Policial reage a arrastão na Doutor Francisco Mesquita

Motoristas que trafegam pela avenida Dr. Francisco Mesquita, na Vila Prudente, continuam enfrentando situações de muita insegurança, apesar de o comando do 21º Batalhão de Polícia Militar garantir que reforçou o patrulhamento no trecho após ocorrência de grande repercussão em dezembro passado. Na manhã da última segunda-feira, dia 25, não ocorreu um novo arrastão na via porque um policial militar do 3º Batalhão de Choque passava pelo local quando notou quatro homens roubando os ocupantes de veículos travados no congestionamento próximo ao viaduto Grande São Paulo. Houve disparos de revólver e o quarteto conseguiu escapar. Apesar do susto, não há registro de feridos entre os motoristas e passageiros parados no trânsito. Parte da ação foi filmada por um desses motoristas e o vídeo está circulando pelas redes sociais.

De acordo com a ocorrência policial, registrada como tentativa de roubo e legítima defesa, equipe do 21º Batalhão foi acionada para averiguar disparos de arma de fogo, por volta das 8h na avenida Dr. Francisco Mesquita com a rua Pindamonhangaba. Chegando ao local, os policiais não encontraram a ocorrência e nem suspeitos pelos arredores. Posteriormente, houve a comunicação do Batalhão de Choque do envolvimento de um policial no caso.

O policial informou que conduzia a sua motocicleta Honda, sentido centro da avenida, e se deparou com os quatro homens realizando roubos nos veículos. Ainda segundo o relato do policial, quando o grupo começou a ir em sua direção, um deles com um revólver nas mãos, ele sacou a sua arma particular e fez cerca de seis disparos em direção ao quarteto. Ele não sabe se conseguiu atingir algum dos suspeitos. Os quatro homens fugiram pela rua Pindamonhangaba, em direção da rua Padre Faustino.

Até o fechamento desta matéria, a polícia não constatou a entrada de suspeito ferido com tiro nos hospitais da região. O caso foi registrado no 56º Distrito Policial – Vila Alpina e a arma do policial foi apreendida. Ele foi conduzido à Correcional de Polícia Judiciária Militar e Disciplina. (Kátia Leite)

Sala principal do Arthur Azevedo só reabre no segundo semestre

Conforme a Folha destacou com exclusividade no final do ano passado, o forro da sala principal de espetáculos do Teatro Municipal Arthur Azevedo, na Mooca, cedeu na madrugada de 1º de dezembro, após grande volume de chuva e fortes ventos na região. Desde então, o espaço está interditado e as atrações ficaram restritas a públicos menores no saguão e na sala multiuso.  A previsão é que o teatro volte a receber grandes espetáculos somente no segundo semestre. A Secretaria Municipal de Cultura informou que o valor orçado para a obra de reparo é de aproximadamente R$ 216 mil. O problema acontece pouco mais de três anos após o teatro ser reaberto. Entre 2011 e 2015 o Arthur Azevedo passou por ampla reforma que contemplou a troca total do telhado, segundo a Prefeitura garantiu na ocasião.

Inaugurado em 1952, o Teatro Arthur Azevedo foi fechado às pressas em setembro de 2011. O prédio apresentava graves falhas estruturais, como infiltrações que colocavam em risco os funcionários, público, atores e demais membros das companhias teatrais. Na época, espetáculos foram interrompidos antes do final por causa de goteiras no palco e na plateia.

A reforma começou em julho do ano seguinte e durante uma vistoria em setembro de 2013, o então secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, destacou as trocas de todo o telhado e da parte hidráulica do teatro.  O projeto foi idealizado por uma arquiteta da Secretaria Municipal de Cultura e a realizado pela construtora Engetal.

Durante as festividades de aniversário da Mooca em agosto de 2015, o Arthur Azevedo foi reaberto totalmente requalificado e com recursos mais modernos de cenotecnia para teatro e sistema de projeção, nova cabine de controle de som e luz, melhorias na acústica, ar-condicionado e poltronas mais confortáveis, entre outras melhorias. A obra estava orçada inicialmente em R$ 5,4 milhões e de acordo com o divulgado pela Prefeitura na reinauguração, o investimento final foi de R$ 7,8 milhões.

Nesta semana, a Secretaria Municipal de Cultura informou que o processo administrativo referente aos reparos no forro foi concluído no final de janeiro. Apesar de a Folha questionar, não foi esclarecido se ainda existe garantia da reforma realizada pela construtora. Conforme a reportagem apurou, a Secretaria está tentando que a empresa arque com parte do conserto. (Kátia Leite)

Sem tetos voltam para o prédio de antiga padaria


No início deste ano, uma ampla ação da Prefeitura que envolveu vários órgãos, com amparo da Justiça, retirou as últimas famílias que ainda ocupavam o deteriorado imóvel da antiga padaria Amália, entre as avenidas Vila Ema e Salim Farah Maluf. O prédio estava invadido desde maio de 2016.

Após a remoção das pessoas, todos os acessos foram emparedados para evitar novas invasões e a Prefeitura enfatizou que a responsabilidade pela segurança do imóvel ficou a cargo do proprietário. No entanto, poucos dias depois da desocupação, as barreiras nos acessos começaram a ser destruídas.  A Folha comunicou a Prefeitura, por e-mail, há três semanas. Mas, de acordo com informações colhidas pela reportagem, cerca de 15 famílias já estão no local.

Vizinhos contam que a ocupação tem ocorrido gradativamente, principalmente à noite a aos finais de semana. “Percebemos que estão entrando novamente no imóvel de forma bem cautelosa para não chamarem tanta atenção, mas já vimos caminhões de mudança descarregando móveis e mães com crianças. A cada dia uma porta emparedada amanhece destruída e protegida por um tapume, o que maquia o arrombamento”, contou uma vizinha do local que não quer divulgar o nome.

Na época da remoção a Secretaria Municipal de Habitação informou que chegou a cadastrar 150 famílias que viviam no prédio e os responsáveis passaram a receber auxílio aluguel no valor de R$ 400 mensais. A vizinhança acredita que algumas pessoas que saíram do imóvel estão entre os ocupantes novamente. “A Prefeitura investiu tempo, equipes e dinheiro na ação, mas o local não foi monitorado após a desocupação. Pessoas que foram retiradas voltaram a morar no imóvel e, possivelmente, ainda estão recebendo o auxílio aluguel”, denuncia outro vizinho.

A Prefeitura salientou que o prédio é particular e o proprietário solicitou, junto à Justiça, a reintegração de posse no ano passado. Foi ressaltado que o município manteve tratativas para uma desocupação voluntária e pacífica das famílias, pois o edifício apresenta condições precárias de moradia e risco à vida. A administração municipal informou também que as pessoas que receberam auxílio-aluguel e voltaram a ocupar o imóvel perderão o benefício, mas não especificou se já fez essa averiguação. A Prefeitura acrescentou ainda que o proprietário será comunicado para que providencie segurança ao imóvel e evite novas ocupações.

A Folha tem procurado, através da Justiça, órgãos municipais e Cartórios, algum contato do proprietário do imóvel para questionar as novas ações que serão tomadas.

Polícia Militar

Desde a semana passada a Folha tem indagado o 21º Batalhão de Polícia Militar sobre as providências que podem ser tomadas quando os moradores do entorno flagram a ocupação, mas, de novo, não houve resposta até o fechamento desta edição.

Vizinhos do prédio afirmam que no último domingo, dia 10, por volta das 17h, acionaram a Polícia Militar através do 190 ao perceberem a movimentação de entrada no imóvel.

Novo subprefeito vistoria ramal ferroviário na Henry Ford


O ritual se repete há mais de duas décadas. A cada novo subprefeito na região, a Folha destaca a importância de promover a ligação das avenidas Henry Ford e Anhaia Mello, com o objetivo de desafogar o trânsito nas ruas Capitão Pacheco e Chaves e Dianópolis, em Vila Prudente. O trecho é interditado por um ramal ferroviário que, com o passar dos anos, foi perdendo a importância e atualmente recebe uma ou duas composições por dia, permanecendo ocioso por várias horas. Na manhã desta segunda-feira, dia 11, foi a vez do novo subprefeito de Vila Prudente, José Antonio Varela Queija, conhecer essa história in loco.

Acompanhado de sua equipe, Queija constatou o bloqueio entre a Henry Ford e a Anhaia Mello e a precária situação do trecho: o ramal está entre um matagal, que acumula lixo, entulho e animais mortos. Durante a visita do subprefeito, era possível avistar moradores da comunidade vizinha caminhando ou sentados nos trilhos. Também esteve presente o novo gerente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) responsável pela área Sudeste, Alexo Leopoldo Menezes, e auxiliares técnicos. A visita contou ainda com a participação da vereadora Edir Sales (PSD).

A favor de Queija para finalmente resolver o impasse de anos, está o fato de a CET ter o projeto de ligação das duas vias aprovado. “A medida também interessa bastante à CET. Falta somente acertar os detalhes da implantação da passagem com a operadora da linha férrea. É justamente essa conversação que depende do subprefeito”, ressaltou Menezes.

A equipe da CET ressaltou que não haverá necessidade de desapropriações para fazer a ligação – o que poderia criar resistências e encarecer o projeto. Outra novidade é que será mantido o duplo sentido de direção na Henry Ford, de forma que a ligação possa favorecer também o motorista que trafega pela Anhaia Mello e deseja acessar a avenida. Inicialmente a proposta previa apenas o inverso: facilitar o acesso da Henry Ford para a alça da Anhaia Mello sob o viaduto Grande São Paulo.

O subprefeito concluiu que o caso está bem encaminhado, com enorme chance de solução, e se prontificou a agilizar a reunião com os responsáveis pelo ramal. (Kátia Leite)

Trilhos entre matagal e muito entulho recebe recebe uma ou duas composições por dia, permanecendo ocioso por várias horas. (Agência Folha)
Novo subprefeito de Vila Prudente, José Antonio Varela Queija, conheceu o local e acredita que existe grande chance de solução. (Agência Folha)
Laudo aponta falha humana na colisão de trens da Linha 15


O Metrô informou nesta terça-feira, 5, que o laudo da comissão de segurança concluiu que houve falha humana no acidente ocorrido no último dia 29, envolvendo a colisão de dois trens da Linha 15-Prata do monotrilho na estação Jardim Planalto. De acordo a Companhia, a ação de um operador tornou o trem M22, que estava estacionado na plataforma da estação, invisível ao sistema de comunicação e sinalização (CBTC), causando o choque com a composição M23 que fazia uma manobra.

Os trens do monotrilho não operam com maquinistas e os vagões estavam vazios no momento da colisão porque a estação Jardim Planalto ainda não foi inaugurada.

O Metrô ressaltou que “todos procedimentos de atuação do quadro operativo da Linha 15, principalmente aqueles que envolvem segurança, passarão por uma revisão rigorosa, com o objetivo de mitigar novas ocorrências”. 

Atualmente a Linha 15 opera com seis estações entre Vila Prudente e Vila União. De acordo com o Metrô, 45 mil passageiros são transportados nos dias úteis. A estação Jardim Planalto é a próxima parada após a estação Vila União e deveria ter sido inaugurada em abril do ano passado. Depois a abertura foi prorrogada para junho de 2018 e a informação agora é que deve entrar em operação “até o final deste ano” junto com as estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

O Metrô informou que rescindiu os contratos com a empresa Azevedo & Travassos por causa de sucessivos atrasos no cronograma de obras e atualmente faz licitação para escolher nova empresa para concluir os trabalhos na Linha 15. (Kátia Leite)

Metrô ainda não tem explicação para colisão de trens


Na noite da terça-feira, dia 29, por volta das 23h, dois trens da Linha 15 – Prata do monotrilho colidiram na estação Jardim Planalto, que ainda não foi inaugurada. Partes metálicas das composições despencaram na altura do número 9.920 da avenida Sapopemba. Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para a ocorrência e de acordo com a Corporação, não houve vítimas. Poucas horas depois do ocorrido, o Metrô divulgou que abriu sindicância para apurar as causas do acidente. Era esperada a divulgação de um relatório preliminar ontem, mas não foi liberado. Os trens colididos continuavam na plataforma.

A Companhia explicou que, na noite do acidente, os dois trens estavam vazios – a Linha 15 opera sem maquinistas – e colidiram durante uma manobra. Um dos vagões seguia para uma área não operacional quando bateu no que estava parado. O Metrô informou que as informações dos trens e do sistema de comunicação e de sinalização estão sendo rigorosamente analisados para apuração das causas e levantamento das medidas a serem tomadas.

Além de descobrir os motivos do choque, os técnicos do Metrô precisam resolver ainda a melhor estratégia para conseguir remover com segurança os dois trens da plataforma da estação. De acordo com a assessoria da Companhia, até o final da tarde de ontem não havia previsão de quando a ação vai acontecer. O monotrilho fica a 15 metros de altura o que complica ainda mais a operação.

Como a estação ainda não foi aberta ao público, o acidente não atrapalhou a operação da Linha 15 no dia seguinte ao choque. O Metrô ressaltou que foram “transportados com segurança mais de 45 mil passageiros” no trecho entre Vila Prudente e Vila União na quarta-feira, dia 30.

A estação Jardim Planalto estava prevista para ser aberta junto com as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União em abril do ano passado. Na ocasião da inauguração das quatro estações, o então secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pellisioni explicou à Folha que a empresa contratada atrasou a obra e foi multada. Na época, a nova previsão divulgada para abertura era junho de 2018.

No fim do ano, por causa de mais atrasos no cronograma de obras, o Metrô rescindiu os contratos com a empresa Azevedo & Travassos e atualmente faz licitação para escolher nova empresa para concluir os trabalhos nas estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. (Kátia Leite)