Na tarde da segunda-feira, dia 18, em meio ao forte temporal que atingiu a região, parte do que restava da favela sob o viaduto Capitão Pacheco e Chaves, na Vila Prudente, foi atingida mais uma vez pelo fogo. Segundo informações de moradores, quatro moradias e um comércio ficaram totalmente destruídos. Eles acreditam que a causa do novo incêndio foi um raio que caiu nas imediações e a descarga elétrica correu pela fiação. Vinte homens do Corpo de Bombeiros trabalharam no controle das chamas, que durou cerca de uma hora. Esse é a terceira ocorrência na favela em menos de seis meses.
A chuva e os fortes ventos que atingiram a cidade na segunda-feira, dia 18, deixaram um rastro de destruição na região. Além de muitas árvores caídas, fios despencados, carros atingidos, telhados e fachadas de alguns locais também foram danificados. Telhas do estádio Conde Rodolfo Crespi, do Juventus, na Mooca foram arrancadas. Parte da fachada do hospital São Cristóvão, na rua Terenas, também despencou. Ninguém ficou ferido.
O escoamento das águas nas ruas e avenidas não representou o fim dos transtornos provocados pela tempestade que atingiu a região por volta das 16h da segunda-feira, dia 18. Dezenas de árvores e imensos galhos desabaram com os fortes ventos – somente na área da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba foram mais de 30 pontos com ocorrências desta natureza. Além de interditarem o trânsito e danificarem veículos e residências, muitas das quedas também provocaram a interrupção do fornecimento de energia elétrica. Muitos moradores ainda se estressaram com a falta de entrosamento entre a Prefeitura e a AES Eletropaulo na resolução das demandas.
Assim como em uma profecia o dia virou noite em plena tarde. Mas, não é necessário ter o dom dos grandes profetas para prever o cenário durante e após o temporal que desabou na tarde da segunda-feira, dia 18. Em uma das mais violentas enchentes da história da região, uma corredeira tomou conta da avenida Anhaia Mello arrastando carros, tapumes das obras do monotrilho e tudo mais que aparecesse pela frente. Graças ao empenho de bombeiros, policiais militares e quem mais conseguisse estender a mão para resgatar pessoas presas em veículos, não há informações de vitimas fatais ou gravemente feridas.
O problema é antigo: quem utiliza a calçada da avenida Anhaia Mello, entre a avenida Francisco Falconi e a rua Miguel de Araújo Barreto, no Jardim Avelino, tem que tomar cuidado e torcer para não ser assaltado. Há cerca de cinco anos existia um terreno baldio no trecho, que servia de abrigo para os criminosos. Agora, no local há um grande condomínio de edifícios residenciais, mas, como a entrada dos prédios ocorre pela rua José Gonçalves Galeão, o problema da insegurança no trecho continua por causa da iluminação precária.
Há anos os transeuntes que passam pelo cruzamento das ruas Giestas e Paramu, na Vila Bela, reclamavam da dificuldade para realizar a travessia nas faixas de pedestres do trecho, já que os motoristas não respeitavam a sinalização de solo. A situação foi alvo de matéria da Folha em outubro de 2011 e na ocasião, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que estudaria a possibilidade de implantar semáforos no local. Foi o que aconteceu há duas semanas. Os faróis foram instalados, porém, um detalhe importante foi esquecido pelo órgão de trânsito: o tempo para a travessia dos pedestres.
Embora precise bastante do apoio da torcida em casa, já que a campanha na série A-2 do Campeonato Paulista não é boa, o Juventus enfrentou o Santacruzense na tarde da última quarta-feira, dia 13, com os portões fechados. Os torcedores que tentaram ir à Javari para empurrar a equipe grená deram com a cara na porta. Reprovado na vistoria da Federação Paulista de Futebol ocorrida na sexta-feira, dia 8, o estádio Conde Rodolfo Crespi foi interditado. O que mais causou indignação é que os torcedores não foram avisados. Nenhum comunicado foi divulgado pelo clube antes da partida.
A Acadêmicos do Tatuapé, que retornou ao Grupo Especial neste ano, conseguiu a 11ª posição e se manteve na elite do carnaval paulistano. Já a Uirapuru da Mooca teve um ótimo desempenho pelo Grupo I e por um décimo não conseguiu a vaga no Grupo de Acesso. Entre as demais escolas da região, quem fez bonito foi a Independente, da Vila Alpina, que com a primeira colocação do Grupo II passou ao Grupo I.
Desde a semana passada, após a tragédia na boate Kiss, no Rio Grande do Sul, a Prefeitura de São Paulo resolveu apertar o cerco nos espaços de grande frequência de público na cidade. No sábado dia 2, a imprensa noticiou uma lista de 26 estabelecimentos que seriam interditados ainda no final de semana, entre eles a igreja evangélica Vida Nova Projeto Salvação, na rua Doutor João Inácio Teixeira, na Mooca, e o Clube Atlético Ypiranga, na rua Brigadeiro Jordão, no Ipiranga. Porém, de acordo com a Prefeitura, os endereços ainda seriam vistoriados e, se houvesse necessidade, fechados.