Baixas temperaturas: como ajudar moradores de rua


A Prefeitura de São Paulo já instituiu o chamado Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas.  A ação dos agentes municipais é reforçada sempre que a temperatura atingir ou for inferior a 13º C ou ainda se a sensação térmica for equivalente. O objetivo do plano é zelar pela vida de moradores de rua, promovendo o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos durante os meses mais frios do ano.

A população também pode auxiliar as pessoas nessa situação solicitando abordagem social pela Central 156, que funciona 24 horas. O pedido pode ser anônimo, mas é importante ter as seguintes informações para facilitar a identificação: o endereço da via em que a pessoa em situação de rua está (o número pode ser aproximado); citar pontos de referência; características físicas e detalhes de como a pessoa a ser abordada está vestida.

A ação da Prefeitura está prevista para se estender até 20 de setembro e envolve as secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Cidadania, Saúde e Segurança Urbana. Atualmente, a Secretaria de Assistência Social tem 148 serviços para população de rua e aproximadamente 22 mil vagas, sendo 18.411 de acolhimento. A rede também conta com 2.335 vagas para crianças e adolescentes.

Nos Centros de Acolhida, o atendido encontra camas, cobertores e travesseiros, também são oferecidos banho, jantar, café da manhã e atendimento social para encaminhado para outras políticas públicas de acordo com a sua necessidade.

É importante lembrar que para obter vaga em Centros de Acolhida basta aceitar a oferta dos funcionários da Prefeitura. Será preenchida apenas uma ficha com identificação dos dados básicos. A pessoa também pode procurar diretamente as unidades.

Sebrae oferece atendimento gratuito na estação Vila Prudente do metrô

Com o objetivo e estimular e orientar o empreendedorismo no país, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realiza desde segunda feira, dia 20, a Semana do Microempreendedor Individual (MEI). A ação, que acontece em comemoração aos 10 anos de criação do MEI, conta com programação gratuita por todo país e segue até sexta-feira, dia 24.

Em São Paulo, as atividades estão focadas em ações presenciais e online. Na região, o Sebrae disponibiliza uma unidade móvel na estação Vila Prudente do Metrô, que fica na avenida Anhaia Mello, 1359, das 10 às 16h. No local, o interessado recebe, gratuitamente, orientações sobre formalização, declaração anual, direitos e obrigações do MEI, além de dicas de gestão para a pequena empresa.

O Sebrae móvel funciona como um escritório sobre rodas, em uma van customizada para o atendimento ao público, equipada com computadores, internet, ar condicionado e cartilhas com informações e orientação para quem já tem ou deseja investir em um pequeno negócio.

Mooca: centenas se unem em ato por parque


A manhã do domingo, dia 19, foi de manifestação pacífica na Mooca. Mais de mil pessoas, de acordo com os organizadores do ato “Parque na Mooca Já”, se uniram para pedir a preservação total do terreno de quase 100 mil m² na rua Barão de Monte Santo, confluência com as ruas Dianópolis e Francisco Cipullo. Área do bairro cercada por torres residenciais, fábricas, velhos galpões e tráfego intenso, principalmente de veículos pesados. De mãos dadas, formando uma corrente humana e simbolizando um abraço, os manifestantes deram uma volta completa no terreno e entoaram gritos contra a proposta de metade do espaço virar parque, conforme foi divulgado recentemente pela construtora São José, proprietária da área, e a Prefeitura.

A Mooca figura entre os bairros mais áridos de São Paulo. Por conta do excesso de concreto e escassez de áreas verdes, registra temperaturas, em média, três graus Celsius acima de outras regiões da cidade. “Não podemos nos contentar com migalhas, é a nossa qualidade de vida e o futuro dos nossos filhos e netos que está em jogo”, alertava do alto do carro de som, Aluízio Tonindandel do movimento M-10 e um dos organizadores do ato, que teve diversas associações e empresas locais no apoio.

Presente no ato de domingo, o vereador e ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini (Partido Verde), destacou que a comunidade é soberana e o bairro da Mooca é um dos mais tradicionais de São Paulo e merece ser respeitado. “Fui procurado tempos atrás, por uma comissão com 21 mil assinaturas pedindo a preservação desse terreno. Não é um pedido fútil, é uma necessidade ambiental, de saúde e qualidade de vida da população”, destacou Natalini que é formado em Medicina. Ele lembra que a luta pelo Parque Augusta se estendeu por mais de 15 anos. “Também queriam dar 50% do terreno, como aqui. E o (João) Doria e o (Bruno) Covas não eram favoráveis ao parque de jeito nenhum, mas a pressão popular foi mais forte. É possível lutarmos para o mesmo acontecer aqui na Mooca, a Prefeitura tem instrumentos legais para negociar com a construtora, através da troca de potencial construtivo para outra região da cidade, não precisa comprar a área””, explicou o vereador. “Vai depender da vontade do prefeito atender a Mooca”, concluiu.

Após receber o abaixo-assinado com mais de 21 mil adesões, Natalini apresentou o Projeto de Lei 32/2018 que cria o Parque Municipal da Mooca e atualmente tramita na Câmara. A proposta  teve co-autoria de mais seis vereadores: Edir Sales (PSD), Claudio Fonseca (PPS), Rinaldi Digilio (PRB), Sandra Tadeu (DEM), Ricardo Teixeira (DEM) e Gilson Barreto (PSDB). “O projeto já passou por unanimidade na Comissão de Justiça da Câmara, que é uma das mais difíceis, e essa adesão de vereadores de diversos partidos vai ajudar na votação quando for para o plenário. Não é um movimento político. É uma causa justa”, ressaltou Edir Sales que também marcou presença no ato do último domingo e participou da caminhada ao lado de Natalini.

Além dos vereadores e da grande adesão popular, o ato contou com a presença de diversas lideranças locais, entre elas, o ex-subprefeito da Mooca e da Sé, Eduardo Odloak (PSDB), que há anos defende a preservação da área alegando que se tornaria o “pulmão verde” da região. Outro entusiasta da ideia é o fundador do grupo ambiental e de sustentabilidade “Muda Mooca”, o advogado Danilo Bifone. O grupo plantou uma muda de árvore em frente ao terreno. A manifestação também contou com a presença dos grupos de escoteiros Parecis, da Mooca, e Roamã, do Ipiranga.

Luta de quase duas décadas

O terreno que hoje é a esperança para melhorar a qualidade da Mooca e arredores, foi fonte de muito temor para a comunidade no passado. Entre 1945 e 2001, abrigou uma distribuidora de combustíveis da Esso, subsidiária da empresa norte-americana ExxonMobil Corporation. Quando a empresa decidiu encerrar as atividades no local, como parte dos procedimentos para desativação, ocorreu a avaliação ambiental que constatou contaminação do solo e das águas subterrâneas por combustíveis e metais, entre outros contaminantes.

A Folha acompanhou a apreensão da vizinhança na época com a suspeita de que poderiam ter a saúde afetada. “Por conta desse enorme problema ambiental que causou na Mooca, a própria empresa já deveria ter doado o terreno como forma de compensação”, alega o presidente da Folha e do Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente, Newton Zadra, que há 16 anos idealizou a criação desse grande Parque na Mooca. “Apesar dos grupos que sempre são do contra, mesmo em causas tão sérias, o jornal havia acabado de sair vitorioso da luta pelo parque na Vila Prudente, que nasceu na redação e hoje é uma realidade”, lembra Zadra. Matéria de dezembro de 2003 desta Folha destacou que a Esso nunca foi multada pelo problema ambiental que causou, porque na época não existia uma legislação ambiental para crimes desta espécie, tampouco órgãos competentes para fiscalizar as práticas das empresas nesse setor.

A remediação do terreno é monitorada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), através do um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmando no Ministério Público em junho de 2003. “Foi uma contaminação grave e lembro que nos reunimos diversas vezes com os técnicos da Cetesb para acompanharmos a situação. Com muito esforço, conseguimos trazê-los para uma audiência pública no Círculo, para que a população tomasse conhecimento da situação”, comenta o deputado e ex-secretário municipal do Verde e Meio Ambiente e geólogo Adriano Diogo (PT).

A batalha pelo parque também está na Câmara Municipal há pelo menos 13 anos e uma série de parlamentares já se comprometeram com a causa. Começou com o Projeto de Lei 637/06 do então vereador Domingos Dissei (na época PFL) de criação do parque e no ano seguinte, pediu o direito de preempção da área, que expirou cinco anos depois. A vereadora Juliana Cardoso também é autora de outro Projeto de Lei 101/2014 que pede a criação do parque na Mooca e chegou a ser aprovado ainda em 2014 em primeira votação. Há quatro anos, durante os debates na Câmara para revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) a vereadora indicou o terreno para ser classificado 100% como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM). “Mas, infelizmente houve muita resistência de algumas bancadas, não conseguimos chegar ao acordo e apenas cerca de 40% da área foi definida como ZEPAM”, destaca. A assessoria da vereadora destaca que pelo Plano Diretor anterior, 30% tinha que ser preservado com vegetação.

Além do novo Plano Diretor Estratégico do município, aprovado em 31 de julho de 2014, que determina a obrigatoriedade de 40% da área para o verde; o Projeto de Lei 723/2015 do Executivo, chamado de Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, também prevê a criação de um parque linear na rua Dianópolis, em parte do terreno, adquirido pela construtora São José. O vasto documento divulgado pela Prefeitura na ocasião das audiências públicas ressalta que “além das funções de recreação, tem papel na contenção das águas da chuva”, No entanto, no material também estão previstas torres ao longo da área verde, separadas do parque proposto por uma rua que seria aberta no terreno. A Folha cobriu todas as audiências públicas ocorridas na região e nas ocasiões, sempre foram registradas manifestações contrárias a ideia de apenas parte do terreno abrigar o parque. O projeto da Operação Urbana foi encaminhado à Câmara em 2016 e conforme o jornal apurou, atualmente está na Comissão de Política Urbana. Os vereadores que apoiam a causa podem tentar alterar o projeto de lei da Operação Urbana.

A Folha está solicitando posicionamentos da Prefeitura e da construtora São José sobre o destino da área e se tiveram conhecimento do ato promovido no último domingo. (Kátia Leite)

Terreno de quase 100 mil m² pertence a construtora São José, mas a comunidade quer barrar a construção de prédio no local (Fotos: Agência Folha)
Ato em prol de parque na Mooca reuniu centenas de pessoas na manhã do último domingo. (Agência Folha)
Manifestantes se reuniram na rua Francisco Cipullo e depois fizeram uma caminhada completa em torno do terreno nas ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis. (Agência Folha)
Vereadores Gilberto Natalini e Edir Sales marcaram presença no ato e defendem que 100% da área seja preservada. (Agência Folha)
Painéis no local dão o recado do ato ocorrido domingo. (Agência Folha)
Imagem de Nossa Senhora de Fátima estará no São Cristóvão

Nesta quinta-feira, dia 23, a partir das 10h, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, diretamente de Portugal, estará no Hospital e Maternidade São Cristóvão, que fica na rua Américo Ventura, 25, Mooca.

A imagem percorrerá os corredores da unidade e passará por alguns departamentos para ser apreciada por pacientes, parentes e colaboradores.  Em homenagem à santa, será realizada uma missa na unidade por volta das 11h. A celebração será aberta a todos. Após a missa, a imagem ficará exposta para visitação ao público no hall de entrada até às 13h30.

Durante este ano, ao todo, 13 imagens peregrinas percorrerão o mundo. Para o Brasil veio a de número três, que permanecerá em solo nacional até o final deste mês.

 

 

 

 

Prefeito entrega oficialmente o Terminal Vila Prudente


Na manhã desta segunda-feira, o prefeito Bruno Covas (PSDB) inaugurou a ala central do Terminal Vila Prudente de ônibus que funciona no sistema de operação assistida desde o último dia 11 na avenida Anhaia Mello, 1359. Ele estava acompanhado do secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, e do presidente da São Paulo Transportes (SPTrans), Paulo Cezar Shingai. O governo municipal avaliou que o terminal funcionou sem problemas nesta fase inicial de testes. “A partir de hoje todas as linhas já operaram normalmente e a população passa a contar tanto com as 29 linhas diurnas quanto as sete noturnas”, destacou Bruno Covas.

O prefeito percorreu o espaço e cumprimentou funcionários e usuários. Os vereadores da região Edir Sales (PSD) e Rinaldi Digilio (PRB) acompanharam a visita.

Sobre a principal queixa dos usuários nestes primeiros dias de funcionamento – a proibição de travessia de uma passarela a outra pela própria pista; o prefeito e o secretário Caram foram enfáticos ao afirmar que é uma medida de segurança e a regra será mantida. “Não adianta colocar uma faixa de pedestres, porque vamos induzir as pessoas a atravessarem pela pista e se alguém for atropelado, vão culpar a Prefeitura. As pessoas não podem querer atravessar entre os ônibus”, explicou o prefeito.

“O terminal está lindo, bem sinalizado e oferece todo o conforto, através das escadas rolantes, para os usuários fazerem a travessia de uma plataforma para a outra pelo mezanino com segurança. São muitos ônibus passando a todo momento. Não há como permitir que as pessoas cruzem pela pista, os motoristas das linhas seriam surpreendidos e o risco de acidentes muito grande”, destacou o secretário de Mobilidade e Transportes. A estimativa da Prefeitura é que 60 mil pessoas circulem pelo local diariamente.  O local oferece acessibilidade a pessoas com deficiências e mobilidade reduzida por meio de elevadores, rampas de acesso, piso tátil, além de também possuir escadas rolantes.

A novo terminal tem integração direta com as estações Vila Prudente da Linha 2-Verde de metrô e da Linha 15-Prata de monotrilho. Outros dois terminais menores complementam o serviço de ônibus municipais no trecho: o Terminal Norte, em funcionamento desde outubro de 2017, na rua Trocari; e o Terminal Sul que começou a operar em agosto de 2018 na rua Correia Barros. As linhas de ônibus estão divididas em seis plataformas entre os três terminais. O complexo de terminais foi construído em parceria com o Governo do Estado, através do Metrô. (Kátia Leite)

Prefeito Bruno Covas esteve no terminal na manhã desta segunda-feira.
Terminal Vila Prudente tem semana tranquila e usuários satisfeitos

Em operação assistida desde o último sábado, dia 11, o Terminal Central Vila Prudente de ônibus, na altura do número 1359 da avenida Anhaia Mello, vem recebendo elogios de usuários e profissionais do transporte. A São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pelo espaço, também avaliou que a operação foi “plenamente satisfatória nesta primeira semana”.

O novo terminal tem interligação direta, por meio de escadas rolantes e passarelas, com a Linha 2-Verde de metrô e a Linha 15-Prata de monotrilho. Outros dois terminais complementam o serviço de ônibus municipais no trecho: o Terminal Norte, em funcionamento desde outubro de 2017, na rua Trocari; e o Terminal Sul que começou a operar em agosto de 2018 na rua Correia Barros.
Segundo a SPTrans, neste ponto da Vila Prudente, a população passa a ser atendida por 29 linhas diurnas e sete noturnas (veja a divisão das linhas por terminais e plataformas).

“Melhorou muito. Só de não precisar ficar esperando o ônibus no meio da calçada, sob o sol ou chuva, já é uma benfeitoria enorme. Acabo andando um pouco mais, mas vale a pena aguardar dentro do terminal. Me sinto mais seguro também”, comenta o aposentado João Gomes, morador da Quinta das Paineiras.

A estudante Larissa Martins, moradora do Parque São Lucas, elogiou a operação montada nesta primeira semana. “Saio da Linha 15 do monotrilho e estava preocupada de ficar perdida na segunda-feira, quando utilizei o terminal pela primeira vez, mas, foi muito tranquilo porque a Prefeitura colocou diversas pessoas para ajudar”, comentou.

Motoristas de ônibus também elogiaram o novo terminal. “Estava muito complicado atender a grande quantidade de passageiros em alguns dos pontos que foram improvisados, enquanto o terminal não era inaugurado. Agora está mais seguro para a gente trabalhar e para os usuários”, ressaltou um funcionário da Via Sul que pediu para não ser identificado.

O novo terminal oferece acessibilidade a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida por meio de elevadores, rampas de acesso e piso tátil, além de contar com escadas rolantes. O espaço também tem máquinas de autoatendimento para recarga de Bilhete Único e um posto de atendimento da SPTrans que disponibilizará serviços como venda e restituição de créditos do Bilhete Único.

Travessia dentro do terminal
Um problema detectado pela reportagem nas visitas que fez nesta semana são passageiros que desembarcam dos coletivos e atravessam de uma plataforma para a outra sem utilizar as escadas rolantes, apesar dos insistentes alertas das equipes de auxílio no local.

A SPTrans ressaltou que as transferências entre plataformas devem ser feitas por meio das escadas ou elevadores por questão de segurança. Destacou ainda que caso seja constatada a necessidade de pequenos ajustes, serão implantados para melhorar a operação no local. (Kátia Leite)

Fique atento para as alterações viárias na Anhaia Mello
Faixa exclusiva de ônibus mudou para a esquerda no viaduto da avenida Anhaia Mello, na altura da Salim Farah Maluf.

 

Em razão do início das operações no novo Terminal Vila Prudente e na Parada Rui Roxo na avenida Anhaia Mello, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fez alterações no trânsito nos últimos dias. Veja as mudanças:

– Implantação de mais um estágio no semáforo da avenida Anhaia Mello, junto a saída do Novo Terminal para atender os ônibus.

– Implantação de faixa exclusiva de ônibus à esquerda na avenida Anhaia Mello, no sentido bairro-centro, no trecho entre a rua Francisco Falconi e o Terminal Vila Prudente, inclusive no viaduto.

– Supressão da faixa exclusiva de ônibus do lado direito da via, no sentido da Vila Prudente, no  trecho entre a rua Francisco Polito e o Terminal, bem como sobre o viaduto.

– Implantação de novo conjunto semafórico na interseção da avenida Anhaia Melo com a rua Falchi Gianini, sentido bairro-centro, para travessia de pedestres e acesso a plataforma da Parada Rui Roxo.

– Liberação da conversão à esquerda, para os ônibus que estão na avenida  Anhaia Mello, no acesso para a avenida Paes de Barros, sentido centro.

Monotrilho se desloca da via durante manobra no pátio
Composição da Linha 15 sendo inspecionada após problema dentro do Pátio Oratório. (Foto: Edson da Silva)

 

A composição M11 da Linha 15-Prata do monotrilho que ainda seria preparada para iniciar a operação comercial ontem, não conseguiu concluir a manobra dentro do Pátio Oratório. O Metrô informou que um pneu do trem se descolou da via de rolamento, mas ainda apura as causas.

Vizinhos que viram a cena e estão acostumados a acompanhar a intensa movimentação, acreditam que o problema ocorreu porque o trem “seguiu pela via errada”. As composições, que operam sem maquinistas, tem várias opções de rotas de trilhos dentro do pátio.

A composição ficou parada no pátio, nitidamente como primeiro vagão deslocado do trilho. Técnicos passaram horas inspecionado a parte dianteira do trem. Apesar do problema, o Metrô informou que a circulação de trens na Linha 15 e no pátio aconteceu normalmente ontem.

Choque de trens

No inicio do ano, na noite de 29 de janeiro, duas composições colidiram na estação Jardim Planalto, que ainda não foi inaugurada. Um dos trens seguia para uma área não operacional quando bateu no que estava parado na estação. Não houve feridos. Laudo do Metrô, divulgado uma semana depois, apontou que houve falha humana. Conforme o comunicado oficial, “a ação de um operador tornou o trem M22, que estava estacionado na plataforma da estação, invisível ao sistema de comunicação e sinalização (CBTC), causando o choque com a composição M23 que fazia uma manobra”. (Kátia Leite)

 

Subprefeitura faz operação na rua Cavour para conter irregularidades

No último dia 10, a Subprefeitura de Vila Prudente realizou mais uma operação em conjunto com a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para fiscalizar os estabelecimentos comerciais da rua Cavour, no trecho entre as ruas Itamumbuca e Marquês de Praia Grande. Alguns dos comércios fiscalizados são alvos de denúncias de moradores vizinhos, que não aguentam mais os transtornos causados, como excesso de barulho durante a madrugada, aglomeração de pessoas na via, sujeira e uso de entorpecentes.

De acordo com a Subprefeitura, a ação que começou às 18h30 e se estendeu até às 21h, teve o objetivo de verificar a documentação dos estabelecimentos, conter práticas ilegais – como o uso indevido de mesas e cadeiras nas calçadas – e orientar sobre ruídos, horário de funcionamento e regularização.

Moradores das proximidades aprovam a iniciativa da Prefeitura, mas relatam que as irregularidades voltam a ser praticadas assim que a operação é encerrada. “A fiscalização precisa ser mais constante para inibir as práticas ilegais. Assim que os fiscais se retiram e a polícia vai embora, a bagunça volta acontecer. Não aguentamos mais a algazarra na sexta-feira à noite. É muito barulho até a madrugada, carros com som altíssimo, aglomeração de pessoas em frente às residências, uso de drogas, entre outras coisas. Se algum morador precisa retirar o veículo da garagem em alguma situação emergência ele não consegue, pois está bloqueada pela multidão. Tenho vizinhos que não ficam mais em casa às sextas-feiras”, relatou um morador que prefere não se identificar.

Questionada pela Folha, a Subprefeitura informou que tem planejado a realização de uma ação conjunta por mês no local.

Ambulantes

A Subprefeitura informou que a operação também contemplou a área no entorno da estação Vila Prudente e a equipe de apreensão retirou todos os ambulantes irregulares do local. Foi ressaltado que a ação teve caráter de orientação e não houve apreensão de produtos.

Prefeitura faz conscientização sobre o descarte de lixo

Todos os dias, 20 mil toneladas de lixo são recolhidas na cidade, sendo que 8 mil toneladas são coletadas pelo serviço de varrição que atua nas ruas e demais espaços públicos. As outras 12 mil são de resíduos domiciliares coletados pelos caminhões. Para combater a sujeira na capital, principalmente a despejada nas ruas, a Prefeitura lançou uma campanha educativa. O pontapé inicial aconteceu no último domingo, dia 12, com a instalação de um inflável imitando um saco de lixo gigante na avenida Paulista (foto).

O objetivo da campanha #lixoénolixo é alertar e conscientizar a população sobre o impacto dos resíduos na cidade e o papel de cada cidadão para tornar o local onde vive mais limpo e agradável para todos. “É uma ação bastante importante composta de algumas fases. Esta é a inicial e tem o intuito de chamar a atenção das pessoas para frisar que lixo é no lixo, além de mostrar que é um trabalho de todos e não apenas dos lixeiros”, comentou Isabel Amorin, que é chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação da Prefeitura.

Na segunda fase da campanha, a administração municipal irá orientar sobre o descarte correto de entulho e reciclagem de materiais. Somente na área da Subprefeitura de Vila Prudente, segundo a administração local, há cerca de 50 pontos de descarte irregular de resíduos, sendo que os mais críticos são: rua Dianópolis, baixos do viaduto Grande São Paulo, avenida Anhaia Mello – próximo à rua Dianópolis, rua João Afonso, rua Luis Alardo de Menezes, rua São Raimundo – próximo à rua Luis Alardo de Menezes, rua Secondino, rua Trocari, rua Jacinto Menezes Palhares e rua Forte de São Bartolomeu. De acordo com a Subprefeitura, são removidos por semana, aproximadamente 40 toneladas destes locais.

Também estão previstas ações de revitalização de pontos viciados de entulho e a transformação destes espaços em locais dedicados à arte, principalmente em locais da periferia. A Prefeitura não detalhou os pontos que serão contemplados.

“A terceira etapa da campanha consiste na divulgação de vários serviços que a Prefeitura oferece e a população muitas vezes não sabe, como o cata-bagulho, os ecopontos e o horário da coleta de lixo. Não adianta, por exemplo, deixar o lixo às 15h se o horário da coleta é às 22h. Essa prática acaba resultando em sujeira espalhada nas vias, calçadas e outros locais”, completou Isabel. (Gerson Rodrigues)