
As estações Vila Prudente e Oratório, que integram o único trecho em operação da Linha 15-Prata do monotrilho, passaram a funcionar todos os dias das 4h40 à meia-noite desde a quarta-feira, dia 26. Agora, a Linha 15 opera no mesmo horário da Linha 2-Verde do metrô, com a qual faz integração na estação Vila Prudente.
Abertas ao público em agosto de 2014, as duas estação funcionaram inicialmente por algumas poucas horas aos finais de semana. Gradativamente, o tempo foi ampliado e a operação passou a ser diária. Mas, somente um ano depois da abertura, foi iniciada a operação comercial, com cobrança de tarifa, e os trens circulavam das 7h às 19h. Em dezembro, foi expandido para 6h às 20h, horário que vigorava até a última quarta-feira.
Durante todo esse período, o Metrô justificou que por se tratar de um novo modal de transporte, eram obrigatórios diversos testes gradativos de sistema de sinalização de via, portas de plataformas, trens e interfaces sistêmicas, entre outros.
Mesmo com os testes em andamento, no último dia 10 um trem saiu da estação Oratório com as portas abertas por causa da falta de sintonia entre a abertura das portas da plataforma e as da composição parada na estação. O problema impediu inclusive o embarque dos passageiros que aguardavam o trem. A Companhia do Metrô informou à Folha que já foi implantada pela Bombardier, fabricante da composição, uma nova versão do sistema de controle de portas, que elimina esse tipo de falha em todos os trens do monotrilho.
A Linha 15 opera por sistema computadorizado que não exige maquinistas. Quando ocorreu a falha nas portas no início do mês, coube a um dos operadores presentes na composição, parar o trem através do painel de controle de emergência.
O primeiro trecho da Linha-15 tem 2,3 km de distância entre as estações Vila Prudente e Oratório. De acordo com o Governo do Estado, o segundo trecho, previsto para o primeiro semestre de 2018, terá mais 13 quilômetros de vias elevadas e oito estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.








Mato alto, acúmulo de lixo e entulho, proliferação de mosquitos e ratos, vandalismo, entre outros problemas. Este é o atual cenário dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô na região da Santa Clara, onde está prevista a construção da estação Água Rasa. A caótica situação se estende há quase um ano, desde que o Governo do Estado suspendeu pelo período de 12 meses o início das obras de expansão da Linha 2 – Verde, que seguiria da Vila Prudente até Guarulhos. De acordo com o texto publicado em Diário Oficial no dia 31 de dezembro do ano passado, a paralisação se estenderia até o dia 21 de dezembro deste ano sob a justificativa de ajuste fiscal da União, que não liberou o financiamento de R$ 2,5 bilhões via o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS). Questionada pela Folha nesta semana, a Companhia não respondeu se as obras serão retomadas ainda este ano. Enquanto os trabalhos seguem paralisados, a vizinhança continua sofrendo com os transtornos causados pelo abandono dos locais desapropriados.
O tradicional estádio do Juventus na rua Javari teve uma tarde inusitada no sábado, dia 15. A começar pelo próprio campo, que perdeu as conhecidas marcações do futebol brasileiro e ganhou jardas. Pela primeira vez, a Javari recebeu uma partida de futebol americano e não faltou a animação da torcida que compareceu em grande número, mesmo que alguns não conseguissem entender muito bem o que acontecia no gramado. O protagonista deste dia histórico foi o time nascido recentemente no bairro, o Mooca Destroyers, que enfrentou e venceu a equipe do Uberlândia Lobos por 10 a 7, em jogo válido pela quarta rodada da Liga Nacional. No entanto, mesmo com a vitória, o Mooca Destroyers não se classificou para a fase dos playoffs por causa do saldo de pontos.


