Ocupação na Vila Ema: Procuradoria quer antecipar remoção

A Procuradoria Geral do Município solicitou em juízo a antecipação da remoção dos moradores que ocupam o prédio da antiga padaria Amália, na esquina da avenida Vila Ema com a avenida Salim Farah Maluf. A medida foi tomada devido ao risco estrutural identificado no local, agravado por um incêndio ocorrido no início deste ano. Aguarda-se a definição da data pelo Tribunal de Justiça.

De acordo com a Prefeitura, os proprietários do prédio se comprometeram a promover a demolição para evitar nova invasão e garantir a posterior guarda da área.

Em março do ano passado, o imóvel foi vistoriado pela Subprefeitura da Mooca, que constatou risco de ruína estrutural. Desde então, a Prefeitura já havia pedido nova desocupação, mas, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) definiu prazo para saída voluntária até junho de 2026. No último dia 12 de janeiro houve um incêndio no local, que resultou em duas mortes, e agravou ainda mais a situação do prédio.

História

No passado, entre as décadas de 70 a 90, funcionou no local a Padaria Amália, que foi bastante famosa na região. Porém, depois do encerramento das atividades, o imóvel particular ficou fechado e se deteriorando por anos, até ser ocupado por cerca de 200 famílias de sem-teto em maio de 2016.

Em janeiro de 2019 o prédio chegou a ser totalmente desocupado após a Prefeitura mover ação com pedido de tutela de urgência por causa dos riscos. A Justiça acatou a solicitação e após a retirada das famílias, a Prefeitura emparedou os acessos do prédio, mas, poucos dias depois voltou a ser invadido. Na ocasião, o governo municipal ressaltou que cabia aos proprietários impedir a reocupação

Famílias

Na semana passada alguns ocupantes realizaram um protesto que bloqueou o trânsito na avenida Salim Farah Maluf, em frente ao imóvel. Foi ateado fogo em pneus e a Polícia Militar foi acionada para liberara a via.

A Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) informou que cadastrou as famílias que viviam na ocupação logo após o incêndio deste ano e 140 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 1 mil, conforme previsto para situações de vulnerabilidade social.

Com a confirmação de nova desocupação e demolição do prédio, a SEHAB definiu atendimento de 128 famílias com auxílio-aluguel pelo período de 12 meses, além de auxílio-mudança no valor de R$ 900. Outras 12 famílias cadastradas após o incêndio não serão contempladas, pois já haviam sido beneficiadas anteriormente e retornaram à ocupação, condição que impede novo atendimento.

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social explicou que também cadastrou as famílias e ofereceu acolhimento na rede socioassistencial, com distribuição de insumos. Até o momento, não houve aceite para acolhimento e a Secretaria informou que permanece à disposição das pessoas que desejarem acompanhamento e suporte social.

Incêndio ocorrido em janeiro agravou a situação estrutural do prédio. Fotos: Reprodução Rede Globo e redes sociais

 

 

Metrô 24 horas: operação prorrogada por seis meses

O Metrô confirmou nesta semana que vai prorrogar por mais seis meses a operação experimental de funcionamento ininterrupto nas linhas que administra: 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A medida vale sempre na virada de sábado para domingo.

Segundo a Companhia, ao longo dos três primeiros meses de avaliação, entre dezembro e fevereiro, foram transportados cerca de 140 mil passageiros nas madrugadas. A maior parte dos usuários utilizou o Metrô para lazer, seguido por deslocamentos de trabalho.

Durante a madrugada de sábado para domingo, todas as estações das quatro linhas ficam abertas para embarque e desembarque, com trens circulando das 0h às 4h40 com intervalos médios de 20 a 30 minutos. Na Linha 15, quando há interrupção para testes dos novos trens, são disponibilizados ônibus do sistema Paese em todo o trajeto do ramal de monotrilho.
Susto na Mooca: desabamento em obra de unidades habitacionais

A Subprefeitura Mooca informou nesta terça-feira, dia 3, que permanece interditado e isolado o local onde ocorreu o desabamento de um muro com deslizamento de terra na última sexta-feira, dia 27. No terreno, com endereço oficial na Guilherme Ellis, 118, ocorre a construção de unidades habitacionais por meio de Parceria Público-Privada (PPP), contratada pela Prefeitura. Foi ressaltado que a obra “está regular e conta com acompanhamento técnico”.

O desabamento atingiu o estacionamento de um condomínio na rua Taquari que fica nos fundos da obra. Ao menos três carros foram engolidos quando a terra cedeu e outros dois ficaram pendurados. Não houve feridos. Moradores afirmam que o muro que fazia a divisa já apresentada algumas rachaduras há meses e após vistoria, foi informado que estava seguro.

Segundo a nota enviada pela Secretaria das Subprefeituras, a empresa responsável pela obra deve executar a recomposição do talude que desabou e se prontificou a ressarcir todos os atingidos, além de disponibilizar carros alugados durante o período necessário aos proprietários que permanecerem sem seus automóveis.  Não houve resposta se já foi identificado o motivo do deslizamento.

Deslizamento ocorreu na sexta-feira, dia 27, e engoliu carros. Foto: Reprodução Redes Sociais

 

Contra a raiva: onde vacinar animais gratuitamente

A vacinação de cães e gatos é a melhor forma de garantir a manutenção de controle da raiva. A aplicação da dose é obrigatória e precisa ser repetida anualmente.

Cães e gatos saudáveis devem ser vacinados a partir dos três meses de idade. Na cidade de São Paulo, a Prefeitura mantém 18 postos fixos para vacinação gratuita. Há unidades na Mooca e na Vila Prudente.

A Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS) Mooca fica na avenida Salim Farah Maluf, 4236. A UVIS Vila Prudente fica na rua Ettore Ximenes, s /nº (próximo à Unidade Básica de Saúde). O atendimento nos locais é das 9h às 16h.

Para realizar a vacinação, o proprietário deve identificar, no comprovante de vacinação, o nome do animal e número do Registro Geral Animal.

Cães bravios ou mordedores, de qualquer espécie, devem utilizar focinheira, e os gatos devem ser transportados em caixas apropriadas.

Raiva

Além de ser uma das mais antigas zoonoses conhecidas pela humanidade, a raiva é uma doença infectocontagiosa provocada por um vírus, transmitido normalmente pelo contato da saliva de animais doentes, na pele ou mucosa por mordeduras ou escoriações. Provoca a inflamação do cérebro (encefalite), fatal em praticamente todos os casos.