
O que mais se ouvia na região era a indagação: “de novo?”. A notícia soava como velha, mas, na verdade, era o problema que se repetia. A adutora que passa sob a esquina da avenida Vila Ema com a rua Domingos Afonso, na Santa Clara, rompeu durante a madrugada da terça-feira, dia 10, e uma enorme cratera surgiu no asfalto – parecia que o trecho havia sido bombardeado. O abastecimento ficou cortado por quase 24 horas – embora levou mais tempo para a água realmente voltar às torneiras nos mais de 15 bairros afetados. O tráfego de veículos ficou interditado até a tarde de ontem, causando complicações ao trânsito e prejuízos aos comerciantes. Situações bem parecidas com o que ocorreu menos de quatro meses atrás, em 16 de outubro, quando um vazamento na rede a poucos metros da peça rompida nesta semana, também deixou os mesmos 53 mil pontos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sem água, atingindo mais de 200 mil pessoas.

Na tarde da terça-feira, dia 10, integrantes do movimento Viva o Parque Vila Ema e demais apoiadores da causa estiveram no Ministério Público de São Paulo para acompanharem o processo referente à criação de parque no terreno de cerca de 17 mil m² na esquina da avenida Vila Ema com a rua Batuns. O grupo foi recebido pelo promotor de justiça do meio ambiente, José Roberto Rochel de Oliveira.
Frequentadores do Parque Ecológico Professora Lydia Natalizio Diogo, o Parque de Vila Prudente, vêm estranhando, a presença de veículos do Serviço Funerário do Município nos fundos do Crematório de Vila Alpina, que fica ao lado da área verde. Nesta semana a reportagem da Folha flagrou cerca de 30 carros e 20 caminhões largados no espaço, muitos deles batidos, cheios de terra e enferrujados. Segundo os próprios funcionários do crematório, a situação vem ocorrendo há pelo menos dois meses. 
Diante da escassez de água, quem ainda não pensou em ter um grande estoque em casa? Mas antes de sair enchendo baldes e mais baldes, garrafas ou comprar caixa d’água extra é necessário ter alguns cuidados especiais com as alternativas de captação e armazenamento, inclusive com a quantidade adequada. É importante lembrar que se essas ações não forem realizadas de maneira correta podem ser prejudiciais à saúde. Nesta semana a Folha conversou com professor do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Caetano Sanches Mancuso. Ele esclareceu algumas das principais dúvidas da população e deu orientações sobre as maneiras de armazenar a água e como utilizá-la de forma segura.

