Com obra iniciada em agosto de 2015 e prazo anunciado de conclusão em 360 dias, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Ema deveria estar atendendo a população há um ano e meio. Mas, devido a vários problemas, como paralisação dos trabalhos por falta de repasse de recursos da Prefeitura, entre outros, a construção na rua Gustavo Stach tem apenas 65% dos trabalhos concluídos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a previsão é que a unidade fique pronta no primeiro semestre deste ano, porém não especifica quanto tempo levará para a unidade ser equipada após a entrega do prédio.
Além da morosidade dos trabalhos, o que também intriga a comunidade é o tempo que vai demorar para a unidade começar a funcionar após a conclusão das obras. Segundo o governo municipal, para que a UBS seja entregue à população, um termo aditivo ao contrato de gestão com a Organização Social de Saúde (OSS) Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) será realizado para a compra de mobiliário e contratação de recursos humanos.
A Prefeitura informou também que, após a finalização das obras, a unidade passará por processo de inspeções por parte da Coordenação de Vigilância em Saúde, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e pela engenharia da Secretaria Municipal de Saúde e da SPDM. Por fim, a gestão municipal acrescentou que o início do funcionamento irá depender dos resultados dessas verificações.
A população local espera que não aconteça com a unidade de Vila Ema o que ocorreu com a UBS Promorar, em Sapopemba, que, após a conclusão da obra de construção em 2016, ficou fechada por mais de um ano à espera de equipamentos e funcionários para começar a funcionar. (Gerson Rodrigues)
Instalada há 46 anos no complexo da Prefeitura na rua Taquari – onde também estão situados o Clube Escola, uma unidade básica de saúde, uma biblioteca, duas escolas municipais e a sede da Prefeitura Regional – a unidade Mooca da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) precisou fechar as portas. O motivo alegado pela entidade são as constantes falhas no fornecimento de energia. Atualmente todos os equipamentos do complexo, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Esportes, são abastecidos pelo mesmo sistema de energia.
Desde o último dia 14, os cerca de 300 pacientes da Mooca estão sendo atendidos na unidade Ibirapuera. A AACD afirma que a interrupção dos serviços é temporária, mas depende da resolução do problema para conseguir reabrir.
Não é a primeira vez que o complexo da Prefeitura na Mooca vive às voltas com as quedas de energia. Entre o final de 2015 e o primeiro trimestre de 2016, por conta de problemas na cabine de energia, o sistema elétrico dos equipamentos do local funcionou através de geradores.
A unidade Mooca da AACD conta com Centro de Reabilitação com diversas especialidades: fisiatria, ortopedia, urologia, fisioterapia, fisioterapia aquática, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, pedagogia, terapia ocupacional e assistência social. No entanto, segundo a entidade, as frequentes interrupções no fornecimento de energia prejudicavam os atendimentos e também estavam danificando os equipamentos utilizados nas consultas e sessões.
A AACD explicou que os pacientes transferidos para o Ibirapuera não sofrerão prejuízos na evolução do quadro clínico, pois a sede possui infraestrutura necessária e os profissionais que os atendiam na Mooca também estão em atividade no Ibirapuera, dando continuidade aos procedimentos.
Prefeitura
Questionada pela Folha, a Secretaria Municipal de Esportes informou que há alguns dias ocorreu uma pane na cabine de energia, devido às fortes chuvas, o que prejudicou todas as unidades do complexo. Ainda segundo o órgão, no último sábado, dia 17, engenheiros fizeram uma varredura com a intenção de constatar os problemas relatados e não foi detectada anomalia.
A Secretaria acrescentou que os próximos passos serão a revisão e limpeza na cabine que distribui energia aos equipamentos. Foi ressaltado que a manutenção e o custo de todo o complexo relacionados à parte elétrica e fornecimento de água estão vinculados ao orçamento da Secretaria de Esportes e que existe a necessidade urgente de individualizar a entrada de energia, pois cada um deles possui diferentes demandas de amperagem elétrica que fogem do conhecimento do órgão.
A reportagem também procurou a AES Eletropaulo, que informou que realizou vistoria no local e não constatou anomalias no centro de medição de energia de sua responsabilidade. Foi acrescentado que representantes da Secretaria de Esportes foram orientados a realizar inspeção na rede interna do complexo. (Gerson Rodrigues)
No último doa 20, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fez a primeira viagem de inspeção entre as estações Oratório e Vila União da Linha 15-Prata do monotrilho e anunciou para o fim de março a entrega de cinco estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União e Jardim Planalto, totalizando mais 6,5 km de via elevada do transporte até o final da avenida Anhaia Mello. As novas paradas serão abertas ao público no sistema de visita assistida, quando operam em horário reduzido e sem a cobrança de tarifa. O Metrô ainda não informou qual será o período de funcionamento e a data de abertura.
A Linha 15 está em operação desde agosto de 2014 no trecho de apenas 2,3 km entre as estações Vila Prudente e Oratório, mas o horário de funcionamento foi sendo ampliado gradativamente e somente em outubro de 2016 passou a operar das 4h40 à meia-noite, mesmo período da Linha 2-Verde com a qual faz integração.
“O monotrilho está praticamente pronto. Estamos fazendo os testes finais da via e as estações estão em fase de acabamento. A gente espera até o final de março, no máximo nos primeiros dias de abril, entregar as cinco novas estações. Embaixo, o paisagismo também está muito bonito e terá ciclovia em todo o trajeto. Já vemos a mudança no entorno, com novas lojas surgindo, novos investimentos imobiliários. Vai mudar toda essa região da Zona Leste, com transporte de alta capacidade e qualidade”, disse o governador.
Durante a coletiva para a imprensa na estação Vila União, Alckmin confirmou que a Linha 15 será concedida à iniciativa privada. “No mês que vem vamos lançar o edital, que fica 90 dias aberto. Esperamos abrir a proposta em junho e contratar o novo concessionário. Enquanto isso não ocorre, o próprio Metrô operará a linha”, explicou.
Além das cinco novas estações para março, de acordo com o cronograma do Metrô, está prevista para o final de maio a entrega das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, somando mais 3,6 km de via elevada. Quando a Linha 15 entrar em operação até São Mateus, a expectativa é atender 400 mil pessoas por dia.
Apesar da promessa do governo estadual de levar o monotrilho até Cidade Tiradentes, não existe previsão para o prolongamento já que o Metrô ainda depende da duplicação da avenida Ragueb Chohfi, obra que envolve a Prefeitura.
O trecho da Linha 15 entre a estação Vila Prudente do monotrilho e a estação Ipiranga da CPTM, projetado para desafogar a Linha 2, também está sem prazo para construção por falta de verba – assim como a própria expansão da Linha 2 para Guarulhos. “Estamos entregando as obras de Metrô e CPTM e também temos um conjunto de projetos, como esses prolongamentos, mas o objetivo é primeiro concluir essas obras em andamento. Mesmo com esse momento de dificuldade econômica que o Brasil atravessa, São Paulo continua investindo e só com recursos do Estado, não tem dinheiro da União”, afirmou o governador.
Alckmin, que deve ser candidato à Presidência, garantiu que não tem constrangimento de entregar estações muito atrasadas em ano eleitoral. “A intenção é sempre entregar o mais rápido possível. Entregamos estações (de outras linhas) no ano passado, vamos entregar neste e se eu me afastar do Governo em abril, ainda vai ficar muita estação para ser entregue, inclusive no ano que vem. Para alguém colher, alguém tem que plantar. Obra de metrô leva de cinco a seis anos, entre projetos, obter financiamentos e licenças, fazer editais, contratações, e fizemos tudo isso dentro da maior crise econômica do Brasil”, argumentou o governador ressaltando que o Estado está tocando simultaneamente as obras de seis linhas de metrô e monotrilho. (Kátia Leite)
Estação Vila União foi inspecionada pelo governador na manhã desta terça-feira, dia 20. Fotos: Ale Vianna
Padre Dervile Alonço retorna à Paróquia São Pedro do Jardim Independência
Várias paróquias da região estão em processo de mudança do padre titular. No último sábado, dia 17, às 16h, ocorreu a missa solene de posse do padre Fausto Marinho Carvalho Filho na Paróquia São José de Vila Zelina. No domingo, dia 18, às 18h, a solenidade foi na Paróquia São Pedro Apóstolo do Jardim Independência para o retorno do padre Dervile Alonço. Ambas as missas, como determina o rito, foram presididas pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Luiz Carlos Dias. Em comum também o fato das igrejas ficarem tomadas pela comunidade, pois os dois párocos têm importantes trajetórias na região.
São José e São Carlos Borromeu
O novo pároco da igreja na Vila Zelina, padre Fausto, era titular desde maio de 2009 da Paróquia São Carlos Borromeu de Vila Prudente, que concentra um dos maiores grupos de jovens da região. A cerimônia de posse dele na São José contou com a presença da vereadora Edir Sales. O padre Luiz Paulo de Souza, que era o pároco da igreja, pediu um ano de afastamento para descanso.
No lugar do padre Fausto na São Carlos assume o padre Arlindo Teles Alves, que estava na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Luciano, na Vila Ema. A missa de posse na Paróquia São Carlos, na rua do Oratório, 3712, está marcada para domingo, dia 25, às 18h30, com a presença do bispo Dom Luiz Carlos Dias.
Padre Fausto é o novo pároco da igreja na Vila Zelina
São Pedro
No Jardim Independência, padre Alonço já havia ocupado o cargo de pároco da São Pedro entre 2012 a 2015, quando fundou o Pólo Cultural Dom Luciano Mendes de Almeida , que acolhe 190 crianças e adolescentes. Desde a saída da São Pedro, o sacerdote ficou à frente da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes na Água Rasa. A sua posse no último domingo contou com as presenças da vereadora Juliana Cardoso, do ex-deputado Adriano Diogo e do presidente da Folha, Newton Zadra.
O pároco Mauro Domesi, que respondia pela São Pedro, foi transferido para a igreja Cristo Rei, no Tatuapé.
Santo Emídio
Neste domingo, dia 25, às 10h, também acontece a missa de posse do padre Luiz Antonio da Silva como pároco da igreja Santo Emídio. O padre Luiz é da Congregação dos Sagrados Corações (SS.CC.), que é responsável pela paróquia Santo Emídio desde a sua implantação em dezembro de 1939. A missa será presidida pelo bispo Dom Luiz Carlos Dias. (Kátia Leite)
Os usuários dos pontos de ônibus improvisados na avenida Anhaia Mello, próximos às estações Vila Prudente do metrô e do monotrilho, precisam ter mais paciência. Não foi cumprida a previsão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, responsável pelas obras dos terminais Central e Sul, de entregar os espaços no final do ano passado. Questionada novamente pela Folha nesta semana, a Companhia informou que a conclusão da construção ficou para o final deste mês.
O Metrô esclareceu que o cronograma de implantação dos terminais foi alterado em função de atraso na obtenção das autorizações necessárias para a readequação e melhorias do viário no entorno do local, finalização de iluminação pública e instalação do elevador da passarela que vai atender os usuários com necessidades especiais.
Embora o andamento das obras esteja atrasado, a reportagem da Folha constatou nesta semana que o ritmo dos trabalhos no local é lento. Tanto na quarta-feira, dia 14 e na quinta-feira, dia 15, poucos operários foram encontrados em atividade nos canteiros de obras. A reportagem questionou dois funcionários sobre o motivo, os quais informaram que o serviço está na reta final, na fase de finalização de detalhes e, por isso, não é necessário grande volume de homens trabalhando.
A reportagem também indagou o Metrô sobre quando os terminais serão entregues à São Paulo Transportes (SPTrans) para o início da operacionalização dos equipamentos. A Companhia informou que já está em fase de negociação com o órgão municipal para alinhar os termos da ocupação dos terminais, prevista para o período entre o final de fevereiro e início de março.
A Folha entrou em contato com a SPTrans para levantar detalhes de como será a operação dos terminais e quantas e quais linhas atenderão os equipamentos. A reportagem aguarda um posicionamento do órgão. (Gerson Rodrigues)
Neste domingo, dia 18, acontece na Vila Zelina – bairro que concentra vários imigrantes da Lituânia e seus descendentes – a celebração pelo Centenário da Restauração do Estado Lituano. A cônsul-geral da Lituânia em São Paulo, Laura Tupe, é uma das autoridades confirmadas.
Às 8h acontece o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Lituânia e do Estado de São Paulo na Praça República Lituana. Às 15h será celebrada missa de Ação de Graças na Paróquia São José (foto) com a participação do Coral Lituano de São Paulo. Na sequência, às 16h15, haverá a tradicional deposição de flores junto ao monumento à Liberdade na praça em frente à igreja.
A partir das 16h30 ocorre a sessão solene e a festa de aniversário no Colégio Franciscano São Miguel Arcanjo, na rua Campos Novos, 153. O evento gratuito começa com a execução dos hinos nacionais lituano e brasileiro e as saudações da presidente da Comunidade Lituana-Brasileira, Rosana Tumas, e da cônsul Laura Tupe.
A programação prossegue com a palestra “Mas o que são estes 100 anos?”, ministrada pelo historiador Marcos Lipas; e as apresentações do Coral Lituano de São Paulo e dos grupos de danças folclóricas “Nemunas” e “Rambynas”. Destaque também para a apresentação interativa com a artista Jurgis Didzlius, convidada especial da Lituânia, que busca uma identidade lituana globalizada.
O evento, que se estende até às 20h, terá ainda a abertura da exposição fotográfica “Como se fosse um domingo”, de Boris Taskov; e feira de artesanato típico, além do tradicional bolo de aniversário.
Na manhã de ontem, dia 15, o presidente e o vice do Clube Atlético Juventus, Domingos Sanches e Saulo Moisés Franciscon, respectivamente, se reuniram com o presidente da Folha, Newton Zadra, para esclarecer sobre a matéria veiculada na edição da semana passada, 9 de fevereiro, acerca de áudios vazados para conselheiros, associados e a imprensa de uma suposta conversa entre os dois e o ex-diretor de marketing do clube, Adriano Daré.
De acordo com vasto documento de defesa entregue à Folha, a intervenção se faz necessária porque os áudios vazados “foram editados e divulgados com o intuito de denegrir a honra e a imagem do presidente Sanches e do vice Franciscon por motivos de vingança e financeiros”. No documento consta que o autor dos áudios editados é o ex-diretor Adriano Daré, que foi exonerado do cargo pelo presidente da diretoria executiva.
Ainda segundo a defesa, “Daré gravou e editou os áudios para vingar-se do presidente Sanches porque este não admitiu que o Juventus assumisse os prejuízos apresentados em planilha citada nas conversas” referentes aos eventos ‘Bacon Day’ e ‘Uma Noite Perfeita’, realizados em setembro do ano passado. O documento, assinado por Sanches e Franciscon, ressalta que os “prejuízos são de responsabilidade do produtor dos eventos e não do Juventus como pretendeu demonstrar Daré”.
Sanches e Franciscon afirmam que “os dois eventos foram contratados pelo então diretor de marketing” e que este induziu o vice a acreditar que seriam lucrativos para o Juventus, “tanto que o vice acabou emprestando particularmente o valor R$ 100 mil para o marqueteiro contratar os artistas”. No documento entregue à Folha, consta também que “Daré admitiu a culpa pelos prejuízos dos eventos e comprometeu-se a pagar, inclusive o empréstimo contraído com o vice, depois mudou de ideia e começou a produzir os áudios com o intuito de vingar-se e fugir das dívidas”.
Sanches e Franciscon reafirmam ainda “que a bem da verdade, o presidente ao tomar conhecimento dos prejuízos dos eventos e a tentativa do ex-diretor de marketing de transferir para o clube a responsabilidade pelos pagamentos, se posicionou totalmente contra e não aceitou a planilha apresentada”. O documento narra ainda outros problemas entre a diretoria executiva e o ex-diretor que teriam motivado a gravação dos áudios.
O documento segue ressaltando que “o marqueteiro Daré frequentava constantemente a sala do Conselho Deliberativo e que o presidente Itamar Colombini Capano e outros conselheiros do grupo de oposição tinham conhecimento dos fatos e sobretudo dos prejuízos dos eventos”.
O presidente e o vice ainda fazem argumentações sobre a provável autoria do vazamento dos áudios, que acreditam ter partido do Conselho Deliberativo, e por fim citam as medidas adotadas desde então: “já protocolizaram na delegacia de polícia uma representação criminal requerendo a instauração de inquérito e a perícia dos áudios editados”. Conta ainda que “posteriormente serão movidas as ações pertinentes para requerer indenizações por danos materiais e morais cometidos contra o C.A. Juventus e contra a pessoa física do presidente e do vice-presidente da diretoria executiva”. Sanches e Franciscon também afirmam que vão processar criminalmente quem tiver vazado dos áudios.
Nota da redação: na matéria veiculada na edição de 9 de novembro, a Folha publicou na íntegra a nota de esclarecimento que recebeu do Clube Atlético Juventus, via assessoria de imprensa, no dia 7 de fevereiro às 19h57. A nota é endereçada ao repórter Gerson Rodrigues que, no mesmo dia às 13h32, havia enviado e-mail à assessoria solicitando tal posicionamento da diretoria sobre os fatos denunciados, como determina o bom jornalismo. No e-mail da Folha constava que a reportagem estava à disposição até o meio-dia do dia 8 para que, justamente, a diretoria pudesse expor todas as justificativas necessárias antes do fechamento da matéria. A Folha também está à disposição dos demais envolvidos e citados para os esclarecimentos necessários.
Pelo Grupo Especial, após acirrada disputa, a Acadêmicos do Tatuapé conquistou o bicampeonato ao homenagear o estado do Maranhão. Quem também fez bonito foi a Mocidade Unidade da Mooca, que venceu o Grupo de Acesso II e conquistou vaga para o Acesso em 2019. As duas agremiações da região estarão na sexta-feira, dia 16, no desfile das campeãs do Carnaval de São Paulo. Quem abre o Sambódromo é a Mocidade Unida da Mooca, às 21h e a Acadêmicos do Tatuapé será a última a desfilar, às 4h da madrugada.
A Acadêmicos do Tatuapé, na classificação final, ficou com os mesmos 270 pontos de Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, mas teve melhor pontuação nos quesitos de desempate: mestre-sala e porta-bandeira e harmonia. A agremiação do Tatuapé, que no ano passado também foi campeã, levou para o Sambódromo 2.761 componentes, divididos em 26 alas e cinco carros alegóricos. Um fator de destaque foi a economia de R$ 600 mil no desfile deste ano por causa da reciclagem de fantasias do carnaval passado.
A escola mostrou belezas do estado do Maranhão, como as festas populares e as diversas formas de manifestação artística. O que chamou a atenção e surpreendeu os jurados e o público foi a bateria, que inovou e entoou batidas de reggae no Sambódromo.
Mooca faz bonito
Também em uma apuração bastante disputada, a Mocidade Unida da Mooca venceu o grupo de Acesso II, antigo Grupo I. Durante toda a apuração, esteve empatada com a Terceiro Milênio e no último quesito (Comissão de Frente), foi melhor e garantiu o título com 270 pontos. A agremiação da Mooca, que enfrentou muita chuva em seu desfile, levou para a avenida o enredo “A Santíssima Trindade de Oyó”, que propagou a mensagem de tolerância entre os povos. A escola desfilou com 1.200 componentes, divididos em 14 alas e três carros alegóricos.
“Estamos muito felizes e orgulhosos. É o melhor resultado alcançado em 30 anos de história da escola. Essa conquista é fruto da força da nossa comunidade que, cada vez mais, se envolve e participa. Na próxima semana já iniciaremos os trabalhos para o carnaval do ano que vem, o qual será uma oportunidade de ouro para a Mooca mostrar ainda mais a sua cara”, declarou Rafael Falanga, que é presidente da agremiação desde 2014.
Mocidade Unidade da Mooca é a campeão do Acesso II
Outros resultados
A Uirapuru da Mooca e a Combinados do Sapopemba, que também desfilaram no Grupo de Acesso II, ficaram na sexta e na oitava posição, respectivamente. A Unidos de São Lucas ficou na quarta colocação do Grupo II, com 267,80 pontos. Já a Dragões de Vila Alpina terminou na oitava posição do Grupo III, com 177,70 pontos.
A problemática calçada do hospital estadual de Vila Alpina segue sem previsão para receber melhorias. O passeio na rua José Jeraissati, além de ser estreito, acumula árvores, telefone público e postes de energia elétrica, que atrapalham o caminho de pedestres e impedem a passagem de cadeirantes e mães com carrinhos de bebê. Outro problema é a impossibilidade do ponto de ônibus existente no trecho receber abrigo para proteger os usuários do transporte coletivo do sol e da chuva. Essa situação perdura há quase 16 anos, desde a inauguração do hospital, sem que Estado e Prefeitura tomem uma providência.
Depois de vários questionamentos do jornal, a Secretaria Estadual de Saúde informou em junho do ano passado que a direção do hospital se reuniria com representantes do grupo técnico de edificações da Secretaria e da Prefeitura Regional para estudarem possíveis melhorias. No entanto, conforme a Folha levantou, a reunião não aconteceu. Não foi a primeira vez que o tema caiu no esquecimento.
Em agosto de 2014, após a Folha realizar sucessivas reportagens cobrando providências e mostrando várias queixas de pedestres e pacientes, aconteceu uma reunião entre representantes da então Subprefeitura de Vila Prudente e do hospital com o objetivo de tentar um acordo que viabilizasse melhorias na calçada. Logo após o encontro, a assessoria de imprensa da Subprefeitura informou que a gerência do hospital tinha se proposto a recuar o muro da unidade em cerca de três metros, no trecho entre a entrada do pronto-socorro e o ponto de ônibus, permitindo assim que a São Paulo Transportes (SPTrans) colocasse um abrigo no local. Entretanto, passado mais de três anos, a situação permanece inalterada.
Ao ser questionada novamente pelo jornal nesta semana, a Prefeitura Regional Vila Prudente informou que, em reunião com a direção do hospital ocorrida em novembro do ano passado, ficou decidido que a organização social responsável pela unidade de saúde colocaria no orçamento deste ano os recursos necessários para a adequação da calçada.
Indagada mais uma vez pela Folha, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a elaboração do projeto para viabilizar a obra que pretende trazer melhorias na passagem da calçada da rua José Jeraissati “está em andamento”. Foi ressaltado que, assim que o projeto for concluído, as obras terão início. Não foi passado prazo. O órgão reiterou que a estrutura física do hospital foi feita com base na legislação municipal e eventuais necessidades relacionadas ao mobiliário urbano, como ponto de ônibus, postes e até mesmo árvores situadas no passeio público são de competência municipal. (Gerson Rodrigues)
Na última quarta-feira, dia 7, o vereador Gilberto Natalini (PV), ex-secretário do Verde e Meio Ambiente, protocolou na Câmara Municipal o Projeto de Lei 32/2018 que cria o Parque Municipal da Mooca no terreno de quase 100 mil m² entre as ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis. A área abrigou por mais de 50 anos uma distribuidora de combustíveis da Esso, subsidiária da multinacional Exxon Móbil, e estava em processo de remediação do solo e das águas subterrâneas que foram contaminados pelas borras enterradas com resíduos químicos. Atendendo pedido de moradores da Mooca e desta Folha, que há mais de uma década está na luta pela implantação de um parque no trecho como forma de compensação pelos danos ao meio ambiente, Natalini decidiu apresentar o Projeto de Lei após sua equipe técnica confirmar junto a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) que a área está livre dos poluentes.
A notícia da descontaminação do terreno foi dada pelo vereador e a sua equipe durante reunião no seu gabinete na manhã da última terça-feira, dia 6, com a presença da reportagem da Folha, de integrantes do Movimento M-10 e da historiadora e jornalista da Mooca, Elizabeth Florido. Todos defendem a preservação total do terreno. Diante da boa notícia da remediação da área que garante base técnica para o pedido de um parque, Natalini voltou a prometer engajamento na batalha pelo terreno na Mooca e citou que atualmente está envolvido em mais de 30 frentes de luta pela preservação de áreas verdes na cidade. “Se não ficarmos atentos, a construção vai tomar tudo. Hoje só temos áreas privadas na cidade”, destacou.
Natalini frisou que, apesar de ser um importante passo, o Projeto de Lei não é garantia de sucesso. “Pode passar pela Câmara, chegar até o prefeito e ele vetar”, explicou. “Por isso, em toda causa, o mais importante é a mobilização popular. Isso sim tem o poder de pressionar. Lutar pelos parques é lutar pela vida, não é uma frescura, é uma necessidade”, alertou.
Durante a reunião, a equipe de Natalini explicou também que a construtora São José, proprietária do terreno desde o final de 2012, retirou o projeto de construção de condomínio residencial que havia apresentado à Prefeitura, mas vai elaborar uma nova proposta para a área. A anterior previa quatro andares subterrâneos, com mais de 14 metros de profundidade. De acordo com a assessoria do vereador, como o novo projeto, quando protocolado, terá que passar pela análise em diversos setores do poder municipal, a comunidade terá tempo de se articular em prol da área verde.
O amplo espaço também está incluído na Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, Projeto de lei 723/2015, desenvolvido pela São Paulo Urbanismo, da Prefeitura. No entanto, a proposta contempla apenas 40% de área verde linear, que o governo municipal define como “parque alagável”. O restante abrigaria condomínios residenciais. O projeto da Operação Urbana atualmente está em análise na Câmara Municipal.
Na defesa do seu Projeto de Lei, Natalini lembra que a Mooca é a região da cidade que possui o menor índice de cobertura vegetal, o que justifica a premente necessidade de ampliação de áreas verdes para a população local. Lembra ainda que o meio ambiente exerce influência direta na saúde e na qualidade de vida das pessoas e que na Mooca os moradores podem sofrer com mais patologias respiratórias justamente pela carência de áreas verdes. Por fim, argumenta que a baixa existência de vegetação favorece a criação do chamado microclima urbano, onde as construções e emissões de poluentes atmosféricos provocam o aumento da temperatura em relação a outras área de São Paulo.
Reunião no gabinete do vereador Gilberto Natalini com integrantes do movimento M-10