A situação é frequente nas matérias da Folha: com as obras do monotrilho na avenida Anhaia Mello, muitos motoristas utilizam vias secundárias como rota de fuga. Este é o caso da rua José dos Reis, na Vila Prudente. Entretanto, além do aumento no tráfego de veículos na via, outro fator que complica o trânsito no local é o afunilamento da pista da travessa Irene Bocci, que liga a via à rua Pinheiro Guimarães. No trecho, os motoristas, por muitas vezes, são obrigados a esperar a passagem de outros veículos para seguirem seu caminho.
O Parque Ecológico Professora Lydia Natalízio Diogo, conhecido como Parque de Vila Prudente, teve uma manhã diferente no último sábado, dia
Desde o início deste mês, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) vem realizando algumas mudanças na divulgação do sistema de remuneração das empresas de ônibus de São Paulo. Depois dos contratos e aditivos contratuais das concessionárias e permissionárias do serviço, agora a população pode também acompanhar diariamente na Internet, informações sobre a remuneração das operadoras do sistema.
É explícita a indignação da população com o atual sistema de transporte público na cidade, principalmente os ônibus, tanto que a onda de protestos que tomou conta do país recentemente foi impulsionada pelo aumento das tarifas, que acabou sendo revogado. Além da superlotação nos coletivos, atrasos e demora entre as viagens, o que revolta e muito os usuários é a falta de atenção com os pontos de ônibus. Na região, na maioria das paradas, os passageiros são obrigados a aguardar o transporte sob o sol e a chuva, gerando enorme desconforto. Embora em fevereiro deste ano a Prefeitura tenha iniciado a instalação de novos abrigos pela cidade, é difícil encontrar algum nos bairros locais.
No último sábado, dia 6, aconteceram quatro oficinas na cidade para reunir contribuições da população para a revisão do Plano Diretor Estratégico. Uma delas ocorreu na área da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba e outra na da Subprefeitura Mooca, que juntas somaram quase 300 pessoas. As oficinas serviram para a população formular propostas, de acordo com suas necessidades, que serão encaminhadas ao governo municipal. Foram discutidas temas que precisam de melhorias, como habitação, emprego, zoneamento, meio ambiente, transporte e cultura.
A cidade de São Paulo, com uma população de mais de 10 milhões de pessoas, conta com apenas 18 Cartórios de Registro de Imóveis. Além disso, uma dificuldade encontrada por quem pretende registrar uma propriedade ou emitir uma certidão são os endereços das unidades. O 6º Cartório, responsável pela Vila Prudente, está localizado na Vila Mariana; enquanto o 7º, que atende a Mooca, fica na rua Augusta.
Com os constantes congestionamentos na avenida Anhaia Mello, cada vez mais as ruas secundárias da região são utilizadas por caminhoneiros como rota de fuga para acessar a avenida do Estado, sentido ABC, gerando muitos transtornos aos moradores destas vias, que, na sua grande maioria, não estão preparadas para receber o trânsito de carretas. Este é o caso da rua Barão de Tramandaí, na Vila Alpina. A comunidade perdeu a conta de quantos fios já foram estourados por caminhões.
No começo de março a Folha fez matéria relatando a situação do terreno onde estão localizadas as torres da AES Eletropaulo, entre as ruas Agostinho Lattari e Dianópolis, na Mooca. Parte da terra da área estava cedendo com as chuvas do início do ano gerando risco de desabamento. Na ocasião, a companhia de energia informou que estudos no local constataram a ocorrência de pequenos deslizamentos e que seriam realizadas obras para minimizar esses impactos no terreno. Entretanto, passados quatro meses, nada de efetivo foi feito no espaço.
Quem vê hoje o sorridente morador da Vila Zelina, Astrogildo Alves dos Santos, de 53 anos, não imagina que em 2006 ele sofreu grave depressão após a perda dos pais. Porém, por acaso, Santos foi parar no parque de Vila Prudente, onde encontrou um sentido para sua vida: a corrida. “Sou solteiro e sempre fui muito apegado à família, fiquei desolado quando minha mãe faleceu logo depois do meu pai. Passei um bom tempo sem vontade de fazer nada. Um dia resolvi sair andando pelas ruas, sem rumo, cabisbaixo, sem camisa, só de calça e chinelo. Quando dei conta estava dentro do parque, que nem sabia que existia. Ao ver os usuários, fiquei com vontade de correr com eles. No dia seguinte voltei e desde então nunca mais parei. Foi Deus quem me trouxe ao parque”, resume.
Até abril passado, a previsão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô era colocar o trecho inicial do monotrilho –