Vítima de incendiário segue em estado grave no hospital

queimaduraInconformado com o fim do namoro, homem incendeia a ex. O crime aconteceu no início da tarde da sexta-feira, dia 12, em residência da rua Pires Pimentel, na Vila Prudente. Bombeiros foram chamados para conter as chamas, que, além da vítima, atingiram um cômodo do imóvel. O helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado para transferir a mulher, de 28 anos, ao Hospital das Clínicas em estado grave. O trânsito da avenida Anhaia Mello sentido bairro foi interrompido para o resgate aéreo.

CET se pronuncia sobre bloqueios na Anhaia Mello

cruzamentoNas últimas edições a Folha vem relatando os problemas encontrados pelos motoristas da região por conta das interdições na avenida Anhaia Mello para as obras do monotrilho. Na semana passada, em entrevista exclusiva ao jornal, o gerente da Linha 15 – Prata, Paulo Sérgio Meca, e o chefe do Departamento de Obra Civil do empreendimento, José Arapoty Prochno, afirmaram que o cruzamento da rua Doutor Roberto Feijó, na Vila Prudente, não será reaberto ao tráfego. Também informaram que o cruzamento da rua Virgílio, alternativa criada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para o cruzamento da Roberto Feijó, não está bloqueado para serviços da obra, assim como a alça de retorno da Anhaia Mello, localizada sob o complexo viário Senador Antônio Emygdio de Barros Filho, na junção com avenida Salim Farah Maluf, que está fechada há mais de dois anos.

“A Vila Zelina é de todos nós”

Em nome da comunidade de Vila Zelina, através da entidade AMOVIZA, gostaríamos de expressar nosso sentimento de surpresa, perplexidade e decepção quando deparamos com o conteúdo da matéria publicada por este jornal de renome em sua última edição, referente a argumentações de suposto “desrespeito por parte do projeto da AMOVIZA a história de nosso bairro” proveniente de um ato pontual de algumas pessoas de nossa comunidade lituana de Vila Zelina, quase vizinhas, que encontramos pessoalmente e com frequência no bairro. Perguntamos: “A Comunidade de Vila Zelina tem escritura de posse?” Obviamente não. Não podemos compará-la a um bem imóvel como uma casa ou uma igreja. A Vila Zelina é formada por moradores, empresários, párocos, comerciantes, servidores públicos, profissionais liberais, sua infraestrutura, sua vida.

Desde 2008 estamos trabalhando em prol da preservação das raízes do bairro através deste projeto pioneiro regional, não étnico, aberto ao paulistano, de sustentabilidade social, cultural, econômica, turística e ambiental que é este projeto de tematização da região de Vila Zelina e adjacências sob o slogan de “Bairro Leste Europeu de São Paulo”. Este foi o slogan democraticamente escolhido há cinco anos com a concordância de todos, com racionalidade e justiça, documentado posteriormente através de abaixo assinado, apoiado por descendentes e imigrantes do leste europeu, brasileiros, italianos espanhóis, portugueses, japoneses, israelitas e por todos aqueles que residem e trabalham na Vila Zelina, que reconhecem, simpatizam e homenageiam carinhosamente àqueles que contribuíram para a formação deste bairro único, sem excluir ninguém.

Este aspecto cultural leste europeu continua forte e ainda presente nesta região talvez única no mundo, uma região formada pela sinergia de esforços e respeito mútuos entre comunidades de imigrantes de bielorrussos, búlgaros, croatas, eslovenos, estonianos, húngaros, letos, lituanos, poloneses, romenos, russos, tchecos e ucranianos, todos refugiados de revoluções e guerras que com muito esforço colonizaram a Vila Zelina. Ninguém quer renomear a Vila Zelina ou o que existe nela, mas sim valorizá-la. Estamos trabalhando neste projeto com participação ativa da comunidade lituana que faz parte de nossa diretoria e comissões desde o início (a composição nominal de nossa diretoria está registrada em cartório).

Em 6/2/2012 no Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente, apresentamos o design e esboço da fase inicial deste projeto que contou com a participação de toda a comunidade da Vila Zelina e adjacências, parceiros e convidados, com destaque a apresentação de representantes da comunidade lituana como a do professor de história Sr. Marcos Lipas e da artista plástica Sra. Janete Zizas da comissão da AMOVIZA. Neste dia jovens com trajes típicos lituanos e russos postaram-se para apresentar e explicar a história dos desenhos existentes nestes trajes e sua simbologia. A cobertura jornalística desta reunião está registrada no acervo digitalizado do site da Folha, edição 1020 de 10/2/2012.

Notamos, porém, que uma minoria da Comunidade Lituana vinha participando esporadicamente de nossas reuniões. Preocupados em sempre unir a todos, por iniciativa da AMOVIZA, solicitamos então ao cônsul honorário da Lituânia para convocar estas pessoas e a todos desta comunidade para mais uma vez discutirmos o projeto de tematização, dialogar, ouvir opiniões, sugestões e críticas “construtivas”. Esta reunião ocorreu no dia 24/9/2012, com a participação de todos, inclusive daqueles que levaram pessoalmente este injusto manifesto e suas críticas para publicação na Folha. Enviamos o original da lista com as assinaturas dos presentes desta reunião de 24/9/2012 para a Folha para registro. Aliás, perguntamos: Porque não querem juntar-se e trabalhar conosco? Por que a publicação deste manifesto vazio? Onde estão as assinaturas da suposta “unanimidade de opinião da Comunidade Lituana de São Paulo” citada neste manifesto? Por que estas imposições de dirigir-se a Vila Zelina como um “bairro só de lituanos”? Acreditamos sim que está realmente havendo um desrespeito com a história do nosso bairro através desta injustiça de excluir todas as outras comunidades de imigrantes que ajudaram a colonizá-lo. Vamos lembrar a sábia frase: “A união faz a força”. Somos poucos, vamos arregaçar as mangas e trabalhar juntos, dar o bom exemplo, pois fazemos parte de uma só família, a da Vila Zelina que é a nossa casa.

Comunidade de Vila Zelina, através da entidade AMOVIZA.

AMOVIZA afirma que projeto para o bairro não diminuiu a história dos lituanos

amovizaDando sequência a questão levantada na edição passada por comunidades lituanas, que afirmaram que o projeto de tematização da Vila Zelina como bairro do Leste Europeu estaria diminuindo a importância dos lituanos na formação do bairro, a Folha recebeu nesta semana uma comitiva de moradores da Vila Zelina, de diversas descendências, inclusive lituanos, que não concordam com o protesto.

Pacientes esperam mais de cinco horas por atendimento em hospital infantil

hosp1A longa e desgastante espera por atendimento no principal hospital infantil da região, o Cândido Fontoura, na rua Siqueira Bueno, na Mooca, da rede estadual de saúde, tem revoltado os pais. O tempo médio de espera passa de cinco horas devido à alta demanda e o baixo número de médicos para o atendimento. Segundo funcionários ouvidos pela Folha, recentemente, cerca de 15 médicos pediram demissão alegando baixos salários. Na manhã da última terça-feira, dia 9, quando a reportagem esteve na unidade, apenas dois pediatras atendiam os pacientes que se aglomeravam na sala de espera.

Subprefeito faz palestra na Associação Comercial Mooca

subNa noite da última quarta-feira, dia 10, o subprefeito da Mooca, Francisco Carlos Ricardo, esteve na Associação Comercial – Distrital Mooca, onde falou sobre vários assuntos, em especial sobre a Operação Urbana Mooca – Vila Carioca prevista para acontecer na região.

Depois de matar estudante de 19 anos, menor se entrega à Justiça

morte1O estudante universitário Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto com um tiro na cabeça na noite da última terça-feira, dia 9, em frente ao portão de entrada do prédio onde morava, na rua Herval, no Belenzinho. Ele foi vítima de um latrocínio – assalto seguido de morte – cometido por um menor de 17 anos, que no dia seguinte se entregou à Justiça e completa 18 anos na sexta-feira, dia 12.

Do alto da obra do monotrilho

monotrilho2Na manhã da última quarta-feira, dia 10, a convite da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, a equipe da Folha visitou as obras da Linha 15- Prata do monotrilho. O roteiro começou no canteiro da estação Vila Prudente, prosseguiu na estação Oratório, que está em fase de acabamento, e terminou no futuro pátio Oratório que terá capacidade para 30 trens. O chefe de gabinete da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Luiz Roberto dos Santos, e o engenheiro de Obra Civil da Linha 15, Cyro Mourão Filho, acompanharam a visita.

Delegacias da Capital voltam a registrar todos os tipos de ocorrências

dpO Governo do Estado iniciou na última quarta-feira, dia 3, as mudanças no atendimento das 93 delegacias da Capital, além das delegacias de Defesa da Mulher e do Idoso. Com as alterações, os distritos policiais da cidade passam a registrar todos os tipos de ocorrência durante os dias úteis, das 8 às 20h, inclusive os flagrantes. Depois desse horário, o atendimento será nas 27 Centrais de Flagrante e de Polícia Judiciária, que também serão as responsáveis em registrar as ocorrências nos finais de semana.

Projeto de Tematização do bairro de Vila Zelina: não podemos nos calar

A comunidade lituana de São Paulo, formada por lituanos nativos e descendentes, vem esclarecer aos moradores alguns pontos de vital importância para nós, para o bairro de Vila Zelina e para a cidade. A Vila Zelina ficou conhecida como bairro lituano pela sua história e tradição, história essa construída maciça e pioneiramente por lituanos e descendentes que se estabeleceram e formaram suas famílias nas terras do bairro. 

Alguns fatos legitimam nossas palavras e, infelizmente, vêm sendo encobertos por motivos ainda não especificados. Eles comprovam a maneira como o bairro foi construído a fim de atender aos imigrantes, nossos antepassados, formando neste local um reduto, um pedacinho da Lituânia no Brasil. Uma maneira de transformar a dor em saudade, a saudade em boas lembranças. Dentre muitos fatos, citamos: 

– A Igreja São José de Vila Zelina: construção liderada pelo padre lituano Benediktas Sugintas, inaugurada em 16/02/1936 com a colaboração braçal e financeira dos imigrantes lituanos que doavam não só suas economias, mas por vezes dinheiro do próprio sustento para erguê-la.
– O Colégio Franciscano São Miguel Arcanjo: fundado em 1938 por cinco irmãs franciscanas lituanas provenientes de Pittsburgh, nos EUA, especialmente para atender filhos de imigrantes lituanos do bairro.
– A Praça República Lituana e o monumento da Liberdade no centro da praça, réplica do monumento presente em Kaunas, na Lituânia.
– O legítimo pão preto lituano, receita original de família lituana.
Com o início do projeto de tematização do bairro proposto pela AMOVIZA, as informações que vêm sendo divulgadas não condizem com a realidade e prejudicam nossa dedicação em perpetuar a tradição não só do bairro, mas da comunidade lituano brasileira. O projeto, da maneira como vem sendo conduzido minimiza, e muito, todo o trabalho executado pela comunidade lituana em prol do bairro, ignorando por completo sua importância, desde a origem até agora.
O bairro é de todos, de quem lá está e de quem mais vier. Mas a história, a história da Vila Zelina, de sua formação e origem, seu passado, é imutável. Ela existe. É isso que queremos preservar e que queremos continuar contando. Não podemos, de maneira nenhuma, ignorar fatos. E o fato é que a formação da Vila Zelina se deu, majoritariamente, pelo desejo e união dos imigrantes lituanos. E nunca pensamos que alguém, algum dia, pudesse querer tomar isto de nós. Nunca, em todos esses anos, precisamos vir a público apontar o óbvio. A Vila Zelina sempre foi naturalmente reconhecida como o bairro lituano em São Paulo e nunca houve nenhuma dúvida disso.
Liberdade, bairro japonês. Mooca, bairro italiano. Brooklin, bairro alemão. Vila Zelina, bairro lituano.
É comum ouvirmos os moradores não descendentes falarem sobre a Lituânia, contarem sobre as festas típicas, sobre os hábitos, a culinária. Isso apenas mostra que estas pessoas vieram somar esforços em manter a cultura lituana. Respeitamos a todos e agradecemos imensamente sua contribuição.
O que pretendemos aqui é única e exclusivamente proteger a verdade.
Não somos desfavoráveis às atividades da associação de bairro que visam melhorar a qualidade de vida dos moradores, divulgar seus profissionais, atrair novos investimentos e coisas afins. Discordamos da maneira como isso vem sendo desenvolvido. Queremos e podemos participar. Só não podemos deixar nossa história de lado. Não podemos deixá-la escapar de si mesma. Não podemos aceitar que esta parte tão importante de nossas vidas, da vida de nossas famílias, e da sua também e dos moradores da cidade de São Paulo, nos seja subtraída.

Comunidade Lituano Brasileira, Comunidade Lituana Católica Romana de São José, Sajunga Aliança Lituano Brasileira, Consulado Honorário da Lituânia e Consulado Geral da Lituânia em São Paulo.