar de uma grande avenida, entrar em uma rua menos movimentada e faz o despejo. Realmente é um problema crônico e grave. Vamos montar algumas operações noturnas ainda neste mês para tentar pegar essas pessoas. Serão em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Civil, inclusive para fazermos um BO como crime ambiental. A ideia é tentar apreender o caminhão, a máquina e aplicar a multa prevista para este tipo de infração. Também estamos em estudo com o prefeito para conseguirmos multar com uma foto do caminhão basculante. Queremos que a foto passe a ser uma prova para autuação, como se fosse um radar. É mais simples que montar toda uma operação para flagrar. O que não pode é permanecer nessa impunidade. É um problema sério, gastamos muito dinheiro com isso. A gente recolhe o entulho despejado clandestinamente e precisamos pagar para jogar no local certo. Fora o tempo desperdiçado das equipes e o combustível dessas idas e vindas. Posso afirmar que dava para tocar três ou quatro subprefeituras com o orçamento que se gasta com esses pontos viciados na cidade.

Folha – Quais considerações finais o senhor deseja fazer?
José Antonio Queija –
Já começamos a receber as emendas dos parlamentares. O procedimento mudou e agora fazemos a licitação por aqui, então o processo é um pouco mais demorado, mesmo assim já conseguimos dar andamento em três obras. Duas delas de revitalizações em praças: na Padre Damião, na Vila Prudente; na Virgílio Lúcio, na Vila Ema; e a terceira em uma área pública do antigo CDC Pinheirinho, que também inclui a cobertura de uma quadra de futsal. Também já reiniciamos a limpeza de córregos, que ficou um tempo parada. Considero que em relação à subprefeitura, conseguimos colocar o trem no trilho de novo, e volto a repetir que gostaríamos de ter mais participação popular. 

Reunião com a comunidade amanhã na Subprefeitura de Vila Prudente

Acontece nesta quarta-feira, dia 3, na sede da Subprefeitura de Vila Prudente, mais uma reunião de zeladoria com moradores e lideranças dos distritos de Vila Prudente e São Lucas. O encontro, idealizado pelo subprefeito José Antonio Varela Queija, ocorre a partir das 19h na sede da unidade, que fica na avenida do Oratório, 172.

Integrantes de todos os departamentos da subprefeitura estarão presentes para receber demandas e sanar dúvidas dos munícipes. Além disso, ocorrerão as devolutivas das solicitações registradas na reunião do mês passado.

Segundo o subprefeito a intenção é realizar encontros mensalmente com a imprensa regional, lideranças comunitárias e a população. “O objetivo das reuniões é abrir as portas da Subprefeitura e aproximar o diálogo da população com o poder público, dando oportunidade de, juntos, acharmos as melhores soluções para a nossa Vila Prudente”, destaca Queija.

Empresas amanhecem interditadas após grande incêndio na Vila Prudente


O incêndio de grandes proporções ocorrido na noite do sábado, dia 29, em um galpão na rua Cavour, na Vila Prudente, alterou o funcionamento de ao menos três empresas dos arredores nesta segunda-feira, dia 1º. Como as paredes e os telhados dos imóveis vizinhos ficaram sob intenso calor das chamas, existia risco de desmoronamento e os responsáveis aguardavam uma posição da Defesa Civil da Prefeitura.

Conforme a reportagem constatou nesta manhã, funcionários de uma oficina mecânica, de uma indústria de laminação e de uma empresa de plásticos estavam à espera da autorização para iniciar os serviços. Apesar das três empresas estarem na rua Falchi Gianini, os imóveis fazem fundos para o galpão que ficou totalmente incendiado. Além do risco estrutural dos prédios, trabalhadores explicaram que houve prejuízos por conta da enorme quantidade de água que os bombeiros precisaram jogar para conter as chamas – algumas matérias primas foram perdidas e outras podem enferrujar.

Uma equipe da Defesa Civil chegou no local por volta das 10h e encontrou o galpão totalmente destruído (foto acima). A Subprefeitura de Vila Prudente informou que, após vistoria conjunta com a Defesa Civil, foi constatada a necessidade de interdição parcial do imóvel com aproximadamente 2.880 m², com acessos pela rua Cavour e Falchi Gianini. Segundo o órgão, a interdição preventiva foi necessária por falta de condições de estabilidade e segurança da edificação, e das instalações elétricas. O prazo para desinterdição é indeterminado, dependendo da regularização da obra pelo proprietário e atestada pela subprefeitura.

Também foi registrado boletim de ocorrência no 56º Distrito Policial – Vila Alpina e solicitada perícia para o local.

Empresas na rua Falchi Gianini que ficaram sob impacto do intenso calor das chamas aguardavam o laudo da Defesa Civil nesta segunda-feira

 

Galpão na rua Cavour foi totalmente consumido pelas chamas, parte do telhado desmoronou.

 

Muro da estação Camilo Haddad do monotrilho despenca


Um muro da estação Camilo Haddad da Linha 15-Prata do monotrilho despencou na noite do último dia 28 em área de circulação de pedestres. Desde então, o acesso à parada pela rua Monsenhor João José de Azevedo está interditado. A construção que desabou dividia a estação das residências vizinhas. De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, ninguém ficou ferido.

O muro caiu sobre a escadaria que os usuários utilizam para acessar a estação inaugurada em abril do ano passado. O trecho tem grande circulação de pessoas, principalmente nos horários de pico da parada. A Folha esteve no local nesta manhã e constatou que os detritos do desabamento foram colocados em caçambas, mas não havia operários trabalhando nos reparos do muro.

O Metrô informou que vai apurar as causas do acidente. A reportagem questionou qual a previsão do acesso ser liberado e aguarda uma posição. (Kátia Leite)